Deirdre Nansen McCloskey > Um Estado não é uma família Voltar
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Lule, o iletrado, pai dos pobres!
Ótimo artigo.
O Estado é aquela famÃlia rodriguiniana que um dia começa a apodrecer. Lá pelas tantas aparece um presidente ladrão,um secretário tarado,um ministro violador de direitos humanos,um deputado com dinheiro na cueca e por aà vai.
A colunista fala que o conceito de "folkhemmet", adotado em 1928, termina nos "desastres econômicos" dos anos...noventa. E foi um desastre, realmente? Não, foi uma simples crise cambial que muitas outras nações viveram, inclusive o neoliberal Reino Unido, quase na mesma época. E o que resta do "folkhemmet" sueco hoje em dia? Na essência, tudo. O sistema continua a fazer da Suécia uma das sociedades mais igualitárias do mundo e uma das economias mais dinâmicas.
É a pura verdade e funciona muito bem. O estado cuidando do que deve e do que é sua obrigação na área social, e o estado não se metendo e estrangulando a livre iniciativa e inovação.
Concordo que o sistema funciona bem na Escandinávia. Fora dali não se consegue equilibrar o orçamento. Vide França e Inglaterra atualmente.
No fundo, o que define por um Estado mais ou menos protecionista é a distribuição/concentração de renda. É fácil criticar os governos do Brasil, difÃcil é fazer o paÃs se libertar dessa concentração absurda de renda. Vide a recente discussão acerca da taxação dos super ricos que enfrenta resistência, em especial de setores como a grande mÃdia que é controlada pelos super ricos...
Está certa. Mas o grande desafio é convencer a opinião pública. Em todo o mundo ela tem preferido sistemas tipo resorts "all inclusive". Você recebe saúde, educação e aposentadoria no pacote. É claro que paga bem caro por tudo isso com impostos, mas como eles são indiretos, ou descontos na fonte, não se percebe. Fica a ideia de que o governo está "cuidando das pessoas", como diz o Crivella.
É óbvio que os escandinavos não suportam esse sistema por "não perceberem". As alÃquotas de imposto de renda naqueles paÃses são tão elevadas que seria impossÃvel "não perceber". O que gente como você não consegue compreender é que eles concordam com o sistema. Primeiro, porque os serviços que eles recebem são de alta qualidade. Segundo, porque, ao longo de sua história, eles perceberam muito bem os danos decorrentes de uma sociedade fraturada e sem coesão social.
Profa. McCloskey, gostaria que escrevesse uma metáfora sobre como o liberalismo tem dado certo na Argentina de Javier Milei.
Não tem mais não.
Quanto mais o Estado atua, mais difÃcil se torna a atuação do indivÃduo (Hayek). Nada mais verdadeiro.
Já houve realmente perÃodos em que a participação do Estado na economia era de uns 5 a 10% do PIB. Foi quando o mundo mudou com aço, ferrovias, navios a vapor, motores elétricos e a combustão interna, telégrafo com e depois sem fio, luz elétrica, fonógrafo, cinema, rádio, fogão a gaz, geladeira, automóvel. Perto das mudanças desse perÃodo, as novidades atuais no campo da computação e telecomunicações empalidecem.
Você sabe que já houve na história momentos de estados mÃnimos, de liberalismo puro, não é? Se sim, você também sabe qual foi o resultado, não é? Se não, procure saber.
Esperneia aà Tia! O mundo está vendo o efeito do Libertarianismo na sua Potência Inimiga com povo Neonazista e Excepcionalista. O paÃs mais rico do mundo, com dinheiro de Banco Imobiliário. Nosso Benchmark são as muito bem-sucedidas Social-Democracias. Libertarianismo é a única coisa mais à Extrema-Direita que o Nazifascismo!
Tia Auntie, prezada, a senhora é belamente erudita. Dito isso, e pisando no chão compartilhado por todos os humanos, a contradição que percebo é que os berros por "famÃlia" só vêm de uma dddiireitalha sub-pensante da dá nojo. Até mesmo, e aà arrisco entrar em sua seara, quando fazem comparações econômicas: p ex, volta e meia sujeito usa metáfora de famÃlia, tipo "a dÃvida! Uma familia não pode gastar mais do que ganha!" para justificar que se corte *tudo*. Coisas de um primarismo assustador.
Má-vontade, Hernandez, a Tia Auntie sabe das coisas. Se você me lesse sem esse azedume que atualmente tem pra comigo, perceberia claramente que *eu me impressiono com muito pouca gente*. Pra bem e pra mal.
Onde está essa "erudição" toda? Nunca vi traço de erudição nos artigos dessa coluna. Erudita por lembrar do exemplo sueco do "folkhemmet" ou de um juÃzo antipolÃtico de Mencken? Você se deixa impressionar por muito pouco.
Acrescento timidamente: não é mais complexo? Quem trocara tÃtulos da dÃvida pública americana por brasileiros?
Paulo, muito grato pela paciência de argumentar comigo. Olha, tem muito, mas muito mesmo, paÃs cuja dÃvida deixa a nossa no chinelo - não digo nem em termos absolutos, falo da dÃvida em relação ao PIB. É só olhar para América de Cima, e não é por conta de KHagada do trump, não, é histórico. Investir dinheiro público em polÃticas setoriais bem pensadas, não é "tutela" é gestão de um paÃs. É incentivo estratégico - coisa, aliás, que os EUA da Titia cansaram de fazer e fazem até hoje.
O problema é que a "dÃvida" já está em uns oitenta por cento do PIB, é reajustada com juros reais acima de sete por cento e está causando um déficit nominal de cerca de um trilhão de reais por ano. Nesse ritmo, em poucos anos o gasto com pagamento de juros será tão grande que aquilo que sobra não será suficiente para pagar as despesas obrigatórias. Essa é a crise que os economistas dizem que já está contratada se nada for feito.
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