Giovana Madalosso > Preciso correr, preciso parar de correr Voltar
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Giovana sempre genial!!!
GO, GO, FOR HEALT Eu ouço os mortos ( Hendrix, B B King, Morrisson, Chuck Barry...) me dizendo: vamos poeta! Hendrix me diz: "Ei, ei, ei poeta You better run!" Vamos, vamos, vamos. Que é para você não ir! Não tão cedo, quanto fomos nós. E eu vou! Ando. Corro! Corro em busca de não sei o que Ao encontro de não sei o que Mas estou encontrando. Ainda não sei o que Só que, uma paz começa a me invadir e meu Coração, agora bate no compasso, no ritmo Das batidas, do compasso de músicas Desses
Poesia dura e crua! Parabéns! Só lamento te informar que seu caixão não será de mogno, mas de MDF... O precioso mogno já foi por séculos surrupiado de nossas terras, o que resta está na Amazônia, sua extração e comércio são proibidos e o preço no mercado de madeiras contrabandeadas deve ser altÃssimo.
Sensacional! Poético sem utopias.
Muito bom! Obrigado, Giovana!
Giovana, uau!!!! Que poesia!
Nossa Giovana! Você descreveu a minha alma. Sinto exatamente assim nesses meus 51 anos.
Excelente texto!
O famigerado “meio termo” … utópico …
Tenho pensado no Faustão. Ele está na sobrevida: uma pessoa septuagenária, com comorbidades, para a qual os transplantes de órgãos são contraindicados. Por um lado, a luta legÃtima pela vida; de outro, será que ele está sabendo se despedir da vida? Penso no meu pai: ele era disciplinado com os medicamentos que procuram retardar a degeneração do organismo, e ao mesmo tempo ele foi se despedindo, lançando mensagens para nós, se preparando e nos preparando para partida.
É o que tenho feito ainda mais: para de correr, principalmente depois da partida de meu pai há um ano. Correr teve vigência na casa dos vinte e trinta anos: estudar, trabalhar, conquistar, à s vezes com ideias megalomanÃacas a rondar minha cabeça. A partir dos quarenta fiquei mais seletiva, e neste ano, quando completo cinquenta, começo a tirar o pé do acelerador, inclusive deixar o cansaço se estabelecer, cuidar da saúde sem paranoia, levar uma vida simples e morna, envelhecer sem medo.
Estou chegando aos 70, Paloma, e quer saber? O melhor da idade é justamente o que o (ótimo) texto chama desaceleração ;)
Lembrei da canção Sinal Fechado, do mestre Paulinho da Viola.
Preciso parar de correr para atrás daquela porta, onde há uma dobra no espaço, onde perco meu tempo olhando minha imagem no espelho. Preciso correr da interação com meus medos, das minhas emoções com o idealismo. Correr do meu materialismo ingênuo. Preciso parar de correr de fenômenos mentais e fenômenos fÃsicos. Preciso correr da minha subjetividade. Preciso correr do eu que não pode ser salvo.Preciso parar de correr da minha perspectiva sobre as coisas,só há relações, correr delas é impossÃvel
"Não chores, meu filho; Não chores, que a vida / É luta renhida: Viver é lutar./ A vida é combate". (Canção do Tamoio, Gonçalves Dias)
Preciso parar de correr para poder ler as colunas da Giovana pois hoje é um dia a menos de vida que tenho.
O pessimismo do texto só incomoda porque óbvio. Aparentemente falta tempo à escritora também para fugir do lugar comum.
Quase um poema beatnik. Só faltou umas aspirações mais inusuais pra confirmar o parentesco com a turma do Ginsberg. Mas muito bom.
Sensacional! No melhor estilo da coleção "Para Gostar de Ler", com Rubem Braga, Drummond, Sabino e Paulo Mendes Campos.
Preciso correr muito , correr atrás de todos os artigos escritos pela Giovanna , desde o dia em que ela mandou a primeira cartinha ao Papai Noel ....meus encontros com suas palavras tem sido tão reflexivos e prazerosos. O de hoje fez meu dia mais Feliz, a garapa na feira é liçao mais importante do curso .Que Deus lhe conceda tudo o que vc merece
Veja aà a quantidade de assediadores (i)morais que você citou, Giovana: seu médico, seu chefe, seu personal, o gerente, o cabeleireiro, a depiladora, a vendedora, a dermatologista, a professora de ioga, o psicanalista, a psiquiatra, a massagista, o acupunturista, desconhecidos das redes, e, finalmente, sua filha, seu marido, sua vizinha. Realmente, você está precisando estabelecer prioridades, desacelerar, cortar metade desses estÃmulos e relaxar, ou esse descanso num caixão de mogno não tarda.
Excelente reflexão! Oportuna e acredito que valida para todos nós.
Novo gênero literário: artigo-poema. Maravilhoso !
Nada disso tem jeito, Giovana. Mas vem morar nos arredores do Parque Villa Lobos que você acorda todo dia com bem-te-vis e outras gracinhas piando na sua janela! E isso adoça as manhãs de qq um!
MagnÃfica, Giovana! Eu preciso correr pra ler toda vez que tem coluna sua!
Texto phoda.
Parar de correr atrás dessa tecnologia, que está idiotizado a sociedade.
Desde que compreendi que a auto-superação é um ideal inatingÃvel, por mim e a maioria dos seres humanos, e que perseguir esse ideal promove a competição entre pares em detrimento da colaboração por um ideal maior e coletivo, parei de correr. Nem na esteira eu corro mais. Caminho.
Perfeito!!!
Mas uma coisa é certa e todos sabemos: nada há de novo debaixo do sol. Ou será que falta tempo pra pensar mas sobra para escrever tolices ...então o caso é de mau uso do tempo...ou será que...
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