Comente*

* Apenas para assinantes

comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

  1. Alexandre Marcos Pereira

    Meu pai não largava a metade que importa na porta. Ele trazia o cansaço, o cheiro de rua, o mau humor com o trânsito, e junto , o olhar que procura nós, os cinco filhos, antes do controle remoto, o beijo demorado em minha mãe antes da troca de roupa, a pergunta automática: É aí, como foi o dia? Ao contrário da estatística da psicanalista, ele não era um visitante eventual na minha infância, desses que entram na cena de vez em quando para fazer gracinha. Ele era parte do cenário fixo.

    Responda
  2. Alexandre Marcos Pereira

    Começo pelo som: a chave girando às oito da noite. Havia um ritmo nisso, quase um metrônomo doméstico. A casa podia estar em caos, panela chiando, lição de casa atrasada, cachorro latindo e novela começando, mas bastava aquele clic do trinco para algo se reorganizar dentro de mim. Meu pai tinha chegado. Não era um super-herói, desses de propaganda de Dia dos Pais com capa invisível e cueca por cima da calça. Era só um homem cansado, com as olheiras fundas. Mas ele entrava em casa inteiro.

    Responda
  3. CARLOS TARDIVO

    Parabéns mais uma vez pelo excelente texto.Procuro ser um pai e avô como o seu é!

    Responda
  4. PAULA FARIA

    A pessoa mora no RJ e acha que o pai não a vai visitar porque tem medo de avião. Cada um se ilude como melhor lhe calha.

    Responda
    1. mariliz pereira jorge

      Paula, eu lamento que de tudo o que escrevi sobre a relacao linda que tenho com meu pai vc se apegou ao fato de que ele nao venha ao Rio. Meu pai nao viaja a lugar algum, é um sujeito com a vida muito pacata. Mas cada um comenta com o afeto ou o amargor com o qual leva a vida.

  5. ISAIAS DA SILVA

    Denúncia gravissima. Parem todos. Tem pai levando crianças na garupa sem capacete. Que absurdo.

    Responda
    1. murilo castelo branco ferreira costa

      Uso obrigatório de capacete foi apartir de 1997

  6. Vera Maria da Costa Dias

    Sabe, Mariliz, essa simples menção de não precisar validar é deprimente. Pode ser porque trabalhei a vida inteira com ciências exatas, vai ver sou um ponto fora da curva. Nunca imaginei ter que esperar validação de alguém, e meu pai creio que não teve nada a ver com isso.

    Responda
  7. Eliana Atihe

    O meu era maravilhoso e imperfeito. Morro de saudade dele ainda, de suas contradições, trocadilhos e cuidados, 10 anos passados de sua morte.

    Responda
  8. KARLA S

    Tenho a alegria de dizer que meu pai também é como o da Maríliz. Equilibrado , amoroso e sempre presente . Liga pra saber se estou bem e pra dizer que me ama ! Fofíssimo . Fez 90 anos nesse mês. Viva o amor paterno ! d

    Responda
  9. Carlos Eduardo Cunha

    Sua história é muito bacana diante de um pai presente. Mas cada casal em seu tempo e lugar estabelece entre si as funções de pai e mãe, divisão de trabalho costuma melhorar a eficiência no cuidar. Hoje há uma pressão para os dois fazerem tudo no lar , terceirizando o que não dá. É válido mas não é a única solução nem deve ser a referência. O importante é a presença amorosa dos dois.

    Responda
  10. Alexandre Marcos Pereira

    O problema não está no homem que faz isso: está na coreografia de aplausos que se arma em volta. Basta ele aparecer na porta da escola, cabelo meio desalinhado, mochila de criança pendurada num ombro e lancheira esquecida no outro, para alguém comentar encantado: Nossa, que pai presente! Se ele posta uma foto lavando a louça do jantar, surgem nos comentários os emojis de palminhas, coraçõezinhos, frases do tipo exemplo de marido, sorte da sua esposa, como se fosse um milagre doméstico.

    Responda
    1. Ivo Ferreira

      Ela está falando de um pai quarenta anos atrás. Não existia essa coisa de palminhas, emojis. Não era internet. Era vida real.

    2. Galdino Formiga

      Exatamente

  11. Victor Mesquita

    Será que esse pai bacana trocou milhares de fraldas, marcou dezenas de consultas, escovou dentes milhares de vezes, deu milhares de banhos, acordou de madrugada centenas de vezes, cozinhou milhares de vezes ou ficou só na louçinha e na mediocridade e, mesmo assim, como tantos, é lembrado como herói?

    Responda
    1. Victor Mesquita

      Eduardo, essa tentativa de me atingir pessoalmente diz muito mais sobre você do que sobre mim. Um abraço.

    2. Ivo Ferreira

      Você teve pai?

    3. Eduardo Vasconcellos Oliveira

      Com certeza você teve um pai ausente.

  12. Paulo Targa

    Texto de limpar a alma... que belo depoimento. É um presente do Universo ter um pai assim. Gostei do texto.

    Responda
  13. orlando gomes de freitas

    Sou pai e fiquei emocionado, quantos erros cometidos, se pudesse voltar, mas não dá! A alternativa é seguir em frente com meus 69 anos e procurar melhorar!

    Responda
  14. Victor Mesquita

    Nos comentários só tem os tais pais exceções. Mas se for perguntar pros filhos, os números ficam pequeninhos...

    Responda
  15. marco martins

    Mariliz.... A misandrinista..

    Responda
    1. Eduardo Vasconcellos Oliveira

      Você teve um pai ausente?

  16. Inimar Santos

    Seu texto é formidável! Parabéns! Seu pai é um homem superbacana e a sociedade merece ser lembrada que há homens assim. A insensatez de alguns tornou os homens bacanas invisíveis. Mas os caras bacanas, que amam suas filhas e tratam bem as mulheres existem sim!

    Responda
  17. Celia Moura

    Milagre! Milagre! Milagre! Mariliz elogiando um ser humano do gênero masculino...

    Responda
    1. marco martins

      Eu só vi ela elogiando dois homens até hoje.. O Pai e o Marido!!!

  18. Paulo Lima de Almeida

    Que linda sua mensagem Mariliz, que história bonita... parabéns

    Responda
  19. MARCO ANTONIO POLISELI

    A maioria é

    Responda
  20. Afonso Galvão

    Esse pai também sou eu. Sinto-me representado. Tenho duas filhas e um filho. Faço comida, lavo louça, busco na escola. Cuido dos três com inenarrável prazer. Cuido mesmo da mais velha que já é independente e mora fora do Brasil há muitos anos. Torço para que isso seja cada vez mais a regra da paternidade.

    Responda
    1. FLAVIO CALICHMAN

      Cozinhar provavelmente é a última fronteira da paternidade, confesso que ainda não a cruzei.

  21. Hipolito Lima do Carmo

    Modéstia a parte me sentir o pai do seu artigo faço tudo isso até com minha filha que mora comigo

    Responda
  22. Paulo Augusto de Andrade Lima

    Linda estória. Sou pai de 4. Filho de pais de formação rígida, mas ciente que Educação dá valores morais e éticos. Cuidei e ainda sou ligado no que eles fazem. Eles tem vida própria e longe. Enquanto pude, sempre carreguei junto, cuidei deles para que pudessem criar os netos com educação e saúde. É tudo para uma sociedade saudável.

    Responda
  23. Luciano Silva

    Sinto-me representado com o artigo da colunista.

    Responda
  24. Emanuel Mello

    Vc é saudável pacas

    Responda
  25. Bruno Araujo

    Parabéns pelo texto, pela filha que você é e pelo pai que você tem.

    Responda
  26. FLAVIO CALICHMAN

    Mariliz, minha esposa já dormiu. Acabei de mandar a sua coluna psra ela pedindo que diga com toda sinceridade e todo coração se acha que, em nossos filhos cinquentões bem adiante, pensarão e sentirão assim sobre mim. Acredito e torço para que sim, conto depois no Instagram. PS: arrependimento de não ter ido te cumprimentar há meses no teatro UOL, no evento da CIP com o Pondé e o Tas, acanhamento de grande fã perante a pessoa famosa admirada. E voce estava demais naquela noite!

    Responda
  27. ERISTON CARLOS DA PAIXAO

    Saudades do meu amado pai, que já se foi pro lado de lá.

    Responda
  28. jose camargo

    A separação de seus pais,pelo que entendi,foi temporária e depois se reconciliaram. Que bom!

    Responda
    1. Galdino Formiga

      Não entendi dessa maneira. Cuidar independe de continuar casado.

  29. Joao Braga

    Parabéns ao seu pai, dia após dia a gente tenta ser como ele!

    Responda
  30. Vito Algirdas Sukys

    Meu pai deu uma educação bacana. A ação humana depende do ambiente, da educação recebida, das condições de vida. Nós a julgamos como boa ou má segundo nossos critérios, nossa sensibilidade. Meu pai preservou a minha infância e a de minha irmã. Deu a tranquilidade e o equilíbrio que temos hoje. Nisso Freud acertou. Uma infância desajustada é problema para a vida toda Mariliz.

    Responda
    1. aderson de castro soares neto

      Que equilíbrio criatura?? Aonde ele está ???

    2. aderson de castro soares neto

      Que equilíbrio criatura?? Aonde ele está ???

  31. Claudio Gomes

    Curioso pois meu pai é ótimo, e a grande maioria dos pais dos meus amigos também eram ótimos. Não sei se são exceções. Talvez o tal estudo também tenha o seu viés.

    Responda
    1. Claudio Gomes

      Vc não entendeu. O tal estudo da psicanalista eh o que embasa esta coluna. Mas o tal estudo eh naturalmente viesado, pois quem procura terapia eh por que tem problema.

    2. aderson de castro soares neto

      Com tantos pais ótimos fica a pergunta: e a sociedade que está aí a nossa porta?¿ é assim por não ter pais tão otimos assim ?

  32. Luiz Paulo Barreto

    Se assim é que podemos ser entendidos, tua feliz exceção encanta.

    Responda
  33. Luciano Otavio de Araujo Carneiro

    Que texto !

    Responda
  34. Daisy Santos

    Feliz de você que teve essa paternidade plena poder relatar os frutos disso. Que possa inspirar outros pais.

    Responda
  35. Carla Oliveira

    Você tem toda razão, Mariliz, o sarrafo sempre foi baixo, mas que bom que as exceções existam!

    Responda