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  1. Estela Najberg

    Quando um governador diz que tiro, bomba e porrada aumentam sua intenção de voto, ele não "pode" oferecer outra coisa. A atuação dos gestores, nesse campo, se faz em cima de problemas não processados ou mal processados, e a resposta é sempre em direção aos efeitos e não às causas. Além disso, tiro, bomba e porrada só alcança preto pobre, não chega ao andar de cima. O crime frequenta outros ambientes, além das favelas.

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  2. Marcos Benassi

    [continuação] Que tais assuntos tenham a merecida centralidade, concordo plenamente. Torço, creio que debalde, pra que a Segurança Pública não seja por si só a protagonista, porque ela é a ponta de um longo processo de violências e criminalidade, que se estendem desde a casa e a infância, até a rua e o cidadão. Debater complexidades não é o forte da nossa sociedade, sequer do jornalismo, que deveria ser fonte de qualificação da conversa. Mas não custa permanecer botando o tema em pauta.

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    1. Marcos Benassi

      Ah, colegas queridos, encontro-me em uma rocinha muito tosca, em casa de uns amigos muito sofisticados. Sofisticados ao ponto de dar em direito a uma criança de ser pentelha, rebelde e chata, só pra poder discutir com ela o que é que se passa em seu coração atribulado. É coisa que eu nunca tinha visto antes, construção de uma pessoinha autônoma e civilizada. Mas isso é a antítese subversiva do regulamentar, possibilitada por algum dinheiro e a férrea intenção de ser gente melhor. Hajaresistência

    2. Estela Najberg

      Perfeito. A justiça mesma comete violências diárias, com tratamento discriminando pela cor da pele e posição social. Afinal, aqui ainda é o país do "sabe com quem está falando?". Alguns se arvoram no direito natural de não ser nunca alcançado pela lei (jamais serei preso). A Dosimetria revela essa face perversa do país.

    3. Vilarino Escobar da Costa

      Perfeita suas ponderações. Muitas vezes caímos em armadilhas , armadas pela própria mídia e pelas redes sociais . Temos que fugir do pensamento simplista e aprofundarmos o debate abrangendo do o espectro da violência. Esse enfrentamento é responsabilidade de todos , e qualquer melhora dependerá do posicionamento honesto de cada um de nós ! O debate precisa e deve continuar , sem vaidades e sem interesses eleitoreiros .

  3. Marcos Benassi

    Fábio, prezado, gostaria apenas de pontuar que, embora sejam problemas associados, nossa Violência é distinta, conquanto complementar, da Segurança Pública - e, mesmo esta, é distinta da Criminalidade, que pode ocorrer sem absolutamente nenhuma ameaça física direta às pessoas. Nossa *violência* tem sido alvo de muita discussão, especialmente porque aquela voltada à Mulher têm sido tanta que saltou aos olhos. [Continuo uma isca, acima]

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    1. Vilarino Escobar da Costa

      Prezado Marcos , é sempre uma satisfação tê-lo aqui neste nosso fórum, nem sempre harmonioso , mas que , salvo alguns comentaristas ausentes de consistência intelectual , ainda nos permite essa troca de opiniões e posicionamentos sobre os mais variados temas !

  4. Anete Araujo Guedes

    Há que se iniciar o processo de assegurar a segurança pública acabando com massacres eleitoreiros de pretos/pobres, nos Estados. Questionar as causas e não estacionar nos efeitos, tentando remediar, eliminar a situação. Acabar com a vergonhosa desigualdade social. Reconhecer que está em curso o projeto de Haddad de estrangular financeiramente o crime organizado, desmontado suas estruturas, pela PF, com auxílio da RF, que vem atingindo um outro patamar, o dos ba canas que usam terno e gravata.

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    1. Marcos Benassi

      Virgem Santíssima, minha querida colega Anete, estacionei-me aqui do seu ladinho, dois chatos de braço dado apontando para aquilo que subjaz à epiderme do pobrema. Peguei por outra via, mas, como parece ser nosso hábito, vamos caminhando juntos. Não é possível debater Segurança Pública como uma questão de polícia na rua, o menor de seus vetores. Polícia nas redes e nos escritórios, repleta de miolos; reflexão sobre as vítimas da insegurança, sobre os que lucram com a violência: isso é central.

  5. jose prado

    Discute, duscute e cintinua tudo na mesma! Cínicos!

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    1. Marcos Benassi

      Zé, prezado, a esse respeito, coisa que realmente é aflitiva, vale muito a pena a leitura do artigo do Antônio Lavareda citado pelo Fábio. Está em um link ali no meio do texto. Bem sei, é meio absurdo o seu colega sugerir mais blá blá blá quando você está justamente se insurgindo contra este hábito. Mas é pensamento de excelente qualidade, vale como substrato pra reflexão.

  6. noel neves

    Há! O mesmo vale para o estado de São Paulo! PCC e CV!

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  7. noel neves

    Vamos discutir e encarar de frente com aqueles que liberaram as metralhadoras para o crime! Porque um cidadão de bem não usa armas! E tem mais! Os policiais, os políticos e o judiciário do estado do Rio de Janeiro estão atolados até o nariz com a bandidagem que se espalhou pelo país!

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    1. Marcos Benassi

      Dedada no'zóio!

  8. Guilherme Zambrana Toledo

    Interessante que a "percepção da violência" aumentou, apesar do índice de homicídios estar caindo há dois anos e ser o menor dos últimos doze anos. Então, a quem interessa esse aumento da "percepção" e quem ajuda a criar essa impressão de insegurança? Em tempo, fui sequestrado faz vinte e cinco anos e fiquei vinte e duas horas no cativeiro, o que era comum na época.

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  9. Vilarino Escobar da Costa

    Labaredas está certíssimo. É difícil colocar a segurança como tópico nacional , quando a competência é dos governadores estaduais , muito embora as pesquisas , erroneamente , e talvez por má fé , queiram atribuir como um problema federal . A União tem responsabilidades , e tem buscado atuar com a PF , e propondo a Pec da Segurança, rejeitada pelos governadores da extrema-direita , que viabilizaria uma ação unificada !

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    1. Marcos Benassi

      Meu caro Vilarino, não tenho certeza se você ainda existe como o excelente bar carioca; como ótimo colega de debates, folgo em compartilhar desta sua vida digital. E observo que seu descorretor, folgado como o meu, insiste em botar o Seu Lavareda na fogueira, entre labaredas. Um dos melhores pensadores sobre a política nacional cremado recorrentemente como se fosse um herege na Europa da inquisição. Ô injustiça! Hahahahah!