Alexandra Moraes - Ombudsman > Falta crítica à cobertura de operações contra facções criminosas Voltar

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  1. wilson paulo schmeiske

    O PCC, manda e desmanda no Estado de São Paulo há muito tempo e os políticos levam vantagem por fingir que não é com eles.

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  2. CHARLES MARTINS

    Excelentes reflexões...A ver se resultarão em algo de concreto...

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  3. THIAGO PEREIRA

    A Folha quando cobre operação contra facções age mais como assessoria de imprensa do governo do que como imprensa autônoma expondo um fato ou um contexto. As matérias se sucedem, de forma aleatória e desconexa. Em um dia, o PCC é vinculado ao tráfico de drogas em uma favela; no outro, a esquemas complexos de comercialização internacional de drogas; no outro a esquemas sofisticados no mercado de combustíveis e financeiro etc. As matérias ficam no sensacionalismo policialesco, sem contextualizar.

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  4. Fernando Alves

    Todo mundo sabe porque isso acontece. Os bolsonaristas vivem escrevendo mensagens em redes sociais que associam o Lula e o PT ao PCC (apesar das recentes investigações mostrarem que é o Tarcísio e a Faria Lima que são ligados), aí a Folha, em seu afã de lacrar com os bolsonaristas diariamente (que não são cinco porcento dos leitores) publicam essas "barrigadas" sem critério. Para acabar a infiltração do PCC no governo paulista, o Tarcísio precisa apontar um 38 pra própria testa e puxar o gatilho

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  5. Alcides alcantara

    E o Gaspari? Morreu, deixou o jornal?

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    1. Alcides alcantara

      Obrigado pela informação.

    2. Alexandra Moraes

      Caro Alcides, diante de outras manifestações de leitores “eliodependentes”, a resposta que tivemos da Direção do jornal foi que ele se ausentou por questões particulares e retomará as publicações o mais breve possível. Mas compreendo que o aviso dado a conta-gotas na coluna acaba gerando mais curiosidade e especulação. Fico à disposição por aqui.

  6. Rodrigo Jofré de Camargo

    As ligações entre o PCC e a nossa policia estadual estão sendo irresponsavelmente ignoradas pelo jornalismo. Está muito clara a participação de PMs e policiais civis nos mais recentes e espalhafatosos crimes noticiados. O segurança pessoal do Tarcísio está envolvido com os crimes. A maior doadora de campanha do Tarcísio é investigada por lavar dinheiro para o PCC. Cadê o grande jornalismo investigando e noticiando? Vamos apoiar ao Planalto de novo alguém ligado ao crime organizado?

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    1. Moara Semeghini

      Perfeito.

  7. MARCO ANTONIO POLISELI

    Poderíamos começar pelo judiciário que solta traficantes e membros do pcc presos pela polícia né

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    1. Fernando Alves

      Tipo a sumidade jurídica agora louvada em peso pelos bolsonaristas, que soltou o André do Rap sem saber nem quem ele era.

  8. Celso Balloti

    O cidadão comum ignora as ligações das nossas "elites" econômica e política com o crime organizado. Para dizer o mínimo, umas e outro lavam o seu dinheiro sujo com os mesmos "prestadores de serviços". Enfatizar o PCC, que obviamente tem, como dizia a minha avó portuguesa, ombros largos, é uma forma de desviar a atenção do envolvimento do andar de cima. Se a coisa começar a resvalar para esse lado, a operação "contra o PCC" acaba. Remember Banestado, Castelos de Areia, Satiagraha....

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  9. Karina Kanazawa Rienzo

    E se a reprodução ipsis litteris das declarações do governador não for apenas ingenuidade, mas pior, estratégia editorial? É preciso dar mais transparência de quais são os interesses da diretoria de redação, que assim como as instituições e governos, tem os seus próprios, e nem sempre claros.

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    1. Fernando Alves

      Exato. Não há ingenuidade nenhuma, só declarações ipsis litteris de políticos de direita, sem contestatação, sem análise, sem questionamentos. As entrevistas então, são um show de bajulação.

  10. Celso Balloti

    O jornal não pode ser usado para que funcionários ou órgãos públicos tentem passar imagem de eficiência ou para políticos façam campanha. Mas, se forem de direita, por mais picaretas que se mostrem, a Folha tem sempre um espacinho para que os polícos se promovam. Isso, quando ela própria, que tem lado como todos sabemos, não se antecipa e dá ajuda para que eles se mantenham em evidência. Paulo Guedes, Tarcísio, nulidades perniciosas que são bons exemplos, sabem muito bem disso.

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    1. Jaime Souza

      Todo jornal tem dono, Celso. 8 anos atrás, um rapaz embrigado, num Porsche em João Pessoa, atropelou e matou um agente de trânsito negro e pobre na madrugada. Está impune. Os jornais da Globo (impresso, rádio e tv), todos pertencentes ao avô do criminoso (ex-senador e dono da São Braz, um poderoso império do café e milho), sequer mencionaram o fato. Em Pernambuco, de forma similar, nenhum jornal pode falar de câncer ou escravidão nas plantações de cana: os donos dos jornais são barões do açúcar.

  11. Aristides Silva

    "Risco PCC na Faria Lima" Resta saber se a existência desse lugar já não seria, em si mesmo, um risco.

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  12. Jaime Souza

    O encontro da ombudsman com os leitores (que surpresa gigantesca a persona jovial e descolada da ombudsman! citou até mesmo a regra 34!) foi esticado por vários de nós até as 17 horas! Seguimos, de diferentes gêneros, idades e espectros políticos, conversando sobre a Folha e jornalismo internacional como um todo. Um assunto que eu trouxe repetidamente no pós foi a falta de autorreferência do jornal. Vou pontuar alguns exemplos de subutilização desta monumental máquina que observo.

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    1. Alexandra Moraes

      Jaime, muito obrigada pela presença no encontro, com suas ideias e sua disposição para o diálogo. Fiz um compilado das sugestões surgidas ali e nas mensagens posteriores para levá-las à Direção e vou incluir seu complemento. O Acervo é uma preciosidade, sim, e merecia ser mais bem tratado. Fico à disposição por aqui!

    2. Jaime Souza

      Por fim, agradeço à amabilíssima ombudsman Alexandra Moraes e ao tenaz Eduardo Scolese pela forma como nos receberam. Era meu sonho desde criança entrar na Redação e abraçar a deusa Laerte, e é meu sonho de gente com afantasia (que só com os quadrinhos pode imaginar!) me prostrar e adorar ao João Montanaro, o André Dahmer, o Caco Galhardo e à lispectoriana feiticeira Estela May. Não foi dessa vez (eles trabalham de casa! haha), mas estar na Folha foi um dos dias mais felizes da minha vida!

    3. Jaime Souza

      Ou seja: respondendo desde já à pergunta da coluna, o Acervo Folha é 90% do motivo de eu ser defensor fanático da Folha. A Folha é documento histórico de altíssimo valor: um tesouro indicial da nossa epopeia brasileira. Me incomoda gravemente que os atuais colunistas da Folha pareçam conhecer tão pouco da história do jornal. Graças à Laerte, sou leitor desde moleque, faz 25 anos, mas permaneço pelo audaz e ambicioso Acervo Folha. E, é claro, pelos cartunistas: eu tenho que falar deles!

    4. Jaime Souza

      Cinco: O Acervo Folha poderia ter sido usado de forma soberba e superior para explorar as ameaças estadunidenses de aplicar a seção 301 contra o Brasil. A Folha mostra, na íntegra, discurso idêntico ao atual, com o tarifaço, tendo sido empregado nos anos 80 e 90 para implodir nossa lei nacional de informática. O que é dito no twitter em 2025 foi dito ipsis litteris sobre a Itautec e outras empresas nacionais de tecnologia - e a Folha, com a faca e o queijo na mão, deixou isso passar.

    5. Jaime Souza

      Quatro: O Acervo Folha dispõe de todo um escopo contendo narrativas da imprensa estrangeira sobre os conflitos servo-croatas e iugoslavos, com a mesma sintaxe empregada atualmente sobre o conflito Israel-Hamas. O jornal perde o conteúdo valioso que tem e não se autorreferencia, incorrendo em cobertura pobre e enviesada, omitindo 70 anos de conflitos relacionados aos países da Ãfrica e do Médio Oriente e, mais importante, a verve narrativa homogeneizada de que a imprensa lança mão.

    6. Jaime Souza

      Três: O Acervo Folha mostra amplamente como a sharia local impediu direitos lgbt (e, portanto, direitos autistas) quatro décadas atrás, com falas idênticas às atuais dirigidas a pessoas como Marta Suplicy. Não houve qualquer chance. Irritantemente, em vez de o jornal usar o Acervo e revelar estas violências, insiste em falar em "autocontenção do Judiciário" e na absurda insistência em "identitarismo", como se pessoas marginalizadas lutando pelo direito de viver fosse algo excepcional.

    7. Jaime Souza

      Dois: O Acervo Folha mostra que o brasileiro bebia leite cheio de césio-137, até o césio ser mencionado pelo midiático acidente de 1987 em Goiânia (já citei isso na coluna do Hélio). A combinação de palavras "césio" e "leite", filtrada até 31 de Agosto de 1987 (mês que antecede o desastre de Goiânia), retorna 316 ocorrências (claro, sem refinamento quanto ao número de páginas). O jornal nunca explorou esse material riquíssimo ao retomar temas relacionados. Nunca sequer foi mencionado.

    8. Jaime Souza

      Um: o Acervo Folha mostra que o discurso de Lula na semana de posse do terceiro mandato tinha simetria perfeita com seus discursos publicados no jornal nos anos 80. O jornal poderia ter feito uma análise comparativa revelando que o discurso (obviamente estéril) de diálogo com todos, de conciliação com todos e de "não queremos um governo de esquerda: queremos um governo com participação de todos" se repetiu palimpsesticamente, apesar de não surtir efeito algum.

  13. Raymundo Itareru

    foi só um erro de comunicação entre os estagiários, no afã de se sairem bem na selfie

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  14. wilson paulo schmeiske

    O PCC é intocável em Sampa, pois a alta cúpu...lá política, caminham de mãos dada

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  15. Antonio Catigero Oliveira

    Essa tal ''cobertura'' parece propaganda para levantar moral de um pretenso candidato carioca de extrema-direita, que caiu de paraquedas no governo de SP. Mas isso não é novo, pois há muitos anos existem programas de TV fazendo propagandas das PMs de todos os estados, exaltando as peripécias policiais nas periferias.

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    1. CARLOS ALEXANDRE PERGER

      Inspirados na truculência trumpista conforme vimos a imigrante equatoriana sendo derrubada no chão na frente dos filhos, Antônio. Aqui, é política de extermínio nas periferias. Boa associação.

  16. CARLOS ALEXANDRE PERGER

    Diante da conferência mundial da ONU realizada em Beijing, aprovou-se em unanimidade abordar as políticas públicas de combate a violência de gênero, sob uma perspectiva integral. Inclui-se a comunidade lgbtqia+, assim como as delegacias especializadas enquanto dispositivos de poder do Estado a fim de combater essa trágica estrutura que é o feminicidio diário. A semiótica é horrorosa Sra Alexandra. Nós não vamos sancionar isso desde a ordem do símbolico ao concreto.

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  17. CARLOS ALEXANDRE PERGER

    Prezada, se a decência das palavras limpa os discursos conforme a perspectiva crítica da AD. A matéria com o advogado do golpista Heleno dá nojo de ler. Tenham por favor decência ao publicar uma coisa tão indecorosa que "pena leve da lei Maria da Penha" só existe no campo dessa masculinidade doentia e violenta sancionada por uma matéria de jornal. É devido a esse tipo de reportagem que fundamenta a violência estrutural de gênero.

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  18. Daisy Santos

    A falta de analise critica nas materias em geral ás vezes é gritante. Do alto de seus 104 anos o jornal nao se conforma a ser um boletim de informaçoes. Precisa exercer sua capacidade de analise profunda dos fatos. Esperei artigo analisando a ascensao do crime organizado a partir da decada de 1990, coincidente com a desregulação preconizada pelo consenso de Washington, desestatização, quebra de monopólios, Terceirização em diversas areas. São muitas pontas soltas sem um olhar mais acurado.

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  19. Marcos Benassi

    Eita, cara Alexandra, servicinho ingrato, esse, de "ombudismar" a folha nos tempos que correm, porque, às vezes, parece-me que cê tem de ir contra a empresa: essa "ingenuidade", creio-a uma opção editorial, tipo escolher Josmar Josino (crônica policial) ao invés de Amaury Ribeiro Júnior (investigação jornalística). Não é "distração", escorregão ou correlato, não. À folha, pra usar um exemplo seu, aparenta topar ser a porta-voz do gov Paulista, assessoria de imprensa. Ora... Num dá pé, né?

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