Deborah Bizarria > Censo 2022: Geração com menos filhos desafia políticas públicas Voltar
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Tenho dois filhos e não consigo pensar na vida sem eles. Entretanto, entendo perfeitamente quem não os querem, pois é um trabalho e preocupação contÃnuos, sem descanso, com muito custo e com incerteza persistente. Enfim, o nosso paÃs não permite, ao menos à maioria, uma tranquilidade na criação.
Não vejo vantagem num paÃs pobre populoso. Acredito que o ideal é investir em polÃtias públicas que possam trazer dignidade para os idosos, e conscientizar a população sobre as responsabilidades demandadas ao decidir ter filhos. Se por um lado o paÃs precisa investir no social, na educação, é fundamental investimentos que possam alavancar a economia, gerar emprego e renda.
Para além das causas objetivas citadas na matéria, há causas de cunho subjetivo. Cuidar de filhos é tarefa árdua, cansativa, que nem todos estão dispostos a encarar, ainda que tenham condições financeiras. O mundo mudou. FamÃlias com 4 ou mais filhos ficaram no passado. De outra banda, há um aumento significativo de famÃlias que simplesmente optaram por não terem filhos.
Ótimas notÃcias. Com menos filhos o desemprego cai e os salários sobem. E a automação cuida do resto.
Alguém tem que cuidar das crianças. Se houver mais creches, isso significa que em vez dos próprios pais biológicos, outras pessoas farão essa tarefa. Se pensarmos em um funcionário para cada 5 crianças, ganhando 3 mil reais entre salários e encargos, e somarmos custos de aluguel, utilidades, manutenção e alimentação, cada famÃlia pagará mil reais por mês por cada filho, seja diretamente, seja por meio de impostos.
Quem tem condições de criar bem um filho, com boa moradia, boa alimentação e boas escolas, não quer tê-los ou têm poucos, um ou dois, enquanto mulheres sem renda e sem condições de criá-los, os têm em pencas, crianças sem pai, sem moradia adequada, sub alimentadas e com escolas ruins. A melhoria da capacitação da população passa por dar a todas as crianças boas condições de moradia, alimentação e escola que realmente ensine.
Com o desemprego estrutural causado pela automação crescente não sei como querem promover o crescimento populacional. Coisa de capitalista que quer manter um exército desempregado de reserva para forçar os baixos salários. A população deveria fazer uma greve geral de natalidade.
Um conceito distinto é o de fertilidade que refere-se ao potencial reprodutivo, ou seja, capacidade fisiológica para conceber ( fecundity em inglês); enquanto que o termo fecundidade é usado para indicar o desempenho reprodutivo de uma pessoa ou um grupo de pessoas (fertility em inglês).
Favor corrigir a notÃcia, pois não há evidências que houve uma queda na fertilidade da mulher, mas sim uma queda na fecundidade, fato que vem ocorrendo desde a década de 1960 no Brasil. Um conceito distinto é o de fertilidade que refere-se ao potencial reprodutivo, ou seja, capacidade fisiológica para conceber ( fecundity em inglês); enquanto que o termo fecundidade é usado para indicar o desempenho reprodutivo de uma pessoa ou um grupo de pessoas (fertility em inglês).
Problema para o paÃs e para a própria famÃlia que não terá filhos para amparo na velhice.
Para que filhos para amparar na velhice, meu caro? Trata- se de uma caracterÃstica de gerações passadas. Eu msma não sou mais tão jovem e batalhei muito para garantir um minimo de qualudade de vida, sem depender dos outros. Ninguém gosta dessa dependênicia, que muitas vezes é humilhante. Precisamos proporcionar educação e bons empregos para que possamos viver dignamente em todas as fases da vida.
Bem,ter filhos com expectativa de amparo deles na velhice pode ser cruel com eles e frustrante para os pais.
O censo de 2010 já tinha mostrado a queda acentuada da fecundidade , que naquela época estava abaixo do nÃvel de reposição. Desde então o número de nascimentos ficou estável, teve até um pouco de crescimento, mas a epidemia de zica vÃrus, a pandemia e a crise econômica derrubaram o número de nascimentos. Em 2022 nasceram 300 mil bebês a menos que em 2015.
Talvez uma parte da população esteja pensando melhor e se recusando colocar crias no mundo apenas para repetir o cÃrculo de sua pobreza.
Sempre culpa do fosso social imposto pelos dominantes, até que faltem consumidores aos produtos e serviços por esses! Em observação, o termo cientÃfico correto em análise, seria natalidade e não fertilidade.
Outro fator que precisar ser levado em conta é o pelo menos aparente maior número de crianças nascidas com necessidades especiais. PolÃticas públicas para aumento da natalidade tendem a pensar na possibilidade que nasçam apenas pessoas sem necessidades especiais e quando o contrário acontece deixam pais e a criança se suporte de educação e saúde dignos. Talvez precisemos aprender a necessidade de um mundo com cada vez menos pessoas e menor agressão ao planeta.
Acabou o tempo que as mulheres tinha dez filhos andando seminuas! A fabrica de escravos está vivendo uma crise! A elite que um dia deste criticava o bolsa famÃlia, em breve ira visitar a mulher que der a luz uma criança. Os três rei mago irá levar presente as heroÃnas que tiver a coragem de por um filho no mundo. Como diz um provérbio, a lÃngua é o castigo da bunda...
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