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  1. Eliana Atihe

    O patriarcado não tem lateralidade ideológica. Pessoas de má consciência, abusadores, sociopatas os há à direita como à esquerda, capitalistas e comunistas, brancos e negros, homens e mulheres (ai do patriarcado sem a adesão entusiasta das mulheres), ateus e religiosos. O assédio não tem partido nem religião e tampouco gênero. O poder não corrompe ninguém que já não esteja mancomunado com ele, consciente ou inconscientemente. Artigo pernóstico e naive. Arranha a superfície.

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  2. Cesar Costa

    Eu entendi direito? Os professores acusados culpam as garotas (os) de serem neoliberais tentando desmoralizá-los por uma questão de luta anti-marxista? Isso é piada, né?

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  3. Allan Soares Nascimento

    Excelente, necessário e esclarecedor. E para auxiliar no debate indico: Defender as Universidades Federais e seus professores — David Sobreira; O filme Depois da Caçada — Luca Guadagnino; Cartilha do CNJ para vítimas de crimes e atos infracionais; Assédio moral e sexual — Previna-se — CNMP; Microcosmographia Academica — F. M. Cornford.

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  4. PETER MAURICE ERNA CLAESSENS

    Por isso - não hesitem: juntem as provas, ou testemunhas quando não houver, e levem os casos às ouvidorias, independentemente do poder do/a acusado/a. Todas as instituições têm obrigação de tê-la, e o contato deve estar na página de acesso. Eles tratarão os casos com sigilo, levarão para as instâncias mais adequadas conforme o caso, inclusive aqueles com poder de impor sanções, e acusados/as terão a oportunidade de se defender também. É o caminho certo e devemos aprender a usá-lo.

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  5. PETER MAURICE ERNA CLAESSENS

    Para quem tem o que denunciar, a percepção de impunidade é paralisante. A crença do 'não adianta', na dominância do corporativismo, é tão forte que as vias institucionais simplesmente não são usadas, e não têm a oportunidade de se provarem eficazes, assim perpetuando tal percepção de impunidade em um cíclo vicioso. Talvez, em época recente, já foi assim - mas hoje, com comissões de sindicância com composição mista, eu acho que a desconfiança no sistema é principalmente por falta de informação.

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    1. Francisco Blazquez

      E conheço outro em que,apesar das provas,a sindicância foi simplesmente anulada e a queixa desqualificada sem conclusão, tb por as moral

    2. Francisco Blazquez

      Engano seu, as vias institucionais são usadas e não sáo eficazes. Conheço um caso na USP no qual a pessoa foireu de cinco sindicâncias pelo mes o motiv, até ser exonerada na quinta , por as moral.

  6. PETER MAURICE ERNA CLAESSENS

    Já vi excessos dos dois lados, de acusadores e acusados. A situação é patológica: talvez diante de uma percepção de impotência, as redes sociais são usadas para punir supostos transgressores (não sempre professores) com linchamento moral de pessoas sem fórum para se defender. Do outro lado, há a subnotificação pelos caminhos corretos. O resultado é uma situação oito-ou-oitenta, com, entre vítimas e acusados, muitas pessoas sofrendo injustamente.

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  7. PETER MAURICE ERNA CLAESSENS

    Realmente há muito trabalho a ser feito para combater o assédio de todas as formas nas universidades. Diferente de alguns pessimistas, eu acho que o problema não é falta de boa vontade, mas o tempo exigido para a implementação de políticas e boas práticas que ganharam atenção e foram definidas somente recentemente. A auditoria e o relatório do TCU foram cirúrgicos nos diagnósticos, e apresentam exigências muito concretas, pelo menos para as instituições federais, para melhorar a situação.

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  8. Clara Cecília

    De fato, o assédio existe e é terrível, mas acho que em muitos casos têm ocorrido ao contrário do que dizem: aquele professor incômodo, que os desafia a sair daquela intelectualidade preguiçosa de palavras de ordem (seja à esquerda ou à direita), como não pode ser combatido com argumentos, vão lá e inventam que ele é racista/misógino/homofóbico/assediador. E assim a universidade vai se esvaziando dos seres pensantes para ceder lugar a uma bolha identitarista/woke.

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  9. MARCOS CESAR MORAES

    Parece-me q o resumo disso tudo é a falta da cultura da ética há tempos. A propósito, a simples atitude ética de equilíbrio já e vista como fraqueza.

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  10. Adilton Jose Luna de Andrade

    Resumindo, o assediador é um imundo sem caráter presente em todo espectro político!

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  11. jarbas cabral

    O difícil é diferenciar assédio sexual com proposta amorosa ou cantada. Zona cinzenta.

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    1. Caio Monteiro

      Mais difícil ainda é apresentar provas. Deve haver muitas injustiças nesse tipo de acusação. Alguns profissionais estão atendendo de porta aberta, para minimizar a possibilidade de acusações.

    2. jarbas cabral

      Sim, Thaís, essa é a diferença. Na minha advocacia trabalhista estou vendo casos de trabalhadores dispensados por justa causa por uma simples cantada dada à trabalhadora do mesmo nível.

    3. Thais Campanaro

      Não é não, Jarbas. A insistência depois do segundo ou terceiro "não" e o uso da posição de poder para forçar a barra por meio de intimidação fazem toda diferença...

  12. Raphael Fernandes

    Gente, em qual planeta esses professores vivem? A cultura do cancelamento é criação vastamente aplicada da esquerda e pela esquerda.

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  13. Francisco Blazquez

    A parte submersa é o assédio moral

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  14. Francisco Blazquez

    O artigo só arranha a superfície. O artigo descreve como tema só a parte do iceberg que está fora da água, a maior parte, que não emerge, represena 90% diria, é especialmente nas universidades estaduais paulistas, e os principais atingidos são os funcionários e os pósgraduandos. E não adianta reclamar, as comissões de sindicância em geral não dão em nada.

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  15. José Cardoso

    A prática é antiga, não de assédio mas também de feminicídio. Um exemplo foi o Althusser, acobertado pelos seus pares como sendo insano depois de esganar a mulher até a morte.

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  16. Daniel Nunes

    Mais um texto contra os homens.

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    1. Caio Monteiro

      Em muitos casos é de assédio a pessoa de mesmo sexo, não se trata de campanha contra homem.

    2. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Contra homens que assediam. Vestiu a carapuça ?

  17. Claudia Dias

    Excelente! Assediadores são acobertado pelos seus pares e sabem bem utilizar os argumentos que irão ressoar na comunidade acadêmica liderada em grande parte por homens. Vítimas do capitalismo? Do identitarismo? Enquanto debatem, as verdadeiras vítimas, em geral, alunas e professoras, são silenciadas, adoecem, desistem de ocupar seus espaços em ambientes tão hostis. As universidades não têm medidas protetivas eficientes às vítimas, nem de combate ao assédio como bem revelou o artigo.

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    1. Felipe Vasconcelos

      O assédio é praticado por pessoas que estão em posição de poder. O combate ao assédio deve proteger aquela pessoa que está abaixo na hierarquia de poder, independentemente de ela ser mulher ou homem. Se setenta por cento das vítimas de assédio são mulheres, por exemplo, isso significa que os outros trinta por cento são homens. As pessoas devem ser julgadas individualmente, pelas suas ações e omissões, e não por identidades sociais.

    2. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      O TCU dr Rita determinar a adoção das medidas necessárias, não apenas constatar os fatos. É inaceitável que as universidades não tenham protocolos de tratamento dos casos que garantam imparcialidade e proteção às vítimas.

  18. Carlos Alberto de Paiva Carvalho

    Artigo excelente, que trata bem o caso de professores de esquerda acusados de assedio e se defendem com o discurso de perseguição capitalista. A mesma estratégia é usada por professores de direita, quando são acusados de assédio? O artigo também traz a reflexão sobre a cultura do cancelamento, que é usada por ambos os lados do espectro político e não só pela direita, como o artigo sugere.

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  19. Fabiana Menezes

    Este assunto é um daqueles casos inconvenientes. Onde estão misturados corporativismo, mediação para males intoleráveis, bem ao estilo “ casa de ferreiro, espeto de pau”. O mais triste é a de formação causada por estes professores (as, sim mulheres assediam nas universidades) supra sumo da hi po cri siah. Vivem, o contrário daquilo que escrevem e ainda tem uma claque de paroquianos a defender a honra da instituição.

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  20. José Fernando Marques

    Os argumentos e o alerta fazem sentido. Mas também faz sentido o sentimento de impotência de professores acusados de faltas morais sem que os estudantes lhes tenham dado o direito de se defender, de manifestar o seu ponto de vista. Há muita intolerância e simplismo da parte dos estudantes, problemas que os signatários certamente conhecem. Não me refiro aqui a casos de assédio, mas a comportamentos ligados a questões identitárias, torcidos pelos discentes. É preciso haver diálogo. E reeducação.

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  21. Eduardo Rocha

    Se provado que a pessoa cometeu assédio, então ela deve pagar. Agora se compravada a ma-fé da suposta vítima, ela é quem deve responder. Cultura do cencelamento, ou cultura do assédio, estatística disso ou daquilo, não provam nada. O que vale é a investigação. Mas hoje é assim: se você não concorda comigo, então te culpo de alguma coisa.

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    1. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Inclusive diante da impossibilidade de comprovação factual da ocorrência, dada a natureza do crime. Do contrário serão vítimas duas vezes.

    2. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Entendi, como o assédio por natureza é praticado em circunstâncias privadas, geralmente sem testemunhas, então fodam-se as vítimas, devem calar-se ou calar-se. Só faltou insinuar que devem submeter-se. É isso? Evidente que as circunstâncias, relatos, fatos, evidências, devem ser investigados e verificados quanto à plausibilidade e procedência. O que não se pode aceitar é que as vítimas sejam submetidas a procedimentos que as constranjam e desqualifiquem.

    3. Renato Letizia Garcia

      Exatamente. Muitas pessoas acham q acusar alguém de assédio basta para incriminar o réu. Um crime deve ter indícios e provas… não basta um desejo da “vítima”

    4. Renato Letizia Garcia

      Exatamente. Ninguém pode fazer uma acusação injusta e se sentir impune das consequências. Acusar alguém de cometer um crime deve ser uma atitude embasada em fatos…

  22. Claudio Carvalho

    O curioso é que o "coletivo" que assina o texto cita duas pesquisas de instituições norte-americanas para fundamentar práticas de cancelamento - práticas que não devem nada aos métodos lavajatistas, típicos de tribunais de exceção. O identitarismo é o "lubrificante ético" a serviço do neoliberalismo. Trocaram a História pela "expressão da hipocondria moral". Bem "decoloniais"!

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    1. Marcelo Silva Ferreira

      Carvalho, não discordo, mas coloco uma dúvida sobre a questão da citação das pesquisas norte americanas: foram selecionadas de modo a omitir outras pesquisas de qualidade que contradizem os resultados ? Porque o que se omite é muitas vezes tão importante quanto o que se mostra. Mas o artigo não discute essa questão. E nem eu tenho dados. Portanto, não farei juízo algum por enquanto.

  23. Felipe Vieira

    Excelente!

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  24. Giovani Ferreira Vargas

    Mi-mi-mi petista

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    1. Joao Cellos

      Santo Deus! O que o PT tem a ver com isto? Procure ajuda médica especializada. Desejo-lhe melhoras.

  25. Maria Alves

    Quem já foi vítima de um processo assim numa instituição federal de ensino, entende bem o que os autores estão falando do começo ao final do texto. Como são vários servidores despreparados e desatualizados para lidarem com a questão, a via mais fácil é o cancelamento ou o silenciamento das vítimas. Muitos deles só querem estar no pedestal da academia e falta-lhes competência para lidar com muitas questões.

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  26. Carlos Alberto de Paiva Carvalho

    Excelente artigo. Assedio sexual ou moral não tem orientação politica. Mas dizer que a cultura do cancelamento é feita pela direita neoliberal é erro grave que beira a desonestidade intelectual. A cultura do cancelamento também não tem viés politico, mas ela nasceu nas entranhas da esquerda patológica.

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  27. João Porto

    Estou fora da universidade há um tempo, mas é notável que de ambos os lados, docentes e discentes, existem pessoas problemáticas. Na minha experiência, essas pessoas eram minoria, mas é uma minoria que enfada. Não aceito discurso pronto de nenhum dos lados, por mim que se investigue todos os conflitos a fundo.

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    1. JOSE PADILHA SIQUEIRA NETO

      Afinal os seres que frequentam as universidades são humanos, ou não? Investigar a fundo obviamente é obrigatório em qualquer circunstância. Se isso bastasse tudo se resolveria como em qualquer investigação, ainda que seja para concluir que não há elementos probatórios suficientes. O que não se pode admitir, dada a natureza do crime, é que a vítima seja duplamente condenada ainda que sem provas da sua má fé.