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JOSE HAMILTON
A verticalização com empreendimentos voltados para que público? Os argumentos apresentados são válidos, no entanto, os estudos que embasam sua análise são de realidades diferentes da brasileira. Recomendo que também procure resultados de pesquisas nacionais para direcionar discussões futuras e lembro que instrumentos urbanísticos podem ser utilizados para combater o processo de gentrificação e a inclusão de populações de baixa renda (já que você prega a democratização da infraestrutura urbana).
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Hermogenes Moussallem
O centro está cheio de arranha-céus abandonados. Verticalizar não garante adensamento. É preciso adensar, concordo, mas adensar verticalizando sem critérios, só atende à sede da especulação imobiliária e não me parece uma boa solução a longo prazo.
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Renata Lima
Falou tudo! Do que vai adiantar aptos de 300 m2 perto de estação de metrô, sendo que esse povo só usa carro? Que revitalizem os prédios no Centro.
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Marcelo Rosa
O Pacaembu é um exemplo da má ocupação da cidade. Metade das casas abandonadas ou invadidas. Um clube municipal que só atende a ricos. Adoraria ver a associação de moradores tendo que engolir um arranha céu na av Pacaembu .
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Hermogenes Moussallem
O centro está cheio de arranha-céus abandonados. É preciso adensar, concordo, mas adensar não é exatamente o mesmo que verticalizar. Adensar, verticalizando sem critérios, só atende à sede da especulação imobiliária e não me parece uma boa solução a longo prazo.
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Hermogenes Moussallem
Se, nos citados eixos de transporte de massa, surgissem empreendimentos com interesse social, com finalidade de adensar de fato, eu concordaria, mas só vejo surgirem enormes edifícios de altíssimo padrão. Torres de luxo com moradores que dificilmente usarão metrô, acabando com as portinhas onde antes havia um sapateiro, uma lanchonete, uma costureira... Eu vejo é a boa e selvagem especulação imobiliária com capa de discurso social.
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W Magrao
Tamanha a falta de aderencia a realidade que ja anotei os nomes dos autores, deles nao quero prestacao de servico nem de graca. Com certeza nao moram em um ou ao lado de edificios que foram ou estao sendo construidos atualmente.
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Marcelo Silva Teixeira
São Paulo já não suporta mais nenhum edifício, muitas casas bonitas de altíssimo valor arquitetônico estão sumindo do Ipiranga, da Aclimação e de vários outros bairros para dar lugar a prédios cada vez mais horrendos e mal construídos. As associações de bairros precisam ser fortalecidas e está na hora de termos uma Lei proibindo mais prédios em São Paulo, ninguém fala em urbanizar o Jardim Ângela, Cidade Tiradentes, Perus e outras regiões abandonadas da cidade....
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João Aguiar
É irresponsável falar em verticalização sem considerar os contextos dos bairros. Uma intervenção em uma favela implica desapropriações e remoção de residências irregulares, e normalmente não prevê espaços públicos de lazer (relacionado ao custo da área que não gera retorno financeiro). Por outro lado, ocupações de classe média e alta em regiões centrais com baixa densidade habitacional significam o sequestro da área urbana pela população que é capaz de pagar.
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Francisco Leitão
Excelente texto. Totalmente de acordo!
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Maria Magrini
Os autores, em que pese sua tentativa, colocam como sinônimos os princípios da verticalização e adensamento quando na realidade eles nem sempre andam de mãos dadas. Podemos ter verticalização exacerbada sem adensar o local, basta construir unidades de alto valor que poucos poderão comprar. Assim o adensamento deixa de ser concretizado ficando apenas a devastação de bairros inteiros.
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Gino Passos
A mudança das regras de zoneamento, para incentivar a verticalização, pode ser avaliada de maneira racional, contextualizada por demandas de justiça social e preocupação ambiental. Cidades mais espraiadas, teoricamente, poluem mais. Mas com relação à justiça social, não apenas zoneamento, mas uma discussão adulta sobre o papel social dos edifícios já presentes e dos novos à vir. É muito déficit habitacional!
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João Aguiar
Curiosamente São Paulo também tem uma imensidão de edifícios altos no centro que estão abandonados. E se houvessem incentivos para colocar as pessoas sem habitação nos edifícios sem habitantes? Requalificar um prédio existente certamente é mais sustentável que construír um novo, e mais rápido. E demolir os edifícios abandonados para construir novos edifícios no mesmo lugar é ainda menos sustentável, é um tanto perverso.
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Klinger Luiz de Sousa
Só quem já esteve na linha de frente da gestão de cidades sabe como é difícil conciliar interesses divergentes. A questão levantada pelos autores é extremamente relevante. É fácil aplicar o rótulo de "defensores dos interesses imobiliários" mobilizando o empático mito de "Davi X Golias", mas o fato é que as argumentações no artigo são tecnicamente consistentes e faz todo o sentido a verticalização nas condições encaminhadas no Plano Diretor de São Paulo.
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João Leite Leite
É hora de criar vergonha e regulamentar a lei constitucional do salario mínimo para que nenhum trabalhador precise se amontoar em barracos na favela. Enquanto o salario mínimo não for suficiente para dar todo o conforto que a família precisa para que seus filhos cresçam fortes, sadios e inteligentes como está na constituição a tendência é as favelas cada mais ir se adentrando aos grandes centros urbanos.
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Marcelo Silva Teixeira
Sem dúvida nenhuma, o maior problema do Brasil são os baixíssimos salários e o altíssimo custo de vida até em cidades pequenas está difícil de se morar. Mas gostaria de saber para quem estas construtoras vendem tantos apartamentos ruins e malfeitos....
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João Leite Leite
É hora de criar vergonha e regulamentar a lei constitucional do salario mínimo para que nenhum trabalhador precise se amontoar em barracos na favela. Enquanto o salario mínimo não for suficiente para dar todo o conforto que a família precisa para que seus filhos cresçam fortes, sadios e inteligentes como está na constituição a tendência é as favelas cada mais ir se adentrando aos grandes centros urbanos.
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Maria Isabella Almeida
Adensamento com critério sim. Não é o que está sendo feito, com predios de 30 andares para classe alta. Este artigo claramente defende os interesses do setor imobiliário e não da cidade. Opinião é uma coisa, defender interesses de grupos econômicos é outra. A Folha precisa reavaliar seus colunistas!
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Maria Isabella Almeida
Adensamento é inevitável nas grandes cidades e serviços públicos devem ser para todos mas falta planejamento na ocupação de Pinheiros, Vila Madalena e outros bairros que estão neste momento de verticalização acelerada. Ruas estreitas onde os ônibus mal conseguem contornar as esquinas e com calçadas mínimas não comportam prédios de 30 andares. As ruas não tem largura para permitir a insolação nem dos próprios prédios. A transformação da cidade precisa acontecer com critério e planejamento.
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João Aguiar
É menos danoso ter um prédio de 30 andares do que um bairro de casarões sem relevância arquitetônica ou histórica, é absurdo que sejam aceitas residencias de um ou dois andares no miolo da maior cidade do Brasil, e isso sim é especulação imobiliária. No caso das favelas e das ocupações, criar condomínios de 3 ou 4 andares libera espaço no chão para praças, terminais de ônibus, ruas, postos de saúde, etc. Desde que, obviamente, a população local concorde com qualquer coisa que se proponha.
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alexandre tarnopolsky
Maria, você está na seção OPINIÃO, não EDITORIAL, tampouco COLUNISTAS. Abs.
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Ana Flavia Wakabara
Não somos contra adensamento. Somos contra a gentrificação, a especulação imobiliária e a pobreza arquitetônica dos edifícios que estão sendo construídos! Os bairros estão perdendo suas identidades. Querem transformar São Paulo em uma grande Moema e a isso nos opomos sim!!
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Ana Clara Duran
E a declaração de conflitos de interesses dos autores deste texto? Onde está? Sugiro fortemente que a Folha de SP atualize a matéria exigindo a declaração de conflitos de interesses dos autores, onde atuam e para quem trabalham.
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Luiz Mario Vieira Souto Leitão da Cunha
Concordo com você. Transformar os bairros em paliteiros, com um predio ao lado do outro não é exatamente almejar maior qualidade de vida. E a praça do Pô-do-Sol realmente foi cercada por questões de segurança, passando a ter horario de funcionamento
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Valéria Ribeiro
Só tem um detalhe: boa parte de quem consegue comprar esses apartamentos que estão sendo construídos são ricos e investidores, que nem vão morar no local, só compram para especular! É muito apartamento de 25 m quadrados valendo uma fortuna. quem compra são investidores. A verticalização pode ser boa mas desse jeito não beneficia a população .
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LUCIANO NEDER SERAFINI
Pergunta-se: os missivistas desta matéria têm algum con flito de interesses??? Matéria paga?? Por quem?
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Paulo Ribeiro
A proposta soa assim: já que não conseguimos que todos os bairros sejam bons vamos piorar os bons para sermos justos, ao invés investir em melhorar os bairros ruins. Outra coisa, os autores demonstram total ignorância sobre o que ocorreu na Praça do Por do Sol que não foi cercada para preserva-la para os moradores e sim como unica forma encontrada para resolver os problemas causados por milhares de pessoas que lá passavam a noite e a madrugada. A Praça continua pública mas com horário, só isso.
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ALEXANDRE DE CASTRO
O que estamos vendo na periferia é um adensamento urbano verticalizado ab surdo sem contrapartida nenhuma (estão triplicando o número de pessoas no mesmo local sem que melhore a infra-estrutura local como ruas, avenidas, transporte público, escolas, hospitais, postos de saúde e espaços de lazer), é nítido que esse vulgo Plano Diretor aprovado na gestão do Maldade teve muito "ja ba" de empreiteiros para sua aprovação.
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Fidel Forattini
É simplista criticar manifestações de moradores, sem considerar os argumentos que muitos apontam. Faltam projetos honestos para a maioria dos empreendimentos imobiliários autorizados. Ruas estreitas estão ganhando prédios em série e não há qualquer discussão para projetos de infraestrutura locais. Outra questão é o custo exorbitante das novas moradias, o que impede o trabalhador de acessá-las, apenas investidores. Por fim, o caso da praça pouco agrega a essa discussão de novos empreendimentos
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Lorenzo Frigerio
O adensamento degrada a cidade, pois as ruas, galerias pluviais e de esgotos, rede elétrica, asfalto etc. foram originalmente construídos para aquele baixo coeficiente de uso e não têm como ser redimensionados em caso de verticalização. Ademais, quem já mora em determinado lugar tem o direito de manter as características de sua vizinhança sem sofrer invasão de incorporações endossadas por um poder público corrupto. Matéria encomendada.
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