Equilíbrio e Saúde > Tratamento de Alzheimer esbarra em falta de informação e de rede de apoio Voltar
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Para muitas doenças a morte é o melhor remédio pois alivia todas as partes , contudo os remédios são bem vindos por representar ao menos uma esperança.
Minha mãe morreu em março último, não estava no pior estágio da doença, reconhecia quase sempre os filhos, mas quando tinha crise eram dias gritando e sem dormir, broncoaspirou, teve pneumonia e partiu; só uma irmã assumiu os cuidados, os demais quando podiam ajudavam financeiramente, mas deve-se dividir entre filhos e demais parentes os cuidados, é pesado demais.
É importante lembrar que essa equipe de profissionais multidisciplinares não está disponÃvel para famÃlias de baixa renda, que sem esse apoio, também sofrem por conta da desinformação e os preconceitos a respeito do Alzheimer. Quando um familiar apresenta este diagnóstico, os parentes e/ou cuidadores também precisam desta rede de proteção. E não há uma polÃtica pública que contemple essa realidade.
A FSP vem apresentando reportagens sobre Alzheimer sequenciais. A anterior versava sobre exames precoces com potencial de diagnosticar a doença na fase precoce e agora chama a atenção para drogas com eficácia, mas que devem ser aplicadas precocemente. É uma indução ao consumo de uma medicina tecnológica cheia de promessas. Faz parte da sociedade do espetáculo. O modelo de um paciente com recursos financeiros, rede de apoio ampla e famÃlia presente faria com que ele se beneficiasse do tratamento.
Complementando, a grande maioria dos trabalhos para qualquer enfermidade demonstram que abordagens precoces são superiores à s abordagens tardias. As consequências são overdiagnoesis e overtreatment. Outras questões técnicas especÃficas devem ser esclarecidas como o nnt, número de pacientes tratados necessários para se ter uma resposta favorável. O Donanemab tem um nnt em torno de 5, que significa que somente 20% dos pacientes se beneficiarão do tratamento. Ou seja, é reportagem ou propaganda?
Cuido da minha Mãe, hoje com alzheimer avançado, acamada, sem falar e andar, felizmente, sem sonda. Os primeiros sinais surgiram aos 59 anos. Hoje, ela tem 77. A via crucis de cuidadoras, obtenção de fraldas no SUS , infecções de urina e etc é exaustiva. Meu irmão é ausente. Minha irmã contribui financeiramente. O tratamento multi disciplinar é essencial e a saúde do cuidador idem. Oremos por uma cura. Criei o instagram @mamaetemalzheimer para compartilhar experiências.
Não é fácil,meu pai e minha mãe tiveram alzheimer....minha mãe morreu recentemente
Carlos, muito importante o seu depoimento nos comentários e sua atitude de compartilhar experiências. Certamente, quem estiver vivenciando essa situação, terá mais uma fonte para buscar outros encaminhamentos e ações para si e para o paciente que é atendido.
Um dos maiores obstáculos que vc encontra são o tenebroso preconceito, muitos, inclusive médicos te tratam como psicóticos e sua vida submerge, vc se sente rejeitado pelos próprios familiares, sabe Deus o que tenho enfrentado. Sou muito fiel à Deus e por hora vou lutando.
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