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  1. José Luvercy Rodrigues

    Praticamente todos os problemas levantados aqui, e em outros textos do articulista, são pertinentes. Sei do curto espaço de escrita num jornal e que o público vai muito além dos seminários acadêmicos. Mas, na medida do possível, acho válido ilustrações mais quantitativas, resultados de pesquisas e números que corroborem a linha de argumentação. Por exemplo, quando afirma: a presença crescente de novos grupos sociais em espaços de maior prestígio. Numericamente quanto? Onde? Como?

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  2. Ivo Broeing

    Felipe Mentiroso Araújo, quem desrespeita o debate aqui é você, camarada, além de mentir e distorcer sem pudor. Dizer (Resolva sua carência contratando um garoto de programa) não é argumento, é preconceito, desrespeito e homofobia disfarçados de ironia barata. Não tem nada de progressista nisso.

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  3. Ivo Broeing

    Você tentou me ofender com insinuações sobre minha sexualidade, como se isso fosse uma fraqueza, e ainda quer posar de defensor da educação e dos direitos sociais? Se tivesse lido um parágrafo de Freud ou Lacan, saberia que essa agressividade revela mais sobre você do que sobre mim.

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  4. Ivo Broeing

    Discordar de mim é seu direito. Apelar pra homofobia velada, não. Você perdeu a razão, não o argumento. E, francamente, se acha mesmo que me ofende sugerindo que eu possa gostar de homens, talvez seja você que precise lidar melhor com seus próprios desejos. Abraço liberal, democrático , e resolvido.

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  5. Ivo Broeing

    Primeiro, sobre o (kkk): é risada mesmo. Porque seu surto performático merece um pouco de leveza, já que argumento racional parece te desorganizar. Segundo: você tenta me desqualificar por criticar a ineficiência de parte da universidade pública. O que há de tão ofensivo nisso? Não posso apontar que há doutores improdutivos sem atacar (a excelência)? Isso não é defesa da educação, é defesa de casta.

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  6. Ivo Broeing

    Você confunde crítica a um modelo com ódio à educação. O que eu proponho é justamente eficiência, liberdade acadêmica e pluralismo, tudo o que parte da universidade rejeita quando censura pensamento divergente. E sobre o EaD, não seja binário: ninguém disse que ele substitui tudo. Mas negar seu papel no acesso e inovação educacional é típico de quem vive no campus e nunca empreendeu nada no mundo real.

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  7. Ivo Broeing

    Por fim, lamento decepcionar sua fantasia de adversário de Twitter. Não sou moleque do MBL, nem discípulo de Lula, nem nostálgico da UNE dos anos 80. Sou só alguém que valoriza mérito, liberdade e responsabilidade , talvez por isso você esteja tão irritado. Abraço liberal , e boa sorte com o recalque. kkk

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  8. Felipe Araújo Braga

    Ivo, é inútil discutir com você. Você fala em melhorar a educação básica e diz que não há problema no EaD? Você não tem preocupação nenhuma com a educação, só quer defender sua ideologia neoliberal. E a universidade pública não é composta por doutores improdutivos, você vê a educação como desperdício. Defende esse EaD podre e ataca a excelência da universidade pública.

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  9. Felipe Araújo Braga

    Ivo, não entendi o seu kkkk além de desrespeito! Qual o seu problema? Você é um empresário sério ou é um moleque do MBL tentando lacrar na internet?

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  10. Ivo Broeing

    Felipe, parabéns pela maratona de respostas. Em cinco comentários você conseguiu citar guerra, escravidão, EAD, USP, cotas, fascismo, Chile e Santa Catarina, tudo isso com a elegância de quem confunde formação acadêmica com autorização moral para gritar com o mundo. Freud explica. Vamos por partes:

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  11. Ivo Broeing

    1 (Você só faz propaganda do governo catarinense) Não, Felipe. Eu faço propaganda de resultados. Santa Catarina tem os melhores índices de ensino básico do país, a menor informalidade, uma das menores taxas de criminalidade, e mesmo sem bancos estatais ou royalties de petróleo, sustenta um dos PIBs mais industriais do Brasil. Não é propaganda, é só aquilo que dói em quem precisa que o Brasil dê errado para a ideologia parecer certa.

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  12. Ivo Broeing

    2. (Como você quer melhorar o ensino básico destruindo o superior?) Você parte do delírio de que apontar falhas do ensino superior público é (querer destruir). Clássica inversão paranoide: crítica vira ameaça, e debate vira sabotagem. O ensino básico no Brasil está em ruínas, e a resposta da elite acadêmica é proteger casta de doutores improdutivos em vez de formar bons professores e alfabetizar crianças.

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  13. Ivo Broeing

    A formação EaD nas privadas não é o problema, o problema é a universidade pública gratuita bancar curso de filosofia pra playboy militante com dinheiro do pobre que nem sabe escrever.

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  14. Ivo Broeing

    3. Os ricos devem pagar nos impostos, não na universidade. Felipe, rico já paga. E muito. Só que no Brasil, o rico paga imposto pra financiar universidade de graça pro filho do juiz, enquanto o filho da diarista segue preso ao ensino fundamental falido. O que você defende, no fundo, é o modelo Robin Hood ao contrário: tirar do pobre via tributo pra manter o rico universitário com bandeira revolucionária na mão e bolsa do CNPq no bolso.

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  15. Ivo Broeing

    4 O capitalismo trouxe guerra, escravidão, genocídio... Essa parte é quase poética: você culpa o capitalismo por tudo de ruim do mundo, mas esquece que foi justamente o livre mercado, a inovação e o estado de direito liberal que criaram o mundo onde você pode escrever bobagens online num iPhone Ah, e sobre as guerras: o fascismo nasceu do nacionalismo estatizante e o comunismo matou mais do que as duas guerras mundiais somadas. Mas claro, isso não cabe no panfleto da sua aula de terça.

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  16. Ivo Broeing

    5 Felipe, formação acadêmica sem humildade vira só pretexto para arrogância travestida de autoridade. Você diz que “a burguesia nunca quis dar direitos”, mas ignora completamente Bismarck, Beveridge, Roosevelt, e todo o histórico de reformas promovidas por liberais pragmáticos, não revolucionários messiânicos. Você não tem "propriedade", Felipe. Você tem prolixidade doutrinária e muita dificuldade de lidar com fatos que desagradam seu enredo ideológico.

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  17. marcela h t pereira

    Excelente

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  18. Felipe Araújo Braga

    Você só sabe fazer propaganda do governo estadual catarinense. Não tem senso crítico para ver que é propaganda ou recebe dinheiro do governo estadual na sua empresa e por isso fica defendendo.

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  19. Felipe Araújo Braga

    Como você quer melhorar o ensino básico destruindo o superior? Os próprios professores do básico são formados no superior e as privadas em sua maioria oferecem licenciaturas EaD, como melhorar a educação básica desse jeito? Os ricos devem pagar sim, mas nos impostos e não na universidade. A universidade é gratuita e ponto.

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  20. Felipe Araújo Braga

    Outra coisa: você vem aqui atacar a universidade pública dizendo que nos países desenvolvidos é financiamento e bolsa. No Chile fizeram isso e o resultado foi estudantes endividados. A educação pública deve ser gratuita e pronto. Aí vem você dizer que o ensino básico é esquecido e o superior só atende os ricos: a maioria dos estudantes é já de cotistas de baixa renda que vieram de escola pública, você mente.

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  21. Felipe Araújo Braga

    O que? Você quer falar das tragédias? Vamos falar de tudo o que o capitalismo trouxe? Escravidão africana nas Américas, genocídio indígena, colonização da África e da Ásia, fascismos, duas guerras mundiais, degradação do planeta, quer que eu continue?

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  22. Felipe Araújo Braga

    Ivo, eu estudei História e agora estudo Contabilidade na USP. Então tenho propriedade do que digo. A burguesia liberal nunca quis abrir mão do trabalho infantil ou dar direitos trabalhistas, isso só veio com muita luta das classes trabalhadoras e depois da Segunda Guerra, no esforço de reconstrução da Europa e do medo do socialismo. Não venha dizer que foram os liberais que quiseram dar direitos ao povo. Isso é mentira!

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    1. Ivo Broeing

      kkkk , vamos aos fatos

  23. Ivo Broeing

    Felipe, você fala das (grandes conquistas) do socialismo, mas esquece de mencionar as (grandes tragédias) que o acompanharam ao longo da linha do tempo. Vamos refrescar a memória?

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  24. Ivo Broeing

    As supostas "conquistas" socialistas: Educação pública? Também existe em países liberais. Saúde universal? Implementada com sucesso por democracias liberais como Reino Unido, Canadá, Austrália. Previdência social? Criada por Bismarck, um conservador autoritário, não por Marx.

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  25. Ivo Broeing

    Agora, as tragédias socialistas reais ao longo da história: urss: Gulags, Holodomor, censura total, economia colapsada. China maoísta: Revolução Cultural, fome com milhões de mortos, trabalho forçado. Cuba: Ditadura há mais de 60 anos, repressão, racionamento.

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  26. Ivo Broeing

    Venezuela: Hiperinflação, escassez de papel higiênico, êxodo de milhões. Coreia do Norte: Um parque temático do totalitarismo, com armas nucleares e gente morrendo de fome.

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  27. Ivo Broeing

    E o mais curioso: todas essas experiências (progressistas) precisaram de muros, prisões políticas e censura para funcionar. Ou seja, não funcionaram.

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  28. Ivo Broeing

    Enquanto isso, os países que adotaram liberalismo com responsabilidade, como os nórdicos (que têm mercado forte, propriedade privada e liberdade econômica), ou até Santa Catarina aqui no Brasil, prosperam. Já os que adotaram o (modelo solidário e popular) da esquerda latino-americana... bom, viraram Bahia, Venezuela ou Argentina.

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    1. Ivo Broeing

      Mas calma. Como diria Lacan, o desejo do sujeito não é o objeto, é o gozo de perseguir o inimigo que o impede de ser pleno. E nesse caso, o inimigo não é o rico: é o espelho.

    2. Ivo Broeing

      E quanto à sua conclusão interronpida ,pela primeira vez na.. , eu completo pra você: Pela primeira vez na história a esquerda no poder tem tudo: Congresso fragmentado, imprensa cúmplice, STF ativista e máquina pública capturada, e mesmo assim não consegue entregar crescimento, segurança ou estabilidade. A culpa, claro, é sempre de quem ousa apontar o descompasso.

    3. Ivo Broeing

      Sobre o Congresso (retrógrado): vocês só lembram disso quando ele não carimba tudo que o governo deseja. Quando o parlamento age como freio ao voluntarismo populista, ele (trava o país); quando se submete, aí sim (respeita a democracia). Curioso, não?

    4. Ivo Broeing

      Vamos falar sério? O que vocês chamam de (ricos que consomem com isenções) são justamente os setores que pagam mais de 70% da carga tributária real, que empregam, geram excedente e sustentam a máquina. Mas é claro, é mais fácil jogar isso no colo de uma (elite malvada) do que encarar o fato de que o Estado brasileiro é quem concentra privilégios reais, estabilidade absoluta e retorno mínimo à sociedade.

    5. Ivo Broeing

      Você diz querer (justiça tributária), (menos privilégios), (oportunidades parecidas). Perfeito. Só esqueceu de dizer quem vai garantir isso sem matar a galinha que bota os ovos: o setor produtivo, que vocês adoram chamar de (privilegiado) quando estão de fora, e de (vítima do sistema) quando quebram tentando empreender com CNPJ no Brasil.

    6. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      força essa discussão que vocês tentam bloquear com esse congresso retrogrado e centrado nos próprios interesses e dos que os financiam.

    7. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Bom tocar nesse ponto. Tudo o que pleiteamos hoje é que sejamos minimamente similares, justiça tributária, ricos pagando impostos proporcionalmente mais do que pobres e classe média, oportunidades mínimamente parecidas, sem privilégios para ricos que consomem com seus subsídios e isenções fiscais a maior parte dos recursos sem retorno proporcional à sociedade. Por que vocês não querem enfrentar essa discussão e preferem, ao invés disso, desqualificar o governo, que pela primeira vez na …

  29. Ivo Broeing

    O socialismo promete o paraíso, mas entrega fila, fome e fuga. O liberalismo promete liberdade, e onde é bem aplicado, entrega progresso. Mas siga romantizando a utopia. Enquanto isso, a realidade continua batendo na porta de quem prefere estudar história... sem filtro ideológico.

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  30. Ivo Broeing

    Felipe, você tenta pintar o liberalismo como vilão e o socialismo como herói das conquistas sociais. Mas ignora que as maiores tragédias do século XX, fome em massa, campos de concentração, repressão política, miséria institucionalizada, vieram justamente de regimes que se diziam socialistas.

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  31. Ivo Broeing

    É irônico: você defende o modelo que falhou onde foi testado e ataca o modelo que gerou prosperidade, liberdade e inclusão onde foi adaptado com responsabilidade. Não precisa ir longe: é só comparar Santa Catarina com a Bahia.

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  32. Ivo Broeing

    Santa Catarina, com perfil liberal, foco no empreendedorismo, baixa dependência do Estado, ensino técnico forte e respeito à propriedade privada, tem IDH alto, um dos menores índices de pobreza do Brasil, e lidera em formalização do trabalho privado.

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  33. Ivo Broeing

    Bahia, laboratório histórico da esquerda, com décadas de hegemonia petista, clientelismo, assistencialismo crônico, gastos públicos mal alocados e discursos progressistas eternos, tem alta evasão escolar, uma das piores notas no IDEB, violência epidêmica e dependência federal permanente.

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    1. Ivo Broeing

      Você quer debate real? Ótimo. Traga dados, não dogmas. Porque por enquanto, o que você chama de (meritocracia) eu chamo de (resultado de escolhas administrativas concretas) E se o seu argumento final é que insistir nisso é (mau-caratismo), então só posso dizer: o inconsciente se revela, e o recalque é sempre eloquente.

    2. Ivo Broeing

      Mas é claro… quando a realidade bate, o militante corre pra teoria. Sempre tem um (capitalismo estrutural), um (colonialismo histórico) ou um (congresso retrógrad) pra culpar. Responsabilidade? Não, isso é coisa da direita opressora, né?

    3. Ivo Broeing

      Agora a pergunta incômoda: Como é possível que, depois de 18 anos de hegemonia petista na Bahia, o estado ainda esteja mergulhado em fome, miséria e criminalidade? Cadê a transformação social prometida? Onde estão os frutos do (projeto popular)? Se tudo é culpa do (ponto de partida), por que os números só pioram depois que vocês assumem o volante? A resposta é simples: não faltou tempo, nem verba, nem apoio federal. Faltou gestão. Faltou prioridade. Sobrou discurso.

    4. Ivo Broeing

      Não precisa nem comparar Bahia e Santa Catarina. Basta comparar Jaques Wagner com... Jaques Wagner. Ele conseguiu a proeza de entregar mais miséria, mais criminalidade e mais evasão escolar do que herdou. É quase um anti-Midas: tudo que toca, degrada.

    5. Ivo Broeing

      Agora, compare com Santa Catarina no mesmo período, sem apoio federal, sem banco estatal, sem petróleo, sem slogans revolucionários. O estado reduziu sua taxa de homicídios em aproximadamente 15% entre 07 e 14, investindo em gestão técnica, polícia treinada, educação básica de qualidade e uma cultura de eficiência fiscal.

    6. Ivo Broeing

      Pegamos a gestão de Jaques Wagner, governador petista da Bahia entre 07 e 14. No início de seu mandato, a Bahia registrava cerca de trés mil e duzentos homicídios por ano. Ao final, esse número ultrapassava cinco mil e setecentos , um aumento de mais de 80% nos assassinatos em seu próprio governo, isso com Lula e depois Dilma na presidência, ou seja: com a (aliança dos sonhos) entre União e estado.

    7. Ivo Broeing

      Vamos então facilitar o debate, Padilha , com um exemplo incontestável: vamos comparar a Bahia com ela mesma.

    8. Ivo Broeing

      Quanto à Rússia, a desculpa é criativa: (não era capitalismo, então o socialismo não valeu.) Clássico. Quando dá errado, não era socialismo (de verdade). Quando dá certo (em países capitalistas com instituições liberais), aí dizem que foi (pressão popular) ou (medo das massas). Você quer um modelo que nunca se responsabilize por seus próprios resultados. Isso tem nome: gozo da posição de vítima.

    9. Ivo Broeing

      Você diz que o que eu faço é (discussão estéril). Engraçado: apontar décadas de clientelismo, analfabetismo funcional e violência epidêmica na Bahia, sob hegemonia da esquerda, é estéril. Mas chamar Jorginho de (traste) ou propor prisão pra quem (verbaliza bobagens) é, aí sim,(discussão de alto nível), né? kkk

    10. Ivo Broeing

      Padilha, sua resposta é quase uma relíquia: mistura de revisionismo histórico, fuga conceitual e acusação moral para encerrar o debate sem precisar enfrentá-lo. Brilhante, no estilo (perdi o argumento, então chamo o outro de mau caráter) kkk

    11. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      É como a Rússia socialista, Marx concebeu o socialismo como uma etapa além do capitalismo. A Russia nem sequer o era quando fez a revolução. Discussões estéreis, é isso o que voce busca com essa metralhadora verbal.

    12. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Esse papo é o mesmo da meritocracia, tem que ver o ponto de partida. As coisas não são assim tão simples e você sabe disso e quem sabe e insiste é só mau caráter mesmo.

  34. Ivo Broeing

    Ou seja: quando o liberalismo entra, o povo sobe. Quando o socialismo entra, o Estado engorda e o povo estaciona. ou pior, recua. Mas claro… pra quem prefere romantizar revoluções fracassadas em vez de aprender com quem deu certo, os fatos são só um detalhe incômodo, né?

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  35. Felipe Araújo Braga

    Ivo Broeing, sou formado em história também. Os sistemas de bem estar social do início do século vinte eram pequenos. As grandes conquistas vieram após a segunda guerra.

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    1. Ivo Broeing

      Se formou em história? Então revise suas fontes. Ou pelo menos, pare de resumir o século XX como se fosse um panfleto sindical dos anos 70.

    2. Ivo Broeing

      O fato dos sistemas de bem-estar social terem crescido no pós-guerra não apaga que suas raízes foram plantadas décadas antes, por liberais, conservadores e reformistas não socialistas. Aliás, a sua frase confirma exatamente o que venho dizendo: o que você chama de (conquista das lutas sociais) só se tornou viável quando havia moeda estável, industrialização consolidada, aparato institucional funcional e, veja só, sistemas liberais funcionando. rsrsrs

  36. Felipe Araújo Braga

    O Ivo mais uma vez mente: ele diz que os direitos trabalhistas e o Estado de Bem Estar Social vieram como uma benesse, um favor que a burguesia generosa quis fazer aos trabalhadores, e não das lutas desses mesmos trabalhadores e do mundo da socialismo que as elites sentem!

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    1. Ivo Broeing

      França, Terceira República, Criou leis trabalhistas progressivas (como jornada máxima e repouso semanal) muito antes do Partido Comunista Francês ter qualquer relevância. Os reformistas republicanos liberais foram os principais autores dessas medidas.

    2. Ivo Broeing

      O New Deal de Roosevelt, outro exemplo que você ignora, nasceu de um liberal pragmático, sem qualquer simpatia pelo comunismo. Ele fortaleceu o capitalismo, não o derrubou. Curioso como toda política eficiente de assistência que deu certo no Ocidente rejeita justamente a centralização estatal absoluta e o coletivismo autoritário.

    3. Ivo Broeing

      O Estado de Bem-Estar Social moderno, que você atribui unicamente à (pressão socialista), teve como base o Relatório Beveridge 42, feito por um liberal , William Beveridge , e implementado por um governo trabalhista, sim, mas em articulação com liberais. O Welfare britânico nasce de uma coalizão institucional, não de barricadas.

    4. Ivo Broeing

      Otto von Bismarck, um conservador monarquista (não socialista, nem influenciado pelo medo das massas), implantou a seguridade social na Alemanha no século XIX, muito antes de qualquer ameaça revolucionária concreta. Por quê? Pragmatismo político e visão de estabilidade social, não altruísmo burguês, nem pânico socialista.

    5. Ivo Broeing

      As leis trabalhistas britânicas (Factory Acts) foram impulsionadas por liberais e conservadores, com base em moralismo cristão, racionalidade econômica e interesse nacional. A ideia de que sem (luta de classes) ninguém teria feito nada é reducionista e desonesta. A sociedade também muda por reforma, responsabilidade e visão de longo prazo, não só por confronto.

  37. LCA O

    Seu texto foi removido porque infringe as regras de uso do site.

  38. Ivan Zacharauskas

    Para alguém que pretende escrever um texto de opinião sobre o tema ressentimento, parece que há ressentimento em seu coração, caso contrário não escreveria "coraçõezinhos inseguros" para deixar clara sua opinião sobre a classe média. Também há negros, imigrantes, homossexuais, e todo tipo de tribos de classe média.

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  39. jarbas cabral

    Ainda que se dois jovens tenham a mesma escola e as mesmas oportunidades, só do jovem morar na favela ele já começa atrás. O quarto é diferente, a cômoda de estudo, a comida, o transporte, o analfabetismo dos pais, tudo pesa.

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  40. Ivo Broeing

    Felipe Araujo, Direitos sociais surgiram antes da Segunda Guerra Muito antes do (medo do socialismo), diversos países já haviam iniciado políticas de proteção social. Alguns exemplos:

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  41. Ivo Broeing

    Alemanha de Bismarck (final do século XIX): Criou o primeiro sistema de seguridade social do mundo. Seguro de acidentes , seguro de invalidez e velhice e seguro de saúde, tudo isso sob um governo conservador e monarquista, não socialista.

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  42. Ivo Broeing

    O liberalismo do século XIX, embora imperfeito e inicialmente excludente (como qualquer modelo de transição), foi responsável por pilares como o Estado de Direito, a limitação do poder estatal e o reconhecimento da liberdade individual, pré-condições fundamentais para o avanço posterior dos direitos sociais que você atribui exclusivamente ao (medo das elites)

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  43. Ivo Broeing

    Reino Unido, Factory Acts (desde 18xx): Leis que limitaram jornada de trabalho de crianças e mulheres em fábricas. Foram aprovadas por liberais e conservadores, sem socialismo no horizonte.

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  44. Ivo Broeing

    Falsa dicotomia entre empreendedorismo e direitos Você opõe (empreendedorismo) a (direitos sociais), como se fossem excludentes. Santa Catarina, que você citou com desdém, tem: Um dos menores índices de pobreza. Maior formalização de trabalho privado, maior escolaridade e menos dependência de programas federais assistencialistas. Isso sem petróleo, sem bancos estatais e com forte cultura empreendedora.

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  45. Ivo Broeing

    Sobre o Brasil: quem mais expandiu programas sociais foi... o Plano Real O Bolsa Escola, embrião do Bolsa Família, foi criado em governos liberais (Cristovam Buarque e FHC). O Plano Real, que estabilizou a economia e reduziu a pobreza real, foi feito por economistas liberais como Gustavo Franco e Edmar Bacha. Nenhuma política social funciona com inflação a 80% ao mês.

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  46. Ivo Broeing

    O Estado de bem-estar social também foi ampliado por governos liberais e de centro Reino Unido ( William Beveridge ): criador do modelo de Welfare State, não era socialista, e sim liberal-democrata. Franklin D. Roosevelt eua O New Deal nos anos trinta é considerado um marco no intervencionismo moderado e no início do welfare nos eua, mas Roosevelt não era socialista, e sim um pragmático liberal reformista.

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  47. Ivo Broeing

    O liberalismo do século XIX também trouxe avanços Você generaliza o liberalismo como se fosse apenas repressão da (burguesia). Ignora: Abolição da escravidão em vários países foi liderada por liberais: Reino Unido, liderada por parlamentares liberais como William Wilberforce.

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  48. Ivo Broeing

    Brasil (Lei do Ventre Livre , Lei dos Sexagenários , Abolição), sob pressão de setores liberais urbanos, não da esquerda que nem existia. O liberalismo inspirou movimentos republicanos, anti-absolutistas e antiescravistas. A ideia de igualdade perante a lei e liberdades civis não vieram do socialismo, mas do iluminismo liberal.

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  49. Vladimir Tzonev

    Michael, você está apontando na direção correta. Porém, na sua trilha lógica há uma contradição. Você coloca no início a tese da mobilidade social limitada como causa do ressentimento. E depois lista uma série de rompimentos da hierarquia e status social dominantes. O que desmente a tese inicial e fundamental da sua lógica.

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  50. Alexandre Marcos Pereira

    O aumento das passagens de ônibus foi o estopim, mas o que explodiu foi o acúmulo de frustrações de uma geração órfão de representação. O oportunismo político tratou de montar no protesto, arrebatando para si o coro difuso das ruas. Vieram os infiltrados, os radicais, os descontentes profissionais. Mas também vieram os reformadores, os estudiosos, os jovens que sonhavam com um novo pacto social. Não havia pureza. Havia Brasil.

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