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  1. Nasemar Hipólito

    E a perversidade só está começando! Espera o "governo" Trump/Musk implementar seus planos...

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  2. Claudio Gomes

    Cumpre esclarecer que as universidades, mesmo privadas, não tem fins lucrativos. Ou seja o dinheiro que sobra deve ser gasto nas atividades da universidade, seja dando bolsas para alunos e pós graduandos, seja financiando pesquisa que não conta com esses financiamentos estatais. Então seria bom entender para onde vai esse dinheiro, antes de acusar a universidade de exploração e rentismo. A autora eh inteligente e sabe disso.

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  3. Jane Medeiros

    Claro regime de exploração! A que ponto chegamos! Nem os profissionais que produzem Ciência escapam!

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  4. José Cardoso

    Vê-se mais um exemplo da distorção trazida pela interferência estatal no livre mercado. Sem recursos do instituto, as universidades teriam que contratar e pagar os professores. Com eles, abre-se a possibilidade para pagar o cara com o dinheiro público. Não é só aqui que tem "ispertos".

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    1. José Cardoso

      Ricardo, sem a interferência estatal, os desenvolvimentos tecnológicos seguiriam outros caminhos, mas pelo histórico do século 19 e início do 20, não apostaria nem de longe numa estagnação. Por exemplo, provavelmente não haveriam viagens espaciais, porque um empresário não conseguiria "vender" isso a seus consumidores. Mas as mentes privilegiadas e os materiais estariam lá para serem dirigidos a atividades lucrativas (ou seja, desejadas pelos consumidores).

    2. Dionisio DeBarros

      Ja dizia um sabio moderno, quem corre riscos eh o estado. Iniciativa privada so investe quando ha certeza de ganhos.

    3. Ricardo Knudsen

      E vc acha q os USA atingiriam o avanço tecnológico q tem, sem dinheiro público na pesquisa? A Internet foi criada na universidade, com dinheiro público. A comunicação por satélites feita pela Nasa, com dinheiro público. A Space X é financiada com dinheiro público, difere da Nasa por parte do dinheiro ir pro lucro do Musk. Energia nuclear, linguagens de programação, lasers - desenvolvidos com dinheiro público. Se dependessem só da iniciativa privada, teríamos telégrafo hoje, em vez de Internet.

  5. ROBERTO CEZAR BIANCHINI

    Universidades têm CEOs? Está explicado. Free Luigi.

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  6. ANTONIO CARLOS GERMANO GOMES

    Podemos fazer um estudo para verificar como é a pesquisa na China de Hoje, e na Rússia na era soviética. A exploração pelas universidades é algo que senti na pele como simples professor de UNIP e Anhnaguera (Deus me livre). Desisti porque não dá para fazer parte de um sistema que simplesmente vende diplomas. Mas fico triste ao ver que mesmo nos EUA, além do possível sofrimento do professor que leciona, ainda por cima tratam os pesquisadores como certas Igrejas tratam seus "obreiros".

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  7. Fabiana Menezes

    Parabens por sua nova equação e seus 20 anos de jornada, Suzana. Aguardando já o seu texto. As inovações ainda exigem tempo de seres humanos , tratar pesquisador (a) como despachante tem um custo severo que alguém ainda vai medir.

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  8. Valdir Teixeira da Silva

    Liberalismo no cuscuz dos outros é refresco. O liberalismo é bom enquanto não bate na sua porta.

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  9. Marcelo Magalhães

    A financeirização da vida. Tudo vira ativo e os rentistas procuram o que pode dar mais dinheiro. O mais importante é o mais. Não subsistência, é crescimento, pois se você não cresce, vem outro e te compra. Essa é a teoria básica do capitalismo, que pira a cabeça de muita gente que vive ficado em alavancar o investimento. Mundo insuportável, muito competitivo, obsessivo e insaciável. Mas já está disseminado, sem chances de retrocesso até que a ameaça climática deixe de ser ameaça.

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  10. Dalmo de Souza Amorim Junior

    Em muitas universidades aqui as verbas são gastas com doutorados em temas sociais e que não trarão um centavo que seja de nenhum financiador de ciência ou do mercado. Faz vergonha ler temas de dissertações e teses, faça uma busca.

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  11. Felipe Vasconcelos

    O governo brasileiro poderia criar graduações universitárias em inglês, para intercambistas, e com mensalidade (visando não o lucro, mas custear o gasto adicional dos cursos em inglês).

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  12. Felipe Vasconcelos

    Esse cenário pode abrir novas possibilidades na divisão internacional do trabalho científico. Universidades de países subdesenvolvidos fazem ciência que não exija grandes financiamentos, apenas grande criatividade, para driblar a ausência eterna de recursos, e a dos países ricos fazem aquele tipo de ciência caríssima, que só eles podem fazer.

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    1. Dalmo de Souza Amorim Junior

      Há inúmeros acordos de cooperação da USP nesses moldes há anos, faça uma busca sobre o tema, sem falar em outras universidades federais e estaduais.

  13. eduardo silva

    Caramba, é uma lacuna ética vindo desse meio acadêmico muito preocupante!

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  14. Marcos Longaresi Carvalhães

    Blá, blá, blá e mais blá, blá, blá, aí eu escuto que temos um governo democrático que apoia às nossas universidades públicas, pura perfumaria. Vai ver a produção das universidades públicas deles e vai ver a nossa, vai ver quantas patentes são registradas pelas deles e pelas nossas, quantos prêmios Nobel eles tem e quantos nós temos. Enfim o Brasil com raras exceções é o que é, até na educação, um gigante Bobolão.

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    1. Hernandez Piras

      Longaresi, se você soubesse ou tivesse paciência de ler, teria percebido que o fenômeno de que trata a colunista é muito recente e, portanto, nada tem a ver com a qualidade da pesquisa acadêmica nos EUA, que é irrefutável. Reduzir tudo a blá, blá, blá leva a esses equívocos. São erros cono o apontado pela colunista que podem levar um bom sistema ao declínio. Com ajuda de gente obtusa, que toma toda crítica como blá, blá, blá.

    2. Ricardo Knudsen

      Isso não tem nada a ver com o artigo, q justamente critica a deterioração de um sistema q sempre foi, de fato, modelo pro mundo. Não é uma comparação. Além disso, o q vc disse, se aplica a muitos países, vários com renda per capita maior do q a nossa, nem por isso eles tem complexo de vira-latas.

  15. Ivan Bastos

    A sra. sabia deste esquema quando trocou a UFRJ pelos EUA?

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    1. Felipe Vasconcelos

      Bão mesmo é ficar por aqui, cultuando ideologias pós-modernas parisienses, como Foucault e companhia, sem qualquer respaldo no método científico.

    2. Marcus Machado

      Sem ter "trocado", como ela saberia? E o que teria de relevante saber previamente desse 'esquema"?

  16. Luiz Cesar Ribeiro Carpinetti

    Quem sabe isso ajude a conter a fuga de cérebros do Brasil. Além do que até estudantes brasileiros estão com medo, receosos de não ter seus vistos renovados. E nós não precisamos fugir China pois temos um governo democrático que apoia a ciência e as universidades.

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  17. Ricardo Knudsen

    A avaliação da produtividade com base no número de artigos prevaleceu sobre a da qualidade. Certos grupos de pesquisa criam verdadeiras fábricas de publicar. Um famoso pesquisador britânico passou 3 décadas publicando artigos com metodologia esdrúxula, criando uma verdadeira pseudo-ciência machista e misógina. Mas as “pesquisas” eram rápidas e baratas. O sujeito superou os setecentos artigos publicados, Quase tudo é gggarbage. Mas é considerado um gênio. Virou “sir” do Império.

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    1. Ricardo Knudsen

      Luther King, numa discussão sobre ciência?

    2. Felipe Vasconcelos

      Respondendo aos comentários sobre Luther King, referia-me ao fato de que os movimentos atuais privilegiam Malcom X, e a sua ideia de que a violência seria uma alternativa legítima. Não que a violência seja um mal absoluto, mas creio que há bastante espaço para mobilização não violenta. Isso tudo no contexto dos EUA.

    3. Ricardo Knudsen

      Pq? Pra me arriscar a um processo pelos editores de seus livros no país? Além disso, foi só um caso q me chamou a atenção, mas há inúmeros. Há um estudo periódico de Stanford, rankeando os “maiores” cientistas do mundo. Veja ali qtos publicam mais de 15 artigos por ano, acumulando aulas, boards de revistas e sociedades científicas, cargos administrativos, escrita de livros etc. Esse é o perfil de muitos dos “maiores”, mas, fazendo as contas, não dedicaram mais do q algumas hs pra cada artigo.

    4. Felipe Vasconcelos

      Fale o nome dele.

  18. Ricardo Knudsen

    A avaliação da produtividade com base no número de artigos prevaleceu sobre a da qualidade. Certos grupos de pesquisa criam verdadeiras fábricas de publicar. Um famoso pesquisador britânico passou 3 décadas publicando artigos com metodologia esdrúxula, criando uma verdadeira pseudo-ciência machista e misógina. Mas as “pesquisas” eram rápidas e baratas. O sujeito superou os setecentos artigos publicados, Quase tudo é garbage. Mas é considerado um gênio. Virou “sir” do Império.

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    1. Ricardo Knudsen

      Se a colunista leu meu comentário, imagino q tenha reconhecido a figura, pois ele trabalha dentro da área de interesse dela, embora não seja exatamente o mesmo campo de pesquisa.

    2. Ricardo Knudsen

      Ele tem livros publicados no país, é o máximo q posso dizer, sem risco de ser processado pelos editores, q certamente ainda fazem boa grana com seus livros.

    3. Dionisio DeBarros

      Ricardo, interessante informacao! Fiquei curioso. Quem seria o pesquisador Britanico?

  19. Dionisio DeBarros

    Isso sem falar na anuidade que alunos tem que pagar para se graduar. Tipica universidade Americana cobra em torno de U$ 4O mil por ano por curso universitario. Ao final aluno sai devendo quase 1 milhao de Reais, so para obter um diploma. Enquanto isso, a China oferece cursos com a mesma qualidade, onde aluno paga 10x menos para se graduar. Nao eh dificil entender porque a balanca de poder e tecnologia esta pendendo para o lado da China.

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    1. Dionisio DeBarros

      Situacao nao parece nada boa para os EUA. So de engeheiros a China forma mais que todos os cursos universitarios combinados dos EUA. Estima-se que na proxima tentativa a China colocara seres humanos na Lua antes do projeto Artemis dos EUA. O mesmo com relacao a Marte. Chineses devem trazer amostras do solo Marciano na frente dos EUA. Se formos falar de energia solar e EV's, China esta muito a frente. Nao torco pela China, mas eles respeitam a ciencia, ao contrario do gov Trump.

    2. Hernandez Piras

      Boa parte dos alunos são bolsistas e a China ainda está muito atrás dos EUA em termos de pesquisa científica. Quanto ao desenvolvimento econômico, o milagre chinês acabou desde a pandemia e a explosão da bolha imobiliária daquele país e você ainda não percebeu.

    3. Mário Sérgio Mesquita Monsores

      Pelo mesmo motivo por qual o sr não vai pros eeuu

    4. Giovani Ferreira Vargas

      Por que o petista não se muda para a China?

  20. José Ricardo da Costa Aguiar Alves

    Meus filhos recém-doutorados nos EUA por pouco não iniciaram carreira nesse esquema… Um artigo como este, vindo de alguém com a estatura da Dra. Suzana Herculano-Houzel, é preocupante.

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