Maria Herminia Tavares > O quieto paradoxo da democracia Voltar

Comente este texto

Leia Mais

  1. Joaquim Rosa

    E a história do sujeito que escolheu morrer na cruz para me salvar, e tantos outros. Sendo qu'eu nasci, pelo qu'eu saiba, quase dois mil anos depois. Bilhoes acreditam nessa pataquada. Vai entender.

    Responda
  2. Antonio Catigero Oliveira

    Obrigado pela aula breve, mas concisa, professora. Feliz Ano Novo a todas/os.

    Responda
  3. Alberto Melis Bianconi

    A professora, legítima representante da intelligentzia de Banânia, como é de praxe na imprensa, faz sua defesa corporativa. Se o eleitor não confia nas instituições é culpa do populismo. As instituições dão provas de serem de confiança? O STF, que uma hora prende e depois inocenta, é de confiança? E nem se dão ao trabalho de justificarem a mudança de posição com clareza! Porque, vejam os votos, não foi a Vaza-Jato que provocou a repentina iluminação. De onde veio a repentina revelação?

    Responda
    1. Alberto Melis Bianconi

      Foi mal, esqueci de dizer que me referia aos processos contra Lula na onda do petrolão, mas acho que todos perceberam, né mesmo?

    2. Alberto Melis Bianconi

      Não sou devogado, nem Dotô. Não frequento o Gilmar Palooza ou rega-bofes do gênero, mas seria capaz de apostar que, depois da Vaza-Jato, os membros do egrégio tribunal começaram a enfrentar chacotas de seus pares no exterior. Porque eles sabiam bem antes do escândalo vir a público... se atê eu, que estou distante do crème de la crème da nossa zelite pensante, imagina a suprema corte.

  4. Anete Araujo Guedes

    O desalento provocado pelo sistema neo-liberal, devido à proteção do Estado ser dedicada apenas ao andar de cima, levou ao descrédito de um sistema nada democrático. A irresponsabilidade da imprensa, ao mergulhar de cabeça na Lava Jato, servindo de porta voz ao marreco, no cultivo ao ódio e punitivismo desenfreado na população; além do completo descrédito no jogo político. Acabou dando passagem a um deputado do baixo clero, sem eira nem beira, que conduziu o país ao descrédito nas instituições.

    Responda
  5. Leonardo Berlese de Matos Dourado

    Exato, o messianismo viceja por aqui, até porque dá trabalho construir democracia e cobrar instituições que funcionem. O líder salvador é sempre esperado. Alguns leitores não entenderam que o artigo é sobre o populismo de direita. É certo que há o do outro lado. Também faz mal por não ir à raiz de nossos problemas. Aguardemos uma próxima análise da professora, sempre interessante.

    Responda
    1. Alberto Melis Bianconi

      O trabalho trabalhoso é o que nossas zelites deixam de fazer para por as instituições para funcionar.

  6. José Cardoso

    E há uma tendência do líder anti sistema durar cada vez mais tempo. Jânio 7 meses, Collor 2 anos e meio. Bolsonaro quatro anos. Lá para 2050 (o fenômeno se repete num ciclo de aproximadamente 30 anos), esse líder conseguirá se reeleger...

    Responda
    1. Alberto Melis Bianconi

      A censura demorou desta vez... o bot deve ter demorado para checar meu IP.

    2. Alberto Melis Bianconi

      Hehehe... é provável Cardoso, porque nossas instituições não dão sinal de que vão se emendar. Nossas zelites cobrem de razão o voto populista. Não é a toa que todo político fala mal dos políticos.

  7. filipe nascimento

    Excelente!

    Responda
  8. Ivo Mutzenberg

    Pois é, instâncias de controle que funcionem e não órgãos capturados por grupos de interesse.

    Responda
  9. Adalto Fonseca Júnior

    A classe política brasileira é estruturalmente corrupta e não faz diferença o espectro ideológico. Lula mesmo sendo menos pior que Bolsonaro recorre às estratégias do populismo para se manter como escolha do eleitorado de uma sociedade civil cuja falta de discernimento é produto da desigualdade estrutural herdadada do passado colonial.

    Responda
    1. Anete Araujo Guedes

      Leia meu comentário acima

  10. MURILO MENDES

    Seu artigo está bom, professora, embora veicule uma meia-verdade.

    Responda
    1. Leonardo Berlese de Matos Dourado

      Qual meia verdade ?

  11. Nilo Mismetti

    Gostei do artigo. Só faltou citar o Salvador Lula, que somente salva o dele.

    Responda
  12. Dante Fernandes

    Excelente, professora!

    Responda
  13. Rubens marques

    Excelente! Feliz Ano Novo!!!

    Responda
  14. José Fernando Marques

    Muito bom. Acrescentaria que o descrédito nas instituições não tem origem só na população, como outro leitor lembrou, mas na ganância e na irresponsabilidade de tantos dos que obtêm algum poder. A má fama das instituições em parte é justa. Quanto à crença em salvadores da pátria, lembro que a herança histórica faz com que nos vejamos mais como súditos do que cidadãos. Súditos obedecem docilmente às ordens de quem está no poder.

    Responda
    1. Alberto Melis Bianconi

      Caro José, o que o sr. acrescenta é que é o importante. Eu colocaria mais peso na irresponsabilidade que na ganância... e essa irresponsabilidade é resultado da impunidade. O sujeito vai se preocupar para que? E o sucesso dos salvadores da pátria se deve mais ao regime presidencialista, que periodicamente gera super-celebridades. Ninguém vai querer votar num afundador da pátria, né mesmo?

  15. Eduarda Mendes

    Líderes populistas de direita no Brasil possuem uma outra característica que não foi comentada na matéria e é, quiçá, a mais importante: eles são títeres nas mãos dos poderosos do capital que, infelizmente, e sempre ao final, são os que governam (mais, ou um pouco menos), esse país.

    Responda
  16. Marcus Minervino

    Muito bom!

    Responda
  17. Andre Vieira

    É como responsabilizar a população pelo descrédito na democracia.

    Responda
    1. Alberto Melis Bianconi

      Exatamente Andre. Culpar o eleitor é a maneira mais usada, por nossas zelites, para tirar o dela da reta.

  18. Rafael Gallina Delatorre

    O texto é um belo tapa na cara de alguns setores da imprensa, que apostam na fofoca irresponsável. A imprensa livre, como dito, é um dos pilares da democracia. Se perde a credibilidade, abre-se o leque de oportunidade para o populismo autoritário. Me senti aliviado.

    Responda
  19. Jorge silva

    O mais triste desta horrivel historia é saber que nas praças avenidas e na frente de quarteis nos dias de hoje brasileiros clamam por ditadura intervenção militar e pior em nome de Deus e pela liberdade o que é um antagobismo. Foi por um triz . Quase a nossa democracia morreu . E aí meus amigos . Não estaríamos aqui com liberdade para falar deste assunto

    Responda
  20. Jorge silva

    mais triste desta horrivel historia é saber que nas praças avenidas e na frente de quarteis nos dias de hoje brasileiros clamam por ditadura intervenção militar e pior em nome de Deus e pela liberdade o que é um antagobismo. Foi por um triz . Quase a nossa democracia morreu . E aí meus amigos . Não estaríamos aqui com liberdade para falar deste assunto

    Responda
  21. MARIA CHRISTINA DE ALMEIDA

    Não vou revisar o meu texto. Qual é, Folha?

    Responda
  22. MARIA CHRISTINA DE ALMEIDA

    Muito acertada sua análise. Valeu! como fechamento de um ano de turbulências institucionais. Longo e árduo itinerário para se chegar ao básico de alguma normalidade democrática. A sociedade brasileira carrega um DNA gerado pelo poder da força militar. O exército educa para vida em sociedade. De 1930/2026 golpe e arma se mantém vivos. Instituições, Democracia, Liberdade, construções civilizatórias sem apelo, abstratas. A servidão voluntária do XVI para a era do espetáculo das massas ruidosas.

    Responda
  23. Nelson de Paula

    Uma das melhores vantagens da democracia é que os crimes e pecados são expostos e analisados diante do público. Sabe-se de emendas parlamentares desonestas, de decisões judiciais inidôneas e de pensões do INSS sofrendo pickpocket. A grande nuvem negra, o cumulus improbus, é ver que o maior crime, o golpe de estado, dele nenhum dos envolvidos se arrependeu. E que há eleitores e deputados desejando a anistia.

    Responda

De que você precisa?

Copyright Agora. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Agora.