Marcelo Viana > A nossa mente tem horror ao zero? Voltar
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Matematicamente falando, se o zero representa o nada, o que é o vazio de um conjunto? Ou o resultado de uma divisão por zero?
Marcelo, o zero é como o Nada sartreano. Um nao-ser. Uma criação mental.
Ótimo artigo
São muitos zeros e nadas para mim. Gostei do artigo.
É bem factÃvel a existência do zero (o nada). Nascemos para o mundo e começamos a tateá-lo, a descobrir o que existe, entre humanos e não-humanos, nos relacionamos, interagimos, nos afetamos mutuamente. Com a morte ou desaparecimento (o nada), ou sua iminência, a não-existência se torna factÃvel. O experimento das bonecas é bem elucidativo do 'existir' e 'não-existir'. Para mim, o zero (o nada, a morte) existe como não-existência, então é lógico ele ser um número par (divisÃvel por dois).
"A nossa mente tem horror ao zero?" A minha decididamente não. Tenho horror é a golpistas. Cadeia neles.
Nero, por exemplo, é um zero à direita. Mas a coluna é boa!
Uma vez li num livro do Bergson que para chegarmos ao conceito do nada, precisamos remover mentalmente o que existe. Ou seja, supor um nada primordial de onde o mundo seria criado é uma inversão de seu conceito.
Estou amando essa coletânea de artigos sobre o zero, a origem dos algarismos e sobre a matemática. Muito frutÃfero compreender como a história dele se mistura ao nosso cotidiano, decisões, relações e noções. Parabéns pelo artigo, Marcelo!
Intrigante o Zero ser número par, embora seja intuitivo que não é Ãmpar e se não é Ãmpar deve ser par. A não ser que não seja nem Ãmpar nem par. Par implica que as metades do número são iguais. O ocorre que o nada não poderia ter uma metade, caso contrário seria alguma coisa diferente de nada.
Se definirmos número par como todo aquele divisÃvel por dois, então fica claro que zero é par.
O fato de zero ser um número para par não é mais intrigante que 0!=1 (fatorial de zero é um). No entanto, os dois casos possuem sólidas justificativas teóricas que visam manter a coerência das definições para os outros números.
A incomensurabilidade de Kuhn não impede a comparação, a compreensão e a comunicação entre os cientistas que seguem os paradigmas rivais. Laudan ofereceu um modelo melhor da racionalidade. Ele separa teorias, métodos (regras), e valores (fins), e fornece um modelo melhorado. Se a tradução é proibida podemos aprender a linguagem um do outro sem traduzir. Uma criança posta numa tri bo aprenderá a linguagem sem precisar de um tradutor.
Nossa imagem cientÃfica do mundo é moldada pelas teorias. O que não significa que criamos o mundo. Há realidade fora das teorias. Grandes fÃsicos veem tudo interligado. Não atribuem valor apenas aos modelos. Para filósofos da ciência, por exemplo Popper e Lakatos, só mudam as teorias. Para Kuhn, tudo pode mudar numa revolução cientÃfica. Kuhn recebeu várias crÃticas sobre a incomensurabilidade .
Na filosofia há uma compreensão básica que devemos compreender um autor em seus próprios termos. Kuhn acreditava que as crenças da ciência passada não podem ser simplesmente reformuladas em um vocabulário moderno, tampouco podem ser avaliadas como verdadeiras ou falsas. O exemplo favorito de Kuhn é o de Aristóteles e o vácuo. Um historiador descobre que Aristóteles tinha excelente razões, tanto conceituais como evidenciais, para pensar que o vácuo não existisse.
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