Ruy Castro > 21 anos sem fumar Voltar
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No colégio tive um colega, Hemetério se não me falha, que declarava só fumar Hilton porque seu médico lhe disse ser o único cigarro que não causava câncer. Curiosa a memória para irrelevâncias.
Não fumo há 25 anos, bebo muito pouco e torço pro Santos FC que não joga faz anos.
Abandonei o cigarro e a bebida há trinta anos. A crise de abstinência foi maior com o cigarro.
Sim, Marcos Benassi, seria bem bom.
Aprendi a fumar trabalhando no cafezal em São João do Caiuá, cansado da dura labuta rural, vim para a cidade, parei com o palheiro e entrei na faculdade de medicina! Após cinco anos ouvindo tudo sobre os malefÃcios do cigarro, no sexto ano por, um surto de desinteligência, voltei a pitar. Porém já faz uns trinta anos que bateu um surto de lucidez, e abandonei o fumo! OrasilCaipiraPiraPora!
Finalmente entendi o OrasilCaiuá! E pra nóis saber que era terra de São João? Demorô, mas atinei, compadre. Hahahahah!
Desconfiava disto: o prazer é ilusório. Quando adolescente (anos 80) apareceu um colega exibindo seu novo "hábito". Outro confrontou dizendo que se fosse fumar, partiria logo para a canabis, que pelo menos dava algum "efeito". Alguém explicou como o Ruy, que o prazer estava em "satisfazer a privação". No que meu irmão concluiu: "Então é só segurar uma micção, ao máximo, e curtir o prazer do jato (o que valeria também para o número 2)". O mundo gira e ainda somos os mesmos.
...e vivemos, como os nossos pais...!
A lucidez desse texto é um valioso presente de Natal.
A garotada, que não lê o Ruy no jornal, bem que podia encontrar esse texto impresso e pregado na sala de aula hein, cara Teresa? Era bem bom.
Lembro-me da gritaria quando começaram as restrições aos fumantes. Fumar em hospitais, escolas, ambientes fechados, como assim?indagamos hoje. A mesma gritaria assistimos, tendo em vista o favorecimento de ganhos de lobistas, em prol de refris, produtos processados, de baixo custo, com alto teor de açúcar e gordura, que acabam onerando o SUS; jogos que viciam, agrotóxicos em demasia, remédios para enegrecimento, insônia, depressão, angústia sem que pesem a real necessidade e efeitos colaterais.
Marcos, são as transformações da vida. Em meio a nossa ignorância, todos nós querÃamos experimentar essa maravilha. Olha o charme do Ruy na foto. Mas logo não foi mais possÃvel esconder. Uns experimentaram e saÃram. Já outros não mata conseguiam sair .
Ah, Senhoras Colegas, o que eu acho de pior na fumaceira é a indústria: mentirosa, viperina, astuta, sempre procurando maneiras de nos engambelar, na maior cara-de-paw. Gente ruim, coisa demonstrada reiteradamente. Fico imaginando se liberassem cocaÃna, se seria possÃvel ter uma indústria honesta, ainda que mortÃfera: "Use pouco, porque isso te matará", "Comprima a felicidade dos próximos três dias, será uma delÃcia. Mas depois, tem dois dias de vácuo, saiba disso". Claro que não será assim...
Neli, tive uma amiga que dizia que fumou quase que uma vida inteira. Sentava, em uma sala pequena, na frente de uma colega que fumava sem parar. A gente não tinha noção. A fumaça do cigarro é ingerida pelos que convivem com o fumante.
Minha mãe estava se tratando no Hospital, em noventa e um, e a pneumologista me chamou para determinar que ela parasse de fumar. E a médica acendeu um cigarro e eu acendi outro. Minha mãe parou de fumar e faleceu em trinta de dezembro. Penso que pior do que o cigarro é a bebida.
Emagrecimento! Marcos, a gente escorrega, tropeça, troca uma palavra por outra, fala mais ou menos do que deveria, mas nunca o que realmente queremos dizer.
Hahahahah, gratÃssimo pelas boas gargalhadas que seu descorretor, inadvertidamente, me providenciou: "remédio pra enegrecimento"! No dia em que negrume for virtude, e essas Farma gulosa tiver um remedim pra empretejar as pessoas, ô Anete, capaz de estarmos melhor. Tenho dúvidas sobre a chegada de tal dia, mas não custa almejar, né não? *Almejar*, e não alvejar: viva o pretume epidérmico!
Poi Zé, carÃssimo, minha Amada e eu távamos conversando dia desses sobre parar com a maria-fumaceira, antes que morramos (muito mal) disso. Dá pé não. E tem essa história do logro, que saco: sempre haverá um espertalhão pra nos empulhar e vender alguma porcaria sabidamente venenosa: fumo, açúcar, "Brasil Urgente", novelão, tudo lichxo edulcorado - ou nem tanto. Mas sempre adictivo, que é pra garantir a freguesia.
Ainda! O pobrema é que muita coisa não percisa mais ser dita, ô coisa mardita! Três vezes ao dia, a gente fala, simultaneamente, a mesma coisa, tem a mesma ideia, solta a mesma interjeição; se calhar de termos outros 25anos de casados, caso ninguém morra no caminho, passaremos os dias de mãos dadas, em profundo e gritante silêncio. Hahahahah!
Marcos. Ainda estão conversando?
Leio vossas colunas ha muito tempo......faço um pedido pro cinéfilo Ruy......por favor escreva uma coluna sobre algum desses filmes......requiem para um lutador......antony quinn......o espantalho......shatzberg.......e outro maravilhoso......Alice nao mora mais aqui.....scorsese......seria um presentao de Natal pra uma pessoa que respeita e gosta de verdade do que o senhor escreve.......e li....quando lançou....biografia do grande Nelson Rodrigues......obrigado por seu trabalho...feliz Natal
Acredito que as pessoas têm o direito a viver sua vida com bem entendem, fumando ou bebendo ou consumindo drogas se assim entendem, porém não podemos ter máquinas capitalistas de criar e difundir vÃcios e seus excessos. A regulação e legislação é extremamente benevolente com eles, usuários e vendedores.
Nunca fumei. Sem argumentos ou justificativas.
Parar de fumar é muito fácil, já parei centenas de vezes. Cheguei a ficar sem fumar durante 24 anos, mas então consegui que meu pai pudesse fumar durante sua internação num hospital para receber cuidados paliativos desde que eu estivesse presente. Momentos inesquecÃveis e obviamente eu tinha que acompanhá-lo a cada cigarro. Fumar, beber, cheirar, transar, comer, etc, é tudo questão de gosto e moderação. Legislar e criar tributos é um eficiente meio de controle do sistema sobre nossas vidas.
Ou deixar fazer, deixar passar, com a mão invisÃvel do mercado empunhando o martelo com o qual encerram os viciados no caixão.
Sou fumante desde os 14 anos...fumar faz mal, faz... fumar é muito bom muito gostoso com certeza...a nossa existência é infinita...se vc viver aqui na terra até 40 50 ou 100 anos... não faz diferença alguma... agora o que é triste mesmo e aumentou muito é a intolerância entre as pessoas...com quem é diferente e isso sim é triste...
Parabéns pela "maioridade", Ruy Castro. Nunca fumei na vida, e não sinto a menor falta.
Parabéns e siga forte.
Parei de fumar na Copa de Catorze, no dia do jogo seleção da CBF e Chile. Fumei um simidão. Nunca mais. Entre o cigarro e a bebida, sou mais o cigarro. A bebida causa mal ao alcoolista, a famÃlia e para a sociedade, já o cigarro causa mal apenas para o fumante. Meu pai se foi por avc e a mãe por câncer num pulmão, no outro enfisema. Os Oportunistas proibiram propagandas de cigarros e deixam do álcool e do jogo. Hoje? Não bebo, não fumo e torço para o Santos que não joga.
Minha mãe fumava. E quando a gente estava perto, escutando a conversa, ela dizia: Nélia, me chamava assim, vá na cozinha pega um café e acende esse cigarro. Ia, voltava fumando. Levava bronca. Por ter molhado, com o bico, o cigarro.Escutava fragmentos das conversas. Uma delas: é Bertina,vizinha, mué é mué a vida toda, home não. Ai eu pensava,nossa, serei mué a vida toda? E tadinho dos Minnhinos, irmãos. Só fui perceber o que era, há pouco tempo, episódio Paulo Guedes e Brigitte.
Este ano descobri um módulo maligno na minha bexiga, que os médicos associaram ao uso da nicotina, que eu parei de usar há 28 anos atrás
Não é fator causal; é predisponente; é comprovação estatÃstica.
Eu gostaria de saber qual é a utilidade de um médico dizer a um paciente um tumor maligno foi causado pelo fumo que ele abandonou há 28 anos
Jamais comece, porque depois de certo tempo parar não resolve muito, já que o efeito de latência pode durar entre 25 e 30 anos. Ou melhor: não comece,mas se começou parar sempre será uma boa solução,porque alguns benefÃcios são quase imediatos.
A sensação de que os cÃlios e alvéolos pulmonares estão saudáveis são o prazer de saborear e sentir os aromas com maior nitidez. Feliz natal e muito prazer a todos.
Do lado de cá, comecei na pandemia para emular a diversão das festanças e jantares muito comuns noutra vida minha - um singelo detalhe, de começo -, sempre às sextas, sozinha, dançando no chão de taco. O fazer de conta virou companheiro de escape do trabalho e, em paralelo, de um relacionamento. Cômico e banal, se não fosse trágico rs.
Fumei por 20 anos, fumar era uma muleta e fumava muito, 3 maços por dia. Parei há 31 anos, surpreendemente, não foi difÃcil, mas mesmo depois de toda essa abstinência, surgiram sequelas. Se você fuma, pare hoje mesmo, aproveite a data e presentei-se.
Muito bom. Mas o que dizer de alguém que começou a fumar depois dos 60 após curtas passagens por hospital psiquiátrico ?
Já fumei e já parei. Fumar era bom. Deixe a pessoa fumar, ela já tem privações demais, se precisar estar em uma internação em psiquiatria
Parei de fumar quatro ou cinco vezes. A última, definitiva. Foram de dez a onze meses de profunda agonia causada pela dependência/sÃndrome de abstinência. Um dia, acordei sem a fissura. Vão-se vários anos - não os conto, por suspeitar que isso me será uma armadillha: vai lá, tantos anos já, só um cigarrinho... Quase todos os dias sinto uma baita vontade de fumar; quase todos os dias repito: not today Satan...
Só bur/ros querem morrer de algo letal!
Parabéns por tercse livrado do cigarro, Ruy. E obrigada por compartilhar sua experiência!
Fumar é um ato adulto - ou de candidatura à maturidade. Há outros atos dessa natureza, igualmente equivocados. Continuar a fumar mostra a nossa inclinação à imaturidade. De um modo geral e majoritário, esses cânceres todos são coisa de adultos, que sabem o que fazem?
Vários atores personificaram o cowboy da marca de cigarros Marlboro. Entre eles, Eric Lawson que fez breves participações em séries como As Panteras e que foi diagnosticado com doença pulmonar obstrutiva crônica. Outro a interpretar o papel foi Robert Norris, um fazendeiro e criador de cavalos. Detalhe: nunca fumou na vida real. Ele abandonou o papel para não dar mau exemplo aos filhos.
Quem quer mudar, de verdade, essa época marca as grandes decisões para o resto da vida. Boa Ruy!!!
Quanto menos ignorância, obscurantismo e hipocrisia houver nesse tema das drogas psicoativas, tanto melhor. Quanto mais consciência acerca de seus efeitos, reações do organismo e eventuais males à saúde, tanto melhor. O discurso médico e cientÃfico me soa legÃtimo; igualmente o discurso da saúde pública e da redução de danos; o discurso proibicionista me soa ingênuo, porque ele se aproxima da ignorância, do obscurantismo e da hipocrisia.
Lembro meu avô, agente chamava ele do ano, ele nasceu em 1900. Fumante (cigarro de palha) morador do sertão PE, 10 filhos, muitas vezes enfrentado 2, 3 anos de seca. Se não fumacê endoidava. Cigarro era ansiolÃtico, antidepressivo e encanava a fome.
Felizmente nunca fumei e não posso avaliar os malefÃcios do tabaco, mas segundo o Dr. Antônio Drauzio Varela, médico oncologista, cientista e escritor brasileiro diz que a “A dependência da nicotina é maior que as drogas como a cocaÃna e a heroÃna, comprometendo seriamente a saúde do fumante”. Parabéns Ruy, você venceu.
Fumar era, inicialmente, "coisa de homem". Estudei com um sujeito que fez o filho de 13 anos começar a fumar com esse argumento, ele próprio fumava 4 maços por dia. Era corpulento - 2 m de altura e quase 200kg, estressadÃssimo. Seu apelido era caixa d'água.
Estou passando por processo semelhante, abandonando o álcool, percebo melhoras absurdas no meu dia a dia. Em tempo, perdi meu pai precocemente por complicações inerentes ao tabagismo, daà nunca fumei.
Algo absolutamente deplorável Uma forma lenta de suicÃdio! Alimentada por uma indústria inescrupulosa! Atrás unicamente do lucro!
Indústria tabagista: quintessência do capitalismo.
Comentário curto, realista e perfeito.
Que foto linda!
VÃcio nojento.
adolescentes(e,mesmo, mulheres adultas)começam a fumar pelo desejo:a transgressão.E transgredir,numa sociedade conservadora, moralista,é fundamental(no plano sexual,é mais ainda).Nunca fumei pq meu pai tirou toda a graça de minha possÃvel transgressão adolescente de fazer o que pais proibiriam:um belo dia,ele,que fumava muito,me chamou,pegou um cigarro dele,disse pra eu botar na boca,acendeu o isqueiro,e disse pra eu fumar. Foi horrÃvel sensação. AÃ,nem quis tentar(pelo menos aquela transgressão
Tem horas que fumar um cigarrinho é bom demais.
minha ex companheira que hoje mora em Montevidéu, Uruguai, paÃs mais civilizado da américa latina, libera a maria, há circunstâncias restritivas, mas é só no papel, teoricamente: chefias em local de trabalho, polÃcia nem ligam, fazem vistas grossas. As drogas servem muito mais para a corrupção e para a riqueza dos ricos que jamais são punidos, só peixe pequeno, estes com proteção dos primeiros. Todo o mundo sabe disso. FHC defende a liberação.
todos os grupos humanos têm e usam algum tipo de substâncias, seja pra rituais (que lhes dão um tipo de prazer mÃstico), seja pra escapar do cotidiano. Eu não fumo, raramente cheiro rapé (o que é misturado com Imburana que dá um ligeiro barato), e aquele cigarro (muito esporádico, quase nunca, infelizmente...
O jovem começa(va) a fumar para parecer adulto e seguir a manada (amigos fumantes). Vinha daà a força de vontade de vencer o asco inicial. A dependência da nicotina fazia o resto.
Me fez lembrar do famoso Roda Viva onde Paulo Maluf defendeu a proibição do fumo em locais públicos diante de jornalistas estupefatos, o episódio impressionante em que pela única vez na vida aplaudi esse senhor de biografia tão duvidosa
Nunca fumei, tampouco entendi a "viagem" de fumar. O cheiro da fumaça é absolutamente sufocante. Já meu pai morreu de tanto fumar. Ele tinha uma genética boa, nasceu e foi criado na Itália, poderia ainda estar aÃ, mesmo que muito idoso.
Infelizmente, o mesmo rigor das campanhas anti- fumo pelo mundo, não é aplicado ao álcool. A publicidade do álcool relacionando-o ao bem estar, ou falsamente, para aliviar o stress, continua em praticamente todos os filmes e séries do streaming.
Com moderação, mas beba...!
Concordo! A publicidade do álcool é sofisticada, livre, e no entanto seus males são muito maiores. Ex: acidentes por alcoolizados matam quantos inocentes por ano? Enquanto o fumo mata apenas quem o utiliza...
Pode ter haver com rito de passagem. Cada povo tem os seus, alguns bastante estranhos.
Tive uma paixonite, na adolescência, por uma garota. Para impressioná-la, e parecer adulto comecei a fumar. O flete não deu muito certo. Percebi que o cigarro era como a kryptonita, do super homem; causava-me náuseas e fraquezas. Meu pai também fumava, mas largou o vÃcio de um dia para o outro. Trazia recortes de jornal sobre os perigos do vÃcio. Depois de meses de sofrimento também parei de fumar.
Cada paÃs tem sua própria polÃtica sobre as drogas; proÃbem-se especialmente as que vêm de fora e liberam-se as que mais criam vagas no mercado de trabalho. Se, pra saúde, fazem pouco ou mais mal entra num secundário critério...!
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