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Breve história da inteligência

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  1. JOSE EDUARDO MARINHO CARDOSO

    Com mais um "Cardoso" nos comentários já dá pra formar duplas de Vôlei...

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    1. JOSE EDUARDO MARINHO CARDOSO

      Aliás, já tem 4. Agora, só faltar arrumar um juiz...

  2. JOSE EDUARDO MARINHO CARDOSO

    Segundo o neurocientista francês Stanislas Dehaene: "Há uma pergunta muito antiga feita pelos filósofos: 'conhece-te a ti mesmo?'. É preciso tentar se conhecer, é uma das maiores buscas da humanidade. Nós somos nossos cérebros, certo? Então, estou tentando convencer as pessoas disso, de que, quando nosso cérebro desaparece, nossa consciência também".

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    1. Marcos Benassi

      São analogias explicativas que têm data de validade, né, prezado Zé Eduardo? A computacional, que vem desde lá pelos 8O, não será diferente. Mas é como um modelo cosmológico: você propõe uma situação com as variáveis que consegue conceber; se o modelo "funciona", bota-se pra rodar e ele chega anum resultado aceitável, é tido válido. Tudo sempre limitado e especulativo, né? Mas pros *fins práticos*, funciona.

    2. JOSE EDUARDO MARINHO CARDOSO

      Para aqueles que gostam de comparar o cérebro humano a uma máquina, porém, Dehaene faz uma ressalva: essa metáfora não é tão precisa assim. "Antes, o cérebro era comparado a uma máquina hidráulica ou cinemática. Depois, a um relógio [com engrenagens]. E agora há a metáfora do computador. Nenhuma dessas é muito boa, porque o que estamos descobrindo é que o cérebro não é um computador, ele tem mais de 86 bilhões de neurônios, todos funcionando em paralelo, nenhum deles está ali parado, esperando".

  3. José Cardoso

    O Merleau-Ponty distingue percepção de razão. A primeira é algo inato e organiza as sensações. É o que nos faz interpretar um padrão de luzes e sombras como um relevo por exemplo. Já considerar que é a terra que gira e que o nascer do sol é um movimento aparente é obra da razão. Podemos especular que se todas as nossas sensações tivessem que ser integradas pela razão, sem a mediação da percepção, teríamos as mesmas dificuldades dos robôs para tarefas simples.

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  4. Teresa Cardoso

    Que ilustração maravilhosa, Annette.

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  5. ROBERTO CEZAR BIANCHINI

    Resposta para a pergunta do primeiro parágrafo: Paradoxo de Moravec. "Raciocionar requer muito pouco poder computacional, mas habilidades sensório-motoras de percepção requer uma enorme quantidade de recursos computacionais". A natureza selecionou mecanismos para estas habilidades no ser humano, e nós ainda não sabemos como reproduzir adequadamente em máquinas. Por isto existem IAs que são imbatíveis no jogo de GO, mas não existem carros 100% autônomos.

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  6. Matheus Reis Mattos

    O movimento dirigido explica a "invenção" do bem e do mal? É nesses detalhes que nós percebemos que, embora o racionalismo tenha poucos defeitos, os poucos que têm são nefastos e bárbaros. A filosofia que surgiu da teoria da evolução ainda não foi capaz de explicar a questão metafísica do bem e do mal. A nobreza do espírito continua sem explicação biológica e é por conta disso que Deus ainda existe.

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  7. JOSE EDUARDO MARINHO CARDOSO

    Adorei a arte da Schwartsman, merece a parede de uma galeria! Ao texto do Schwartsman faço a seguinte consideração: Já temos bots para assoprar bebida quente, que faz leitura e audiodescrição para deficientes visuais (gratuitos), tutor de idiomas (gratuitos) entre outros, mas se ainda não existe um que dê conta da louça suja (e plásticos) na lavadora, não vai demorar muito para aparecer. No Japão e na China tá cheio de bots inusitados!!!

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    1. JOSE EDUARDO MARINHO CARDOSO

      Na CES 2025 havia bots IA salva-vidas, nanobots (4 nanômetros de comprimento) que percorrem uma trilha específica (molécula de DNA, por exemplo) e executam tarefas específicas, bots que gerenciam chats, bots que interagem e dão suporte emocional como cães e gatos, bichinhos de pelúcia que monitoram bebês e idosos, bots humanoides etc.

  8. Marcos Benassi

    Pô, mais uma vez eu caí na armadilha: fico na prosa e esqueço da magnífica ilustração do texto. O Ruy Castro que, falando de coisa de colorir, mindeu o siricutico: Hoje, com pegada que me lembrou o excelente Horácio Altuna (e moebius e tantos outros), a Annette ilustrou a nossa próxima onda, o transumanismo, a moda ciborgue que vem pelaí. Eu, infelizmente vanguarda, já comecei: perdi um tanto de dentes por conta do diabetes não reconhecido como tal, e já tô cheio de metal tecnológico no crânio.

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  9. Marcos Benassi

    Interessantíssimo, caro Hélio, bem oportuno pro momento de desenvolvimento técnico em que nos encontramos. Que, dada a rapidez com que mudam as coisas, será brevemente superado: a vanguarda da pesquisa de modelos de inteligência é capaz de, em breve, avançar com base no contra-exemplo. Como é que um célebro que dá conta da louça e de jogar na bolsa, elege estrumes como o TrAmp e o Bozo? Dirige um automóvel sem bater, mas engole arJgumentos lisérgicos? A conferir.

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  10. Helio Cardoso

    Xará, prefiro assim "...mas ainda não conseguimos desenvolver uma inteligência capaz de despoluir o Tietê, o Pinheiros e a represa Billings que representam apenas uma milionésima parte do nosso território!

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    1. Ivan Bastos

      Será que é porque o Tietê é um dos poucos rios que flui fugindo do mar indo para o sertão?

    2. Marcos Benassi

      Hahahahah, dedo no'zóio!

  11. Henrique Mello

    A simetria da estrela do mar não é bilateral. No entanto …,Daí, não há relações entre a bilateralidae em si e escolhas. O aspirador faz escolhas num só plano mas, na verdade não são escolhas, mas sim condicionates produzidas pelo meio

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  12. Alessandro Medeiros

    Reduzir a mente às funções neurofisiológicas, como propõe Schwartsman ao analisar Bennett, ignora elementos subjetivos fundamentais, como a consciência. Thomas Nagel afirma que a experiência consciente transcende explicações físicas, enquanto John Searle destaca que replicar cognitivamente não equivale à compreensão real. Portanto, essa visão simplificada não considera plenamente a complexidade da mente humana.

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    1. Marcos Benassi

      Ôôô, colegas, boa e Bípede discussão!

    2. Andre Pessoa

      Não acho q foi redução. O livro é sobre a inteligência e não sobre a mente, não é isso? Aproveitando; será q a emergência da inteligência foi provocada pela soma da capacidade cerebral inédita dos Sapiens + o instinto nativo de sobrevivência? Seria como se a inteligência tivesse concebido a consciência... aliás, com que idade nos tornamos conscientes? Alguém sabe?