Marcelo Viana > A nossa mente tem horror ao zero? Voltar

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  1. José da Silva

    Matematicamente falando, se o zero representa o nada, o que é o vazio de um conjunto? Ou o resultado de uma divisão por zero?

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  2. ivo cardozo

    Marcelo, o zero é como o Nada sartreano. Um nao-ser. Uma criação mental.

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  3. Acacio J K Caldeira

    Ótimo artigo

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  4. LUIZ FERNANDO SCHMIDT

    São muitos zeros e nadas para mim. Gostei do artigo.

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  5. Paloma Fonseca

    É bem factível a existência do zero (o nada). Nascemos para o mundo e começamos a tateá-lo, a descobrir o que existe, entre humanos e não-humanos, nos relacionamos, interagimos, nos afetamos mutuamente. Com a morte ou desaparecimento (o nada), ou sua iminência, a não-existência se torna factível. O experimento das bonecas é bem elucidativo do 'existir' e 'não-existir'. Para mim, o zero (o nada, a morte) existe como não-existência, então é lógico ele ser um número par (divisível por dois).

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  6. Joaquim Rosa

    "A nossa mente tem horror ao zero?" A minha decididamente não. Tenho horror é a golpistas. Cadeia neles.

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    1. José Fernando Marques

      Nero, por exemplo, é um zero à direita. Mas a coluna é boa!

  7. José Cardoso

    Uma vez li num livro do Bergson que para chegarmos ao conceito do nada, precisamos remover mentalmente o que existe. Ou seja, supor um nada primordial de onde o mundo seria criado é uma inversão de seu conceito.

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  8. Caroline Tosini Tejas

    Estou amando essa coletânea de artigos sobre o zero, a origem dos algarismos e sobre a matemática. Muito frutífero compreender como a história dele se mistura ao nosso cotidiano, decisões, relações e noções. Parabéns pelo artigo, Marcelo!

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  9. Adauto Lima

    Intrigante o Zero ser número par, embora seja intuitivo que não é ímpar e se não é ímpar deve ser par. A não ser que não seja nem ímpar nem par. Par implica que as metades do número são iguais. O ocorre que o nada não poderia ter uma metade, caso contrário seria alguma coisa diferente de nada.

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    1. José Cardoso

      Se definirmos número par como todo aquele divisível por dois, então fica claro que zero é par.

    2. Arnaldo Simal

      O fato de zero ser um número para par não é mais intrigante que 0!=1 (fatorial de zero é um). No entanto, os dois casos possuem sólidas justificativas teóricas que visam manter a coerência das definições para os outros números.

  10. Vito Algirdas Sukys

    A incomensurabilidade de Kuhn não impede a comparação, a compreensão e a comunicação entre os cientistas que seguem os paradigmas rivais. Laudan ofereceu um modelo melhor da racionalidade. Ele separa teorias, métodos (regras), e valores (fins), e fornece um modelo melhorado. Se a tradução é proibida podemos aprender a linguagem um do outro sem traduzir. Uma criança posta numa tri bo aprenderá a linguagem sem precisar de um tradutor.

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  11. Vito Algirdas Sukys

    Nossa imagem científica do mundo é moldada pelas teorias. O que não significa que criamos o mundo. Há realidade fora das teorias. Grandes físicos veem tudo interligado. Não atribuem valor apenas aos modelos. Para filósofos da ciência, por exemplo Popper e Lakatos, só mudam as teorias. Para Kuhn, tudo pode mudar numa revolução científica. Kuhn recebeu várias críticas sobre a incomensurabilidade .

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  12. Vito Algirdas Sukys

    Na filosofia há uma compreensão básica que devemos compreender um autor em seus próprios termos. Kuhn acreditava que as crenças da ciência passada não podem ser simplesmente reformuladas em um vocabulário moderno, tampouco podem ser avaliadas como verdadeiras ou falsas. O exemplo favorito de Kuhn é o de Aristóteles e o vácuo. Um historiador descobre que Aristóteles tinha excelente razões, tanto conceituais como evidenciais, para pensar que o vácuo não existisse.

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