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Ricardo Knudsen
Quando faltam argumentos pra defender pseudociência, sempre aparecem as babaquices dos supostos reducionismo e positivismo da ciência. Como disse um famoso pesquisador, quem não apresenta dados e só mais um sujeito com uma opinião. O artigo supõe otimisticamente q o dito conhecimento gerado sem rigor científico é positivo. E, no entanto, a história mostra o oposto, inúmeras práticas sem evidência se mostraram nocivas aos pacientes. Vergonhosamente, temos o exemplo da homeopatia, e tantos outros.
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Marcelo Magalhães
Prezado Ricardo, vou citar dados muito simples e batidos. A taxa de adesão dos pacientes hipertensos é totalmente errática, mas os melhores resultados talvez cheguem a sessenta%. Diante disso a eficácia de uma medicação esgota no trabalho, porque é possível que a população tratada tenha adesão de trinta% que é um bom número, mas podem ser substituídas pelo placebo, pois a eficiência é a mesma. Ou seja, a eficácia dos antihipertensivos é pseudociência? O laboratório não se reproduz na prática.
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Ricardo Knudsen
Deveria ser óbvio que o suposto conhecimento gerado sem rigor científico sofre de diversos problemas, como efeito placebo, viés de confirmação, falta de representatividade da amostra e acaso, só para citar os mais comuns. Não é incomum que efeito placebo traga mais de trinta por cento de redução de sintomas. Junte isso a uma amostra pequena de pacientes q por acaso é muito responsiva a placebo, e um médico ansioso pra achar a solução, e pronto. Temos aí a receita da pseudociência.
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RICARDO MENDES ALVES PEREIRA
Excelente artigo!!!! Importante discussão. A Medicina Baseada em Evidencia foi um avanço para a ciência médica, porém esta longe de resolver a melhor maneira de avaliar. Há um número considerável de artigos publicados nas melhores revistas médicas (randomized clinical trials) que se mostraram reversos (Práticas médicas de baixo valor ) com o tempo: A comprehensive review of randomized clinical trials in three medical journals reveals 396 medical reversals. Herrera-Perez et al. eLife 2019;8:e4518
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Ricardo Knudsen
Sem evidência, medicina não é ciência.
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Gualter Pedrini
Culpar a Medicina Baseada em Evidências pela não cobertura dos planos de saúde a procedimentos é tão RASO quanto discutir como procedimentos cirúrgicos inovadores ainda não possuem trabalhos os descrevendo. A autora do texto deturpa a função dos ensaios clínicos, omite que existem outros vários métodos de analise terapêutica e esquece que CIÊNCIA é feita com estudos e não com opniões ou achismos.
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Marcelo Magalhães
Belíssimo texto, mas para compreendê-lo é necessário que se tenha conhecimento sobre o método clínico centrado na pessoa e que se parta dos princípios éticos da medicina que são o acolhimento e o cuidado. A medicina capturada pelo mercado foi totalmente descaracterizada, através da fragmentação, para permitir aferições e controles necessários aos processos de financeirização. Isso transformou o paciente em um saco de dados. Acontece que não sois máquina, homem é o que sois.
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Marcelo Magalhães
Prezado Gualter, os autores não culpam, ou abandonam a medicina baseada em evidências, na minha compreensão. Me parece, que eles chamam a atenção para o caráter reducionista da ciência, eles resgatam Heidegger, lembrando que a ciência não pensa. Assim, em respeito ao propósito seminal da clínica, a metafísica há de ser recuperada como ferramenta epistemológica de redenção de uma medicina do cuidado autêntica. Não tem nada a ver com achismo, mas com valores. Naturalmente que é controverso. Obg.
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Gualter Pedrini
A culpa da mecanização da medicina não é da Medicina Baseada em Evidência. É do plano de saúde e esquecer que a medicina é também uma ciência, não irá melhorar a mesma
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Florentino Fernandes Junior
Nunca li nada mais absurdo em termos de saude publica/ gestao de saude
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