Amor Crônico > Tenho a família perfeita, mas não estou feliz; me sinto egoísta, mas queria liberdade e solitude Voltar
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Que texto incrÃvel! Só quem passou por isso sabe a dificuldade de ser sincera aos próprios sentimentos e bancar essa decisao
Qué pena, mais una apologÃa à desconstrução da famÃlia, ao império do Eu. Quem disse que convivir é fácil? Já convivir com nós mesmos é muito difÃcil, imagina com os outros chamados famÃlia, esposos, filhos oh mesmo parceiros. A construção d rumor relacionamiento é no dia a dia. A manutenção é difÃcil e sempre será. É um desafio, mas vale muito apena qualquer esforço para manter a famÃlia inida. Esse papo de que a mulher recebe uma boneca como presente para aprender a cuidar, é velho é batido.
ApenaÂ…
O fato é que cada vez tem mais cassais se separando e as vezes com mais de 30 anos de casamento e com filhos criados. Aqui falam não tenha medo de se separar se não for feliz e acho certo (não é só mulher tá) mas é se não for feliz solteiro.. ahaa aà é problema seu porque não aprende o que o coach fala? Ser feliz não é tão fácil então vai aprendendo a se conformar mais um pouco. Talvez essa escritora separou e o segundo matrimônio deu certo (porque se conformou inconscientemente mais com coisas
Esse negócio de ser feliz em primeiro lugar é uma ideia capitalista, temos q ser felizes a todo custo. famÃlia é sacrifÃcio, não quer se sacrificar, não tenha.
Isso acontece com homens também. Eu sou um exemplo. Não sou capaz de me separar porque penso em todos, mas minha vontade é viver a minha vida. Assumi que vou ter que viver assim, simplesmente aceitar a minha própria dor em detrimento de não ver a dor da minha esposa.
FamÃlia perfeita não existe, assim como a felicidade, assim como ser solteiro ou participar de orgias (diferente do que alguns colunistas da folha pregam) também não traz a felicidade plena, a busca é sempre melhor que o encontro, o que não se pode é tirar os filhos da equação, afinal eles não nasceram de geração espontânea.
Carol! Obrigada por mais esta pérola.
"Você é egoÃsta" foi realmente a frase que mais ouvi durante a separação...Tambem ouvi que estava destruindo a minha famÃlia... Acontece que não teria coragem de me separar se essa vontade tivesse surgido enquanto meus filhos anda eram crianças. Sinto que há sim uma importância fundamental em termos pais presentes durante nossa infância para moldarmos nosso caráter e balancear a personalidade e, após uma separação, há sim um distanciamento dessas figuras.
FamÃlia perfeita não existe, é uma invenção da publicidade. Como diz Vera Iaconeli "a felicidade é aquilo que sentimos entre uma tristeza e outra". A vida não é um mar de rosas, ela é dura, e apesar de no papel termos o direito de "ser felizes", a realidade é bem outra. Antes de casar os dois tem que pensar muito. Antes de ter filhos os dois tem que pensar mais ainda, principalmente a mulher.
Eu tive uma famÃlia perfeita que me abandonou porque sou imperfeito
Essa ideia de romper casamentos com uma facilidade impressionante é certamente um hábito da classe média alta e por vezes intelectualizada. Os filhos são afetados minimamente, com pensões, guarda compartilhada, terapias. Os filhos são criados por babás, enquanto o pai e a mãe possuem carreiras de sucesso.
Historicamente a famÃlia tem a ver com cuidar das crianças, dos idosos pais do casal, de ter um núcleo de sociabilidade, além do valor econômico de subsistência (incluindo as tarefas do lar, que são uma contribuição financeira indireta importantÃssima). E o sexo é secundário. O divórcio nessas circunstâncias gera uma devastação na vida de todos os envolvidos nessa teia de parentescos. Essa solidez se perdeu, e não tinha qualquer relação com amor romântico.
peço aos intelectuais que me desculpem se besteira eu falar, mas essa ideia, esse conceito de "ser feliz" parece estar ligada ao surgimento do capitalismo. "american life away" ok, minha famÃlia é legal, mas me sinto infeliz e sabe o pq? porque não me sinto um vencedor! queria em tudo ser vencedor: ser um cara que é a resposta aos anseios femininos; um cara que do nada ficou rico; ser culto, sábio, belo como um flamboyant na primavera! antes do capitalismo parece que não havia essa angústia!
José Leandro, diferente do leitor que achou seu comentário sem sentido, eu achei absolutamente pertinente. Eu percebo, como você, que a tal busca da felicidade, assim como a tal meritocracia, são causas de insatisfação e frustração. Não existe famÃlia perfeita, casal perfeito, mãe perfeita. Isso nos foi incutido proposital e subliminarmente.
Achei meio sem sentido seu comentário. Mas tudo bem, temos que respeitar
hoje se vê a esquerda defendendo pautas progressistas, mas parece que boa parte delas foram criadas pelo capitalismo, principalmente no perÃodo das duas grandes guerras mundiais qd a mulher foi trabalhar por falta de mão de obra masculina! A sociedade moderna sem uma participação efetiva das mulheres é inviável! mas, o lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive em casa!
Carol está sempre atenta à realidade. Sinto-me premiada de ouvi-la na CBN e tb agora na Folha.
A cada escrita, gosto mais dessa coluna. A separação e o divórcio não são vergonhas mas possibilidades, um grito de vida que traz um arranjo diferente. Pais que se respeitam ou o casal , junto no abismo do desamor cotidiano? Qual exemplo mães e pais precisam deixar para os filhos. “Aceite tudo, em nome do amor” ou “em nome do amor, precisa fazer sentido ?
Concordo em tudo, inclusive sobre o fato de que isso pesa mais para as mulheres. Porém, vejo muitos homens na mesma situação, de evitar o divórcio por medo de magoar os outros, abrindo mão de viver outras coisas, além do fato de que uma separação irremediavelmente afeta as finanças de todos de modo avassalador.
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