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Alceu Natali
O filme JAWS (mandíbulas em inglês) foi chamado de Tubarão aqui no nosso maravilhoso país tropical. Na terrinha o nome era O Bacalhau Assassino.
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Ana Maria Correia Miranda
Ruy, e quem será que traduziu No Other Land pra Sem Chão?
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Luiz Alberto Franco
Em 1961 estava em cartaz em Lisboa o filme "Os onze do Oceano"("Ocean's Eleven"), com o "Rat Pack" - Sinatra, Sammy Davis Jr, Peter Lawford e Joey Bishop - que no Brasil saiu como "Onze homens e um segredo". O título em inglês era referência a Danny Ocean, chefe da gang que assalta o cassino e que contava com onze asseclas. (Remake com George Clooney em 2001).
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Marcos Benassi
Ôôô, Ruy, peralá, caríssimo, olha o som da coisa (pode usar os ouvidos, mas repara): ao ssssul de ssssumatra, é muito mais suprassssumo do que Ao Leste de Sumatra, pô. E tem que ter enorme precaução, lembra daquele adágio "cuidado com o que pedes a Zeus, poderá ser atendido"? Tá bão, sujeito ôve o Imortal, sssssumidade, e resolve traduzir o ponto cardeal, mas 'dapitando a ssssonoridade? Perigas sair "A Leste da Letônia"! Hahahahah! Pé da letra? Não, aos pés da Rússia! Hahahahah!
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FLAVIO CALICHMAN
Inteligência artificial está bem parecida com burrice natural.
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João Gaspar Farias
Quem foi o responsável por remendar "Blow-Up" com "Depois Daquele Beijo"?
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Marcus Acquaviva
E para homenagear o Gene Hackman, há o "Operação França" ("The French Connection" no original, ou "A conexão francesa", que se refere aos canais do tráfico internacional de heroína entre Marselha e Nova Iorque). Filmaço.
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Marcus Acquaviva
Sim, ótima menção. Outro papel dele de que gosto muito é o general polonês Anders no "Uma Ponte Longe Demais", de 1976, que tem um elenco fenomenal: ele, Sean Connery, Anthony Hopkins, Robert Redford, James Caan, Ryan O'Neal, Maximilian Schell. Um dos maiores filmes de guerra que ja vi.
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JOSIAS AVILA
Sim, filmaço .mas ainda prefiro o papel dele em Mississipi em Chamas!
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Marcus Acquaviva
O primeiro filme da série Rambo, baseada nos livros, se chama "First Blood" por causa da expressão "to draw the first blood" (literalmente, "derramar o primeiro sangue") que significa "levar a vantagem inicial". Há também "Os doze condenados", ou "The Dirty Dozen" no original, que é como o Sargento Bowren (interpretado pelo Richard Jaeckel) chama o pelotão durante o filme.
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Kiko Mazziotti
Em Portugal, onde Ruy morou, eles têm o hábito de aportuguesar quase tudo e assim o clássico Ben Hur teria virado O Charreteiro Infernal. Hehehe, claro que não é verdade, mas dei risada quando surgiu a piada (cóf cóf cóf). Hoje estou pica! (ver no Google)
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Marcus Acquaviva
O meu filme favorito de todos os tempos, "O Grande Dragão Branco" ("Bloodsport", de 1988, no original em inglês), com Jean-Claude Van Damme e Forest Whitaker, foi titulado em Portugal como "Força Destruidora", creio que em referência à cena em que JCVD quebra o tijolo do meio da pilha. Não traduziram literalmente, até porque o título original é quase intraduzível.
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Antonio Rubio
No meu tempo corria que em Portugal "Psicose" passou como "O filho que era a mãe ", mentira divertida.
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João Batista Beltrame
kkkk a melhor do dia... Assim eu num guento... O charreteiro infernal kkkk, espetacular, Kiko.
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Fernando Jorge
Gosto mais de Alguns Preferem Quente, sacaninha de duplo sentido, dito pelo personagem de Tony Curtis para o de Marilyn Monroe. Típico Billy Wilder.
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MARIO LUCIO CAMARGOS
Nos anos oitenta era comum ouvir a palavra 'espantomania'. Até aqui, tudo bem. Mas a expressão 'a hora do', como em 'A Hora do Espanto" e "A Hora do Pesadelo", parecia traduzir outra coisa: a hora de os tradutores receberem um aumentinho... porque espanto e pesadelo mesmo era andar entre as gôndolas dos supermercados.
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Alexandre Tavares
Já vi aqui na Folha até mesmo a tradução feita por computador de um nome de um ator: O sobrenome dele era Wines e o Jornal escreveu como "Vinhos". Eu achei aquilo esquisitíssimo e procurei alguém chamado 'vinhos' do NYT, e no fim era isso mesmo, traduziram tão porcamente com inteligência artificial que puseram até mesmo o nome do autor.
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Daniel Ferreira
Parece que o suspense hitchcockiano sofreu particularmente com traduções. Vertigo, que é um título forte e enigmático podia ter sido usado ai pé da letra. Até gosto da versão brasileira Um Corpo que Cai, mas em Portugal nao pouparam o público do óbvio spoiler com: A Mulher que Viveu Duas Vezes.
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Hermes Yaly
Eu já escrevi aqui sobre a barafunda com o filme "Rio Grande" de 1950, clássico dirigido por John Ford com John Wayne e Maureen O'Hara mas lançado no Brasil como "Rio Bravo". Com certeza, os distribuidores nacionais quiseram evitar mal-entendidos com gaúchos e potiguares e mudaram o nome do rio, ambos existentes nos EUA. O problema começou em 1959 quando foi lançado "Rio Bravo" lá... O jeito foi chamá-lo aqui "Onde Começa o Inferno", de Howard Hawks, com Wayne e Dean Martin. Ambos filmaços!
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Marcus Acquaviva
Do John Wayne (ídolo para mim), há o "O Aventureiro do Pacífico", dirigido pelo John Ford e com Lee Marvin (outro ídolo meu). Em inglês, é "Donovan's Reef. Em Portugal, o filme ficou como "A Taberna do Irlandês".
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Amilton Forcinetti
O exemplo mais crú desta prática foi o excelente "Daumbailó", dos anos 90, do original "Down by law". Até hoje me pergunto como foi possível esta aberração
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Javert Lacerda
Outra prova é tradução de Psicose em Portugal: O Filho que era a Mãe.
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Luiz Candido Borges
Prefiro seguir a máxima "se non è vero, è ben trovato": as versões absurdas são muito mais divertidas! Não é gozação com os portugueses, é familiaridade... Por falar em títulos de filmes, "The Man Who Shot Liberty Valance" foi magnificamente intitulado "O Homem que Matou o Facínora". Quem viu a atuação de Lee Marvin sabe que não há definição melhor para o personagem. E a fala final "Se a lenda é melhor que a realidade, imprima-se a lenda" é uma versão da máxima que lembrei no início.
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João Batista Beltrame
Pô Hermes, você tirou o nosso barato?! Podia ter deixado passar essa...
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Hermes Yaly
Não, meu caro, isso é uma maldade com nossos irmãos portugueses... Vejo na Wikipedia que lá o "Psycho" original foi lançado como "Psico". Outra malvadeza do mesmo tipo é dizer que "O Planeta dos Macacos" foi intitulado em Portugal "Os Que Vieram do Passado", revelando a surpresa final. Balela, o título português é igual ao do Brasil. Pura maldade...
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Vital Romaneli Penha
Máquinas são burras.
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Marcus Acquaviva
São. Um exemplo em que o tradutor foi mais feliz do que apenas traduzir o título é o "Nascido para matar", do Stanley Kubrick. O título original em inglês é "Full Metal Jacket", que significa o estojo metálico do cartucho de uma munição. A frase "Born to Kill", que foi usada como o título da versão brasileira, é a que aparece no capacete do Joker, interpretado pelo Matthew Modine. Grande sacada do tradutor.
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Alexandre Marcos Pereira
Os textos agora chegam mastigados, triturados por algoritmos que regurgitam versões instantâneas e pasteurizadas. Os toques nacionais foram abolidos, as nuances sepultadas, e a linguagem ressequida pela objetividade impessoal dos softwares de tradução automática. Na pressa de preencher colunas e alimentar redes sociais, as redações já não traduzem: copiam e colam. Se a manchete vem da Reuters ou da Associated Press, publica-se tal e qual, ainda que a construção da frase desafine para nós.
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Carla C Oliveira
E o filme Memento, em que o personagem principal fala repetidamente que não tem amnésia, recebeu aqui o título de Amnésia.
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Valter Vicente
Eu gosto de O Pequeno Stuart Little...
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Celia Moura
Prefiro O Galinho Chicken Little...
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PAULO HENRIQUE DE ASSIS SANTANA
Há mauutis anos, vi na televisão um filme cujo título era ""a matter of life and death" (questão de vida ou morte) traduzido, provavelmente por traduzir com rudimentos de latim, como "a mãe da vida e da morte".
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PAULO HENRIQUE DE ASSIS SANTANA
mauutis = muitos traduzir com rudimentos = tradutor com rudimentos
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Joao Pinheiro
Mas há desastres cometidos pelos humanos também na "tradução" de títulos de filmes, como 'After Hours' (algo como 'Após o Expediente') traduzido aqui como 'Depois de Horas'. E 'The Conversation', (que seria 'A Conversa'), que aqui virou 'A Conversação', entre muitos outros.
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Hermes Yaly
Há inúmeros outros absurdos, como você ressaltou: o magnífico "Picnic" foi lançado aqui como "Férias de Amor"... Imperdoável! O título está mais para aqueles filmes com Annette Funicello do que um clássico com Kim Novak e William Holden.
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Lorenzo Frigerio
O melhor título em português foi do filme "Leap of Faith", de Steve Martin: "Fé Demais Não Cheira Bem".
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João Batista Beltrame
kkkk eu mi advirtu...
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