Deirdre Nansen McCloskey > Economia dental Voltar
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Alguns setores de um paÃs conseguem uma renda por trabalhador bem acima da correspondente em outros paÃses. No caso dos EUA: agricultura, aviação, indústria cultural, plataformas digitais, armamentos etc. Isso se espraia pela economia, elevando a renda de outros setores cujos processos tem produtividade semelhante à de outros paÃses (como garçons, motoristas ou ... dentistas). O resultado é a migração de trabalhadores, ou migração de clientes como no caso dos dentistas.
Sô, uma vez fui nos EUA e fiquei impressionado do tanto de gente que tem dentes podres. Pobre de lá, lá tem muito pobre, têm dinheiro pra ir pra fora cuidar dos dentes não.
Mizael, meu caro, hoje em dia tem pobre em tudo que é canto, se bobear, já tem miserável em Zurique, só que com assistência social, coisa que os estadunidense não têm. Mas isso que a Tia Auntie relata, é também fenômeno transnacional: minha esposa bota dente em gente que vem dos Estados Unidos, da Inglaterra e da França, amigos e amigos de amigos, que ficam boquiabertos (hahahahah, num migüentei) com a qualidade do atendimento que têm aqui.
A máfia de branco é privilegiada, protegida e intocável no mundo inteiro. Em certos paÃses ainda existem exames de proficiência obrigatórios para autorizar a prática.
Uai, Tia Auntie, mas o mercado tá "equilibrado": quem tem grana e é esperto, voa e é bem atendido por um preço decente. Quem não tem, não é esperto ou não tem suficiente informação, fica sem dente ou recebe atendimento maiomêno. O "mercado" se regulou, equilibrou-se na cabeça do implante dentário. Se falarmos em cidadania, em *saúde como um direito coletivo*, aà a discussão é outra. Minha esposa, na melhor "privada" de Odonto do paÃs, ensina aluno rico de paÃs da Ãfrica onde só há um tomógrafo.
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