Vera Iaconelli > A decisão de ter filhos recai sobre as mulheres Voltar
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Excelente e imprescindÃvel.
Por mais que demos importância e confiemos na nossa razão, e por decorrência na nossa cultura, o instinto biológico de reprodução visando a perpetuação da espécie muitas vezes fala mais alto. Apenas lhe damos justificativas culturalmente aceitas.
Texto essencial para mulheres que vivem o dilema.
O prazer sexual é um ardil da razão para a reprodução das espécies como dizia o Hegel. Porque se as pessoas forem pesar os pros e contras, poucas terão filhos. Por isso mesmo, à medida que os paÃses se desenvolvem, a natalidade cai.
Muito interessante este texto da Vera, nos faz refletir sobre várias coisas, especialmente sobre o desejo ou não de ser mãe numa sociedade com tantas dificuldades para as mulheres criarem seus filhos e equilibrarem a maternidade com a vida profissional. Refletindo sobre a frase que encerra este texto, me vem a mente o poema de Vinicius de Moraes: Fillhos, filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos Como sabê-los?
A autora me parece escrever para a grande maioria das pessoas hoje, que de fato não tem condições e uma rede de apoio que possa formar bem um futuro cidadão. Entre as linhas leio algo como: "Parem de parir!". A verdadeira razão e sentimento para os ter está escrito na última frase do texto.
BelÃssima coluna! Irretocável!!!! Sim, a responsabilidade pela criação dos filhos recai as mulheres que vivem inúmeros desafios. Não há lugar de maior injustiça social do que as vividas pelas mulheres ao longo da sua experiência como mãe.
Veladamente A ilustre autora defende aborto. Claro que o Estado precisa oferecer condições porque sem pessoas não há povo, e território sem povo não é Estado. Minha mãe nasceu na roça, trabalhou na adolescência na lavoura, depois foi operária e agradeceu a Deus poder parar de trabalhar ao casar. Tece sete filhos, vida modesta, todos formados e "bem de vida". Viver é desconfortável. Mas o senso de sacrifÃcio e dedicação precisa prevalecer.
Discordo de você, Antonio. Neste texto Vera inumera as dificuldades de ser mãe nos dias atuais. Você idealiza a figura de sua mãe, acho justo porque é a sua mãe, mas o que você fala dela não se aplica á maioria das mulheres que não desejam um casamento tradicional. Certamente é necessária uma reflexão por parte dos homens sobre a forma como atuam como pais e participam na criação dos filhos. Se você é pai, qual o seu senso de sacrifÃcio e dedicação na criação dos seus filhos?
Minha defesa do direito de acesso ao aborto não é velada e já foi defendida em inúmeros artigos meus.
A sociedade chegou a um ponto tão chato que convém sugerir a comparação com os animais. Qual mamÃfero chega ao mundo com conforto, alimentos e sossego garantidos? Nenhum! Na verdade foram os ricos humanos que criaram uma mentalidade ilusória e capitalista sobre esse assunto e estragaram as referências de todos. Ter filhos sempre foi um desafio, e a verdade é que quem é capaz de enfrentar dificuldades para criá-los está moralmente acima de quem os recusa por mera covardia.
Concordo. Muuuuuuu
gerou e pariu quantos, Daniel?
Comparação com animais? Sim. Os animais preservam o instinto de continuidade da espécie sem terem noção de povo, pátria e Estado.
Comparação com os animais? A que ponto chegamos!
Ter filhos, com uma precária situação financeira, é uma cilada. Um compromisso feito a dois, mas que recai, quase sempre, apenas sobre o ombros das mulheres, como os incômodos e riscos de uma gravidez/parto. Um mundo lá fora esquecido, desejos, interrupções de projetos pessoais e profissionais interrompidos/adiados. Até a mulher cair em si que o filho e os trabalhos exaustivos são seus. No passado, uma gravidez dava à mulher a aura de mãe, uma justificativa para os pecaminosos atos conjugais.
É sempre muito heteronormativa a discussão sobre maternidade, sobre os problemas da maternidade. Isso exclui completamente as mulheres lésbicas e bissexuais desse tema e reforça a ideia conservadora de famÃlia como núcleo pai+mãe.
Sim, entendo, Vera, vc tem razão nesse sentido. Mas acho que nesses textos sobre maternidade (não apenas os seus) sempre falta essa ênfase. Dizer que, na maioria dos casos, o papo é sobre "mães que se relacionam com homens", "mães heterossexuais", sabe? São problemas diferentes mesmo.
Oi Talissa, pensei isso ao escrever, e concordo. Mas não são as mulheres que estão abandonando suas companheiras ao parir ou adotar - embora existam formas de violência em todas as relações. O puxão de orelha aqui é pra quem merece, no caso, homens que abandonam.
Uai, Talissa, é vero, nem havia me ocorrido esse fato. Mas imagino que casais gays femininos levem tantas outras bordoadas que a maternidade nem seja das piores. Será bobagem minha? Pô, seria bom ouvir comentários de colegas a essa sua questão. Grato!
Feminista sem filhos falando de maternidade. Ah tá
Mauro , seu preconceito em relação ás mulheres feministas fez você ser bem afobado em escrever este comentário. Vera escreveu no texto que é mãe e você não leu. Mas se o seu critério para uma pessoa expressar opiniões e conhecimento sobre algo que não é vivenciado por ela, se aplicar a todos os seres humanos, médicos homens não deveriam ser ginecologistas e nem obstetras.
a vontade de lacrar é tão grande q nem leu o texto
Leiam o texto mais vezes
Gente que nem sequer lê o artigo se autorizando a comentar... Que vergonha alheia... Vou te dar uma ajudinha: ela fala sobre ter filhaS no final do artigo
Nao entendi, ela tem filho. E está no texto, inclusive.
A mulher que não tem filhos falando sobre maternidade. Esse é o Brasil dos "especialistas"
Uma pessoa que não lê o texto fazendo comentários.
Iço, ezato! Como os colegas já fizeram a adequada crÃtica, nem falo nada. Mas recomendo que vá ler a dona Dora Cremer, que deve ser o tipo de "especialista" que lhe apraz. Hoje, tá lindo o texto "especializadÃssimo" da Tia.
Ora pois, se o desinformado não é aquele que comenta, não é mesmo, Mauro? Você sabe quem é a Vera? Sabe se ela é mãe? De fato o Brasil está perdido. Um insolente como você com acesso a internet pode fazer grandes estragos. Pra não dizer que é um completo inútil, ao menos pode servir de péssimo exemplo.
A pessoa q nao lei o texto comentando sobre ele. Esse é o Brasil dos "leitores comentaristas". Bom que nao dá para apagar comentário, daà a pessoa fica passando vergonha...
Estou me cansando dessa propaganda feminista trabalhando para arruinar a imagem masculina dia após dia. Destruir os homens não tornará as mulheres melhores. Vejo o tempo todo homens se matando no trabalho para prover suas famÃlias, cuidando dos filhos, ficando em casamentos infelizes pelo bem deles. A especialista devia se perguntar por que nós morremos 5 anos mais cedo do que elas e elas se aposentam 5 anos antes de nós, só para começar um debate justo.
existe uma campanha do SUS q ensina os homens a lavar o pênis pois nem disso vcs são capazes, essa falta de higiene acarreta na amputação do membro. quem tem pena de ómi só outro otári@
E morrem mais cedo por suas proprias responsabilidades. Pq só vao ao medico qdo a coisa já tá feia. Sao irresponsáveis com a propria saude, entao nao venham se vitimizar por isso.
Fique cansado em paz, pq eu já nasci cansada desse discurso hegemônico machista. Tudo isso que vc vê nos homens eu também vejo nas mulheres. Sempre vi mulheres se matando para cuidar dos filhos, abandonadas por homens que esquecem q sao pais. Nem todos, mas sempre eles. Cansativo mesmo, muito. Melhor mesmo é nao ter filho nem marido. E essa escolha é válida tb para os homens, se nao pode bancar, nao tenha. E bancar nao é um termo financeiro aqui.
Com a palavra as leitoras feministas.
Eu não entendo o que essa prezada senhora tem contra a maternidade. Não ter filho resulta ou de uma escolha (e uma escolha tem sua origem) ou de impossibilidade biológica. Quem tem filhos conhece muito bem os dois lados: os desafios constantes de educar, ato que se difere substancialmente de criar, e os prazeres dos sorrisos e Postits com o "te amo" que se encontram pela casa. Sugiro que ela guarde esse ressentimento para si. Credo.
Olá, Camila. Não questiono a autoridade acadêmica da autora. Não teria argumentos para isso. A impressão que tenho - e faço mea culpa por equÃvocos interpretativos - é que a maternidade é duramente criticada no texto, assim como quando diz que pais decentes não enchem um estádio. Só acho que generalizações podem não ser melhor argumento.
te garanto q ela não tem nada contra, inclusive é especialista no tema
Nunca li visão mais equivocada sobre a maternidade, caracterizada como "rojão ", ao invés da dádiva que ela representa aos seres humanos. É vergonhoso...
Quanta bobagem duzer "se o homem engravidasse" como argumento, é risivel. O nivel desse falso feminismo americanizado de midia é realmente muito baixo intelectualmente falando. Isso acontece porque o que motiva esses colunistas a escrever esses simplismos de gênero não tem nada a ver com querer "avanços sociais", mas simplesmente a vontade de lacrar na Internet para ganhar mais dinheiro e prestigio. E risivel...
Ah é Gabo? Você é mãe? O que lhe faz entender de maternidade?
dádiva pra quem?
Essa dadiva é beeem trabalhosa. Se homem ficasse grávido e parisse, a himanidade estaria extinta.
Bem, carÃssima Vera, eu e a Amada decidimos não tê-los, por dois motivos: o risco de fazer Herda não é pequeno, ainda que fazendo tudo da melhor forma possÃvel. E, especialmente, porque esse mundinho já estava ruim pacaramba trintanos atrás, e não nos animamos a expor uma pessoa, desde que nasce, a essa porcaria. Creio que fizemos corretamente: absolutamente ninguém nos encheu o saco, nem nós um ao outro, e vivemos muito bem. Recomendamos veementemente: não façam essa maldade.
Ôôô, Anete, tem poesia na coisa, mas mindá até meda de pensar nisso, sabe? O Victor, parece que apreciou também. Eu, tô firme na minha perspectiva: se hoje é o melhor momento pra parir nossos filhos, não os teria em época alguma.
Primo, advogo pela tese contrária. Considero que trouxe meus benassinhos na melhor época da história da humanidade pra cá eles estarem. A sÃntese de Haber-Bosch por si já é capaz de sustentar boa parte da proposição. Em condições normais mesmo na terra da brasa, ter filhos é dar a alguém a oportunidade de viver uma vida com qualidade superior a da imensa maioria daqueles que aqui estiveram.
Marcos, em princÃpio, esse era o meu maior desejo, não sei se o tempo reverteria esse meu não querer, mas não tive tempo pra isso. A maternidade veio como quase uma imposição. Cai nessa armadilha. Sofri as dores e as delÃcias de ser Mãe, antes de ser eu mesma.
Putz, Daniela, é dureza: mulher com filho tende a ser o melhor tipo de vÃtima de chantagem e violência, em suas mais diversas variações. Basta ver a quantidade delas que só tomam uma providência depois de décadas de casamento horripilante: não viam outra forma de cuidar dos filhos - se bobear, até da segurança fÃsica destes. É um treco trágico.
Sao motivos válidos Marcos. Decidir ter filho quando se pode evitar é uma decisao muito egoista. Eu tive, nao me arrependo, e foi a partir daà q realmente entendi o machismo e o patriarcado. E o porquê da pressao social para as mulheres terem filhos, pq mulher com filho se submete em várias instâncias e é bem mais fácil de controlar.
De tanto viver e ver os espaços de cuidado sempre dominados por mulheres e o completo desinteresse dos homens pelo assunto, confesso que me pergunto se os conservadores estão certos em normalizar o que é de fato a norma. Realmente faz sentido nadar nadar nadar contra essa correnteza de séculos?
Quando era bem jovem, não pensava em casar e ter filhos, só queria uma profissão, ser independente, enfim, até conhecer um jovenzinho como eu, com quem já estou há 20 anos. E eu que achava que não seria mãe, tenho 4 filhos. Melhor coisa que fizemos na vida. Dá trabalho? Claro, ué! Mas o amor que a gente sente por eles... ah, é maior que qualquer coisa.
Que bom, Camila, que sua vivência pessoal foi positiva, assim como acredito, deva ser para boa parte das mães. Mas, como mulheres, devemos abrir os horizontes e ver as realidades além das nossas para poder compreendê-las e respeitá-las. Quanto aos homens, a maioria precisa evoluir muito para entender que criar filhos extrapola a "maternidade".
A persistência em colocar o gênero masculino em uma posição necessariamente contrária ao gênero feminino é convergente com a pregação/seita que pertence a uma certa forma de se apropriar das pautas feministas. Esta forma de se apropriar das pautas feministas é patológica. Precisam parar com esta forma doentia de apropriação de pautas que defende o confronto entre os gêneros. Abandonem esta forma de pregação. Não estamos em um culto ou em uma seita.
o q precisa parar urgentemente são os feminicÃdios, vcs matam mulheres diariamente, e quando não matam violentam, abusam
Pobres dos pacientes desta psicanalista que analisa tudo a partir de pontos de vista politicos. Desejo e frustração não fazem parte do seu vocabulário. Suas prioridades começam com uma organização social equânime.
Falta pouco... mais um pouquinho e a transição da psi alcança a terapia cognitivo comportamental.
ImpossÃvel não rir dos comentários masculinos, quase sempre dos mesmos, nas colunas da Vera ou de qualquer outra feminista! Ou são robôs ou masoquistas se auto flagelando. Alguma motivação inconsciente deve levá-los a continuar lendo suas colunas rsrsrsrs...
Estranha exposição de frustrações pessoais tentando espelhar o gênero feminino. A colunista se mostra aquém daquilo se espera de uma mulher que deseja constituir uma famÃlia estruturada.
Ok, vamos lá. Discordo bastante da autora. Eu mesmo, na minha época de pegador, se não tivesse a providência de usar contraceptivos, tais como preservativos e até a pÃlula do dia seguinte, era pra ter uns 7 filhos por aÃ. Sai fora. Se quiser só com preservativo. Se não, pega andando, pois mulher carente é o que não falta.
sabe o tb não falta? ómi matando mulheres diariamente
Mizael, garanhão rsrsrs
Essa parte achei estranha também. Eu mesma só engravidei quando quis. Tanto homem quanto mulher sabem como evitar.
Frustração pessoal e atuação feminista. Isso cansa.
Sempre fui defensora dos direitos das mulheres fazerem suas próprias escolhas , em todos os sentidos da vida. Mas confesso que me sinto desconcertada por meu filho , que tinha a paternidade em seus planos , abdicar dessa experiência por amor à sua esposa que não deseja ter filhos. Para mim a maternidade foi a maior e melhor experiência de amor que pude viver. Que pena que ele não irá viver isso.
Vivemos em uma epoca individualista. Se o peso de escolher recai sobre as mulheres, como escreveu a autora, o ooder de escolher tambem é delas. Seu filho tem de escolher entre ter filhos e continuar com a esposa. Qualquer que seja a escolha, pode vir arrependimento no longo prazo. Se a esposa aceitar que ele tenha filho com outra, menos mal.
Camila, pena por que ,se a outra não quer? .Vocês, mulheres, são mestras em tentar coagir outras mulheres...mais que homens
Josefina, então, para você foi a maior e melhor.... não quer dizer que seja para a nora....Falo que mulheres sabotam mulheres as vezes mais que homens...
Puxa, realmente é uma pena! Uma experiência que é difÃcil, mas que é ainda mais linda e transformadora.
Explica isso para a autora do artigo.
Ter filhos, hoje, é uma péssimo negócio para homens e mulheres, pois a probabilidade de um divórcio exatamente no meio do processo de criação dos filhos é altÃssima. Temos que repensar toda a estrutura familiar, desvinculando-a do ideal de amor romântico. Casamento não é para pessoas que se amam. É para pessoas que querem ter (ou adotar) filhos e criá-los até a idade adulta. Paixão não se resolve no cartório. Se não quiser ter filhos, faça uma vasectomia e curta a vida sozinho.
Cara Vera, ótimo texto. A maternidade é profundamente ambivalente e, certamente, isso é graças à divisão sexual do trabalho/existência. Falar a respeito é necessário e não se trata de ressentimentos ou afins, como muitos tentam imputar. Falar publicamente ajuda a evidenciar o problema e, quem sabe, encontrar adeptos à sua mudança. O sofrimento e a sobrecarga das mães não é um fenômeno individual ("ela não escolheu bem"), mas sim a regra social hegemônica de uma sociedade patriarcal.
Obrigada pelo seu comentário! Entre tantos o seu é um bálsamo.
Quando um não quer, dois não têm...
Que mulher amargurada ein!! As pessoas tem ou não filhos se quiserem, isso já faz um bom tempo
Vejo a galera tendo pet no lugar do filho o tempo vai dizer se tomaram a decisão certa na velhice tenho 2maravilhosos não tenho que reclamar
Esta luta por independência em que Vera se engajou é exótica - depende de quem acusam de opressão mudar de atitude. Acho que se o mesmo método tivesse sido utilizado pelos brasileiros para se independer de Portugal serÃamos colônia até hoje...
Comentário comparativo e resposta ruins.
Oi José, concordo com vc que tem uma certa desistência de esperar apoio dos homens para decidir qualquer coisa, mas não de exigir deles suas obrigação és. Abraço
Case ...tente ao menos ! Quanto a ter filhos... aconselho não ter nenhum! Sou free-baby por opção e convicto de ter optado pelo caminho certo ...eu e minha esposa...
Nunca case ! Nunca tenha filhos !
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