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  1. Marcos Leão

    1. O artigo de João Pereira Coutinho está certo em dizer que educação e inteligência nem sempre geram amor à verdade. Ao contrário, a história prova que são os intelectuais, e não as massas, que costumam criar e legitimar ideologias violentas.

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  2. Marcos Leão

    2. Eles trocam a busca pelos fatos pela busca por aprovação social. Defender ideias falsas em grupo dá prestígio; defender a verdade sozinho dá ostracismo. Por isso, ideias já desmentidas pela realidade seguem sendo defendidas com confiança e eloquência.

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  3. Marcos Leão

    3. O problema, porém, vai além da covardia ou do baixo custo do erro. Há um mecanismo perverso na profissão intelectual: a capacidade de usar a própria inteligência para justificar o injustificável.

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  4. Marcos Leão

    4. Quando uma ideologia falha na prática, o intelectual muitas vezes prefere ajustar os fatos à teoria, tratando o sofrimento real como mero "detalhe".

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  5. Marcos Leão

    5. O preço do erro existe, mas é pago pelos outros — pela sociedade, por gerações futuras — e não por quem elabora o discurso. Por isso, ser fiel à verdade não exige heroísmo, mas sim uma humildade simples: abandonar uma teoria elegante quando ela esmaga a vida concreta das pessoas.

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  6. João Rodolpho Cabral

    O texto estaria completo se fosse estabelecida uma relação entre demagogia e inclusão tão presente no contexto atual.

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  7. Nilton Silva

    Talvez por isso, carregando um pouco nas tintas, cloroquina e crime climática andem de mãos dadas.

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  8. Laurenio Sombra

    Esse raciocínio sempre vale para os intelectuais mais ou menos revolucionários, que idealizam mudanças profundas. Ficam para trás os intelectuais conservadores. Mas e se o que conservamos está destruindo o planeta ou mantendo impávidas diversas formas de dominação? Valeria esse raciocínio: e se esses intelectuais fossem os afetados?

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  9. Marcus Vinícius Xavier de Oliveira

    Há um livro que recolhe uma série de contribuições do Norberto Bobbio sobre a relação dos intelectuais e o poder... Penso que contribui, e muito, com a discussão, quanto mais porque parte de um autor importante e nascido no país que deu gênese à filosofia política moderna (Maquiavel).

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  10. Ronaldo Luis Gonçalves

    Intelectuais e seus seguidores não abandonam o marxismo porque ele oferece algo que poucas ideologias entregam: status moral, poder discursivo e proteção contra o fracasso prático. Quando a realidade desmente a teoria, culpa-se o sistema, nunca a ideia. Assim, o marxismo deixa de ser uma análise econômica e se torna um abrigo simbólico para quem vive de interpretar o mundo, não de fazê-lo funcionar.

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  11. José Cardoso

    O assunto da coluna é o marxismo. Um desserviço ao Marx e Engels foi sua canonização pela revolução soviética. Não fosse por isso, sua contribuição à crítica social no século 19 estaria entre as de Peter Gaskell, William Alison, James Kay-Shuttleworth, Edwin Chadwick ou Henry Mayhew. Ou seja, observar problemas causados pela rápida urbanização e industrialização e propor soluções, não é originalmente "marxismo".

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  12. Professor Rafael Puertas de Miranda

    Quem enxerga ainda o marxismo como uma teoria total da História e da Economia ("foi refutado" - nhami, nhami - dedinhos embaralhados de Sr. Burns) me dá sono. Eu o amaldiçoo a ser refutado eternamente por comentários marxistas gerados por I.A.! Rsrsrs

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    1. Luiz Candido Borges

      É, Rafael, parece que eu não compreendi corretamente o seu comentário. Peço desculpas, mas fico feliz em ter contribuído um pouco para a sua credibilidade em futuros comentários. E, não, não se trata de concurso de de comentaristas... Abraços e Feliz doismil26, com a derrota do bozismo e, preferivelmente, com a vitória do único candidato capaz de fazer frente à onda obscurantista.

    2. Rafael Puertas de Miranda

      Não sabia, Cândido, que estava participando de um concurso de comentaristas! # Sabe, eu amo lecionar e, ao que tudo indica, você não entendeu minha crítica ao amaldiçoado autor do artigo. Aquele abraço de anti-bozo igual.

    3. Luiz Candido Borges

      Rafael, nem vou comentar o seu comentário chinfrim, apenas gostaria de sugerir que retirasse esse "professor" do seu nome na Internet, pois isso não impressiona ninguém - aqui há comentaristas muito mais qualificados que você - e fica parecendo aquela multidão de "delegados", "capitães", "sargentos" etc. que se elegeram em doismil18 na esteira do Bozo e nunca fizeram absolutamente nada além de vociferar em plenário e votar contra o Brasil.

  13. Pedro Narciso

    O texto é um exemplo daquilo que o autor pretende criticar. Em nome da racionalidade social, a conveniência, o autor iguala nazismo e socialismo, anuncia que o marxismo errou em todas as suas previsões (sem definir o que considera marxismo, nem as suas previsões equivocadas). Ou seja, o debate sobre a racionalidade epistêmica é zero. Ao considerarmos, porém, a racionalidade social, nota-se que o autor se abraça no que mais convém a um empregado da imprensa burguesa: o anticomunismo rasteiro.

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    1. Luiz Candido Borges

      ...que o Coutinho considere...

    2. Luiz Candido Borges

      Pois é, Roberto, o texto não menciona "Socialismo". Suponho que o autor tenha calculado que este seria jogado na vala comum do Comunismo pelos leitores. Não, eu não acho que o Coutinho considerem que são a a mesma coisa. Também não menciona "Liberalismo", pois num texto que ressalta as contradições entre o que é defendido e o que realmente acontece, seria muito inconveniente.

    3. ROBERTO CEZAR BIANCHINI

      O texto não menciona socialismo nenhuma vez, menciona comunismo. O colunista escreve "nazismo e o comunismo foram fenômenos de intelectuais, não das massas ou trabalhadores". Reproduzindo mais um trecho do artigo, que pode ser aplicado à comentários: "o intelectual não é aquele que escolhe as melhores ideias, mas aquele que melhor defende as suas ideias para lá de qualquer evidência."

  14. Rogério Camargo

    Mais uma vez e sempre, parabéns!

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  15. Francisco Blazquez

    Jorge Luis Borges explica porque as pessoas ignoram as evidências insistindo no erro, mesmo sabendo que é um erro, no ensaio la postulación de la realidad. Simplesmente põe a mente no automático.

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  16. Celso Rodrigues

    Um bom ponto de partida para refletir sobre os intelectuais. No fundo eles não são tão importantes. A destruição ambiental, os massacres de nossa modernidade (Ruanda, Gaza, Congo, etc) com certeza não são obras de intelectuais. O articulista esqueceu de dizer que milhares destes intelectuais foram mortos pelo nazismo e comunismo e afirmar qu estes últimos foram criações de intelectuais é, no mínimo "forçar a barra" e cometer o mesmo erro que crítica.

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  17. Fernando Machado

    Dá até preguiça de comentar sobre os vieses, sumamente ideológicos, do Dr Coutinho

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  18. Antonio Araújo

    Artigo excelente.

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  19. Luiz Florian

    Tem sò um porém: mihares de intelectuais foram presos ou assassinados, sim, por suas idéias. E mais: a distancia entre um intelectual e uma ideologia é abissal: ele pode até ter contribuido a forma-la. Mas, na maioria dos casos, nao viveu para viver a ideologia.

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  20. RONALDO F VAZ

    O liberalismo ao qual o João se filia não é liberalismo!

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    1. RONALDO F VAZ

      Digo, não é ideologia!

  21. Alexandre Marcos Pereira

    Muita feliz a comparação de ideologias com fósseis. Eu sempre me lembro de um pequeno museu de ciências naturais que conheci na infância: vitrines de vidro, ossos catalogados, plaquinhas amareladas. Havia dinossauros, trilobitas, uma mandíbula de baleia encostada num canto. Tudo ali tinha sido movimento um dia, corrida, luta, sobrevivência, mas agora repousava inofensivo, arrumado em prateleiras. O guia dizia orgulhoso: Aqui nada muda há anos.

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  22. Felipe Machado

    Não concordo.

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  23. ROBERTO CEZAR BIANCHINI

    Ótima dica de livro do leitor de Pernambuco. "Racionalidade Social" também pode ser explicada pela "Ética da Conveniência": quando uma verdade é conveniente para a narrativa que quero defender, uso-a sem pudor; quando não é, finjo que ela não existe.

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  24. Giulliano Roman

    Que alguns colegas seus de Folha possam ler o recado.

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  25. Antonio Emanuel Melo dos Santos

    Deve ser por isso que tanto identitários não ficam horrorizados com tribunais raciais no Brasil para ver checar afrodescendente. Isso na Europa seria uma escândalo, mas aqui na esculhambação estrutural não. E se o dito receber bolsa de mestrado ou doutorado jamais vai criticar o orientador. Mecanismo do arcorefleco neoracista identitário tem uma boa base de de explicação.

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  26. DERLAN TROMBETTA

    A verdade é que muitos cultos viraram negócio. Negócio e verdade não andam juntos!

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  27. Acacio J K Caldeira

    Ótimo artigo

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  28. Raymundo Itareru

    dá a volta no planeta para fazer uma crítica

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  29. Luiz Candido Borges

    É interessante notar que o Coutinho mira no Nazismo e no Comunismo - com forte ênfase nesse último, afinal, seu alvo sempre está à esquerda. No entanto, não toca no Fascismo, que nunca morreu e está mais forte do que nunca, sugerindo uma repetição da História um século depois. Claro, como já observei algumas vezes, este é a saída de emergência do Liberalismo, quando seus furos e contradições explodem. Aliás, falar sobre os ideólogos do Liberalismo, nem pensar!

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    1. Rafael Puertas de Miranda

      Concordo plenamente e não me surpreendo mais com o Coutinho, por isso o provoquei (o autor do artigo) na minha postagem.

    2. Luiz Candido Borges

      Fernando, de fato, os regimes do "comunismo real" tiveram o autoritarismo como ponto de convergência com o fascismo. Isto se deve basicamente às circunstâncias históricas das suas origens, não como proposta original dos seus filósofos, que tiveram a honestidade de dizer que haveria uma fase de "ditadura do proletariado" - fase, não objetivo. Nada comparável ao "Deus, pátria e família" dos discursos do fascismo, que sempre deixou claro que o preço de uma suposta segurança seria a liberdade.

    3. Fernando Machado

      Talvez porque o Fascismo não seja propriamente uma ideologia, e sim uma "conspectus mundi", que pode ser aplicada tanto à direita, quanto à esquerda. Só pelo fato de que o fascismo italiano - por uma circunstância histórica específica - tenha sido criado por e associado a um movimento inimigo do socialismo marxista, não obrigatoriamente vincula o Fascismo genérico, como visão de mundo, sempre a regimes ideologicamente alinhados à direita, embora essa relação seja mais frequente

  30. José Fernando Marques

    Terá o boníssimo Coutinho aproveitado o ensejo para dar uma de suas marretadas no marxismo? Creio que a adesão à esquerda envolva antes de tudo uma atitude moral diante das desigualdades. Sem dúvida, o comunismo soviético produziu ditaduras e deve ser rejeitado. Mas o capitalismo, embora gerando riqueza, concentra-a em poucas mãos e portanto dissemina a pobreza. O ideal parece ser a existência de mercado, mas temperada pelo Estado. Uma esquerda democrática, eis a boa fórmula.

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    1. Antonio Araújo

      Essa questão moral da esquerda é uma absoluta falácia.

  31. Giordani Pinho

    Indico, Thomas Sowel Os Intelectuais e a Sociedade.

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  32. Ronaldo Pereira

    Caro Coutinho, dessa vez não posso concordar com vosmecê; aceitar que a revolução russa e o nazismo foram produto de intelectuais é, na minha opinião, ser terraplanista, no mínimo. O que AH, JS, e demais membros da camarilha tinham de intelectuais? Pelo contrário, eram toscos e ignorantes!

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    1. Peter Janos Wechsler

      Marx e Lenin eram toscos?

    2. Peter Janos Wechsler

      Goebbels

    3. Peter Janos Wechsler

      Goebbeçs era tosco?

  33. jose camargo

    Parodiando G. K. Chesterton: O grande intelectual existe para mostrar ao homem pequeno o quanto ele é grande. Salve a inteligência subjacente do senso comum.

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  34. Vito Algirdas Sukys

    As ideologias formam um núcleo ideológico; como o núcleo duro de Lakatos. Precisam de um cinturão de proteção (onde idealmente haveria refutação) mas usam estratégias para evitar a refutação; inúmeras hipóteses ad hoc, reduzindo o conteúdo empírico da teoria. Como o intelectual está dentro de uma comunidade, nem todos reagem de modo igual. Alguns se entregam à racionalidade social. Uma epistemologia social poderia aclarar alguns aspectos.

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  35. Felipe Vasconcelos

    Outro dia o doutor André Singer apareceu aqui na Folha falando de proletariado e mais-valia, em plena era da tecnologia da informação e da inteligência artificial. Tem gente que não percebe que as bases da produção de riqueza se deslocou.

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    1. Daisy Santos

      O proletariado agora parece ser o precariado digital da gig economy para a produção de mais-valia para as big techs.

  36. Vito Algirdas Sukys

    Meu amigo intectual disse que nunca embarcou em uma ideologia com fanatismo. Sempre teve reservas e esteve aberto a críticas. Popper dizia que as ideologias se tornam imunes à crítica. Começam falando do mundo e depois resta um núcleo ideológico irrefutável; perdendo o conteúdo empírico original. Usam estratégias, hipóteses ad hoc, para dificultar a refutação. Poincaré nos alerta para evitar o ceticismo radical.

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  37. flávio paes

    No 2 exemplos comunismo e nazismo, o dito racionalismo social, diria eu, um darwinismo social é preponderante. Quem melhor que os intelectuais para sentirem para onde sopram os ventos da sobrevivência e porque não, os da ascensão social? O primeiro a afundar é o racionalismo epistemológico por consequência. Quanto a ideologia, parece uma régua multi uso que mede tanto centímetros como anos-luz, com certeza uma das 2 medidas saíra mau feit. Funciona mais como muleta dos que não gostam de pensar.

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  38. Guilherme Werlich

    Belo artigo.

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  39. Bruno de Almeida

    O texto tem algum mérito no sentido de fazer questionar a posição de alguns “intelectuais” (entendido como sinônimo de doutores, pelo que o autor faz parecer) encastelados, mas não consigo não considerar uma absoluta prepotência quando o argumento é construído ao redor de supostas “Verdades” negadas por esses intelectuais. Proponho aproveitar a ideia para uma releitura: “Conservadores seriam menos retrógrados se sofressem as opressões do status quo que desejam preservar.” Que tal, Dr. João?

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  40. Joel Aparecido Pimentel Corrêa

    È disso que se trata. Arrogância também.

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  41. Roberto Garcia

    Muito bom!

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