Marcelo Viana > Matemáticos em Roma Voltar

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  1. filipe moura lima

    A última frase desse belíssimo texto foi lapidar.

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  2. ROBERTO CEZAR BIANCHINI

    Primeira vez que vou criticar algo escrito na coluna. " em quase um milênio, o império mais notável que o mundo já viu" muito questionável isto, Prof. Viana.

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  3. Vito Algirdas Sukys

    O curioso é que os árabes obtiveram o conhecimento matemático dos gregos pelos médicos gregos que atendiam os califas em Bagdad. O estudo da medicina era confinado principalmente aos gregos e judeus, e a ciência médica grega baseada em Hippocrates, Aristóteles e Galeno. Traduções de Euclides e Archimedes chegaram a Diofanto. O elemento religioso filtrou essas traduções.

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  4. Vito Algirdas Sukys

    Rovelli diz que depois da derrocada da ciência antiga na Itália, poucos compreendiam Ptolomeu ou os Elementos de Euclides. Mil anos depois, Poggio Fiorentino descobriu o manuscrito de Lucrécio. O jovem polonês Copernicus foi estudar em Bolonha e depois Pádua.

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  5. Vito Algirdas Sukys

    Tivemos, na Itália, a brutal repressão antipagã que se seguiu aos éditos do imperador Teodósio , que declararam o cristianismo religião única e obrigatória do império. Platão e Aristóteles, pagãos que acreditavam na imortalidade da alma, podiam ser tolerados por um cristianismo triunfante . Demócrito não. A matemática teve enormes perdas.

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  6. Vito Algirdas Sukys

    O físico italiano Carlo Rovelli disse que a perda da obra de Demócrito foi a maior perda intelectual; restou a obra de Aristóteles com base na qual se reconstruiu o pensamento ocidental. Tivemos séculos de pensamento único dominante monoteísta; quase nada do naturalismo racionalista e materialista de Demócrito. O fechamento das escolas de pensamento antigas e a destruição de todos os textos que não tivessem de acordo com o pensamento cristão foram amplos e sistemáticos.

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  7. José Cardoso

    Já li uma tese de que a forma da cidade estado grega auto suficiente, com as decisões públicas tomadas diretamente pelos cidadãos em assembleias, está ligada à noção de demonstração lógica, essencial ao pensamento matemático. Para isso a cidade não pode ser grande demais, quando se divide entre uma elite governante e o resto do povo. Nesse caso a arte valiosa passa a ser como convencer o chefe, e não como provar estar certo de uma forma mais universal

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  8. Vito Algirdas Sukys

    Do ano quinhentos ao setecentos, na Itália; os únicos lugares de estudo eram os mosteiros beneditinos, onde os monges renunciavam ao mundo; não tinham motivos para estudar a ciência, só os serviços da igreja e seus mosteiros (arquitetura); e as discussões infindáveis sobre os dogmas teológicos; sem nenhuma habilidade especial pela matemática. Temos Boécio, Cassiodoro e Isidoro.

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  9. Leonam Estrella

    Ótima reflexão sobre a ausência da matemática, sobretudo teórica, no mundo romano. Parabéns, Marcelo!

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