Hélio Schwartsman > Uma vida interessante Voltar
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Lembro de uma pérola de pessimismo do Mundo como Vontade e Representação, mais ou menos assim: "A vida vista em geral é como uma tragédia, com as perdas, a dor que vai aumentando e a morte por conclusão. Mas nos detalhes, com as ridÃculas contrariedades cotidianas é como uma comédia. Além de sofrer, nem temos o orgulho de sermos personagens trágicos, e sim vulgares personagens cômicos."
Dica anotada. Uma pena ainda não ter uma edição traduzida (hello Luiz Schwarcz rs).
Eu Concordo com as ideias de Schopenhauer. creio que somos fruto do acaso, se tivéssemos o direito a escolha, jamais nascerÃamos. Tudo indica que os 999 mil espermatozoide teve direito a escolha. Quanto ao suicÃdio, eu creio que seja uma boa forma de protesto contra nossos opressores. A prova disso, é que um torturador nunca tem a intenção de matar sua vitima, ele quer ela viva para torturar no dia seguinte.
Uai, quem diria... Nem me lembro se algum dia li o autor, mas adoro Chope, coisa que já me aproxima do sujeito; aprecio muitÃssimo os cães, tenho gostado cada vez mais de gatos e sempre amei os pirilampos e os colibris. Defendo até a morte o nosso direito inalienável ao suicÃdio, adoro meus bons amigos - faz dias que me hospedo em casa de um casal, na Mantiqueira - e sou fã daquele "edamus et bibamus" ao qual adiciono um "forniquemos". Até que dá pra viver, desde que aceitemos sua inutilidade!
Hahahahah, aposto que o gado criado, tangido, engordado, morto e devorado, discordaria facilmente de nós, caso estivéssemos dispostos a interpretar corretamente a mirÃade de sinais que devem dar. Como não tamos nem aÃ, queremos mesmo é comê-los, daà dizemos "não discordam de nós". Ah, tivéramos ouvido, o que será que não ouvirÃamos? Hahahahah!
Compadre: quanto ao suicÃdio estou de acordo. Quanto aos animais não são minha praia. Respeito, mas não amo. Cachorro não traduz um texto pro inglês nem para o ônibus quando eu preciso. Claro que admiro quem se dedica aos animais, mas quando ouço aquela frase sobre admirá-los por conhecer os humanos lembro Vandré: "porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente." Gente discorda de nós e isso é bom.
Muitos anos depois, Freud compartilhou esse pessimismo e explicou cientificamente: teoria das pulsões, mal estar na civilização etc.
A melhor frase de Arthur: quem ama a liberdade tem que amar a solidão.
Eu concordo com esta frase. Só somos livres solitário. Podemos pei-dar, arro-tar andar pela-do em casa e cag-ar com a porta do banheiro aberta.
Opa, essa é boa. Sujeito esperto. Solitude, do tipo voluntário, né?
A ilustração de Annette Schwartsman, para o ótimo texto de Hélio Schwartsman, representou bem a essência da nova biografia de Schopenhauer. Com seus cachorros, encontrando compreensão a sua filosofia.
Pratico muito a fruição estética com as ilustrações dela.
Começo o dia lendo Hélio, é interessante, a vida é interessante.
Caro Hélio, por favor, não escreva sobre o que você não entende, e ainda mais em meia página. Você já tem idade suficiente para não cair no ridÃculo, que é a pior condição quando não se tem nada o que fazer. Escreva a sua coluna com a mediocridade de sempre.
Nossa, que mau humor! Essa nem Schopenhauer endossaria.
Eita, sô, que azedume! Tio Chope era azedo assim, recomendaria esta postura?
Afirmar que "a vida talvez não seja boa em termos metafÃsicos", em pleno último sábado do ano, é sacanagem. Ainda bem que tem o talvez não seja. Seja o que for que se entenda por metafÃsica - um conceito etéreo e distante para adeptos do monismo fisicalista - é confortador saber que a metafÃsica admite a possibilidade de uma vida boa. Unifisicamente, sem metafisicalidades.
Paulo, prezado, este seu denso comentário, o qual não alcanço por mediocridade da minha metafÃsica, acaba por me trazer alguma luz: sacanagem mêmo é o "monetarismo fiscalista" da folha, treco impiedoso, que estará presente até no Editorial de virada de ano. Schopenhauer no Schwartzman de dia28 é pppiinto! Hahahahah!
Boa dica, Hélio. A vida de Arthur Schopenhauer parece ser interessante como sua obra.
Schopenhauer não parece, ao menos pelos relatos, exatamente um niilista, especialmente quanto à moral.
O amor de Schopenhauer pelos animais e, pelos Poodles é interessante. Minha esposa teve um Poodle de nome Ralph. Ele era fiel e bom companheiro. Ela falava: "Vamos Ralphinho", e lá ia o cãozinho fielmente, com ares de inteligente. Para ver a sua inteligência; segurava as folhas da alcachofra com as patinhas e com seus dentes caninos tirava a gostosura alimentar. Também os caquis chocolate crocantes. Podemos aprender muito com os cães para o convÃvio social dos humanos. Companheirismo.
Achei interessante um adjetivo, que você usou: fiel. Associamos muitas vezes fidelidade à submissão à nossa vontade. E gente é complicado, pelo menos se desenvolveu personalidade autônoma.
Já reparou, Vito, como os poodles estão sumindo? Há essa coisa de raça da moda e o poodle, apesar de ser a segunda mais inteligente no ranking canino, perdendo apenas para o Border Collie, vem perdendo espaço na preferência dos tutores. Faz tempo que não vejo alguém passeando com um.
"o amor pelos animais". Nem tudo nele era pessimismo.
De certa forma, a visão ousada de Schopenhauer sobre as conplexidades do coração, nos liberou da concepção da natureza humana como uma simples máquina logicamente utilitarista. Schopenhauer parece dizer que o raciocÃnio, seja matemático ou lógico, não pode estender nosso conhecimento mas pode dar-lhe uma outra forma. Se a matemática é baseada na intuição, o raciocÃnio matemático seria uma manipulação de sÃmbolos que estendem nosso conhecimento.
Para is brasileiros sofrer é lugar comum! Pais de ditaduras, ontem, hoje e amanhã nesse atavismo insuperável com correntes polÃticas frágeis e irresponsáveis que fazem deste paÃs um dos mais corruptos dos mundo. E essa corrupção se encrusta nos cerne do Poder. Todo o poder é podre e isso é fácil de se constatar no Brasil de hoje, onde predomina a leniência, a irresponsabilidade e, sobretudo, arbitrariedades.
Caro Antônio seu comentário apesar de pessimista é a pura realidade.
Pra quem nao leu Schopenhauer...................o filósofo.....defendia que nossa dÃvida......após nascimento.......seria pagar a conta com a vida.....com e tempo de vida.....este tempo que seria de tragédia......caos......e o pior o convÃvio com outros seres......então defendia o filósofo......amenizar o sofrimento de viver......buscando a ausência de sofrimento.....e apaziguar o convÃvio com outros....continua sendo muito atual.....sendo leitura obrigatória pra quem quer entender o ser humano
Grande, Helio! Nesta vida o que nos resta é o humor para enfrentar a "miséria existencial"
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