Ilustríssima > Estudo aponta parentesco entre textos da Antiguidade e linguagem de crianças e loucos Voltar
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Dá para intuir o tema só de observar a nossa própria mente, porque é dela que o estudo está falando. Nossa mente atual, a forma como pensamos e falamos é resultado de toda a evolução tecnológica e cognitiva da humanidade. Como as crianças e os loucos podem estar próximos de um tipo de lucidez não racional e que de alguma forma se conecta com a nossa origem. De como o nosso processo de cognição parece ser interno e isolado mas que é na verdade uma grande rede.
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Quero ler o estudo e pensar sobre isso. Mas a princÃpio, numa primeira leitura das informações publicadas na matéria, discordo do estudo.
Perdoem a minha ignorância, mas a mim pareceu que o texto dessa matéria apenas choveu no molhado. Não ficaram claras a originalidade da tese e sua praticidade. Mas pode ter sido apenas a decorrência de um esforço de sumarização frustrado pela limitação de espaço disponÃvel para o artigo.
reedição contemporânea da chamada hipótese da recapitulação do biólogo haeckel que, no século XIX, dizia que a "evolução"do indivÃduo constitui recapitulação da "evolução" da espécie.. se os autores do livro tivessem lido um mÃnimo de antropologia, sociolinguÃstica e história da psicologia saberiam esta tese é etnocêntrica, que revela desconhecimento tanto da história da linguagem oral e escrita, quanto dos processos de significação do mundo na infância, quanto da psicose.. vai estudar, gente!
Maria, você não entende nada de análise computacional da linguagem, teoria de gráfos e transições de fase em fÃsica (o equivalente à s leisda dialética de Engels, que aplicava ideias de FÃsica para entender acultura humana e a história já em 1870, leia Anti-During ou Dialética da Natureza de Engels). Foi Engels o precursor da Criticalidade Auto-organizada aplicadá à História. Será que você quer mesmo desprezar o trabalho de Sidarta Ribeiro usando uns poucos slogans politicamente corretos?
Ainda bem que não foi vc que avaliou o trabalho para a revista. Né, sua excelência, a sumidade?
fiquei muito curiosa e cheia de dúvidas.... adoraria ver uma matéria mais profunda sobre o assunto... talvez depois que o estudo seja publicado. Muito interessante mas tão diferente ...
Com certeza se trata de um trabalho que merece a leitura. Contudo, alguns pontos mencionados talvez possam reduzir a força das hipóteses em questão. Por exemplo, o fato dos textos terem sido todos traduzidos para o inglês já reduz bastante a capacidade de tirar conclusões sobre a diversidade lexical das obras analisadas. Qualquer um que já tenha estudado grego ou latim sabe como é complexo verter textos tão distantes para nossos idiomas contemporâneos.
Exemplos tirados do inÃcio da Eneida: "As armas canto e o varão que, fugindo das plagas de Tróia por injunções do Destino, instalou-se na Itália primeiro e de LavÃnio nas praias" (trad. Carlos Alberto Nunes) em comparação com "de Marte ora as horrÃveis Armas canto, e o varão que, lá de Troia Prófugo, à Italia e de Lavino à s praias Trouxe-o primeiro o fado" (trad. Odorico Mendes). A primeira é uma tradução mais literal, ao passo que Odorico tomou muito mais liberdades em sua versão.
Excelente matéria. Obrigado.
Um estudo quantitativo, ou seja empÃrico, provavelmente de 10 a 20 páginas de dados e sentenças objetivas que demonstram a evidência de algo que é discutido em toda a história da Filosofia, mas que fica no campo da reflexão. O problema é conservar o que havia valioso nas narrativas orais. Há nessa forma de interpretar o mundo um tipo de conhecimento que não é possÃvel sistematizar. Isso sobreviveu nas artes. Cabe a nós olhar para a arte e assimilar nela uma forma de aprimorar o saber.
Já tinha visto a tese de que houve uma mudança no modo de vivenciar a realidade entre a fase Homérica e a que se inicia com os filósofos pré-socráticos no livro "Contra o Método" de Paul Feyerabend. A diferença é que o atual estudo abrange vários povos, além de sistematizar a análise com o uso de grafos. Fica a impressão de que embora os ganhos superem largamente as perdas, algo se perde na intensidade das experiências com o processo civilizatório.
Fica difÃcil de comentar porque é preciso estar mais envolvido com a pesquisa e os substratos, mas como estudante de Letras foi uma leitura proveitosa, instigante. Não tenho o que gostar ou não gostar, é a dialética cientÃfica em trabalho constante de investigações. Interessante demais. É referências novas. Sempre um prazer.
Show, parabéns e obrigado pela informação . Nos leva a uma profunda reflexão Achei engraçado não citarem a Biblia em nenhum momento, afinal ela foi escrita no periodo Axial. Creio que se o fizessem, aqui nos comentários estaria cheio de gente horrorizada.
Saudações à equipe autora do artigo e, em especial, ao colega Sidarta. Lerei o paper com atenção, procurando fazer com que minha perspectiva (que se aproxima ao comentário da leitora Bárbara Menezes) não bloqueie a “empatia” com o texto. O que me incomoda é que a possÃvel equiparação entre “crianças”, “psicóticos” e “amerÃndios” reforce (mesmo não intencionalmente) estereótipos racistas, colonialistas e eugênicos. Vamos à leitura e ao debate.
Quem já teve um diagnóstico de psicose talvez tenha dificuldade em tecer algum comentário sobre a matéria, no qual as palavras psicótico e esquizofrênico parece serem constantes. Mas é até engraçado imaginar um Alexandre, o Grande, ou uma Cleópatra como pessoas limitadas intelectualmente, para lá e para cá, satisfazendo as vozes do atual sustento psiquiátrico .
Os comentários aqui são tão complexos e densos qto ao texto, o pouco q entendi, revela q à tecnologia está retroagindo a forma de pensar, a eloquência é tudo mais, ou seja, os memes, emojis, infantilizaram tanto a escrita que hoje fomos capazes de eleger Trumps a Bolsonaro, voltamos para os 3mil anos atrás, onde a narrativa era boçal. De fato com a extrema direita aÃ, estamos voltando a idade das cavernas.
Fica sempre a dúvida: Até que ponto podemos confiar em tudo o que os historiadores relataram através da história universal? É quase certo que houve exageros e fake news influenciados por regimes totalitários que desejavam perpetuar-se no tempo, forçando-os a escreverem bravatas para mostrar coragem ao invés de covardia. Quanto mais recuamos no tempo, mais a realidade e o mito se confundem
Caro Marcelo Leite, se lembre do excelente tÃtulo do seu livro: Ciência, use com cuidado. Sidarta e seus colegas podem ser ótimos em neurociência, mas em história e antropologia devem muito. Para entrar nestas searas, definitivamente, Jaspers não pode ser a única referência num artigo de 2020! É muita "falta de cuidado" - leia-se, arrogância - querer tirar conclusões sobre temas tão cheios de implicações sociais, sem diálogo com especialistas atualizados nesta área.
Isso me parece mais umaa rejeição gratuita e falciosa (straw men) de gente com medo que outros cientistas, munidos de verdadeira interdisciplinariedade e transdisciplinariedade, invadam o seu pequeno feudo intelectual (no caso a sócio linguistica, que ignora a psicolinguistica e a neurolinguÃstica). OK, mas será que os crÃticos leram (e entenderam) o artigo cientÃfico publicado (acessÃvel na internet). Será?
perfeito!! pegam um autor da virada do século XIX para o século XX e ignoram toda uma produção da sociolinguÃstica.. me pareceu pretensioso e rasteiro.. além do que foi apontando em outro comentário: etnocêntrico e evolucionista
Afinal ñ são os povos originários que estão destruindo recursos, que extinguiram culturas e dizimaram povos no mundo.O estudo parece desconsiderar q o mundo ocidental é um mundo adoecido, psicótico, paranóico e cego em seus discursos.Os pesquisadores levaram em conta as diferenças culturais entre povos, ou só tomaram como medida os parâmetros ocidentais da linguagem?Buscaram considerar os aspectos rudimentares da epistemologia ocidental,comparado às demais culturas?
ps. Nature, quis dizer rsrs. Tenho menos algo contra a Nature e Forbes do que fazer uma comparação entre crianças, loucos e povos originários. Já vi muita gente de esquerda afirmando que os povos originários são povos menos evoluÃdos, beneficiados pelo ''processo civilizatório''. Eu pessoalmente não tenho absolutamente nada contra Sidarta e os demais pesquisadores. Aliás tendo até a ser simpática a eles, mas aqui derraparam feio....
Esquerda ñ significa necessariamente compreender profundamente colonialismos q estamos imersos. Menos ainda ser capaz d colocar em prática análises epistemológicas decolonialistas de que necessitamos.Importante ter capacidade de olhar c crÃtica e profundidade p/ o q produzimos enquanto conteúdo na esquerda, p/ q possamos dar passos mais largos na caminhada. Ah!Ser reconhecida pela Forbes, pertencer a Natura, p/ mim é endosso de colonialismo, honestamente. Mas sectarismos a parte...
Que Mauro Copelli, que colheu café para Fidel quando jovem (mas depois amadureceu em rumo ao socialismo democrático), ávido leitor de Ciências Humanas, Antropologia, LinguÃstica, Psicologia, consegue conversar numa boa com você, mas você não tem a menor ideia do que seja Entropia (não, não é sinônimo de desordem!), o equivalente cultural a não saber quem foi Sheakspeare para C. P. Snow. Quem é C. P. Snow, Bárbara?
Bárbara, você sabia que todos os pesquisadores envolvidos são de uma esquerda esclarecida, atenta a todos os debates culturais e polÃticos envolvendo etnocentrismo (SIdarta Ribeiro), feminismo (Natalia Mota) e polÃtica (Mauro Copelli). Sabia que Sidarta, petista histórico, é adepto do Camdomblé raiz, e toca seus tamboras para os Orixás todo dias 1as 6h da manhã. Que Natalia foi eleita uma das 20 mulheres de destaque do Brasil pela revista Forbes, por seu sucesso na Nature.
Há discussões na Academia sobre disputas epistemológicas e epistemicidio, que vem extinguindo saberes, culturas e civilizações por séculos. Embora me pareça ser um estudo com potencial, soa tb um endosso de colonialismo acadêmico ocidental que tanto tem sido questionado. Existem saberes que a academia ainda não alcança, e comparar discursos de crianças e loucos com povos originários soa desrespeitoso e simplista.Antropopologia do sécXIX infantilizava povos não ocidentais
OK, Bárbara, então meus amigos Sidarta, Natália e Mauro, esquerdistas históricos, defensores do uso da maconha medicinal e da Ayusca para tratamento psiquiatrico, atentos ao debate epistemológico e sociocultural, intelectuais de verdade, polimatas, estão endossando o colonialismo academico Ocidental... Meu amigo Sidarta, que toca seu tambor para os Orixás todo dia às 6h da manhã (eu já dormi na casa dele e vi isso!) viraram Bolsonaristas...? Leia o artigo original antes de criticar, please!
Parece tratar-se de um importante resgate das obras de EmÃlia Ferreiro na década de 80 (Los sistemas de escritura en el desarrolo del niño, Nuevas perspectivas sobre los procesos de lectura y escrita, Proceso de alfabetización) e de Karl Jaspers na década de 40 (Vom Ursprung und Ziel der Geschichte/The Origin and Goal of History). De fato, há muito se fazia necessária a continuidade, o aprofundamento e a abordagem daquelas obras excepcionais com novos recursos e desdobramentos.
A narrativa aqui descrita por Marcelo Leite é uma forte ferramenta para a alfabetização e letramento cientÃfico de todos nós. É um libelo ao pensamento cientifico que tem se mostrado tão necessário nesse tempos pandêmicos. A linha de pesquisa estabelecida pelos autores tem repercussões iconoclastas na maneira de ver, ouvir e ler os “loucos” e as crianças. Ver nosso cérebro e, principalmente, nossa mente como um fóssil histórico e evolutivo da história da humanidade é algo inquietante.
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