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Fabiana Schiavon
Lembro aqui de Conceição Evaristo, que "toca nos temas mais urgentes" com um estilo único e genial
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Felipe Vasconcelos
A distinção entre estilo e conteúdo é uma abstração elevada, oriunda da Filosofia (método de pensamento da Grécia Antiga). O que o autor propõe é renunciar a essa abstração, para que não haja mais a preocupação entre um e outro, ou seja, com uma nova perspectiva, a questão se torna um falso problema. A fenomenologia da experiência concreta por meio da sensorialidade é pré-verbal. Um vocabulário pobre pode interferir na percepção, uma vez que a forma minguada perde o poder de expressão.
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José Eduardo de Oliveira
Por falar em, José Guilherme Merquior, que na década de 80 e depois, eu acho, foi ignorado por alguma esquerda nacional, estes dias, ao pesquisar sobre o Barroco em obras sobre literatura brasileira, fui surpreendido com o capítulo, A literatura da era barroca no Brasil, em seu livro, De Anchieta a Euclides: breve história da literatura brasileira. Foi o melhor e mais consistente capitulo de todos sobre o barroco.
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humberto cavalcanti
Não foi ignorado pela New Left Review, a mais prestigiosa revista de direção de inspiração marxista, que não tem medo de ser feliz! Publicou artigo dele M.
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Victor Henriques
Discordo que pensamento e expressão do pensamento sejam a mesma coisa. A intuição, que é a forma mais pura do pensamento, é pré-verbal. O ofício do escritor é pegar a intuição e trabalhá-la na forma. Seu gênio se mede pelo sucesso em fazer isso, e menos pelo conteúdo da intuição. Escritores não devem ser impor a obrigação de ser pensadores, mas de transformar suas intuições em formas magistrais.
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Antonio Carlos Augusto Gama
Diante de tais conceitos, como a senhora Aurora Bernardini e o articulista enquadrariam "Grandes Sertões - Veredas", de Guimarães Rosa. E a poesia marginal de Paulo Leminski?
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Renato Carvalho
Na realidade, nós mortais quando lemos um livro , nao estamos preocupados com formas literárias. Queremos algo que empolgue, que emocione que nos embriague e que nos deixe triste quando esta chegando ao fim pois gostaríamos que continuasse. Essas discussões cabem somente aos experts, aos semi deuses que se julgam mais do que outros. Os livros desses autores citados, itamar e outros, merecem estar na mesma prateleira das obras consideradas literárias por que eles cumprem o papel da literatura
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Mário Mauá Chaves Ferreira
Não subestime os mortais.
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maria gouvea
Me sinto aliviada: acho Anne Eiraux e Elena Ferrante muito ruins ...isso pra nao falar em Carla Madeira.. todo mundo hoje acha que pode escrever e publicar sua " experiencia" ...e convidar para o lançamento
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Bruno Macho
Como leitor, o conteúdo é o que me interessa. Um livro de história da escravidão, de receitas,um romance qualquer de um escritor desconhecido, um livro explicando como a IA funciona, um relato de viagens, um livro sobre a fauna e flora amazônica, a poesia de Fernando Pessoa.Agora leio The Heat Will Kill you First mas poderia ser o gibi O Árabe do Futuro.Um dos melhores livros que li foi Les Enfants Tanner de Robert Walser, que por acaso achei no lixo. Ler é ter prazer e ter prazer é viver
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Filipe Quintans
Meu irmão, isso não é pisar em ovos, é dançar o lago dos cisnes em ovos.
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José Fernando Marques
Creio que na peça Vivendo de Brisa o autor tenha alcançado esse "complexo acasalamento".
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JOSE DONIZETE FRAGA
Uma obra literária resiste ao tempo e se torna um clássico exatamente por seus méritos, jamais por torcidas e engajamentos temporários.
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Antonio Rosatti
Folha poderia convidar um sociólogo da literatura para contribuir com o debate. Há décadas, a sociologia da cultura vem mostrando que as classificações do que se entende por Arte, Literatura ou Cinema não são essências atemporais, mas construções sociais. O ponto mais instigante, portanto, não é declarar se algo é literatura, mas perguntar quando, como e pelas mãos de quem uma obra passa a ser reconhecida como tal. Sem essa perspectiva socio-histórica, torna-se difícil compreender por que
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Antonio Rosatti
... continuando por que determinadas tapeçarias, tetos de igreja ou peças de mobiliário foram incorporados ao patrimônio artístico, ou por que Os sertões ou O Guarani foram alçado ao estatuto de Literatura ou um Western é considerado Cinema. O embate entre forma estética X Conteúdo Social é intrinseco ao mundo da Arte.
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Ane Barbosa
Finalmente um texto sentato! Ainda que a crítica dela permaneça me soando antipática rs
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Rubens Souza
Gostei do texto e concordei com muito do que li. Penso diferente em relação ao absolutismo da verbalização, de que sem ela não há formulação do pensamento conforme apresentado no vigésimo parágrafo. O raciocínio espacial prescinde da verbalização, p. ex., estimar a trajetória de uma pedra é pensamento, é expressão, mas não é verbal.
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GINO AZZOLINI NETO
A Dona Aurora está absolutamente correta. A literatura baixou o nível da escrita, no mundo todo e no Brasil em especial. Nada contra os livros recentes premiados. Mas, são, digamos, abordagem superficiais de problemas pontuais da sociedade brasileira. Este diagnóstico, a rigor, abrange toda as artes. Música então está no fosso. Não à toa, as bandas internacionais , repleta de idosos talentosos, tomam conta do Rock in Rio. Lollapalooza idem.
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Jaime Souza
O x do conflito é que muitos pensam a literatura com os óculos do Jeremy Bentham - e não é este o sentido. Ninguém está deslegitimando a relevância dos autores nem dos temas abordados. Mas ninguém se pergunta, por exemplo, se A Hora da Estrela é literatura. Logo, não é o conteúdo que se questiona, mas a apresentação, o meio - e o meio É uma mensagem. A forma é imprescindível, para o que ela mesma se propõe. Me parece é que, em tempos de Ailton Krenak na ABL, literalmente tudo o que vier é lucro.
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Frederico de Souza Cruz
Impossível pensar que não há forma, nem estilo em Itamar, mesmo que não o reconheça quando o cotejo com outros autores. Mas para um leitor leigo como eu, na história da literatura até o minimalismo já foi considerado estilo. Seja como for eu gosto de estilo e agora estou aprendendo que ao gostar de Itamar, eu gosto da falta de estilo. O importante é ler a aprender algo sobre o mundo e sobre o humano.
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Mário Mauá Chaves Ferreira
Não é que não haja forma nem estilo na obra de Itamar (só li Torto arado). O problema é que a forma e o estilo são pobres no contexto da história ou da evolução da literatura brasileira.
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