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Cara Dirce, ótimo artigo, mas nos queremos os nomes, OS NOMES!
Já caà aqui na armadilha que alguns colunistas armam, citando autores e livros "subliminarmente". É uma forma de induzir à leitura. 'Caiu a ficha', logo, passei ignorar solenemente indicações e citações, que claro são encomendas das grandes editoras/selos e até de autores. Indiscutivelmente a relação pessoal e de interesses é determinante, até mesmo nas premiações. Vai saber, né? Mesmo que eu voltasse ao mundo em outra 'encadernação' não conseguiria ler tudo q gostaria, dos antigos. (Sigo eu...)
Então, às vezes paro em um sebo/banca de revistas e sempre encontro um livro usado, que eu nunca tinha lido, sempre por um preço muito bom. Outro dia comprei dois do Saramago por R$10,00, e um do Eduardo Gianetti - "Valor do Amanhã". Em tempo: Sobre essa coisa de "Valores" Wagner Moura lembrou muito bem ontem no Globo de Ouro. O Valor do passado sempre terá lugar na construção dos Valores do presente/futuro. Ainda mais quando a grana tá curta... né? Melhor garimpar com sua intuição. (Sigo eu...)
Em sÃntese: Sempre será tempo de ler as boas leituras, elas são atemporais. Fazendo analogia: no lado B dos discos antigos da década de 1970 você encontrará músicas "novinhas" que nunca ouviu, e ouvirá como se fossem lançamentos. Agora, depois da IA, vai saber quem está escrevendo... né? Há... Nem a Editora do Saramago ou do Eduardo me encomendaram este comentário. Lembro sempre uma frase de caminhão: "Não me siga, eu não sei para onde vou!". Portanto, sigo eu e mais ninguém...
Que novidade! O mesmo sempre valeu para as artes em geral. Há uma galerinha de crÃticos, marchando, e “ investidores espertos “ tentando, e muitas vezes conseguindo, criar listas dos melhores. Cansado de ler tÃtulos como: a mulher mais bonita do mundo, o melhor restaurante do mundo, a praia mais descolada do mundo.
Sempre que menciono ou penso sobre as obras de amigos, chamo isso de "estética do afeto". Quer dizer, a relação emocional com o autor sobressai e deturpa minha capacidade crÃtica sobre a obra. Por isso os amigos quase nunca são bons comentaristas ou crÃticos de nosso trabalho. A estética do afeto fazendo pequenos escritores serem grandes autores..
A primeira coisa boa a observar: é o terceiro posicionamento crÃtico ao estado atual da literatura e da crÃtica literária, os três feitos por mulheres. Por fim, as três opiniões acertam corajosamente em cheio. Falta só aquele escritor pré-modernista desqualificar o artigo por ter sido escrito por uma mulher branca.
Valeu! ótimo texto. Aponta para questões relevantes e nunca apontadas. Em nome do prestÃgio e da amizade hoje tudo se justifica.
Ótimo artigo. Merece explorar mais o tema. Também assistimos em prêmios literários reconhecidos uma fidelização ao "mercado" , com juÃzes não especializados; e o silêncio dos criticos (onde estão?).
Seria interessante se a Folha abrisse espaço para crÃticos dispostos a ir além de meras resenhas, também dispostos a comentar obras publicadas por editoras mais independentes. Um rodÃzio de crÃticos que incluÃsse nomes que não fossem da região sudeste também seria saudável. Daqui a alguns meses seremos bombardeados com fofocas da Flip mas pouco se saberá sobre o que circula na Flip paralela para além dos preços exorbitantes cobrado dos pobres expositores. Sempre a lógica do mercado. Grato Dirce
Excelente artigo
Não to nem aà pra este tipo de prática e na verdade nem ligo pra premiados ou qualquer imortal por via institucional como nas chamadas academias de letras. Tenho meu fio de de Ariadne particular (Fio de Adalto), que me leva até onde estão as lacunas que quero preencher. Coincidências acontecem? Acontecem. Algum livro destas listas podem me interessar? Podem. Nunca como uma interferência externa fabricada pelo mercado.
É so livro sobre racismo, wokismo, anticapitalismo, chatissimos
Lavou minha alma, sempre achei q esse convescote de amigos faz um mal danado pra lit brasileira
A lista do Barack Obama e do Bill Gates são pagas e por indicação. Esses caras passam a maior parte do tempo viajando e fazendo palestras. Duvido que tenham tempo de ler dezenas de livros num ano.
Além do mais, os crÃticos atuais só se interessam pelas mesmas questões: classe social, gênero, sexualidade, raça e colonialismo. A literatura vira uma peça de propaganda para temas progressistas. As pessoas leem Dom Quixote buscando refletir sobre patriarcado e misoginia? Os crÃticos para mim perderam importância.
Baseio minhas escolhas pelos clássicos, por editoras como Companhia das Letras e Editora 34, e livros de divulgação cientÃfica e com certa divulgação na Amazon.
Dos que aparecerem na lista, acho que eu só leria:"James", do Percival L. Everett - um dos grandes escritores norte-americanos do momento e "Mártir" de Kaveh Akbar, que nunca li mas que está sendo bem falado. Mas é assim mesmo. Você só se destaca se estiver num grupo seleto. É da quantidade de bons autores que aparecem os ótimos. É válido para qualquer atividade, seja artÃstica, ou da vida cotidiana.
Se a autora desse artigo tivesse tido a coragem e a personalidade de citar alguns exemplos, poderÃamos acreditar no que ela diz. Sem isso, temos uma massaroca generalizante e covarde, que só levanta suspeitas sobre tudo e todos.
Realmente leio esses artigos com curiosidade, mas nunca tem nada do que gosto ! Por isso é só por curiosidade mesmo ! Aliás estou lendo A nova china de Keyu Jin e estou gostando bastante!também me arrisquei e adquiri a ficção Nada mais será como antes do Miguel nicolelis !
O autor é o mesmo que critica a obra do colega de cátedra que o ensina a escrever crÃtica literária. Ciclo mortal que faz as obras circularem intra corporis ao sistema literário. Ninguém desanca ninguém porque aquele pode ocasionar oportunidades (editoriais, em concursos universitários ou literários etc.) a esse.
De vez em quando, é dado a alguém de dentro do sistema o direito de dizer a verdade nua e crua. Faz parte do jogo. As listas estão aÃ. Cai quem quer.
Adoro quando alguém levanta o véu da dita produção cultural brasileira e diz o que não é sequer sussurrado nas rodas.
Que maravilha de análise, abriu meus olhos e minhas escolhas serão feitas por interesse desta ou aquela obra deste ou aquele autor(a).Ah, olhar apurado aos periféricos, negros e tal.
Obrigado, professora, por descrever tão didaticamente o mercado editorial e a crÃtica brasileiros atuais. Lembrando que boa parte desses amigos escrevem diuturnamente aqui nessa folha.
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