Ilustrada > Livro celebra 90 anos da Semana de 22 e expõe suas contradições Voltar
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a ruptura com o parnasianismo até que demorou, não importa se os responsaveis da semana de 22 eram ounão da burguesia, poesia sobre vasos e tapetes ngm merece... gostaria de ver algo deste tipo hj, e rompermos com o funk, axe, bbb, etc...
Não foi bem assim. O autor não celebra os 90 anos da Semana de 22, muito menos expõe contradições. Trata-se de oportunismo velado em um texto que busca expor visão extremamente pessoal. Seria, no máximo, uma crônica de baixa qualidade.
A prefeitura já deveria estar se planejando para comemorar os 100 anos do movimento, quem sabe uma 2º Semana da Arte Moderna ou Contemporânea sei lá.
Ah, tá bom. Mas independente dessas contradições, no caso da poesia: só de combaterem o Parnasianismo e a rigidez métrica dos seus versos já valeu a pena. Deixemos a elite fazer a revolução do possÃvel...
Ótimo comentário
Marca maior desse tao ellitizado evento que perdura inda fervillhante em nossos dias e' a funesta constataçao que grandes genios e artistas teem em sua maeoria,seu tallento e obras reconhecidos e acllamados apenas no post mortem.l.
Achei interessante a hipótese de que o episódio das vaias tenha sido orquestrado pelos organizadores! A minha vida inteira eu estudava isso e me perguntava: será que o público que foi lá, sabendo que era um evento de arte moderna, ficou chocado com as apresentações? tsk, tsk, tsk!
" As mais altas torres começam do chão. "
Quando leio o manifesto que dizia "m0rt3 ao burguês mensal..." etc, dou risada. Todos os modernistas eram bem nascidos, todos era burgueses, todos iam à Paris, todos de ascendência européia... Por isso, quando ouço o DCE da minha universidade com aquele discurso "antiburguês", dou risada. No entanto, como bem disse o autor, é possÃvel relativizar, em nome dos grandes talentos que lá havia. ENORMES TALENTOS, apenas da falsa revolta.
A coisa é bem mais simples, e se resume em uma frase. 'Brasileiro não tem identidade.'. Qual a identidade do Brasil? Não me digam samba ou carnaval. Falo opinião própria. Ter uma opinião hoje e não mudar daqui 2 horas. Fala que politico é isso, mas ta la no comicio do cara.
Exatamente, Marcos. E olha que eu adoro o Cazuza, mas esse lance é totalmente hipócrita mesmo. Só quem já passou privação ou teve que um dia bater cartão sabe o que é necessidade de fato. Essa galera anti-burguesa, depois de um tempo, veste seu terninho e faz as mesmas coisas que faziam os que eram alvos das crÃticas deles. Repito: gosto muito deles, mas esse discurso é triste mesmo...
Isso também me lembra o Cazuza, com a sua "burguesia fede/a burguesia quer ficar rica/enquanto houver burguesia/não vai haver poesia". Mais burguês que ele, impossÃvel... rs.
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