Wilson Gomes > A universidade e o tribunal identitário Voltar
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Buscar o equilibrio nessa pauta identitária se faz necessário. Sempre fui a favor de uma polÃtica pública mormente contra o racismo e inclusão social. Mas não só comigo por vezes com pessoas próximas que compartilham desse pensamento já ocorreu análoga com essa aluna. Se tem uma crÃtica a determinada atitude de uma pessoa já fui taxado de intolerante religioso, de racista e quando critiquei Dilma fui taxado de misogeno várias vezes. Por vezes é perigoso, caluniador e insensato apontar o dedo.
Ótima análise, Wilson! Observo isso diariamente nas universidades.
Basta uma manifestação que não esteja bajulando o colunista e a censura da Folha se apresenta.
Que miscelânea mal-ajambrada. Uma coisa é o identitarismo exacerbado, outra é a denúncia da relação pedagógica como autoritária, que é bem mais antiga, vindo, pelo menos, desde as manifestações estudantis de 1968. Como o caso não é identificado pelo colunista (por bons ou maus motivos, pouco importa), temos de tomar sua versão como correta, pode ser real... mas faz um curioso eco com às denúncias bolsonaristas da bagunça esquerdizante do ambiente universitário.
Alberto, o caso é publico, fácil de achar na net, envolve a UFBA e a faculdade de comunicação. Foi amplamente divulgado no G1. Tem todos os audios la. Vale ver, pois houve muita reação.
Em 2000, Philip Roth publicou "The Human Stain" - A Mancha Humana, traduzido como A Marca Humana. A obra se baseou em um fato real ocorrido com um amigo professor de sociologia em Princeton. A situação é semelhante à do texto, um professor utiliza o termo "spooks" com a conotação de "fantasmas", para alunas que nunca apareceram e sofre acusação de racismo, sendo expulso da universidade. Radicalismo de direita x radicalismo de esquerda disputando qual é mais insana, truculenta e fanática.
O romance virou filme em 2003, com Nicole Kidman, Ed Harris, Gary Sinise e Anthony Hopkins (no papel principal). Bom filme. Na década de 1990, na universidade, vi um professor se recusar a receber o trabalho de um aluno, que ele alegava nunca ter frequentado suas aulas. Não reconheceu o aluno e não aceitou o trabalho dele. O aluno disse "Tá bem" e foi embora. Imaginem isso nos dias de hoje...
Obrigado pela recomendação! Muito interessante!
O que esse pessoal não percebe, ou não quer perceber, é que esses exageros alimentam o preconceito. Como os exageros e equÃvocos da esquerda alimentaram a direita, e levaram à eleição de Bolsonaro. Tomara que o filme não se repita, mesmo com atores trocados.
Refere-se à corrupção desenfreada dos últimos governos federais os "deslizes e equÃvocos"?
Interessante, tendo a concordar. Mas a quem o sr. se refere com "esse pessoal"? São apenas os estudantes, ou o novo identitarismo está igualmente presente entre professores?
Ótima análise!
Esse tipo de situação deveria ser repudiada sem hesitação pela universidade. E pelos demais docentes (próximas vÃtimas). E pelos colegas dessa pessoa trans de péssimo caráter. Ou agora todas as minorias aspiram também à dispensa de qualquer obrigação de mÃnima civilidade?
Lamentavelmente, esse relato se repete em muitas instituições de ensino superior sem a devida autocrÃtica, espÃrito cientÃfico (hipóteses, dados, evidências etc) e pior, desumanizando as relações acadêmicas. Parabéns pela lucidez
O identitarismo sequestrou a sociedade e estamos reféns de seus caprichos.
Tomei conhecimento pelo artigo da Lygia, e fui olhar no Youtube. Que pessoa arrogante e agressiva! Desrespeitou a professora e atrapalhou a aula dos colegas. É nÃtido que foi lá só pra lacrar e lucrar, e conquistar seus quinze minutos de fama. Enfim, mais um monstrinho que pensa que o mundo deve girar ao redor do seu umbiguinho. Tomara que a universidade fique do lado de sua funcionária, e não premie esse comportamento lamentável.
Não sabia que o caso havia sido tratado antes, obrigado pela informação. Não sei se resguardar a identidade da professora, como faz o colunista, é positivo ou negativo para a professora acusada. A única resposta a uma atitude coletiva de acusação, me parece, seria uma manifestação coletiva de repudio (não estou aqui tomando posição). A interação mais direta que a internet possibilita faz as pessoas fugirem da exposição em vez de enfrentarem os conflitos que se apresentam.
Mas foi justamente o ambiente acadêmico o lócus originário onde se prosperou este tipo narrado pelo colunista. Trata-se de aplicação exemplar do velho ditado: "cria corvos e eles te arrancarão os olhos". Cada vez mais existe uma turba identitária ensandecida, que, mais do que pugnar pela redução de desigualdades históricas, quer uma espécie de vingança. Atacar a reputação daqueles que não concordam 100% com sua cartilha é uma arma bastante comum a utilizam sem qualquer pudor. Tristes tempos!
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