Ruy Castro > Fumar é estúpido Voltar
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Apreciar uma boa comida ou sentir o prazer que vem do sexo estão entre as boas satisfações que estar vivo oferece. Sendo fumante, cria-se uma vontade e uma satisfação adicionais no viver da pessoa. É estupendo o sabor de um cigarro após o café da manhã num dia de folga. Estamos numa época de censuras em que é condenável comer demais, beber demais, pesar demais, dormir demais, gastar demais, tudo para que se viva demais, balofos anos além do necessário.
Quando se diz em uma roda de amigos que fumar é uma coisa estúpida, normalmente, se segue um silêncio que dura exatos dois segundos, mas tem o peso de um minuto de igreja vazia. Alguém ri, outro levanta o copo e brinda à sua conversão tardia, e um terceiro, fiel ao próprio maço responde com o clássico: Pois eu, se tiver que morrer, que seja de algo que eu escolhi. Você rebate com estatÃsticas, advertências médicas, fotografias horrendas de maços de cigarro. Mas o que nos vem não é nenhum dado
Primeiro lugar, parar de fumar depende da necessidade e decisão do dependente, se quiser é muito fácil. Vai em um médico do SUS, que lhe receitará um adesivo de nicotina e um antidepressivo especÃfico e pronto! Fiz isto há trinta anos e não sinto mais nenhuma vontade! OrasilSussuÃCaiuá!
Fumar é um vÃcio preocupante e maléfico, onde é responsável por milhões de mortes, que poderiam ser evitadas, caso parassem de largar este tenebroso vÃcio.
Fumei dos 15 aos 34 anos e parei em 1990, de um dia para outro. Passei uma semana substituindo a nicotina por biscoitos recheados. Engordei oito quilos por isso. Mas, depois, nunca senti um pingo de vontade de fumar de novo.
A coisa mais interessante que reparei no tabaco nesses últimos tempos foi a nota impressa nos maços: "Parar de fumar é possÃvel". Uma afirmativa assertivamente reconfortante, com um número ao lado pra que a gente ligue e peça ajuda. Não sei se o serviço funciona direitinho, mas fiquei movido pela frase. *É possÃvel*, ao contrário do que meu corpo me afirma 10ou15 vezes ao dia. E minha cabeça idem, porque fumar é corpo e também alma: nossa identidade se confunde com aquela herdinha acesa...
Coisa linda, Márcia! Meus votos de desfumaçamento perpétuo!
É possÃvel, Benassi! Fumei dos 13 aos 32, levei 11 meses para parar, diminuindo um cigarro por dia ao mês ( janeiro 10 por dia, fevereiro 9Â… mas ao chegar a 1 por dia, é difÃcil. Vc pensa que NUNCA MAIS irá fumar e isso é meio triste. ) Mas parei em 1995. E fico bem satisfeita por esta vitória pessoal!
Há tb uma questão econômica: 1) o valor gasto por quem fuma durante 30-40 anos daria para comprar um carro; 2) o custo para tratamento de doenças causadas pelo fumo supera em muito os impostos arrecadados pelo governo; 3) o tabaco gera empregos mas essa cultura poderia ser substituÃda por outras, com vantagens. Até pelo viés econômico fumar não faz o menor sentido, pois orejudica o fumante e a sociedade
Caro J C Neto, como internacionalistas sabemos o enorme avanço que o Brasil obteve com a ratificação das convenções da OMS contra tabaco. O que o paÃs preciso é adequar seu sistema normativo para enfrentar os novos desafios que a indústria do tabaco criou com vapers e demais dispositivos.
Sou de uma famÃlia de 8 fumantes e sou o único que nunca fumou, mas sei da estupidez do cigarro. Meu pai fumou 3 maços de Caporal Douradinho por 35 anos; parou de fumar aos 52 e viveu mais 45 anos com pigarro diário.
Quando parei de fumar engordei alguns kilos rapidinho....
Vamos tentar de novo. Cordelia Brasil . Droga de fetiche mortal
O que seria de Humphrey Nogart e Casablanca sem o cigarro? Fetched de uma geracao que o adotou. como simbolo da ansiedade expulsions em baforadas e de trabalho intellectual. Drogasil de fetched mortal
Pois é...vinte anos fumando. Por fumar. Até que experimentei outras experiências que havia uma troca de sensações. Bebida, outros fumos. Enquanto o cigarro apenas dava a vontade liberada pela dominação da nicotina. Me dominava sem nada em troca. Nossa.... como fui trouxa.....20 anos.
Parabéns Ruy. Ótima crônica pra quem sabe o mal q cigarro e bebida fazem. Parei de beber e fumar há 30 anos. Realmente era uma estupidez continuar com estas dependências.
Parei de fumar %a 18 anos quando me descobri grávida e nunca mais voltei. Já meu pai morreu há 28 anos sem conhecer o primeiro neto justamente por não conseguir se livrar do vÃcio. O cigarro é uma ótima companhia mas um péssimo amigo.
Ruy Castro já comparou vinho com "câncer engarrafado" e tornou-se protoativista do AA e anti-tabaco. Já fumou até ter câncer e bebeu até ser internado. Agora distribui sensatez e ciência. Cômodo e autorizado. Até que ponto, além da razão cientÃfica e da sua falta de "autoridade moral", as suas crônicas não são uma forma de moralismo? Precisa ser filósofo ou IA para responder? Lembrou-me até o ditado: "Velhos dão conselhos, porque não podem mais dar maus exemplos".
Parabéns! Boa crônica! Mas que sua foto fumando em Paris está um charme está!!
Desde os 10, comprava no empório, anos 60, quando me vi enredado, tentando parar, sem êxito. Prá me fortalecer, veio a ideia de ficar sem comer arroz, o que fiz por 40 dias: a consciência foi clareando a ponto de reconhecer nesse cereal um entor pecente secularmente manipulado por inúmeros govern antes para manter o domÃn io sobre as pessoas, pois trata-se de um alpiste (sendo conhecido como mantêm nas gaiolas os pássaros.) Então foi fácil parar de fumar tendo compreendido estar numa matrix.
... E, na senzala, os negros e indÃgenas escravizados.
1970
Fume, mas não malboro.
Por volta de 1970, havia uma rádio peão que propagava haver, no Hospital do Câncer, uns avisos nas paredes: "FUME, MAS NÃO MINISTER". Parece-me que mudou a marca...
Parabéns por ter coragem, credibilidade e altivez para trombar com a organização do tabaco.
Fale o relato de experiência própria. Meu pai fumou dos 9 aos 69 anos. Fez tentativas para parar, porém, não conseguiu. Aos 69 foi diagnosticado com câncer de laringe. Antes da cirurgia, já foi informado que perderia a voz. Um ano após o diagnóstico, faleceu. Só foi agravando o quadro, após os tratamentos. Ano passado soube que um primo, aos 53 anos, está em tratamento da mesma doença. Lamentei demais. Fumantes, nunca valerá a pena manter o vÃcio. Libertem-se! A evolução da doença é chocante.
Meu pai, Ênio Silveira, fumava e sofreu as consequências. Mesmo diante da morte, não parou de fumar.
Não passo mais no teste dos comentários. Hehehehe
Passei! Eh só não comentar!
A indústria do tabaco, com suas propagandas fortemente sedutoras, levou um número significativo de perdas humanas. Homens de Malboro é emblemática. Deveria essa indústria ser objeto de processo jurÃdico, responsabilizada pelos prejuÃzos causados em particular a uma geração. A fabricação de um produto nocivo e sua promoção em campanhas de propaganda gera a obrigação de indenizar.
A gente muda de vida, e o vÃcio continua firme, fiel, pontual. Até que um dia a garganta começa a reclamar. No inÃcio é só um pigarro insistente, um arranhão discreto, uma rouquidão que você culpa no ar condicionado, na poluição, no grito do jogo de domingo. Depois vêm as pequenas urgências: a dificuldade de engolir certos alimentos, aquela sensação de um corpo estranho, um comprimido entalado que não desce nunca. Você bebe água, pigarreia, faz gargarejo com água morna e sal e nada adianta.
Depois da primeira tragada, você, com orgulho besta, insiste. Porque ninguém quer ser o fraco que devolve o cigarro dizendo não gostei. É assim que se começa fazendo coisas idiotas: como medo de parecer idiota. O problema é que o tempo passa e o cigarro fica. A adolescência se vai, o rock gritado aos quatro pulmões vira dor nas costas, mas a fumacinha permanece: no carro, na mesa do bar, na varanda depois do almoço. Você troca de emprego, de cabelo, de sonhos; não troca de marca de cigarro.
Outro dia vi na Faculdade algumas jovens (20-24 anos) orgulhosas com seus cigarros na boca. Em um mundo da informação cavalar, em um ambiente próprio ao conhecimento, qual o motivo daquilo? Ruy responde na crônica e eu acrescento a suspeita de alguma disfunção psicológica.
Naquela época, o professor saÃa da sala para tomar um ar, voltava cheirando a cigarro. Os galãs das novelas acendiam um cigarro para pensar, para sofrer, para amar. Nos filmes, o detetive fumava para resolver o crime, a femme fatale fumava para seduzir, o bandido fumava antes de morrer heroicamente. Só o maço, na propaganda, não tossia. A primeira tragada é sempre ridÃcula. Você tosse, o olho lacrimeja, o amigo ri, a vergonha aperta. Mas ali naquele engasgo natural, o vÃcio já anotou seu nome.
Na faculdade, em 1989, o professor fumava na própria sala de aula, e ainda jogava o toco no chão...
Quem tem um pingo de juÃzo para o quanto antes. Ou melhor: nem começa. Mas ninguém começa a fumar de manhã, sozinho em casa, olhando pela janela e pensando: Hoje um vou iniciar um projeto de autodestruição lenta e socialmente aceitável. As pessoas começam fumando junto. É sempre um pacto, um pacto meio burro, meio romântico, meio adolescente, selado com fumaça. Em alguns casos, começa atrás da escola, na década em que o mundo ainda parecia fumar junto com as pessoas.
Creio que foi o Millor Fernandes que afirmou que parar de fumar era a coisa mais fácil do mundo, pois ele mesmo já havia parado mais de dez vezes.
Eu tinha uma vizinha na Tijuca que me ofereceu cigarro quando eu tinha apenas 9 anos, assim como me apresentou demais chinfras do mundo adulto. Eu me achava, então, o menino mais homem-feito dentre todos meus colegas, mas, por sorte, não dei continuidade ao tabaco, o que, obviamente não ocorreu com o entretenimento lascivo.
Parabéns Ruy!!! Que Deus te abençoe com muita saúde! Feliz Natal!
Três conceitos da maior simplicidade ajudam a parar de fumar. 1. Respiração. Torne-se um gourmet de oxigênio, redescubra o prazer de aspirar no bosque, no jardim, no mato, na montanha. 2. Alimentação. Deixe de fumar para matar a fome ou distrai-la. Engane a fome tomando água. 3. Atividade. Mergulhado numa tarefa, absorto no fazer, vc nem lembra de fumar. Ocupe-se e deixe passar a vontade. A rigor, ninguém para de fumar. As pessoas se esquecem de fumar!
Meu pai fumou dos 12 aos 47. Ele usava o sem filtro Continental, aquele que era a preferência nacional. Fumava dois maços por dia e, meio que de repente, pôs o maço sobre a mesa, como que num gesto masoquista de deixar o tinhoso a tentá-lo, só voltando a acender um cigarro novamente quando o pai dele faleceu, retornando à abstinência que o acompanhou até o fim. Creio que cada organismo reage décima forma. Meu pai, exceção, tirou de letra.
Mais uma bela crônica. Parabéns pela atitude e pela capacidade de influenciar pessoas.
Parabéns pelos seus contundentes depoimentos sobre o terrÃvel vÃcio de fumar! Quanta esforço da sua parte para abandonar o cigarro! O quanto valeu esta atitude em favor de si mesmo, da sua saúde, da sua vida!
Como seria o mundo sem vÃcios?
Ruy cigarro é uma prisão......um hábito que estaciona em nossas vidas.......e pra se livrar dele......é uma luta......e tanto......seu Ruy.....o senhor poderia escrever sobre um desses filmes......requiem para um lutador.......antony quuin.......o espantalho.....shatszberg.......Alice nao mora mais aqui......scorsese........por favor.....publiquem.....obrigado
Parabéns. Quem sabe ganhou uns 5 anos de sobrevida só com essa mudança
Eu parei de fumar cigarro há 20 anos, tinha 46 anos de idade e não foi fácil. A primeira coisa q noticiei ao parar foi como o odor das coisas se rornaram mais intensos.
Fumei durante 44 anos e parei há 18. Só consegui com ajuda de um santo médico de Juiz de Fora, meu herói. Foram 6 meses de luta, mas vencemos, eu, minha esposa e esse doutor que sempre acreditou em nós. Nunca tivemos recaÃda, mas a tosse me persegue até hoje. Não fumo, não bebo mais, me sinto muito melhor.
Malboro. Nem os homens de Malboro sobreviveram.
Lembrei do meu saudoso Pai, que, parou com ambos e melhorou a qualidade de vida.
Eu fui estúpido dos 12 ou 13anos aos 63!!!! Parei de boa e sem maiores problemas, por incrÃvel que pareça - sei que sou exceção, mas ainda não parei de beber - socialmente claro, e nem pretendo parar, a não ser por conta da saúde. Mas álcool, fumo e drogas são a escapatória para viver nesse mundo louco.
[...Leitor premiado: ¨seu comentário não pode ser publicado automaticamente¨...]
[... A Desinteligência Natural da FSP ao desconhecer citações, veta-as...]
Parei com essa estupidez em maio de 2003. No começo, andava atrás das pessoas fumando nas calçadas, hoje eu fujo. Ainda tenho pesadelos em que voltei a fumar
Parabéns! Eu também parei de fumar “de repente”, depois de um “cooper” (como se dizia na época) em que quase infartei de tanto passar mal. Contudo, Ruy, você não deu o mesmo crédito da instantaneidade a Anthony Hopkins. Na sua coluna “Memória mágica”: “Anthony Hopkins, alcoólatra, um dia acordou magicamente sem vontade de beber”. Você não acreditou muito… Certo, sao situações diferentes: mágica vs disciplina. Seu texto, como sempre, excelente.
Parei também mas sem sofrimento. Foi por respeito à lei. Agora botei olhos na foto e vi que tens irmão mais novo em Hollywood e é sobrinho do Coppolla( exagerei num p ou num éle)!
Ih não.O Goldblum tem outro tio.
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