Amor Crônico > Amar é mesmo dar o que não se tem? Voltar
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Encontrar seu texto em meio ao meu processo de análise é um presente. Obrigada pelo trabalho que você faz, sinto-me reaprendendo a ver a mim mesma.
Uma pena que o artigo em questão simplifica a célebre e - mais uma vez - incompreendida frase de Lacan, levando-a quase a seu oposto, à categoria de autoajuda.
Os comentários do Ivo complementam o provocativo e reflexivo texto.
Para Lacan, o amor é um ato ético: reconhecer e sustentar a própria falta e a falta do outro, sem querer anulá-la. Amar é, portanto, dar o que não se tem (a completude, a certeza, a essência do amor), a alguém que não o quer (porque ninguém quer, de fato, a falta do outro queremos que o outro nos complete).
desejo do outro é radicalmente Outro , ele nunca pode ser plenamente conhecido ou controlado. Amar é correr o risco de oferecer-se (ou melhor, oferecer a própria falta) sem garantia de retorno, de aceitação ou de correspondência. Ou seja: o amor verdadeiro não exige reciprocidade imediata ou confirmação do ego. Ele parte da abertura ao outro como outro, não como reflexo do que se deseja.
Para Lacan, o sujeito é estruturado pela falta. Não somos completos , desejamos, justamente, porque nos falta algo. No amor, quando “damos”, não damos algo objetivo (um bem, uma qualidade), mas oferecemos nossa própria falta, nosso desejo. Amar, então, não é dar o que se possui, mas oferecer o que nos constitui: o desejo, a incompletude, o reconhecimento de que não somos suficientes nem para nós mesmos.
A busca insaciável ao longo da história de formular uma resposta do que seria o amor acabou no século da informação e performance, hoje encontramos infinitas e individuais respostas absolutas que mudam a todo tempo em cada pessoa. De Eros, Philia e Ãgape passando por Romeu e Julieta e se tornando liquido na modernidade, hoje o Amor não é mais só isso ou inspirado naquilo... isso me lembra o mecanismo do subway de montar seu sanduÃche como quer, a busca por alguém se tornou ''subwayrizada''!
Belo texto. Bela reflexão. Discordo apenas num ponto, amar é sim sacrificar-se. De acordo com Efésios 5.25-27, os maridos são chamados até, se necessário for, sacrificarem - se por suas mulheres. A falta de sacrifÃcio, dor e sangue masculino explica em muito o naufrágio dos amores. Não só, mas também explica o que Bauman chama de amor lÃquido. Com todo respeito a autora, o verdadeiro amor só se perfaz com doses diárias de sacrifÃcios, à s vezes de mastodôndicos sacrifÃcios. Avance
Os homens sempre se sacrificaram para ter poder, nunca foi pelas mulheres. Parem de colocar na nossa conta. Agora, estão sacrificando a gente com feminicidio porque perderam o poder sobre as mulheres. Melhorem!
Tudo precisa ser explicado pela leitura da bÃblia. E leva a conclusões tão erradas como a sua. .Sofrer para ter é conversa pra boi dormir.
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