Conrado Hübner Mendes > Farol da Integridade Judicial 2026 Voltar
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Professor Conrado,poderia escrever um pouco como funciona uma banca de "Adevogados", do super banco que foi liquidado? Claro,se não houver conflitos de interesse. Obrigado
Aprendi que juiz só fala nos autos, muitos anos atrás, sentado no fundo de uma sala abafada de audiência, olhando um magistrado de cabelos já ralos percorrer, com o dedo indicador, uma pilha de processos que parecia não ter fim. Lá fora, a cidade fervia, buzinas, sirenes, manchetes. Ali dentro, só o ruÃdo compassado das pãginas sendo viradas, como asas lentas de um pássaro teimoso que insiste em voar apesar do peso do mundo. Naquele tempo, felizmente, não havia a figura do juiz movie star.
A sentença que condenou a União pela morte de Wladimir Herzog, dez anos antes da Constituição Cidadã, abriu um clarão nas trevas da ditadura. A coragem do magistrado que a proferiu impulsionou muitas consciências, até então recatadas, por cumplicidade ou covardia ante o regime. O magistrado é tão só um cidadão no exercÃcio de função pública da mais alta estração. O doutor Márcio José de Moraes deve servir de exemplo para muitos juÃzes, inclusive os dos tribunais superiores da República.
..apesar dos horrores da ditadura militar, ainda vivemos, infelizmnte, outro tipo de ditadura ????
Na ditadura o anti semitismo estava nas mãos da direita. Hoje observo, com tristeza, a esquerda atacando Israel na luta contra o ha-mas genocida.
Ah, sim. Israel cria um campo de concentração em Gaza e a culpa é do antis semitismo? Você não se envergonha disso? No mais, foi Israel que achou uma boa fortalecer o Ha mas para enfraquecer a Autoridade Pal estina. Então você está reclamando de quê?
Vai ser muito bom ver aqui, em 2026, sentenças, desse Brasil afora, que no cotidiano dos fóruns e tribunais desse paÃs são Faróis de Integridade. Os autos contam histórias apesar de não gerarem likes. Há virtudes na prática da justiça, na formação de juristas, na inovação no direito, quem sabe em 2026 não veremos aqui o Farol da Integridade Awards
Professor, a diferença entre o exemplo do juiz do caso Herzog e o interessante conceito de decência elementar é que na Corte atual impera outro: a indecência elementar. Esperemos um rasgo de luz e que apareça um novo Moraes.
Excelente!
Apoiado.
Há que se pensar nos discursos e atos do ministério Dino, que segue em frente na apuração de um dos maiores crimes realizados, sem nenhum pudor, a céu aberto, pelos poderosos/inatingÃveis parlamentares do centrão/ultradireita. Ao não recuar, mesmo sem contar com o apoio de relevantes setores da sociedade e, talvez, de alguns de seus pares, haverá a possibilidade de êxito. Um código de moralidade/ética/civilidade será imposto ao congresso. O retorno de bilionárias verbas públicas será bem-vindo.
Vida longa ao ministro Dino. Que ele possa continuar por muito tempo ainda combatendo as mazelas do roubo e da corrupção escancarados no legislativo, através das famigeradas emendas parlamentares.
* ministro Dino
Além de emocionante, foi essencial o ato de 50 anos da morte de Herzog. Foi necessário uma Maria, presidente do STM, para que houvesse um tardio reconhecimento, das atrocidades e crimes cometidos pelos militares durante a ditadura. As palavras de Márcio, juÃz que proferiu a sentença condenando os militares pela morte de Herzog, em um ato de coragem, que deveria ter servido de ponto de partida, para que não houvesse um apagamento, em nome de um covarde apaziguamento, e em prol da impunidade.
* A palavra de. Márcio
O Judiciário, à época da ditadura, foi vergonhosamente covarde e pusilânime. E os militares, por ação ou omissão, criminosos.
E agora, quando o Estado será responsabilizado pela morte do Clesão? Espero que desta vez não fique só em indenizações que levam anos pra serem pagas como no caso de Wladimir Herzog. Espero que os culpados peguem cadeia pesada.
Era só o que faltava mesmo: comparar o Clezao com o Herzog. É muita falta de noção da história e da realidade.
Clesão queria ditadura e se udeu.
Por acaso este senhor clezão sofreu tortura? Ele punido pelos crimes que cometeu. A morte pra ele foi um álibi pra não cumprir a pena.
Indenização pela morte de um golpista? Onde está o erro judicial? Na hora de invadir prédios públicos pedindo golpe de estado o bonitão estava totalmente sadio, mas na hora de responder pelos crimes estava dodói? E lenha um pouco de decência ao querer compará-lo com o Herzog. Este sim lutou contra uma ditadura. A mesma que o "clezão" (em minúsculo mesmo) quis que retornasse ao poder.
O juiz cumpriu o seu papel, sem dúvida. Aliás, algo que não se fala foi a incrÃvel subserviência e pusilanimidade de juÃzes e membros do MP na época da ditadura. Os réus, presos polÃticos, compareciam destruÃdos fisicamente nas audiências, vÃtimas de torturas evidentes, e nenhuma (ou muito poucas) providência era tomada. Altivez e destemor inexistentes. DepoisÂ….
Não sei se é o Moraes ou teu conhecimento que irradia, Conrado.
Quão distante o Moraes que proferiu a sentença do caso Herzog do Morais que tira Direito Adquirido dos trabalhadores, resultante de Ato JurÃdico Perfeito(Contribuições Previdenciárias dos trabalhadores anteriores a julho/1994 comprovadas por todas instituições jurÃdicas, inclusive pelo STF)! Juiz e julgar são vocações, cujo primeiro exemplo foi Salomão. O Juiz, seja de que hierarquia for, não pode agradar a quaisquer pessoas ou ao Poder, pois todos estão jungidos ao império da Lei.
Devemos enaltecer a integridade judicial não por bajulação, nem por aquele velho servilismo de quem beija a mão que assina, mas porque, no meio do ruÃdo, da suspeita generalizada e da desconfiança elevada à categoria de senso comum, a simples figura de um juiz ou juÃza que cumpra serenamente o próprio dever torna-se quase um acontecimento invisÃvel, e, exatamente por isso, revolucionário. Talvez você conheça um desses casos. Às vezes, ele tem rosto. Tenho a felicidade de conhecer vários.
Carlos Alexandre, obrigado pelo gentil comentário. Posso assegurar que a recÃproca é absolutamente verdadeira. Um grande abraço e feliz ano novo.
Tive a felicidade de conhecê-lo este ano, Alexandre.
A justiça federal padece do seu vÃcio de origem, servilismo ao poder, qualquer que seja. Foro privilegiado da união onde o cidadão quase sempre perde. Por oscar
Ao mestre colunista e à todos eminentes comentaristas , um Feliz Ano Novo , pleno das bênçãos de Deus !
Obrigado, professor! Exemplos como este nos parecem um fôlego de ar e vida em meio ao afogamento moral e intelectual do nosso judiciário brasileiro; em especial nosso STF, que se afoga - e se lambusa - na lama tóxica, podre e corrupta de Brasilia, a qual jazem, há muito, os outros 2 poderes da República.
Conrado, acompanhar os teus textos foi o que de melhor encontrei aqui na folha. Feliz ano novo pra você!
Viva, Vlado, ditadura nunca mais.
Reparação: a única forma de responder ao crime passado incontornável. Uma consciência moral individual é o que mais falta ao Judiciário em geral, embora haja exceções que deveriam ser a regra. A lei do coletivo, a consciência solar do ego, é precedida pela lei natural geral, tão bem representada pelo Dharma e pelo Tao. Essa lei está escrita no coração do sujeito e não nos códigos, e é a que está em falta.
No ponto! Até quando essa chaga continuará aberta?
Um digno artigo pra encerrar o ano.
Cirúrgico
Como sempre, um artigo lúcido e brilhante! Agradecemos!
Caro Conrado Hkbner Mendes, permita-me uma citação: "Nunca tantos deveram tanto a tão poucos”, Winston Churchill em 20 de agosto de 1940.
Não se fazem mais Moraes como antigamente
Quando a tradição conservadora, ingênua ou conscientemente se faz confundir com o autoritarismo, golpismo e ditadura para impor sua ideia de mundo, o resultado só pode ser o que aconteceu na ditadura no Brasil. A desonestidade intelectual dos que ainda apoiam aquilo e a volta daquilo só me faz pensar o quão longe o ser humano está longe de uma vida civilizada.
Perfeito e sem defeitos!!!!
Na verdade, o juiz Márcio José de Moraes, que condenou a União pela morte de Vladimir Herzog, arriscou a vida ao desafiar a ditadura. A partir dessa sentença iniciou-se o fim da ditadura no Brasil. Este grande magistrado, pela nobreza de caráter e pelo respeito à dignidade humana, jamais será esquecido por nós! Ditadura nunca mais!
Ministro Alexandre de Moraes foi modelo para que lutássemos juntos pela Democracia. Moraes no STE e nós, eleitores da Democracia, confirmamos o voto da Constituição. Justiça feita, os verdadeiros CANA....LHAS, estão presos.
Eu sei Carlos, até pq o Moraes de hj n teria idade p Herzog. Peguei a vibe Moraes
Nao é desse Moraes e seus 129 milhões de complicadas implicações que o texto está falando.
O mais triste desta horrivel historia é saber que nas praças avenidas e na frente de quarteis nos dias de hoje brasileiros clamam por ditadura intervenção militar e pior em nome de Deus e pela liberdade o que é um antagobismo. Foi por um triz . Quase a nossa democracia morreu . E aà meus amigos . Não estarÃamos aqui com liberdade para falar deste assunto e teriamos o mesmo fim que Hersog
De fato, muito me admira que diante de um quadro de horrores como foi o que se intalou com o golpe militar de 1964, ainda existam pessoas pedindo intervenção militar e ditadura!
Parabéns ao Magistrado. Sempre o admirei. Um Juiz que teme ao Julgar,não nasceu para ser Juiz. O Juiz deve aparecer apenas no bojo dos autos. Juiz que quer aparecer fora dos autos, não nasceu para ser Juiz. Infelizmente, à época, a oposição a Ditadura pedia Anistia ampla geral e irrestrita. Ali colocou no mesmo balaio os torturadores e assassinos de ambos os lados. Os assassinos de Dona Lyda Monteiro da Silva e do soldado Mário Kozel Filho saÃram impunes.
Luiz vocês são fanáticos iguais. Não pode ousar a escrever sobre a realidade do Boiadeiro, lula ou bolsonaro, para desembestar contra quem ousou. PolÃtico é para ser cobrado e não idolatrado. Os Fanáticos por polÃticos, ou seja Gado ,prejudicam o PaÃs. Respeito um Fanático por time de Futebol,mas, fanático pelo lula ou por bolsonaro? Maningue menoscabo. PolÃtico senhor, se cobra. Iguaizinhos:gado do lula e do bolsonaro? Sem cultura!
Rodrigo:assassino é assassino independentemente de ideologia. Ou o senhor acha correto matar alguém por ideologia. Os assassinos do Sargento Mario Kozel Filho são idênticos aos assassinos de dona Lyda, secretária da OAB. Ambos estavam trabalhando . Assassino é assassino, terrorista oficial ou particular, é terrorista. Iguais.
Senhora, é uma falácia igualar a ditadura com quem lutou contra a tirania, com todo o respeito, é uma lógica nazista, que condena milhares de vÃtimas do horror, tenha um bom ano novo.
A Dona Neli nivela os crimes cometidos pela ditadura e os cometidos pela resistência a esta. Aliás, não fossem os primeiros, os segundos não teriam acontecido. Da mesma forma, nivela os adeptos do Lula aos adoradores do Bozo. Dona Neli: ontem, hoje e sempre!
A coisa mais triste eh que os dois operários, torturados e mortos foram esquecidos. Se o cardeal no comando da Se fosse Arns, isto jamais teria sido esquecido na celebração. SP merece um cardeal melhor, manda este para Florianópolis.
Oportuna memória. E homenagem à ética, coragem e decência que o JuÃz Moraes representa.
Agora que, ainda que trôpega e tardiamente, e por outro (justo) motivo, deu-se o primeiro passo - com 4 estrelas brilhando ao sol que nasce quadrado -, pode-se avançar mais umas “casinhas” (na caserna) e acertar contas não só com o efeito (Bolsonaro), mas ao menos com a sua causa mais imediata (1964).
Se naquela época tivesse 'súmula vinculante', 'temas repetitivos' e 'repercussão geral', provavelmente esse juiz teria que abaixar a cabeça e 'readequar' sua sentença para obedecer algum entendimento 'pró-governo' das côrtes politizadas de BrasÃlia.
Perfeito dante penso igual esse juiz tem de ser lembrado em todas faculdades de direito
A falada pacificação é um engodo. O que se quer é impunidade. Os criminosos continuam fugindo.
O Brasil merece mais do que Toffoli, Gilmar e Moraes.
Há muitos juÃzes e procuradores assim, provavelmente a maior parte, mas por não serem midiáticos, paradoxalmente, não aparecem nas colunas ácidas ou no jornalismo do escândalo e da indignação. Falar dessa maioria não dá likes, cliques, não vende notÃcia, nao vende livros e não gera projeção pública. A nova onda é o populismo de imprensa e intelectual, que sob a veste da denúncia e fiscalização democrática é, essa sim, caolha no negativismo alimentando o -contra tudo isso que está aÃ-.
[Â…] Esse magistrado teve de ter a sorte e a coragem de decidir um caso emblemático - veja só, o assassinato de Vladimir Herzog - para ser digno de menção. Os tantos outros que cotidianamente decidem ações de divórcio, guardas de filhos, latrocÃnio, benefÃcios assistenciais, improbidade administrativa, ressarcimento ao Erário e diversas outras causas de menor importância para o jornal jamais terão essa honra.
Caro prof.Conrado belo texto,esperemos que a decência, essa senhora tão necessária no Brasil atual de o ar de sua graça em 2026,porque em 25,ela foi enxotada, vide casos Master e cia.
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