Drauzio Varella > Certos medos e angústias não têm relação com a idade e são universais Voltar
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Compartilho a pesquisa que fiz, a tÃtulo de curiosidade, sobre as causae mortis dos notórios citados pelo Dr. Dráuzio: Byron - 1824 - 36 anos - febre Montaigne - 1592 - 59 anos - amigdalite Howe - 1993 - 72 anos - doença cardiovascular Yeats - 1939 - 73 anos - insuficiência cardÃaca Shaw - 1950 - 94 anos - insuficiência renal (após cair de uma árvore).
Envelhecer é um privilégio.
Vou poupar os leitores dos comentários da Folha dos milhares de elogios que eu poderia escrever ao Dr. Flavio e deixarei apenas estes: que artigo claro e lúcido! Meu Deus! Que em 2026 você possa realizar muitas das coisas que deseja. Obrigada pelas palavras dos artigos, livros e tudo mais.
Trate de seguir vivo, Dr. Dráuzio. O Sr. é insubstituÃvel! Feliz 2026!
Excelente! Feliz Ano Novo e obrigada, Drauzio.
Obrigado Drauzio Varella. A sua crônica não é apenas um relato confessional, mas um ato de despolitização e de desconstrução do etarismo. Ao entrelaçar vivência pessoal, referências literárias e observação sociológica, o autor expõe a fragilidade do mito da "serenidade geriátrica". Contudo, o texto carrega tensões que exigem um olhar mais agudo sobre as interseções entre envelhecimento, classe social e a romantização da resiliência.
Texto ótimo. Leve, argumentativo, provoca reflexão, etc. Mas pra mim chegou primeiro o poema q não me desgruda sobre a velhice. Cansaço, Alvaro Campos, de Fernando Pessoa. "O que há em mim é sobretudo cansaço - Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo. Cansaço.../continua/Ora, q fazer se sinto cansaço existencial,cansaso d anoeleitoral,cansaço dmentiras,imbecis,ingenuos q acreditam em Legendários!? Veja matária neste numero dFolha.
Viver é melhor que sonhar.
Dr. Dráuzio é sempre um oásis no deserto. Sábio, elegante, sincero, calmo e cirúrgico.
O carcereiro Araújo talvez não soubesse mas parafraseou o barão de Itararé:"Sabendo levar, a vida é melhor que Morte"
Que delÃcia começar o ano com esse texto!!
Muito bom Dr. Drauzio! Parabéns! Sempre nos ensinando algo.
O que mais está doendo, machucando, é por não ter tido uma comoção da população, ou um quebra-quebra, devido à sua condenação e prisão, como se esperava. Além do mais, Trump largou a sua mão. Ele sofre com o abandono de seu amado, que nem se dignou jogar uma bomba aqui, para salvá-lo das garras da justiça.
Grata!
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Um comentário colocado no lugar errado!
Saber levar a vida enquanto dure, continuando a assoprar a chama do desejo! Para alegria da festa nossa de cada dia. Deve dar certo.
Claro, assoprar as brasas para manter a chama do desejo...
Que presente de leitura, para se viver bem o presente. #2026cinquentarei rsrsrs. Feliz Ano Novo, Doutor e leitores.
Muito bom. Parabéns
Nunca um artigo me fez tão bem! Transmitiu calma e resiliência com a vida e com a morte. Obrigada De Drauzio
A expectativa média de vida aumentou muito nos últimos 200 anos, com a diminuição da mortalidade infantil, e os avanços na cura e prevenção de doenças infecciosas. Mas quem chega aos 70 é tão velho hoje como no século 18, em termos do enfraquecimento geral do organismo. A diferença é que tem muito mais companhia...
Ótimo texto
Envelhecer é reconhecer que não se tem mais futuro, não há mais planos de vida. Tudo que se podia fazer, foi feito. Adquirir mais coisas, não tem mais sentido. O certo é começar se desfazer de muitas, as desnecessárias. Acumular objetos e lembranças resultará em trabalho para quem deverá cuidar disso. Trata-se de viver cada dia, tendo um objetivo, ocupação, algo que dê prazer. O medo de ir além das forças fÃsicas ou mentais, e se ver na dependência do outro, é bem maior do que o medo da morte.
Não deixar morrer o desejo! É tudo mesmo na vida, Anete!
Rosa, não deixar morrer o desejo.
Viver cada dia! Perfeito!
Bom mesmo é ler um bom texto logo no primeiro dia do ano. Obrigado dr.
Ao apossarmos da linguagem, tomamos conhecimento da nossa incompletude, da existência de 2 gêneros opostos, e da nossa finitude. Caminhamos para a morte. Algo falta. Uma falta que abre as portas para o desejo. Nesse embaraço com o nosso desejo, surge a angústia. Quem sou eu afinal? O que quero? Por que repito sempre as mesmas coisas, embora com outras roupagens? Por que erro, esqueço, escorrego nas palavras, falo, sempre mais, sempre menos, mas nunca o que realmente quero dizer?
"Não abandonar as atividades fÃsicas". Creio que seja essa persistência que mantém tudo mais: otimismo, força fÃsica, renovação constante.
Querido Drauzio, Tenho 73 anos e não me sinto como os velhos que chegavam aos 60 anos (uma proeza!) na minha infância: um caco. Mas a angústia do mistério dos mistérios (por que existe alguma coisa ao invés de nada?) me apavora cada vez mais, como diria Pascal. Sei que você é um ateu convicto. Não tenho essa sorte: sou um daqueles que ficam em cima do muro: sou um agnóstico.
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