Alexandra Moraes - Ombudsman > Ainda falta ligar muitos pontos na cobertura da segurança pública Voltar
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Sobre as responsabilidades do domÃnio territorial do crime organizado, as declarações das autoridades parecem bola espirrada em gramado molhado: ninguém domina, ninguém assume, todo mundo chuta para o lado. Desordem urbana: palavra-coringa que abre portas, fecha praças, ajusta o volume das sirenes e, de quebra, absolve os responsáveis. Há termos que nascem com vocação para biombo; este, por exemplo, presta serviço a todos os armários institucionais: esconde a teia de aranha da omissão.
Aconteceu numa terça que parecia uma segunda atrasada: o jornaleiro montou a banca como quem arma um palco de rua, e as manchetes pendiam nas molas de roupa, balançando com o vento que vem do trânsito. Numa ponta, lia-se que o presidente disse e se retratou; na outra, que ele “é criticado” por ter dito oque disse antes de dizer que não era bem aquilo. A palavra criticado brilhava como um marca-texto invisÃvel, desse que a gente só nota quando o olho volta pela segunda vez. Aà vem a Contenção.
Caro Alexandre, obrigada pela leitura e pelos comentários. Achei curiosa sua reinterpretação literária. Não colocaria as coisas com essa linearidade do varal e das molas de roupa, mas vejo, como expus no texto, uma correlação nos fatos e na comunicação deles. Hoje, aliás, Malu Gaspar tem outra informação importante sobre um relatório do mandatário fluminense para o governo dos EUA.
Sou contra matança,porque a polÃcia não é investigadora, acusadora,juÃza e carrasca, só que não dá para chegar e dizer: com licença,o senhor está preso por ordem do Juiz. O pessoal culpa o governador. Não o culpo. Culpo quem está no Poder há mais de17anos e sempre se quedou inerte,quanto a insegurança pública. este ano inventou, como um remédio para a insegurança. E nos anos anteriores? Onde estava o lula?Criminoso não é vÃtima seu lula. E se fosse, o que fez contra o vilão,usuário?
Sou eu quem me sinto honrada com a sua resposta.
Cara Neli, obrigada pela leitura e pelo comentário. Sim, há muito ainda o que ser discutido. A ver o que e do que estaremos falando e ouvindo nas próximas semanas... Um abraço.
Parabéns, Alexandra. Vc levanta pontos importantes. Realmente, há muitas pontas soltas e muitas coincidências estranhas. E registra bem as vacilações da Folha e da imprensa em geral. Faz muita falta imprensa realmente investigativa.
Cara Dagmar, muito obrigada pela leitura e pelo comentário. Sim, as investigações são caras, demandam tempo e experiência, dependem de investimento e intenção. É uma matemática complicada, ainda mais diante das sucessivas crises de formato e financiamento do jornalismo. Um abraço! Alexandra
O Carnaval chegou mais cedo esse ano. Em modo Necrocarnaval. População e imprensa ecoando autoridades, ressoa: Foi um sucesso só. Ao contrário foi mais uma demonstração a céu aberto da incompetência do Estado. Antes da liberação de armas pelo governo Bolsonaro já havia a estimativa de dez mil fuzis nas mãos do tráfico carioca. Essas 100.mortes representam menos de hum porcento. Não se iludam, o objetivo de sabotar a PEC Nacional de Segurança, demonstrando que polÃcias estaduais corruptas bastam
A moça, de alcunha "Penélope", ostentava um fuzil e colete tático minutos antes de ser alvejada pelos policiais durante a operação. Mas a ombudsman se incomoda porque a FSP enfim a chamou, entre os outros oitenta, pelo nome: criminoso. Senhora, em estado de guerra não há suspeito nem proibição de pena de morte.
Cara Paula, agradeço-lhe pela leitura e pelo comentário. A polÃcia e os leitores podem chamá-la do que quiser, mas o jornal segue regras enunciadas em seu próprio Manual, fruto das melhores práticas e da ética jornalÃstica. Se houve flagrante, ele pode ter sido lavrado, mas tampouco aparecia nos relatos. Ademais, a discussão sobre a guerra não internacional está contemplada na coluna e acho, sim, que o jornal deveria levá-la mais a sério. Fico à disposição por aqui.
Perfeita,Paula! E quem não sabe fundamentar diz: e fulano? E beltrano?
Dagmar, entre os mortos foram encontrados fuzis vindos da Venezuela. Vai ler um pouquinho antes de comentar.
O deputado ligado ao CV e amigo do governador está bem vivo, e com certeza está sendo bem tratado.
Isso é total falência moral. Não há guerra. Há polÃcia corrupta sócia de traficantes. Há governador amigo de milicianos. Houve presidente amigo de milicianos, presidente que liberou armas pesadas para compra de qualquer um que se registrasse como CACS. `Pelo menos cinco mil pesoas com ficha criminal se registraram como CACs e puderam comprar armas pesadas. Outros CACs venderam armas para traficantes. Policia mata quem quer e se retira, deixando espaço livre para milicianos amigos.
Minhas inquietações ñ se calam apenas c o cenário de filme de terror politizado de um filme B produzido no Rio de Janeiro p elemento Castro, mas pelas insistentes teimosias da "moderação da FSP", em manter os critérios do "algoritmo via IA, mas c comportamento humano. A conduta da mÃdia precisa de uma linha de polÃtica redacional, seja de direita, centro e esquerda, o que ñ pode é criar clima de perseguição ao cidadão, apenas por expressar democratimente sua livre opinião de certa forma sensata!
Não esperem nada desse desgoverno no combate à criminalidade. Ele é parte do problema e jamais será a solução. Alguém está surpreso? O presidente Bukele disse, numa indireta ao Brasil e outros paÃses da América Latina, que o Estado só não resolve o problema da delinquência se for sócio dela.
Os milicianos tipo Queiroz domina a cidade do RJ há tempos. De quem são amigos gado véio??
Sim, Bolsonaro era sócio de milicianos. Queiroz é chefe de milicia do Rio das Pedras. Flávio Bolsonaro condecorou o miliciano Adriano da Nobrega quando o miliciano estava preso. Flávio empregou, como funcionarias fantasmas em seu gabinete, a mãe e a mulher de Adriano. É só dá um Google para comprovar. Fatos registrados por toda a imprensa.
Você esperou que a turma do Brilhante Ustra e ditadura militar resolvessem por 21 anos e só piorou a violência, esperou que familicia Bolsonaro resolvesse, e nada . Nao espera que Lula resolva . E agora José? Jura que vc acha " consórcio da paz " vai melhorar alguma coisa ?
Bukele é um ditador sanguinário. Mata até crianças e já deixou claro , jamais deixará o poder pacificamente.
Uai, sô, se Bukele falô, Tá Bukelado. Se Bukele encanô, Tá Bukelado. Se Bukele matô, oprimiu, torturô, comungô co'TrAmpismo, alugô o território, pô, faturô, Tá Bukelado. É nóis, man'Amargo.
Bernardo Leal Annes Dias é delegado e foi atingido na operação, teve sua perna amputada e está em estado grave. Por favor, quem estiver no RJ e puder comparecer no posto Hemorio para doação de sangue. Aos que puderem ajudar, muito gratos.
Um ponto importante em toda essa operação é aquele em que as milÃcias ganharam territórios ocupados pelo CV. Isso não é explorado pela grande imprensa.
A manchete do Estadão sobre o porta-aviões tem musculatura cinematográfica, dessas que fazem a garagem vibrar quando o jornal cai no portão de madrugada. Parece trilha de blockbuster: cordas e metais, câmera aérea sobrevoando um casco de aço que corta a lâmina azul do Atlântico como se fosse papel celofane. A manchete não informa, encena. Sou um leitor treinado a desconfiar dos adjetivos superlativos e das soluções grandiosas para problemas miúdos, miúdos no sentido de miudÃssimos, microscópicos
Setubal completou: é de um camarada assim que preciso para trabalhar comigo. Nenhum outro candidato teve esse tipo de experiência, já está contratado. E assim, o professor Faria tornou-se assessor polÃtico de Olavo Setubal até a morte deste. Faria realmente uma figura. No Banco Itaú, uniformizou as normas administrativas internas do banco, que era o resultado de várias fusões, com base na Teoria Pura do Direito, de Hans Kelsen, o mais abstrato filósofo do Distrito.
Grande professor José Eduardo Faria. Teórico do direito, nunca atuou como advogado, foi jornalista do Estadão e trabalhou no como assessor polÃtico de Olavo Setúbal, de quem se tornou amigo Ãntimo. Quando foi sondado pelo velho Setubal para ser seu assessor, Faria, com extrema integridade advertiu o banqueiro: Dr. Setubal, meus artigos e editoriais no Estadão são os mais censurados e já fui preso por conta deles. Setubal, pensou, e respondeu: você já foi preso e vive censurado?
(…) os editoriais mais reacionários do jornal, de um liberalismo extremado, eram escritos por colega do professor Faria,, que era membro de carteirinha do PCB, vulgo Partidão e que na época estava na clandestinidade. O Professor Faria foi cobrar coerência do fulano, dizendo como ele, um marxista convicto, poderia escrever editoriais antagônicos ao seu pensamento. Resposta do fulano: aqui, no jornal, é emprego, faça aquilo que o patrão manda, sem discutir. Lá fora, é outra história.
É verdade, meu caro. O Estadão é de uma ortodoxia neoliberal indiscutÃvel. Mas tem uma vantagem: ele mantém uma linha editorial coerente. Todo mundo conhece e sabe a posição do jornal. Meu professor de Sociologia do Direito, José Eduardo Faria, brilhante jurista e jornalista, durante muito tempo foi editorialista do jornal. Ele escreveu vários editoriais sem assinatura do jornal. Ele conta uma história muito grande: os editoriais mais reacionários, sem assinatura, eram escritos por um (continua)
Orra, Bro, agradeço muitÃssimo a gargalhada de cara, do jorná arremessado. É que o Estadão é mais inoxidável, denso, incorruptÃvel e indestrutÃvel do que a phôia em sua reacionarice escato-direitológica. Daà dá nos atributos superlativos que você nomeia, dos textos, mas também na ortodoxia férrea que ribomba na garagem.
O problema é que nós convescotes de encontros do Lide e da XP, o banqueiro Frias entregou a chave da redação para o Valdemar da Costa Neto, então todos os dias vemos notÃcias sobre 'o governo Lula recebendo crÃtica em redes sociais ', sendo que o ocorrido nada teve a ver com o governo federal. Principalmente, o panfleto do PL se absteve de fazer jornalismo e verificar se as bravatas do governador do Rio são verdade ou mentira.
Segurança pública?!
Lula alcançando sucesso nas relações e transações internacionais, executando projetos que lhe são caros, enviando outros para serem aprovados, onde muitos hão de permanecer engavetados; subindo nas pesquisas de popularidade, surge um castro sem luz própria, para salvar a situação, via violências, truculências, violações de direitos fundamentais e execuções com altÃssimo requinte de crueldade, contra pretos/pobres. Que são transformados em coisas a serem descartadas.
"Dessa coisa", digo.
Óia, minha querida Anete, há um descompasso grave: onde temos ("nós", Zesquerda ora no poder) muito sucesso, há notÃcia pouca; onde há falhas, na maioria compartilhadas ou diretamente causadas pela Legislorréia Bozonéscia, ora!, têm repercussão estrondosa. Um pouco dessa conta, observei ontem ou hoje ao Vêtêfê. Nem comento que é mecanismo contÃnuo do sub-racioSÃmio Bozolento, simplório "ao extremo".
* surge um castro para salvar a situação incomoda da extrema direita.
E a imprensa corrobora os mecanismos de exclusão de parte da população do direito à cidadania
Em 78, auxiliei um amigo em aulas do então Mobral, numa sala de uma igreja católica, no pé de um morro no Rio. De um dia para o outro, alguns alunos sumiram das aulas. O motivo? Ação policial no morro. Nunca funcionou, não funciona e jamais funcionará. E esta Folha tem de parar de flutuar ao sabor das redes sociais, tem de ser isenta, não "seguir a onda".
Ricardo meu caro, como você está ao lado da Anete, isso me inspira Guedesmente a memória musical: "A cidade contra o Crime", interpretada pelas lindinhas do Quarteto em Cy. "Eu faço parte desse medo coletivo, já não sei mais se confio na polÃcia ou no ladrão." É mais ou menos dessa época de seu relato. Ao pedir à Pitonisa o nome da música, veio que é da autoria do Gonzaguinha, coisa que seria oportuna, mas não sei ao certo. E é um samba de breque, carioquÃssimo, do Kid Morengueira.
Há um bom tempo a ultradireita não tinha nada de bombástico, para pautar nas redes. Ao não possuem nada de produtivo/relevante para apresentar, Castro surgiu sinistramente do ostracismo em que vive, para atiçar as massas e os interesses eleitoreiros dos governadores bolsonaristas; pela via da violência, truculência e execuções. Um combate à segurança pública que tanto apreciam, por serem utilizados os mesmos métodos mofados/ultrapassados que nunca surtiram nenhum efeito.
* Ao não possuÃrem nada de relevante para apresentar.
Falou e disse tudo ! Só dar uma arma para cada cidadão e se resolve de imediato !? Pois, já não faltam muitas pelo tanto e previsão de armas já esparramadas e sem controle!?
E as armas aprendidas no CondomÃnio Vivendas, não se fala mais isso?
Faz muito sentido essa reflexão sobre a cobertura jornalÃstica da operação realizada por forças públicas de segurança mas é compreendida pelo governador, e por autoridades policiais de alto escalão no RJ, como sendo de defesa. O que virá por aÃ? Um exército interestadual de apoio ao projeto polÃtico ultraconservador, iliberal? Bem, se for, então esse projeto se alimenta de sangue? Em SP, junto à s operações policiais e os mortos em Santos veio o silenciamento de familiares de vÃtimas inocentes.
A mãe de seis filhos inocente e morta pela polÃcia praticamente nem foi mencionada. Já as criminosas do oito de janeiro são tratadas como coitadinhas que não estão cuidando dos filhos. Tudo porque o banqueirinho Frias entregou o jornal pro PL.
Vejam que os governadores da extrema-direita se reuniram somente Entre Eles, nenhum ou outro governador foi chamado para discutir a pauta segurança. O governador do ES que é do PSB e todos os outros do norte/nordeste também não foram convidados.
Aqui na fsp goi noticiaso q foram convidados e declinaram
Ja no inicinho, sera q ela acredita q a operaçao trump no caribe tem a ver com drogas?, é muito ingenua
Caro Florentino, agradeço-lhe pela leitura e pelos comentários, sem entrar no mérito da contagem de neurônios. Sobre a operação de Trump, acho que o ponto é justamente esse mencionado pelo senhor. Tem tanto a ver com drogas quanto a do Rio tinha a ver com segurança pública. Há um paralelo nos discursos, e nesse caso era a própria afirmação do governador que o referendava.
Nada diferente do q eu esperava, alias
Será por que nunca houve operações contra as milÃcias? Nem ao menos umazinha.
Sei não, nunca houve? Nunca é *nunca* ou modo de dizer? Rapá...
Ta faltando ligar o ponto dos dois unicos neuronios da ombudsman, todos no hemisferio esquerdo do cerebro
Florentino de Jesus, quando você sair, não apague a luz.
O flor caiu, Lorena, acontece com qualquer pessoa; só que nunca mais arribou, por falta de vontade, coisa que já não é tão comum assim.
Na verdade no hemisfério do pensamento crÃtico, da busca do esclarecimento. Obscurantistas detestam o ato de refletir, de esclarecer.
Por qual razão o sr. ataca a jornalista , sem argumentar e de forma misógina ?
A Folha PagBank aderiu entusiasticamente à campanha do Willy Wonka Rachadinha por um Bukele Brasileiro. E deu a letra, a Farinha Lima PCC mandou fazer isso, lá do Lide em Londres. Ontem foi a abertura da COP30, mas o que domina a capa do jornal é festejar a Chacina de Pretos Aleatórios, para delÃrio dos Donos de DÃvida de SUV.
Por falar em ligar os pontos, o fórum de segurança publica do PP no dia 25 reuniu o governador do RJ, o secretário de segurança pública de SP, entre outros, quando o presidente do partido, Ciro Nogueira disse que "Lula voa baixo e sozinho ". Dia 28 ocorreu a tal "operação" no RJ.
Em SC , PP , ontem ocorreu uma operação da PF em conjunto com a polÃcia do Pará onde foram capturados dois criminosos do CV em cidades distintas, oriundos do RJ.
Essa operação policial foi orientada pela ideia do MAGA de inimigo interno. Já apareceu nas falas dos governadores de extrema direita ou muito à direita, quem será consuderadi inimigo interno no Brasil, o STF, a esquerda, os adeptos de um governo de leis e não de governo da vontade pessoal de um govenante.
E não convidaram mais ninguém, só a extrema. Deixaram o norte e nordeste de fora. O EspÃrito Santo PSB, também não foi chamado.
É difÃcil a posição da imprensa em conflitos armados, que é o que temos no Rio. Infelizmente, resolveram fazer assessoria de imprensa para o comando vermelho, empurrando a narrativa do massacre do Carandiru. Deveriam responder criminalmente, e assim seria, se os criminosos não tivessem gente simpática a eles no comando do paÃs
Eu gostaria de saber como as editorias ouvem o que a Alexandra aponta. Esse problema com os tÃtulos e a falta de independência relacionado ao discurso oficial tem sido frequentes. Erros de português, no textos, idem (nisso inclui textos confusos). Acho que está faltando pé no chão, mais gente pra juntar pontas soltas do que cumprir tabela.
"se você olhar um dia antes, dois dias antes" como disse o ex-delegado VinÃcius, podemos observar a nomeação da conselheira do MP para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do DF no dia 28. Entre a esfera federal e estadual há centralização do MP-RJ ao impedir o MPF alegando ingerência por solicitar ao governador informações sobre a ação, sancionada pelo despacho: "não guardam relação com interesse federal, tampouco com a União". Desordem institucional? Não,jogo corporativista.
Paz tenhas, paz tenhamos. Amém.
CarÃssimo, sim. Caso Marielle e Anderson presentes. Desde as promotoras que desistiram a suspeição do delegado Ginition Lages com evidências da participação do bolsonarismo. Mesmo com a ausência do MPF, há verossimilhança no relato solicitado ao governador como pelo Min Alexandre de Moraes. Peço por paz, Marcos. Um abraço.
Ah, que delicadeza, Homi bom e cristão! Meu caro, "corporativismo" não é atributo que se descarte, evidentemente está presente; apenasmente chamo a atenção prós interesses econômico-polÃticos que podem estar em jogo. P ex, no caso do assassinato da vereadora Marielle, o MP local deu um enrolêixõn forte, deu não? Assim como o de SP, temo que tenha sido cooptado pelo respectivo gov: outro ex, em SP a barbaridade da "denúncia" do apoio PCC ao Boulos não deu nada pros autores da pantomima.
A ombudsman nos dá uma aula de como ler subtextualmente o jornal e alerta para o enviesamento. Um olhar afiado para as entrelinhas e acurácia para relacionar uma matéria a outra ( não é fácil). Produzir e exibir uma pilha de cadáveres nunca em nenhum lugar do mundo será ação de segurança pública ou resultado de operação policial bem sucedida. A humanidade tem testemunho da morte produzida em escala industrial.
Agradeço-lhe pela leitura e pela gentileza, Daisy. Fico à disposição por aqui.
não podemos esquecer que a imprensa incluindo a fsp está em plena campanha polÃtica, e não iria perder essa oportunidade de atacar o governo federal no caso Lula, deu voz aos governadores da extrema direita golpista para dizerem que a solução para a segurança é empilhar cadáveres, a eleição será decidida entre civilidade e barbárie. já existe quatro candidatos a Bukele, 10graça dos
Boa análise critica da ombudsman. Eu, de minha parte, estou aterrorizado não apenas com o massacre, inédito em tamanho, mas também com a incapacidade da imprensa de denunciar esse absurdo completo. E de tratar o governador do Rio como um criminoso que se tornou após ordenar a execução sumária de 120 pessoas. É evidente que o massacre foi um dos piores genocidios da História do Brasil!
Eita, meus caros, eu, por minha vez, passo mais mal ao ver pessoas comuns como nós combatendo a civilidade e a idéia, sempre luminosa e óbvia, de que o Estado deve seguir a Lei. O Bozolóide estatal, castra em próprio benefÃcio polÃtico, pra si e seu grupo; o Celso Barros, hoje, levanta a lebre do econômico; também a imprensa, fá-lo por esses dois motivos. Os cidadÕes, não: se há ganho, é o delicado gozo d'alma ao ver os cadáver. E a oportunidade de zurrar contra a Zesquerda, com arJgumentos Bozô
Exato , Gabo. Eu também ando aterrorizada quando vou abrir o site da Folha. Como a insegurança que temos ao abrir a porta para alguém não confiável.
Um jornal como a Folha está sempre espremido entre mostrar a realidade ou disseminar uma realidade alternativa para os leitores fanáticos da bolha, como você
Alexandra, carÃssima, achei boa a expressão "ligar pontos", já que é isso que a análise inteligente faz: coisas que não se inicialmente conectam, um pensamento bem estruturado e com substância, fá-lo. É, por exemplo, aquilo que o Celso Barros comumente faz e, particularmente no dia de hoje, nos traz; não deixa de ser o que um artigo mezzo-torpe no tendências/debates de hoje também traz: melÃfluo, pretende relacionar legalismo com incúria e desproteção a agentes públicos. Ligou pontos Bozolóides.
Caro Benassi, agradeço-lhe pela leitura e pelos comentários. A pluralidade de pontos de vista ainda é um dos pontos (pontos!) fortes do jornal e pode oferecer essa visão mais ampla de problemas tão enormes como esse. Um abraço.
Achei a cobertura fraca,pouco propositiva, com articulistas militantes, pedindo prisão de autoridades sem base jurÃdica nenhuma. Muita gritaria com pouca eficácia pra entendermos como chegamos a ter um estado paralelo tão rico e tão bem armado. Como vamos enfrentar quadrilhas que movimentam bilhões? Com um debate desse nÃvel!?
Esse texto não salva o jornal - que parece apoiar, ou pelo menos vocaliza atores que apoiam que um Estado que combate o crime desrespeitando a lei -, mas pelo menos levanta os pontos que uma imprensa democrática e republicana deveria fazer. Deveria!
Lembro-me bem da cobertura jornalÃstica do ma ssacre do Carandiru em 1991, tinha apenas 18 anos, mas já leitor assÃduo de jornais e revistas, e o tom geral era de indignação. Dessa vez parece que há certo apoio da imprensa a esse tipo de bar barie. Sinal da decadência moral que vivemos.
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