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  1. Mario Rudolf

    Acabei de chegar de uma consulta ao cardiologista. No novo e luxuoso hotel de S√£o Paulo havia uma festa com cantores e m√ļsicos contratados. Do consult√≥rio, se ouvia a m√ļsica, o canto e a algazarra festiva. Desconfio que n√£o era uma confraterniza√ß√£o de negros, pobres e grafiteiros, ou quem sabe uma guilda de pichadores.

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  2. Alexander Vicente Christianini

    Do jeito que a coisa anda ainda aparecer√° algu√©m a dizer que √© apenas liberdade de express√£o: escutar a m√ļsica que eu quiser, na forma que eu quiser, onde eu quiser, no volume que eu quiser e a hora que eu quiser. Enquanto o individualismo prosperar sobre o interesse coletivo ser√° dificil sair do atoleiro em que estamos.

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  3. Thiago Souza

    H√° menos de um s√©culo a capoeira praticada em pra√ßas e locais p√ļblicos com seus instrumentos e rodas era proibida. Era algo que atrapalhava o conv√≠vio civilizado, dizia-se a √©poca. Coisa de incivilizados. Eis que em pleno s√©culo XXI ainda se houve ecos do mesmo discurso mostrando o quanto se muda pra que tudo continue o mesmo nesse pa√≠s. Pelo menos a articulista podia ter se esfor√ßado mais pra camuflar seu anacronismo apelando pra algu√©m mais moderno que Gilberto Freyre.

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  4. RAFAEL VICENTE FERREIRA

    E as motos barulhentas? Outra mazela dos cordis. Parece q a moto √© escolhida n√£o pelo conforto, seguran√ßa, praticidade e sim pelos decib√©is q perturbam. Mas n√£o acredito q leis resolver√£o. O problema √© q depois do advento digital e do golpe de 2016, vejo crescer a falta de bom senso e da autocr√≠tica, e vejo surgir uma nova modalidade de desenvolvimento: a indiferen√ßa, trucul√™ncia e a ignor√Ęncia se tornaram h√°bitos e pr√°ticas di√°rias. J√° deve at√© ter uma faculdade "disso da√≠".

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  5. José Cardoso

    Tem que proibir mesmo, e esperar que os costumes melhorem. Os chineses tinham o hábito de cuspir no chão, o que motivou uma grande campanha do governo na época das olimpíadas de Pequim.

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  6. M√°rcia Meireles

    A articulista sempre d√° um jeito de colocar a ¬ďesquerda¬Ē nos enroscos que aborda em seus textos. Respeito a lei tem e ver com cidadania e educa√ß√£o e n√£o com ideologia. Ali√°s, se existe algu√©m que desrespeita leis e √© sem educa√ß√£o √© Bolsonaro.

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  7. Vinicius Rodrigues

    Sinto lhe dizer que sua comemoração se tornará uma frustração. Além de desrespeitar o próximo, agora também o farão infringindo uma Lei, e tudo ficará como esta. Diversas prefeituras já fizeram este decreto, cito o Guarujá como exemplo e se vc for num final de semana lotado por lá será o que mais vai ouvir. A fiscalização não vence. E o pior: o desrespeito as leis vem do chefe maior do Estado, que não usava máscaras em locais que por lei deveria, que da induto a condenado na justiça etc.

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    1. Marcos Benassi

      Caro Vinicius, duas correntes absolutamente divergentes de pensamento psicol√≥gico chegaram a conclus√Ķes semelhantes: reprimir, somente, n√£o funfa no longo prazo, e causa deriva√ß√Ķes t√£o ou mais nefastas do que o originalmente reprimido, tanto em intensidade quanto no tipo e generalidade de sua express√£o. Mas, como pode funcionar no curto prazo, d√° visibilidade √† a√ß√£o do gestor p√ļblico e atende a um punitivismo que agrada Tapuias, v√° l√°. Quem sabe "pega"? N√£o seria de todo mau, n√£o...

  8. jose m√°rio fonseca

    Tudo bem com a opinião da autora mas e a esquerda tem o quê com a história?Papo furado

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    1. Ney Fernando

      Segundo ela, intelectuais da esquerda é que vieram com esse papo de que proibir o som alto cercearia o direito de pretos e pobres à manifestação de sua cultura (mediante barulho nas praias), como se só eles fizessem isso, quando na verdade essa poluição sonora também é coisa de riquinhos.

  9. Marcelo FL Cordeiro

    Estendamos essa lei aos parques, trilhas, montanhas, cachoeiras, florestas, enfim, a todo o meio ambiente. Chega de usurpa√ß√£o do espa√ßo p√ļblico por alguns. Chega de polui√ß√£o sonora.

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  10. Marcos Benassi

    Prezada Lygia, n√£o h√° como n√£o admitir, ao menos em parte, seu racioc√≠nio. Entretanto, a praia √© o espa√ßo mais democr√°tico que existe na Brazucol√Ęndia, a praia carioca sendo seu prot√≥tipo por excel√™ncia. √Č, no m√≠nimo, complicado vetarmos absolutamente uma express√£o, por seu uso incivilizado. Seria tamb√©m equivalente a proibir que as pessoas escrevessem quaisquer coisas na rede social - n√£o somente ataques e amea√ßas, que √© a presente Bozotreta. Com raz√Ķes menos epid√©rmicas, d√° pra pensar.

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    1. Marcos Benassi

      Hahahahah, caro Peter, lá é verdade - ainda que a reverberação das "redes" ultrapasse em muito suas malhas. Mas podemos usar o som dos carros, como argumentei com o Adonay, abaixo. A questão que ponho é que isso, legítimo, não soluciona, senão mitiga. E não é irrelevante mitigar, de modo algum. Mas a incivilidade latente nunca será ultrapassada enquanto for somente contida, sempre se expressará alternativamente. E temos que buscar avanço, creio, não somente contenção.

    2. Peter Janos Wechsler

      Bom dia, Marcos. Parece-me uma analogia capenga. As redes sociais consulta e lê quem quiser. Eu não faço uso de nenhuma. Mas, quem pode desconectar dos tímpanos o barulho infernal das caixas de som?

  11. CLAUDIA ROVERI

    Fiquei com inveja das praias cariocas. E infelizmente a praia n√£o √© o √ļnico espa√ßo onde se pratica polui√ß√£o sonora. E como bem lembrou a autora, n√£o √© exclusividade de pretos e pobres.

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  12. ADONAY ANTHONY EVANS

    Dramaturgo e diretor teatral, Paulo Pontes, marido de Bibi Ferreira, disse certa vez em entrevista ao Pasquim, que quem cnupa bala no cinema, jamais pode ser socialista. Aquele barulinho do papel na cena mais l√≠rica de Dr. Jivago ou Dersu Uzala. O que diria de caixas de som nas praias. Quanto a pixa√ß√Ķes, os franceses tem uma antiga frase pr√° isso:*La muraille est le papier de la canaille*

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    1. Marcos Benassi

      Hahahahah, só na base do francês para fugir da sençura folhética! Todavia, caríssimo, ha idênticos motivos para proibir o rádio no carro, pra não repetir o meu argumento oferecido à articulista. Não deixa de ter alguma legitimidade, Adonay, mas padece de uma fragilidade: ao meramente abolir um comportamento, abdica-se da luta pela civilidade. Assemelha-se a proibir o aborto sem ter nunca oferecido educação sexual na escola..

  13. Carlos Pinheiro

    Não à toa, a sinhazinha é de um dos estados mais reacionários.

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  14. Carlos Pinheiro

    A sinhazinha jamais entender√° a periferia. Ou√ßa Caravanas de Chico Buarque: A caravana do Arar√°, do Caxang√°, da Chatuba. A caravana do Iraj√°, o comboio da Penha, n√£o h√° barreira que retenha esses estranhos suburbanos, tipo mu√ßulmanos do Jacarezinho a caminho do Jardim de Al√°. √Č o bicho, √© o buchicho, √© a charanga. Com negros torsos nus deixam em polvorosa a gente ordeira e virtuosa que apela pra pol√≠cia despachar de volta o populacho pra favela ou pra Benguela, ou pra Guin√©.

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    1. Marcos Benassi

      Carlos, meu caro, importante despachar a pretalha para algum local em que haja conflito armado. Esse cuidado √© relevante no longo prazo: n√£o basta sumir com os indesej√°veis, porque poder√£o retornar. √Č necess√°rio tamb√©m ter uma boa chance de elimin√°-los da face da terra. Hahahahah!

  15. Carlos Pinheiro

    Como sempre, a sinhazinha faz sua pregação proselitista do neoliberalismo, somente para a elite e não para a periferia longínqua onde ela nunca deve ter colocado seus saltos em ruas sem asfalto, enlameadas com esgoto e vigiada por milicianos. Todo assunto é pretexto para a dublê de porta-voz dos condomínios atacar a esquerda. Teria sido contratada pelo jornal para adular a classe média ignara?

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  16. Wagner Veloso

    Grafitar √© vandalismo em qualquer lugar, mas √© interessante trazer uma outra perspectiva como da cultura de rua e popular para justificar sua legalidade, porque n√£o? Lugares como Londres, NY, S√£o Paulo, Berlim, s√£o not√≥rios tamb√©m pela express√£o das ruas. O mesmo pra escutar m√ļsica na praia, na europa branca e civilizada tamb√©m escutam. N√£o tem nada a ver com preto ou branco.

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  17. Jo√£o Melo

    Tratar o espa√ßo p√ļblico como privado, ou como privada, √© fruto de uma educa√ß√£o deficiente. A prova disso s√£o as leis em defesa do √≥bvio respeito ao outro e da cidadania.

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  18. Matheus CRISOSTOMO MENEZES

    Estou digitando ap√≥s ler o texto e antes de ler os comerd√°rios de gente que tenho certeza que apoia m√ļsica alta na praia enquanto √© pimenta no olho (do c...) dos outros.

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    1. Matheus CRISOSTOMO MENEZES

      Caramba, até agora nenhum hate aqui, acho que é pq vc tá mal lida, em...

  19. OSMAR SILVIO GARCIA OLIVEIRA

    Santos SP é terra de ninguém. Os Clubes não respeitam, as barracas de praia também. Além do som dos auto falantes, tem o foguetório frequente e os escapamentos de moto sem fiscalização. Até na ciclovia os sem noção andam com autofalantes.

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  20. maristela ramos

    Mesmo porque não é regra a falta de educação vir de pretos e pobres. A falta de educação vem de gente sem noção de coletivo e isso está em todas as classes sociais e em todo o espectro de cor

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  21. Marcos Ant√īnio

    Invadir calçadas também é algo muito comum, com veículos, mesas, barracas, placas publicitárias e outros objetos.

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  22. Marcos Ant√īnio

    Vamos aguardar e ver se a lei ser√° realmente cumprida.

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  23. Renato Silva Leit√£o

    Perfeito. Espero que as cidades da Baixada Santista façam o mesmo e além de tudo confisquem os equipamentos.

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  24. Jo√£o F Santos

    Caixa de som em praia é um inferno. A falta de educação e respeito ao próximo começa no Palácio do Planalto. Tudo está muito difícil.

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    1. Francisco Xavier

      Ao contrário, amigo, ela não começa, mas termina no Planalto. Quem tá lá é resultado de quem tá aqui. Consequência, não causa.

  25. José Geremias Dalmazo

    Educação que alguns acham que nas Escolas professores tem a obrigação de lembrá-los disso. Em tudo os espaços são tomados sem consulta aos demais que tem os mesmos direitos. Placa: esportes somente nos espaços delimitados, proibido animais nas praias, churrasqueiras e caixas de som, etc.". Resposta: pichação da placa. Cintos de segurança no onibus, apesar dos vários pedidos de motoristas, em vão. Nos acidentes, a falta dele é fatal, mas que importa?

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  26. RICARDO BATISTA

    Brasileiro cordial. Mais na fachada mesmo. Quem já trabalhou numa empresa sabe : Brasileiro não é bonzinho coisa nenhuma. De onde tiraram isso? Cada covil! E em outras áreas o nível de incivilidade também aumenta. Aqui em São Paulo, os motoboys já estão começando a caçar os pedestres até na calçada. Faz tempo que não dá pra confiar só no semáforo na hora de atravessar a rua. Não existem leis e multas para eles?

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  27. Rodrigo De Souza

    Pois √©. Vivemos em uma das cidades mais feias do mundo (SP) e essa gente que agride sonora, cultural e esteticamente os outros precisa mesmo de limites. Nunca ouviremos algu√©m ao som de Beth√Ęnia ou Mozart no √ļltimo volume porque bom gosto pressup√Ķe educa√ß√£o e certo grau de civilidade.

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  28. Rodrigo De Souza

    Pois √©. Vivemos em uma das cidades mais feias do mundo (SP) e essa gente que agride sonora, cultural e esteticamente os outros precisa mesmo de limites. Nunca ouviremos algu√©m ao som de Beth√Ęnia ou Mozart no √ļltimo volume porque bom gosto pressup√Ķe educa√ß√£o e certo grau de civilidade.

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    1. Rodrigo De Souza

      Por que voc√™ acha que preto, pobre e favelado n√£o pode escutar Beth√Ęnia e Mozart? Ser√° que n√£o se trata de preconceito da sua parte? O ideal seria que todos, sem exce√ß√£o, pudessem ter acesso a outros tipos de m√ļsica, mas, infelizmente, n√£o faz parte do √©thos. E sim, ouvir m√ļsica no √ļltimo volume √© invasivo e agressivo. Educa√ß√£o pressup√Ķe respeitar o espa√ßo do outro.

    2. Carlos Pinheiro

      H√° civilidade na concentra√ß√£o de renda, na desigualdade social, na mis√©ria e no desemprego? O que h√° √© descaso do poder p√ļblico com a periferia sem esgoto, comandada por milicianos, sem limpeza urbana, sem ensino de qualidade, hospitais e seguran√ßa. Seu preconceito s√≥ concebe a m√ļsica erudita como de qualidade porque as outra s√£o de pretos pobres favelados.

  29. Helio Cardoso

    Praia é desintoxicante! Ouvir a natureza!

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  30. Lorenzo Frigerio

    Essa ditadura do politicamente correto, também conhecida como coitadismo, é um dos mais funestos legados do séc. XX. Não aguento mais esse papo de negros e pobres justificando tudo.

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    1. Rodrigo De Souza

      Por que não há civilidade em outras áreas (concordo com você) você quer justificar esta incivilidade? Já sofreu algum tipo de agressão dessa ordem com vizinho? Sem poder dormir, ler, ver TV, fazer o que quer que seja porque as paredes tremem, ao som de Calypso? Mesmo quando você reclama, sendo diretamente afrontado? E a tipologia musical sempre se repete: funk, forró e sertanejo universitário.

  31. Maria Lopes

    √Č um tremendo desrespeito colocar som alto em espa√ßo p√ļblico. Soube que quiosques nas praias de Santos e S√£o Vicente fazem isso tamb√©m, afugentando quem vai l√° para conversar e beber com amigos. Quer ouvir m√ļsica? Use fones de ouvido ou ou√ßa em casa. Falar alto, falar sem parar, incapacidade de estar em sil√™ncio e prestar aten√ß√£o nos outros ou na paisagem. Infernal. Temos m√° fama, de povo mal educa√ß√£o e pouco civilizado por isso. Nos bairros, esquecem que h√° doentes em casa, beb√™s dormindo.

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