Marcelo Viana > Que Brasil queremos formar? Voltar
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Miguel Nicolelis falou (mais ou menos) na sua última participação no programa Roda Viva: "A China trata os seus cientistas (e professores) como o Brasil trata os jogadores de futebol (da primeira divisão)". Este é o segredo de melhorar a educação. Valorize quem forma as pessoas do paÃs, dê condições adequadas para as crianças e jovens se dedicarem ao estudo, e teremos potencial para ser a primeira economia do mundo.
Além do problema de não incentivar carreiras em STEM, aqui no ocidente como um todo, a maioria está interessada em ser influencer, e não em contribuir com algo que traga valor para a sociedade.
CarÃssimo Professor Marcelo Viana: Enquanto houver professores e professoras de Matemática "ensinando" com musiquinhas, regrinhas mnemônicas e decorebinhas, nossos estudantes aprenderão muito pouco. Veja alguns vÃdeos no Youtube. É simplesmente deprimente. Nossos estudantes não aprendem a pensar desde cedo. E ainda tem gente que diz que a culpa é do Paulo Freire, que sequer era da área de Matemática.
CarÃssimo Professor Marcelo Viana: Mostre seu artigo para a ilustrÃssima senhora "Natália Beautiful" que escreveu outro dia nesse jornal, que não há utilidade em se aprender volume do paralelepÃpedo. Para ela o importante é formar empreendedores e se possÃvel empreendedores da beleza.
CarÃssimo Professor Marcelo Viana: Mostre seu artigo para a ilustrÃssima senhora "Natália Beautiful" que escreveu outro dia nesse jornal, que não há utilidade em se aprender volume do paralelepÃpedo. Para ela importante em formar empreendedores e se possÃvel empreendedores da beleza.
Gastamos muito dinheiro em humanas pra problematizar o que não é problema e pra criar defensores ferrenhos do politicamente correto.
Professores de exatas não têm formação adequada, nem no estado mais rico da Federação! Ademais, nas escolas públicas paulistas, usa-se material produzido por IA sem conexão com os anseios e necessidades dos alunos. Não há de haver futuro dessa forma.
Não entendi direito o seguinte "entre as mais de 40 mil graduações diferentes oferecidas pelo nosso ensino superior, apenas 4 (nenhuma de STEM) concentram mais de 25% do total das matrÃculas". O autor quer dizer instituições de ensino ao dizer "graduações diferentes"? gostaria de entender como 4 de 40.000 (0,01%) detém 25% dos estudantes nacionais? Não estou duvidando do autor, só quero entender se é isto mesmo.
Fiz uma pesquisa breve e superficial sobre os quatro cursos: Pedagogia, oitocentos mil alunos. Direito, setecentos mil. Administração, seiscentos mil e Enfermagem com quatrocentos mil estudantes universitários. Somados correspondem a dois milhões e quinhentos mil. Há dez milhões de matrÃculas no ensino superior, ou seja, quatro cursos não-STEM ocupam25%das vagas.
Você não está sozinho, Cleber. Essa parte me parece confusa, embora não cause grande prejuÃzo ao texto.
Texto muito bom.
É inegável o avanço da China em diversas áreas, especialmente na ciência e tecnologia — impulsionado por um modelo autoritário que define prioridades estratégicas e conduz a população por caminhos previamente traçados. No entanto, é preciso reconhecer que esse progresso tem um custo alto: a ausência de liberdade de expressão. E esse é um ponto central de qualquer debate. Já no Brasil, o desinteresse pelas ciências exatas está profundamente ligado à falta de oportunidades.
Somos hoje um paÃs cada vez mais desindustrializado, caminhando para se tornar apenas uma grande fazenda. Sem investimento, sem visão estratégica e sem valorização da ciência, dificilmente construiremos um futuro mais próspero e soberano.
Brilhante como sempre esteve, Marcelo. É isso mesmo!
A China é um paÃs socialista que saiu da mais absoluta miséria e ignorância 80 anos atrás até este nÃvel que estamos vendo agora.
Capitalismo de estado é o que se tem na China. Se isso é bom ou ruim é outra discussão.
A China é um paÃs dirigido por um partido único que leva o nome de comunista. Mas apesar da forte presença do Estado, é melhor descrita como um paÃs capitalista.
Brasil o paÃs do futuro longinquo. Quem sabe daqui mais uns 500 anos.
Pesquisas demonstram que a imensa maioria dos brasileiros não tem domÃnio nem mesmo das operações matemáticas mais elementares. Para eles, a matemática não é uma ciência, é um mistério. Devemos começar por formar melhores professores para o ensino fundamental e mantê-los na escola com bons salários e reconhecimento. Não há soluções mágicas.
Com os nossos polÃticos? Com as prioridades dadas por eles? Eu acreditava em papai noel até uns 7 anos de idade...
Assunto de enorme importância para o paÃs que só quer formar maus advogados e péssimos médicos.
Junte nessa rol os maus contadores, incrivelmente empregados por Petrobrás, VASP, VARIG, Lojas Americanas...e, ainda, outros que se tornam funcionários de fiscalização.
Â…Apenas complementando o que escrevi abaixo, no meu entendimento qualquer escola de ensino médio tem que ter um ótimo laboratório. Essa parte é bem cara e por isso acho que deveria ser federal. No tocante a fÃsica, é muito difÃcil aprender dispondo apenas de livros.
O investimento em educação não pode ser dissociado do ensino médio. Na minha opinião os Estados não estão conseguindo implantar um ensino médio decente. Esta parte precisa ser federalizada. Os Institutos Federais (IF) parece-me uma experiência boa. Fui professor de fÃsica na universidade e sempre que na classe tinha um aluno(a) oriundo do IF percebia sua maior desenvoltura tanto em matemática quanto em fÃsica.
É evidente que, se todo ensino médio fosse federalizado, a qualidade dos Institutos Federais não se estenderia a toda rede. Não haveria nem mesmo um contingente suficiente de profissionais qualificados para tanto. Problemas estruturais são resolvidas com medidas estruturantes de longo prazo. Não há soluções mágicas.
O problema da educação formal dos alunos no Brasil é extremamente sério, mas está sendo relegado a terceiro plano (nem a segundo, a meu ver) há muitos anos. Isso vale para o ensino fundamental, médio e superior. Se a educação continuar a ser tratada como um problema menor, em muito breve o Brasil voltará a ser um paÃs sub-desenvolvido, e não será mais um paÃs em desenvolvimento.
Só fazendo juz ao famoso lema: Pais do futuro ... uns 500 anos mais.
Aqui vale o princÃpio da oferta e demanda. É a demanda por profissionais que induzem os jovens a procurar essas carreiras. Os chineses por exemplo também estudam em universidades do ocidente, tamanha a demanda interna.
O Brasil investe em pesquisa cientÃfica aproximadamente um vÃrgula dois por cento do PIB. A Coreia do Sul quatro por cento. Os EUA três por cento. China e Alemanha dois e meio por cento. A PEC da ciência quer aumentar para dois e meio por cento o investimento em pesquisa cientÃfica no Brasil. A ciência, a matemática e o pensamento empÃrico são parte indelével da cultura ocidental.
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