Ilustrada > Morte de Rolando Boldrin leva embora um pouco da alma brasileira Voltar
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Ôôô, que texto lindo, meu caro. Perdê-lo junto da Gal foi, além d um desastre, uma injustiça atencional: não dá pra morrer junto de Gal Costa, qualquer um fica diminuÃdo. Esse panorama foi lindo e precioso, muito grato. O Boldrin me dá a impressão de um Tio querido que se foi, aquele de sabedorias ancestrais, o resolve-conflito, o tira-teima, o que entende de Saci e sempre nos desenrasca. Que falta me fará, esse Tio que nem tive.
Partiu antes do combinado. Merecia ver um Brasil mais amoroso, mais caboclo e menos sertanojo. Vai em paz querido, obrigado por tudo.
Você escreve que ele era extremamente rigoroso com a música e queria que ele dividisse a imagem com outros que não tem nem comparação com o conhecimento do Boldrin? E achou "uma pena"?
Perdemos um grande militante, artista e pensador da nossa identidade nacional. Num momento em que se vulgariza profundamente os conceitos de nacionalismo e patriotismo, a morte de Rolando Boldrin deixará uma cratera na alma do nosso Brasil.
Do Brasil BÃpede, né? Porque tem um braziu pelaà que nem tchuns, cospe fácil na lápide do Boldrin. E do nobre milico Candido Rondon.
Era um apresentador raro que recebia artistas regionais e os tratava como reis e rainhas. Quanta coisa boa ele levou à televisão!
Um grande artista e que transitou de forma magnÃfica pelas raizes da música e da cultura brasileira através do seu canto e dos seus causos.
Grande artista, de uma memória invejável. Me lembro muito dele como ator na primeira versão da novela espÃrita "A Viagem". Que descanse em paz, a falta do programa dele aos domingos vai nos deixar com uma saudade enorme desse grande homem.
Eu vi os programas dele sob os mais diversos nomes. Fará falta a nossa cultura. Que sua memória não seja esquecida.
Boldrin, com o seu radicalismo que eu prefiro definir como pureza, teimava em se esconder e com isso ficou cada vez mais cultuado. Onde ele ia com seu programa, eu o seguia. O pior é que não eu não encontro ninguém para quem ele possa ter passado esse bastão. Outro detalhe: como ele mesmo disse, ele não era defensor da música rural "cousa nenhuma". Ele era defensor de cada retalho dessa linda colcha que é o cancioneiro brasileiro. Já estou sentindo falta...
Obrigado Boldrin, por me fazer reviver a raiz da música brasileira que minha mãe cantava, comigo ao seu colo, enquanto costurava os remendos em minhas roupas rasgadas no futebol com os amigos de infância. InesquecÃvel Boldrin.
Pô, Jorge, o Boldrin é monumento, virou sobre-humano. InesquecÃvel é essa lembrança maravilhosa da mãe cantando cocê no colo, preciosa.
Entendeu o que é música caipira, Gusttttavo Allllonso? E entendeu que esse sertanejo que você defende não passa de um Big Mac? Muita gente gosta, mas não é nem nunca será arte: é um produto de consumo popular
Permita-me alguns acréscimos: esse "texanejo" é um péssimo produto de consumo popular. Se Boldrin não aceitava nem Milionário e José Rico ou Chitãozinho e Xororó, bem menos piores que os Gustavos Lima, imagina esses li xos.
Enquanto envelheço, percebo que o meu mundo está se desfazendo. Gal, Boldrin... pobre mundo!
Assistindo Boldrin eu sentia novamente a brisa sertaneja de minha Passagem Funda, lá nos cafundós do meu sertão paraibano, e com todos os seus mitos, almas e mortos, como se vivos ainda estivessem. Boldrin não tinha só o violão, mas também uma varinha de condão, de onde saia cangaceiros, matutos e fadas e tantas coisas que povoaram a minha infância rural. Eita, vida danada... e agora maisdanada, sem Boldrin.
O confrade Miguel usou o "cantador", és de fato cantador, Manoel?
Poi Zé, meu caro, e você vem d um Brasil que nós tamos enterrando em vida. Vida marvada tomém essa, que apertou há pouco tempo o Elomar Figueira de Mello, outro portento, que - acredite - quase morreu de covid, salvou-o a ciência cresosotada. Mesmo sendo Bozofrênico convertido. Inda bem, porque tem uns cabras cuja contribuição é tão brilhante que nem importa que façam besteira depois de entrar em anos demais. Tanta besteira já fiz quando moleque, não recusarei tal direito a véio de direita.
BelÃssima homenagem, cantador Manoel EmÃdio.
Sim, “último dos grandes folcloristas caipiras da linha do nacional-popular de nossa cultura”. Lastimável!!!
Com Boldrin aprendi o que é música do interior do Brasil, suas letras sinceras e diretas, falando do cotidiano duro da vida do campo, longe dessa bobajada de “sertanejo” que se espalhou como praga atiçada pela Globo. Só agradecimentos a esse homem tão especial.
Esse "texanejo ostentação" é uma verdadeira poluição sonora. Boldrin jamais aceitaria um Gustavo Lima ou similar no seu ótimo programa. Cumpriu brilhantemente sua missão.
Rolando Boldrin, homem do bem, brasileiro raiz, falou a lÃngua dos bons, eloquência do simples. Vá em paz, reze por nossa gente . Um nordestino que vc tanto valorizou!
Sabia que viria um texto seu em homenagem ao artista , respeitoso e abrangente , como de fato . Boldrin foi uma raridade que só pôde acontecer , ou permanecer , graças ao apoio da TV pública . Muito mais que regionalista foi de fato brasileiro .1/2
Neste domingo , por coincidência , assisti ao programa , há muito reprisado , na casa de meus pais , onde gosto de ver e estavam lá Gilberto Gil cantando com um grupo de jovens cantando Miserê Nobis e em seguida Décio Marques . Onde mais assistir Décio Marques na TV?!
Sabia que você faria um texto sobre o artista , respeitoso e abrangente , como de fato . Boldrin só pôde acontecer ou perdurar graças ao apoio da TV estatal é bom que se diga . Muito mais que regionalista foi uma espécie de mecenas da música brasileira na totalidade ….1/2
Grande perda .
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