Deirdre Nansen McCloskey > A barbaridade da sigla Stem Voltar
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Resolveram culpar a ciência por tudo de errado, uma corrente dentro do governo norte-americano é explÃcita, aonde o secretário da saúde Robert Kennedy da Saúde é um os exponencias. Vários órgãos conceituadas da área de saúde estadunidense já desmentiram várias vezes suas afirmações na base do achismo, entre eles a campanha acirrada que faz contra as vacinas como a do sarampo.
STEM pode ser o tronco da árvore, mas as humanidades são as folhas que oxigenam tudo e a arte são as flores que embelezam o cenário e depois dão frutos.
Há uma corrente na polÃtica americana que visa desacreditar o que na minha época de faculdade chamávamos de Ciências Exatas. Ocorre que tal ciência está se tornando um obstáculo ao liberalismo, com questões como aquecimento global, limite de recursos naturais como água potável, etc., o que gerou em contrapartida um movimento de negacionismo em relação à s ciências exatas. A engenharia civil é dependente da arquitetura (que não é uma ciência exata) e vice versa, mas uma limita a atuação da outra.
Estava impressionado porque este era um dos poucos artigos que estava concordando com tudo que a Profa. McCloskey estava escrevendo, até ela voltar ao de sempre e defender que o liberalismo é a melhor coisa que já surgiu no universo. Liberalismo é o STEM da professora.
A verdade é que a espécie humana só passou a ser a espécie dominante no planeta, e progredir como civilização, quando nossos antepassados aprenderam a somar "um mais um" dando um passo enorme inclusive para a escrita. Não importa que 99% das equações matemáticas sejam desimportantes, o que importa é que 1% delas pode nos fazer evoluir um século em um ano.
O "culpado" é o senhor Isaac Newton. Antes dele, só teólogos ou filósofos elaboravam sistemas de explicação do mundo. Há um livrinho do Hegel (As Órbitas dos Planetas) em que ele elogia o Kepler por avançar no conhecimento, mas permanecer no campo descritivo, enquanto critica o Newton por de certo modo "ir além das chinelas". A revolução industrial inglesa e o prestÃgio atual do STEM são consequências do extraordinário sucesso do fÃsico inglês.
Japoneses deveriam ser is maÃs conscientes de que a bomba atômica é fruto da ciência!
Heidegger disse, a ciência não pensa. Tudo faz parte e deve ser utilizado com cautela. Valores humanistas devem reger nossas práticas, que devem ser voltadas na direção de construção de um mundo para todos. Temos que repudiar as acumulações grosseiras, que por si só já se multiplicam sem fazer força, privando os vulneráveis de uma vida digna.
Este nazista inveterado deixou um legado bem humanista nos seus cadernos negros.
A Ciência é formada por diversas ciências.
É um equÃvoco escrever que gastar em astronomia é inútil para a economia. É como se todas as pessoas fÃsicas e jurÃdicas que se beneficiam desses gastos não fossem agentes econômicos, que produzem, consomem e investem.
O artigo todo é uma "elegante" demonstração de como é possÃvel obter boas conclusões a partir de premissas descabidas...
A frase "A teoria dos números —que eu adoro— gera segurança na computação. Ótimo. Mas 99,9% dela é inútil." é a mais elucidativa do texto. Faz parecer que o 0,1% da teoria dos números que "gera segurança na computação" (leia-se: "sustenta o mundo como o conhecemos no século XXI") existe por si só. Não! os outros 99,9% da teoria dos números não é, nem de longe, inútil. Eles têm a mesma utilidade dos 99,9% de DNAs que habitaram a terra e foram extintos, para se chegar ao Sapiens. Inúteis ?
Sempre teremos o vudu, a macumba e as religiões como alternativa
Uai, Tia Auntie, acho um excelente conselho. Mas, hoje em particular, tô pugnando pela idéia de simplicidade. "Não sejamos burocratas da Vida", reparamos que a existência têm "harmônicas" que matemática e ciência dura não repercutem; como na música, tomemos o cuidado de não tocar só baixo, bateria e guitarra: de pandeiro a violino, tudo é útil e traz avanço e alegria. Viva a cuÃca. Um ótimo ano pra senhora, repleto de harmônicas e harmonia.
A ignorância é o recurso humano mais abundante, esse artigo confirma esse senso comum. No Brasil onde curso técnico é uma parcela pequena e que precisa muito de gente capacitada, pensar que stem é uma barbaridade é um acinte à inteligência.
O STEM é o alterofilismo na ciência. Muito exercÃcio, pouca capacidade de reflexão aprofundada sobre o mundo.
Vá estudar e pare de falar abobrinhas!
Achei o texto bobo, pra dizer o mÃnimo. É claro que a ciência, de modo amplo, abarca todos os campos do conhecimento, seja na história, na antropologia, na economia, nas artes, assim como também na fÃsica, na biologia e em qualquer campo de estudo. Aliás, quando se faz ciência pra valer, as fronteiras entre as áreas praticamente desaparecem, pois interagem e se complementam. Por outro lado...
Por outro lado, assim como há quem valorize as ciências humanas, ou as artes, há quem valorize as chamadas ciencias da natureza, e aà o que se conhece por stem, ou ainda por steam, pode fazer muito sentido como área de integração. E é claro que o stem não é o motor do mundo. Mas a autora decidiu fazer esse recorte, talvez incomodada pelo suposto protagonismo do stem, ignorando que várias outras ciências têm e sempre tiveram seu brilho e importância na história humana.
Me informa, citando fonte(s), o percentual de colunistas, jornalistas ou articulistas formados em ciência exata, em todo tipo de midia, por favor. Apos sua resposta, vou encerrar essa discussao, pois meu nÃvel intelectual, que, segundo você, eh baixo, considera uma barbaridade/crueldade/maldade alguem dizer que a sigla STEM eh uma barbaridade.
Talvez o meu favorito entre os textos que li da respeitavel colunista, aqui na Folha. Esclarecedor mas perturbador.
Só aceito a Steam, com Arts ( todas) incluÃdas.
Me informa qual o percentual de jornalistas de toda a midia formados em ciência exata.
É o mesmo que perguntar quantos sociólogos são formados em ciência exata.
ótimo artigo!
.... Gracias por venir, Professora McCloskey!!!!
Adoro esta professora. Pena que não tem colunas mais frequentes
Colunistas, articulistas ou jornalistas sao voltados para a area de Humanas, com todo o respeito a eles.
Me informa, citando a(s) fonte(s), o percentual de jornalistas, articulistas ou colunistas formados em ciência exata, em todo tipo de midia.
Ajuda se eu te nombro três colunistas especializados em exatas? Com todo respeito…
Depois do trecho: "O estudo sistemático era diferenciado da mera opinião sem fundamento ou do mau jornalismo, como o que a Folha jamais permitiria em suas páginas", concluà que a colunista faria muito sucesso como humorista.
Ciencias humanas ,não são ciencia alguma
Tem método cientÃfico. É tacitamente ciência. E minha formação é em exatas.
Ausência de método cientÃfico, Andrés. Isso não tira a importância, mas não é ciência.
Diz Mário Rey com base em…?
Go home, Yankee. Velha chata que pensa que somos neandertais.
Você, por sua vez, demonstra nosso grau de evolução intelectual
Mas se voltou para area de humanas ao se transformar em jornalista.
Em meio a discurso acadêmico chato (boring, ms McClouskey) a velha senhora jogou a frase da redenção e da continuidade ao dizer que este jornal não aceita mau jornalismo. Wow! Bingo. Nada mau para acordar os poucos alunos na última aula noturna.
Muito pertinente a sua observação, sra. McCloskey. Impressionaram-me sobremaneira as reações negativas, pouco úteis e pouco fundamentadas, ao seu artigo. Enfim... Obs: A grafia correta é Geistwissenschaft, não, Giestwissenschaft. EspÃrito = Geist, no Alemão.
Alguém que adora ciência e não considerar as ciências humanas relevantes, não entende nada de ciência.
Por favor, alguma alma caridosa avise esta senhora que ela está desatualizada uns 40 anos, diz pra ela que é muita decadência escrever em um jornal cucaracho e dá um livro do Piketty pra ela ver se consegue entender o desastre do neoliberalismo. Por estas coisas que Trump virou presidente.
Não lhe agradam autores brasileiros, Marcos?
Se ela etudou ciências econômicas, estudou matemática acima da media de outras ciências. Mas o que eu já li e não direi que é verdade é que o desenvolvimento não conseguiu aumentar a felecidade. Não tive dificuldades com ciéncias exatas. Graduei-me em Medicina e fiz mestrado em área de Engenharia. Mas o que mais gosto de fazer é ler romances: victor Hugo, Tolstoi, Dumas, Júlio Verne, François Mauriac, J Austen, as Brontë e muitos outros.
Efetivamente, tem havido uma radical DESUMANIZAÇÃO de áreas acadêmicas como a Arquitetura e Urbanismo, com os currÃculos perdendo, absurdamente, as disciplinas relacionadas aos fundamentos psicológicos, sociológicos, antropológicos, filosóficos, além de haver uma repulsa à s Artes, por paradoxal que isso pareça nessa área. Como a autora aponta, é impressionante a pressão por termos formações tecnologizadas para as novas gerações de Arquitetos e Urbanistas no Brasil.
Colunistas, jornalistas ou articulistas Sao voltados para a area de humanas, com o devido respeito a quem trabalha com esse pessoal. Critica aceita.
Você sabe a diferença entre um colunista e um jornalista? Uma cultura básica (bem básica) em humanas muitas vezes evita passar vergonha
Parei de ler logo nas primeiras linhas, ao identificar a materializacao do atraso do pais em artigos como este. A China tirou 1/3 da sua populacao da pobreza, no seculo passado, ao adotar a cultura STEM, transformando-se em uma “sociedade de engenheiros”, em que sempre surgem solucoes para os problemas que o pessoal de humanas inventa.
A autora deve defender k h sso no vão livre do MASP.
A senhora McCloskey deve ser daquelas pessoas que vivem a repetir ‘eu sou de humanas; não me peça para eu fazer conta de padeiro (ex.: 9x7=?) que eu não sei fazer nem responder’. Tenhamos dó.
Se você se der o trabalho de olhar o CV da autora veria o quanto seu comentário é ridÃculo. Se você conhecesse lógica, uma das disciplinas que não são inclusas no Stem, ainda poderia entender que ele não é apenas ridÃculo, é burro. Tenhamos dó, mesmo
Ela é economista. Leu só a chamada?
Não sem motivo ditaduras sanguinárias, como foi a militar no Brasil , proibiram a filosofia e correlatas. Pessoas pegas com um livro de Platão, por exemplo, podiam ser presas e arrastadas para "interrogatório."
Lembra-me dos tempos de república, final dos 60s. Tinha na estante um exemplar do Das Kapital, de Marx, e um com tÃtulo Begegnung mit Deutschland. Um colega dizia que, se houvesse uma batida de agentes da repressão na república, os caras diriam: - este aqui não tem problema não, é só um livro sobre as capitais do Brasil, deixa quieto. - agora, este aqui, nessa lÃngua estranha, deve ser coisa subversiva, melhor apreender. Vamos.
Ditaduras de todo tipo têm horror ao pensamento crÃtico. Por isso, é admirável que Zeferino Vaz, fundador e reitor da Unicamp, tenha declarado em uma entrevista em pleno governo Médici que "a universidade que não ensina marxismo é pÃfia".
Mas se voltou para a area de humanas ao se transformar em jornalista.
Artigos como este, que não li todo, devido aa ignorancia identificada nas primeiras linhas, sao a materializacao do atraso deste pais esculhambado chamado Brasil. A China eh uma “Sociedade de Engenheiros”, hoje, tendo retirado mais de 1/3 da sua populacao do estado de pobreza, no secular passado, devido aa cultura STEM.
Isso ai foi no ensino medio, que me preparou para ser um Engenheiro que consegue discernir quando um articulista, colunista ou jornalista escreve sem conhecimento de causa.
Recomendo aulas de história (não Stem) para entender fenômenos como o da China. Ciência polÃtica, sociologia e economia também ajudamÂ…
Concordo com as ressalvas porém no caso do Brasil, seria melhor que houvesse mais Stem, o problema aqui não é valorizar o poema, aqui as opções não Stem são fruto do comodismo vide o quilo de advogados que temos e a falta de engenheiros que não temos.
O Brasil tem engenheiro dirigindo Uber. O buraco está em algum outro lugar. Talvez um pouco mais de história ajudaria
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