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Gustavo Alarcão
Ela insiste há tempos na naturalização das diferenças, esquecendo sempre, dos fatores ambientais. Pessoas nascem assim, não se tornam é a tese central de praticamente todas as suas colunas. A tese das diferenças naturais foi (e é) a sustentação da eugenia. Há riscos em pensamentos como esse, mesmo que eles venham carregados de jargões e autoridades científicas.
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FRANCISCO Eduardo de CARVALHO VIOLA
Os protagonistas de práticas abomináveis eh que se utilizam inapropriada mente de falsos métodos científicos para ludibriar. Os verdadeiros cientistas não tem culpa de existirem essas excrescências humanas. E não abandonar os estudos metódicos por isso.
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Marcos Benassi
Gustavo, prezado, a compreensão mais profunda do cérebro, das intrincadas conexões de suas diferentes partes entre si e com o resto do corpo, que hoje em dia se faz possível por conta da tecnologia, da esperteza e da sensibilidade científicas é que são o grande tema da Suzana. A forma como decorre o tempo e as relações sociais e seus efeitos no cérebro, no comportamento e nos afetos nunca pôde ser tão bem explorada como agora. A eugenia é escandalosamente pobrinha e linear, fique tranquilo.
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João Francisco dos Santos
Até que enfim um tema de altíssima relevância neste espaço. De fato presente nas famílias e com graus variados. É uma luta muito desgastante ter um ente querido vivendo essa patologia. Viva aos cientistas!
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Marcos Benassi
Eita, dona Suzana, que Herda linda! A ciência é Bela, a natureza é belíssima, mas a vida é uma Herda! Hahahahah, desculpaê, não migüentei. Não é bolinho lidar com este cérebro, que não tem respeito ou boas maneiras para com a vida cotidiana. E as medicações, que só contornam, contornam e, digo mais, fazem workaround à questão essencial? Agora sim, talvez comecemos a saber de verdade o que acontece dentro dos miolos. Nada como pesquisador bom e método inovador.
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Marcos Benassi
Silvia, enquanto a sençura espanca minha humilde retratação, continuo afirmando: as flores do meu amigo sempre estarão esperando por uma visita sua, tá? Tudo coisa menos pugilística do que aquele tal de zombie brain, Jesus da Goiabeira... Hahahahah!
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SILVIA KLEIN DE BARROS
Benassi, meu caro: a VIDA é linda, vária e sempre surpreendente. O que é uma herda é o mundo e seus bípedes desemplumados... Abraço!
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michel abib cutait
A depressão endógena , como outras psicopatologias "antigas e desprezadas" pelo DSM5R, é hereditária ; logicamente os cérebros e mentes são diferentes; não é preciso RNM...basta conhecer famílias inteiras; sou idoso psiquiatra, no interior de S Paulo; sem modéstia, mas com muita experiência; já vi e atendi muitas pessoas "deprimidas de nascença", como ainda dizemos por aqui; Dra Suzana é ótima, gosto de sua Neurociência, mas não esqueço o Prof Nobre de Mello
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michel abib cutait
Sr Benassi tem toda razão: o progresso no diagnóstico e tratamento das doenças , de todas etiologias, é permanente, contínuo, progressivo e serve a todos nós. Apenas escrevi que nao há , "muita" necessidade de RNM para reconhecer as diferenças entre uma pessoa com depressão endógena e outra, "eutímica"... a experiência clínica é, ainda, valiosa; "tudo pela saúde..."!!!
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Marcos Benassi
Ôôô, prezado Seu Michel, acho que tem uma novidade interessantíssima nessa história, que é poder identificar o que seja anátomo-funcionalmente hereditário - ainda que, durante a vida, misture-se com o que seja socialmente hereditário. Imagino que um futuro dessas pesquisas seja encontrar medicações mais eficazes, que um bom experiente psiquiatra terá como ferramenta de trabalho.
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michel abib cutait
Sou Psiquiatra há 47 anos, no interior. ; trabalhei muito; atendi muitas gerações de famílias inteiras; as cinco "personalidade básicas": esquizo-paranóide; conversiva dissociativa, maníaco-depressiva; obsessiva-compulsiva; epileptóide viscosa-paroxística, todas tem traços de "herança complexa e penetração variável"...há muito se sabe disso... mudaram os nomes no "DSM5R"...havia "depressâo endógena"; cérebros/mentes diferentes; Dra Suzana é Ótima, mas releva a Psicopatologia Antiga e Aceita...
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JOSE EDUARDO MARINHO CARDOSO
Um novo estudo revelou que os músicos têm mais massa cinzenta em determinadas regiões do cérebro. Ao comparar o cérebro de músicos profissionais, amadores e não músicos, os cientistas constataram diferenças na quantidade de massa cinzenta de determinadas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor. Em 2020, hospitais e unidades de saúde pelo Brasil aderiram ao uso de música para auxiliar no tratamento de pacientes internados com COVID-19.
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JOSE EDUARDO MARINHO CARDOSO
Lendo os livros de David Eagleman aprendi que "o cérebro é mais bem compreendido como uma equipe de rivais, uma competição entre populações neurais diferentes". Então, se entendi bem o artigo, a depressão não só tem seu espaço no cérebro mas também encolhe/expande? A depressão é uma "coisa" viva, não se restringe a coisas mortas como pensamentos, lembranças e sentimentos repetitivos/intrusivos?
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José Cardoso
Interessante como a ciência evolui, pois a desacreditada frenologia tentava correlacionar atributos anatômicos na cabeça com traços de personalidades. Mas obviamente não tinha na época acesso ao cérebro, por isso se contentava como o formato do crânio. Pode-se dizer que essas conclusões mencionadas aqui são uma espécie de frenologia 2.0.
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Paloma Fonseca
Então deduzo que é possível diagnosticar a depressão (profunda, crônica) com mais precisão a partir não somente da sintomatologia, mas também a partir de imagens do cérebro. Me ocorreu: dá-se a entender que a depressão teria somente relação com a expansão daquelas três regiões do cérebro, mas será que as estruturas cerebrais contraídas por aquelas que se expandem acabam sofrendo uma disfunção?
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Marcos Benassi
Ah, isso dava prosa, cara Paloma! Eu diria que, no nível estrutural, sofre não: há uma plasticidade tão surpreendente nos miolos que, funcionalmente, tenderiam a se reorganizar e dar conta. Agora... se há uma redução de neurotransmissores específicos a estas funções, se há bloqueios posteriores ou anteriores aos estímulos... Pode ser. É um negócio lindo esse tal de célebro!
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Rogerio Lima Afonso
Ótimo texto informativo de uma atualização. Então temos que provavelmente, Deprimidos são gestados estruturalmente depressivos. Mais uma vez, Anatomia é Destino...
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raul pereira
Como sou dualista, vou apelar!. Estados depressivos não têm apenas causas anatomo-fisiológicas.: causas espirituais devem ser consideradas. Como comprovar ? A ciência, com o seu empirismo, não considera nem como hipótese.
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michel abib cutait
SR Raul, seja UNICISTA...corpo, cérebro, mente, alma , matéria, espirito são uma só Entidade, um Organismo, uma Vida... ANIMAIS, VEGETAIS, MINERAIS...o Universo infinito é UNO, indizível, indivisível
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Antonio Araújo
Bom texto
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Adauto Lima
Depressão é uma das Doenças Mentais Modernas cuja incidência é marcante na nossa época. Sempre existiram, mas o meio em que vivemos é fértil para sua manifestação. É possível demonstrar isso não apenas comparando os portadores individualmente, mas ampliando a amostra para incluir cérebros com as características mencionadas obtidas em autópsia de pessoas de gerações de ambientes mais saudáveis.
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Teresa Cardoso
Valiosa descoberta.
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