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  1. Luiz Gustavo Amorim

    É, Michael, não é fácil. Eu acrescentaria ao seu artigo que a educação nem sempre funciona integralmente mesmo para os privilegiados, haja vista vários dos comentários abaixo. É tamanha a dificuldade com interpretação de textos que o seu questionamento da educação como uma panaceia para todos os males do país virou, na cabeça de alguns, um libelo contra a educação. Meus sais, por favor, rs.

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    1. Hernandez Piras

      Acho que ficaram tão ofendidos com o título da matéria que sequer tentaram compreendê-la.

  2. flávio paes

    até concordo que o filtro mais aperta conforme piora a condição social, um é inverso do outro. Agora não pode haver confusão entre condição necessária e condição suficiente; o estudo é condição necessária para ascensão social da maioria das pessoas mas não é condição suficiente, tem outras como por exemplo sorte. Agora sem estudar, equivale a nem tentar jogar o jogo, é muito pior.

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  3. MARCIO OLIVEIRA

    O que ele fala faz sentido, mas oportunidade não é só CLT, longe disso inclusive.

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  4. José Cardoso

    Dessa vez não entendi a mensagem de nosso excelso guru. Se alguém de uma família de baixa renda estuda odontologia por exemplo vai se tornar dentista. E ter uma renda maior que se fosse secretária de dentista. Ou não?

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    1. Thiago Jacomasso

      Acho que o questionamento central proposto é: um dentista que veio de uma periferia teria o mesmo sucesso do dentista já nascido elite? Talvez até teria renda maior do que poderia em outras circunstâncias, mas se inseriria nos mesmos círculos, associações? Ocuparia os mesmos espaços? Ou seria para sempre um dentista periférico para periféricos?

    2. Diemer de Campos Junior

      Sim, torna-se dentista. Porém, muitos que vêm de classes sociais desfavorecidas pelejam para se manter no mercado de trabalho, visto que o recém-formado até ter o seus estudos e carreira profissional consolidados, necessita de uma rede de apoio familiar para se sustentar financeiramente e investir em novas graduações. Com muito esforço e fé em Deus conseguem. Entretanto, os de maior poder aquisitivo saem na frente. Mas, concordo com você que a renda será um pouco maior em relação a não estudar.

  5. orlando gomes de freitas

    Estudar, analisar, aprofundar as questões da humanidade, sem dúvida tem uma importância impar, porém, o articulista tem razão, a meritocracia imposta de cima para baixo, com todas suas disparidades e incongruências, privilégios e falsidades desanimam os que vem de baixo, mostrando abertamente que o sistema protege claramente os que tem familias ricas e bem nascidas, não importanto o conhecimento adquirido dos que são menos favorecidos.

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  6. orlando gomes de freitas

    Estudar, analisar, aprofundar as questões da humanidade, sem dúvida tem uma importância impar, porém, o articulista tem razão, a meritocracia imposta de cima para baixo, com todas suas disparidades e incongruências, privilégios e falsidades desanimam os que vem de baixo, mostrando abertamente que o sistema protege claramente os que tem familias ricas e bem nascidas, não importanto o conhecimento adquirido dos que são menos favorecidos.

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  7. Antonio Emanuel Melo dos Santos

    A reforma da educação não é estrutural? Alunos que saem sem conteúdo programático coberto? PISA de na casa dos 300 há mais de 10 anos. Esse aí defende o identitarismo atacando inclusive a importância da edução. Interessante, se estudar não importa porque ele foi estudar nos EUA? Francamente, baboseira tem limite.

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  8. Antonio Emanuel Melo dos Santos

    Mito, a educação? Mito é tribunal racial. Mito de mau gosto. Mito racista.

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  9. Claudio Marajo Robertson

    A revolução cultural que aconteceu na China mostra que a unica maneira de acabar com as desigualdades foi acabar com a classe dominante e sua meritocracia imposta e proclamar um governo do povo. A educação e reeducação de muitos foi feita pelo governo chinês incluindo o último imperador chinês, Pu Yi como um dos seus alunos.

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    1. Amaury Kuklinski

      Troca um sistema por outro, e sem vantagem nenhuma?

  10. Nelson de Paula

    Educação de qualidade não é só um passo, é um salto, é condição indispensável.

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  11. Silvio Cabral

    Note que o Michael nunca dá a solução para o problema. É sempre só o diagnóstico. Qual reforma tributária? Quais reformas estruturais? Como reduzir a discriminação?

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    1. Luiz Gustavo Amorim

      Entender porque a nona maior economia do mundo é a sétima mais desigual e o que deve ser feito é a parte mais fácil. Duro é combater os grupos de interesse e seus afiliados dos quais você faz parte e que convenientemente consideram o Brasil um caso perdido ou insolúvel. Isentão com hálito forte de direita que se precisar deita com o Jair.

    2. paulo wesley dornellas

      Análise perfeita, Silvio. O articulista é o típico “ engenheiro de obra feita “.

  12. LUIS PASSEGGI

    Suspeito que foi graças aos papagaios que é economista pela USP e pesquisador do Insper. E que foi papagaiar como visiting scholar nas universidades de Columbia e Stanford. E vem papagaiar na Folha. Mas, tudo bem: tem razão.

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  13. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

    Penso que precisamos rever o ensino médio, ele precisa ganhar mais objetividade na ampliação das possibilidades do jovem se inserir no mercado de trabalho, não pode continuar sendo apenas uma etapa para o ensino superior que seria a materialização final dessa possibilidade, o que raramente ocorre e apenas para uma minoria. O EM poderia ser ampliado com a possibilidade de formação técnica imediata, sem abrir mão de uma sólida formação humanista q desenvolva habilidades, senso crítico e cidadania.

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    1. GLAUCO NASCIMENTO

      Infelizmente, o ensino, em especial o público, foi feito para dar errado! Há uma completa inversão no investimento na educação. Se investe pesado no ensino superior enquanto o ensino fundamental é totalmente sucateado. Fazendo com que as faculdades públicas sejam para a elite, que estudou a vida inteira em colégios caros, enquanto o pobre fica de fora. E quando ele consegue superar os obstáculos, ele não consegue acompanhar o que é passado na faculdade, pois não teve uma base adequada.

  14. Hernandez Piras

    O colunista é um dos poucos nessa Folha que não se restringe às questões do momento, preferindo abordar os problemas estruturais da sociedade brasileiro, sempre de um ponto de vista esclarecido, original e abrangente. Aprende-se muito com ele.

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    1. Hernandez Piras

      Glauco, não sei que artigo você leu, pois nesse o colunista não diz nada disso, nem nas entrelinhas.

    2. GLAUCO NASCIMENTO

      Precisa-se de planos mais abrangentes, concordo. Mas não é a falta deles que nos faz achar que não devemos continuar lutando. A revolução cultural chinesa e seu salto para o futuro, fez com que professores fossem perseguidos pelo partidão. O ensino se tornou um ferramenta política. E é exatamente isso que o articulista está induzindo em seu argumento. Que alunos não aceitem o que temos, mas que se rebelem e busquem derrubar o sistema.

  15. FRANCISCA GIL GIL

    Os profissionais de educação estão em uma luta titânica para conseguir que seus alunos tenham as habilidades necessárias e recursos para viver em uma sociedade com tantas formas de desqualificação. É através do ensino e do empenho do aluno, e de todos ligados a ele que boas opções e boas decisões pode pavimentar um caminho melhor. A escola não propõe salvação, propõe leitura de mundo, interpretação de texto para escolhas. Cálculos dos riscos. Por isso, Respeite os profissionais de educação.

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    1. Hernandez Piras

      O artigo não desrespeita os profissionais da educação numa só palavra. Nem desvaloriza a educação. Apenas diz que a educação só não basta para vencer a desigualdade. O que há de desrespeitoso nisso?

  16. FRANCISCA GIL GIL

    A leitura não pode ser apressada. A questão "educação" não é isolada. A escola é um universo de representação do que ocorre nas casas dos alunos, dos professores, da sociedade, incluindo as redes sociais. Assim o que foi certo para as gerações anteriores, hoje não funciona. No entanto, as políticas colocadas em práticas esse estado (SP) e nesse município (SP), não tem resultado nada de positivo. São pensadas para não dar. Pensar dá trabalho e toma tempo, e isso não interessa para muita gente.

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  17. DIRCE BUZATO

    Matéria absurda. Os menos favorecidos que lerem essa matéria desistirão de vez de estudar. Não concordo. É sim o esforço que nos leva a posições melhores. Falo isso por experiência própria. Foi mau......

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    1. Pedro Vasco

      Concordo. Tem que se estudar para melhorar de vida. O racismo estrutural existe, mas nunca impediu de um negro prestar concurso público, por exemplo. Então educação ajuda SIM e MUITO, e ajuda ascender socialmente, podendo inclusive sair das favelas. O Autor do artigo é um bom exemplo disso.

    2. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Meritocracia? kkkkkkk

  18. Francisco Paulo Almeida

    As cadeias estão cheias de jovens que achavam que estudar era bobagem

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    1. Hernandez Piras

      Você não deve ter lido a matéria, caso contrário saberia que o autor não disse isso. Ele disse apenas o óbvio: que sozinha a educação não dá conta do problema da desigualdade.

    2. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Se a escola for um lixho e não ampliar as possibilidades de melhoria da qualidade de vida será difícil convencer alguém ao sacrifício e nisso o Tiago está certíssimo, vem daí o alto índice de evasão escolar no ensino médio.

  19. Diego Antunes

    Pra acertar o “quê” como título da matéria (ficou um tempão como “que” antes de ser editado)

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  20. Chiara Gonçalves

    Se não for pelo estudo, com todas as suas dificuldades, vai ser por onde? Por onde a China começou a sua transformação?

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    1. Pedro Vasco

      No caso da China, em complemento aos colegas abaixo, não tinha racismo. Todos eram e são amarelos. Se todo mundo fosse índio no Brasil, o racismo não seria um problema.

    2. Hernandez Piras

      O José tem toda razão. A cultura confuciana sempre valorizou a educação. Não é um fenômeno recente. Por outro lado, não foi apenas com educação que a China promoveu o desenvolvimento e é exatamente isso que o colunista defende, uma estratégia mais abrangente, que dê realmente aos alunos pobres e discriminados os meios de ascender socialmente.

    3. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Acontece que na China a educação é um meio de ascensão social há séculos.

  21. Rocia Oliveira

    Não vejo mérito algum nesse artigo. Os defensores da educação não merecem ser chamados de "papagaios". É difícil ascender de classe? É muito. A discriminação existe e é duríssima? sim, tremendamente dura. Os obstáculos parecem impossíveis? Sim parecem, mas não são. Aqueles que lutam pela educação, pela inclusão e pela transformação da sociedade não o fazem repetindo baboseiras, o fazem no dia a dia da sala de aula, na luta por aprovação de projetos, leis e orçamento. Merecem mais respeito.

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  22. GLAUCO NASCIMENTO

    Perdoe-me, mas o senhor parece falar de sua "Torre de Marfim" acadêmica, em que vê problema em falar que a educação é, talvez, a única e real chance para muitos garotos e garotas periféricos do nosso país, mesmo em uma sociedade excludente. E digo isso por ser um professor, que tenta, com muito esmero e dedicação, incutir na mente dos jovens que a melhor coisa para a vida deles é estudar; que ele pode não ficar rico, mas será uma pessoa melhor para si e os seus.

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    1. Hernandez Piras

      O autor esteve longe de dizer que a "educação não serve para nada". Ele foi claríssimo em afirmar que não se pode confiar exclusivamente na educação para reduzir as desigualdades. Este l ambicioso exige políticas mais abrangentes, que não devem começar nem terminar na escola. É exatamente o que fizeram os países mais avançados.

    2. GLAUCO NASCIMENTO

      O que o senhor propõe a um jovem que esteja no ensino médio? Abandonar o estudo? Não adianta ficar criticando a sociedade, o sistema e não propor nada em seu lugar. Melhor dizendo: não adianta não propor nada que seja melhor!! O mais engraçado é saber que quem diz que a educação não serve pra nada, dependendo de quem for, é um negro e acadêmico, que vive dá educação, e que poderia ser um pouco mais nobre e viver para a educação.