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O que Deirdre diz é apostar no futurismo e imaginar que pode dar certo. O passado não conta, ou seja, dados estatÃsticos são inúteis e investimento publico em inovação que empresas privadas podem se apropriar sem pagar nada em troca, por ser um "produto da sociedade". A China cresceu atraindo empresas e exigindo sociedade nestas empresas. Resultado: a China está passando os Estados Unidos para trás. E mais: Trump está exigindo a participação do governo em empresas privadas. Copiando a China?
Obrigada, na próxima indústria que eu possuir farei isso.... tem dó....
Bom, pelo o que está escrito, um dos alvos da coluna é uma economista que assessora o presidente Lula. Ela poderia, também, escrever uma coluna para os economistas que assessoram o presidente do paÃs dela......
É, Marx estava errado, coitado. Tudo que ele previu, como a queda tendencial da taxa de lucro, a expansão do capitalismo a todas as esferas da vida, a substituição progressiva de pessoas por máquinas, as crises cÃclicas do capitalismo, a tendência do mercado se tornar mundial, tudo isso acontece, não por sua teoria ser boa, mas talvez por ele ser um profeta barbudo que nem sabia o que estava escrevendo. Tadinho do Marx!
Hernandes, discordo do Galbraith num certo ponto. Só estamos aqui falando de Marx e Engels porque um revolucionário chamado Lenin foi bem sucedido em chegar e manter o poder na Rússia. Já o reformismo social democrata teve muitos pais, a começar por Bismark e o sistema estatal de previdência.
Caro José, como e quando o capitalismo ia acabar, Marx errou, mesmo porque não são previsões de tendências, mas futurologias. Outra problema com a teoria dele é que a luta de classes leva à emancipação: o que vemos é que as lutas de classes são acomodações dentro do sistema. Quanto ao resto ele acertou, tanto nas previsões tendenciais, quanto ao funcionamento do capitalismo (lei do valor-trabalho).
Marx foi um excelente analista do capitalismo. Tanto assim, que é estudado hoje com crescente interesse por boas escolas liberais. O finado Prof. Delfin Netto, por exemplo, era um liberal que conhecia profundamente a obra de Marx. No entanto, como Kenneth Galbraith lembrava já nos anos sessenta, Marx foi muito feliz como reformista, mas fracassou totalmente como revolucionário, o que significa que suas ideias foram a base de reformas muito positivas, mas de revoluções catastróficas.
Wilton, o que ele previu não aconteceu: a concentração crescente do capital, com o capitalismo realizando na prática a socialização dos meios de produção. Se tivesse acontecido, a revolução seria como colher um fruto maduro. Continua havendo milhões de empresas no mundo, com várias falindo e várias surgindo a cada ano.
Hahahahah, prezado Wilton, não se esqueça de que a Eironeia, a vvvaaca grega, é traiçoeira. Não deixe de avisar.
Artigo interessante. Traz a reflexão sobre o marginalismo de forma bem simples e explicativa. Faz as pessoas pensarem. Há uma diversidade de ideias nos comentários. Uns concordando outros discordando, vários muito interessantes. Cumpriu o objetivo. E vai ajudar a Mariana Mazzucato a vender mais livros. Com certeza.
Adam Smith lutou contra o rentismo dos senhores feudais, que lucraram enquanto dormian. O que vemos hoje é o retrocesso dos Eua, presos no rentismo do capitalismo financeiro parasitário, não produtivo, onde empresas compram suas ações e não investem em tecnologia, onde a bolsa cresce absurdamente mais que o PIB, onde blackstone compra milhares de casas e ganha com aumento por escassez e não produção. Eua retrocede ao rentismo improdutivo, como o feudal, precisam reler Adam Smith.
Sempre com boas referências, hein, meu caro? Meus agradecimentos!
Tava esquecendo, também vale muito ler sobre o tecnofeudalismo de Yanis Varoufakis, para entender os senhores technofeudais Bezos, Musk, Zuckerberg, microsoft e Googles, aqueles do cercadinho do Trump. Tem ótimos vÃdeos dele no YouTube, alguns com Jeffrey Sachs inclusive.
Para quem quer ler algo inteligente, bebendo uma cervejinha, sugiro o excelente artigo do professor Michael Hudson: How the Global Majority can free itself from US financial colonialism
Não sei que americano é mais arrogante Trump ou Deirdre, Eua envelhece mal.
A centenária Folha também envelhece mal, tem dúzia de colunistas do império decadente de Trump. A Folha não tem nenhum colunista da economia chinesa crescente, que hoje é quarenta por cento maior que a americana em paridade de compra, melhor forma de se medir segundo economistas. China é a maior produtora de artigos cientÃficos, também entre diversas áreas, é a ponta em energia renovável, que pode nos salvar dessa poluição do império das guerras.
Essa da cerveja foi demais. Deirdre mostra como os Eua envelheceram mal com os neoliberais pós Reagan, destruiram o estado e o bem estar do americano, enquanto uns poucos chegam perto do trilhão. Retrógrados como ela é que são responsáveis por Trump chegar ao poder.
Quero enfatizar a questao cronologica. O Manifesto Comunista foi escrito cerca de 25 anos antes da ideia de marginalidade defendida pela autora vir a luz. Olhar pra frente é necessário, mas a melhor estimativa de orcamento ainda é uma estimativa.
Excelente dna Deirdre, até mesmo a construção do texto.
A teoria do valor trabalho era justificada por Adam Smith com exemplos do tipo: existe uma proporção de preço entre produtos bem diferentes como ternos e armários. A chave estaria no tempo de trabalho que um alfaite e um carpinteiro precisam para produzi-los. Time is money. Para mim é intuitivo no trabalho artesanal. Mas uma fábrica com mil empregados exercendo funções diferentes...Extrapolar essa ideia é transformar algo intuitivo num mero dogmatismo. É o que fizeram Marx e Engels.
Nossa e eu pensando que o nosso único problema nos states era o trump. Ele é seu discÃpulo?
Nao estaria a sra. na hora de aposentar-se?
Vem cá, ela acha que a Mazzucato é marxista? Lu corretamente ou estou doido? A criatura usa teoria de século 19 para dizer que estamos teoricamente atrasados. Burrice é eterna.
É um raciocÃnio que, de fato, tem assento no senso comum, mas com alguns problemas sérios: 1) Ignora o poder que o mercado tem de impor preços e fomentar demanda; 2) Ignora o papel dos Estado no mesmo campo, e também na pesquisa e desenvolvimento; 3) só sinaliza o papel das construções coletivas anteriores, mas faz uma ode à s decisões individuais,, sem qualquer compromisso coletivo. Agora que ele está destruindo o planeta, defendê-lo já me parece definitivamente anacrônico.
Sem Sombra de dúvida! (Hahahahah, prezado Laurênio, perdão, não resisti.)
A colunista de Chicago criticando Mariana Mazzucato, haja paciência, Folha
Deve ter sido o Guedes, que é sócio da Folha no Instituto Milêniun, que chamou ela pra Folha. Bob Fernandes tem o maravilhoso documentário no youtube: Como instituições dos EUA articularam financiaram avanço neoliberal no Brasil, ali aparece colunista da Folha que é empregado do instituto Mileniun, o Mbl, lobystas do congresso, articulações para o golpe 16, tudo com dinheiro americano, público e privado. Nassif já tinha também denunciado o financiado instituto Milêniun.
Ah, quase que me esqueço: avisa o Zuckerberg de que ele tá sendo um "mal liberau". Deve ter gasto mais de 1bilhão de doletas nas últimas contratações de engenheiro pra IA. Mau capitalista, encaminha-se pra falência, decerto.
Tia Auntie querida, se a senhora avisasse disso o Seu Jeff Bezos, que criou e ampliou a estrutura da Amazon, brutalmente, sendo plenamente deficitária durante anos, ele hoje em dia seria só um milionário. Bem como o pessoal da Uber, que também passou (mais de) uma década deficitária. Ao que me parece, esse conselho tão conservador não é aquele que se traduz no sucesso comercial e monopolista desse povo. Aliás, portanto, pode ser um bom conselho, devo flexibilizar a minha perspectiva.
A colunista parece ter uma implicância pessoal com a Profa. Mariana Mazzucato, que não é "assessora de Lula em inovação", tendo assistido o governo brasileiro somente em alguns projetos. Mazzucato é uma das economistas mais brilhantes de sua geração, com uma contribuição muito mais robusta ao pensamento econômico contemporâneo do que aquele da colunista. E deve ser considerada uma schumpeteriana, não uma marxista.
Leia-se "aquela", não "aquele"
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