Hélio Schwartsman > Médicos que não sabem medicina Voltar
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Sabemos que os melhores profissionais da medicina são aqueles advindos das faculdades públicas, mas as polÃticas neoliberais para a sociedade brasileira está gestando anualmente milhares de despreparados, criminosos civis aos borbotões e que atingem principalmente a base da pirâmide social. Há uma mudança de qualidade entre médicos, engenheiros e advogados incompetentes: os primeiros podem matar imediatamente...
Conclusão: É preciso fechar algumas faculdades e limitar a quantidade de alunos de outras.
Se o registro de médico depender da proficiência nesse exame, o que vai acontecer é que os estudantes de medicina vão se esforçar mais para... serem bons médicos?? Não! Vai ser para ficarem ótimos em fazer essa prova, assim como têm que ser ótimos em fazer vestibular (boa parte) ou concurso para residência médica (todos que querem se especializar). Só que a medicina é mais complicada do que acertar questões-teste, então isso não resolveria nada. Viraria apenas "mais uma prova".
Seu comentário está correto em parte. O assunto é complexo e exige abordagem ampla, limitação do número de escolas, seleção mais rigorosa para ingresso nas faculdades e outras coisas mais. Porém o exame de proficiência, apesar de limitado pelas razões que você bem colocou, não deixaria de ser um filtro a mais.
Para um advogado exercer a profissão é preciso conseguir a carteira da OAB e para conseguir essa carteira é necessário fazer o exame da OAB, que é difÃcil, o que acaba por selecionar melhores profissionais da advocacia. O mesmo tem que acontecer com qualquer outro curso profissionalizante, seja médio ou superior. Principalmente para a medicina onde os profissionais lidam com a vida de seres humanos.
Empresários investem milhões em escolas médicas, e querem retorno, não importando a qualidade do ensino, tanto que quando necessitam de algum atendimento médico, procuram hospitais de referência, onde os profissionais são formados em faculdades de 1ª linha, onde a grande maioria é formada em faculdade de universidade pública de referência.
Na medicina, assim como em outras profissões, a formação acadêmica é um bom ponto de partida, mas a correlação entre a qualidade dessa formação e a excelência de um médico com mais de 5 anos de formado talvez não seja tão clara.
Faculdades particulares formam mal e apenas para o mercado. Quer dizer, estão se lixando para uma formação humanista voltada realmente para bem atender o paciente, com conhecimento técnico e cientÃfico. Vendem diplomas para gente que quer ganhar dinheiro. Daà a área médica estar infestada de bolsonaristas inescrupulosos.
Pior que a má formação de médicos , é a má formação de governos que fazem as UBS e upas negarem dar vacinas de herpes zoster que é carÃssima, uma doença dolorida, demorada e que pode virar epidemia e tem vacinas , só que caras demais , portanto o problema de médicos sem formação adequada é menos grave que não fornecer vacina, e nem é culpa do Bolsonaro desta vez , tá ok !
ChatGPT é melhor que 90% dos médicos
E o custo é menor
Boa sorte!
A China decretou fim de cursinhos e aulas particulares para travar a mercantilização da educação e reduzir desigualdades, proibindo o ensino fora da escola e lucro fácil de oportunistas, em resposta radical ao mercado predatório da educação. No Brasil, iniciativa semelhante poderia, começando por afastar os lobbies do setor, proteger estudantes de boa-fé e a sociedade dos empresários que lucram com diplomas sem conteúdo real.
Comentarista Jove, aà realmente está um grande problema, mas o liberalismo predatório não aceita tamanho desaforo. Pra ser sincero, infelizmente o dinheiro fácil tem mais prioridade do que o ser humano. Veja só, onde chegamos. Barbaridade!
Li nesta FSP que a entidade que representa as escolas de medicina particulares entrou com liminar para impedir a divulgação das faculdades com notas 1 e 2. Pra mim essa conduta é criminosa. Absurdo!!
Pois é. E este movimento, feito às claras, à luz do dia, apenas desnuda como as coisas passaram a funcionar no Brasil quando a sociedade passou a ver com naturalidade a mercantilização da educação sem nenhuma salvaguarda.
A prova do ENAMED é feita quase exclusivamente de casos clÃnicos, para que o examinando seja testado em sua capacidade de elaborar diagnósticos e definir as melhores condutas. Se o conhecimento adquirido o impede de se sair bem diante das situações propostas, sua formação foi sofrivel
Caro Hélio, o mesmo fenômeno se dá na OAB, em que um mercado voraz é inundado por anal-fabetos que mal sabem ler o primeiro livro Caminho Suave, possuem ideologia torta mas nunca abriram um exemplar da Constituição. Exemplos: Dias Tóffoli e esposa, grupo Prerrogativas, Lewandowisk, Wazeck, a mulher do Xandão… é só ler os jornais que eles aparecem.
As sanções devem incluir multa em valor capaz de atingir o lucro do mercantilismo educacional, induzindo reflexão sobre um modelo que reduz a educação a negócio. Os recursos poderiam financiar a criação — hoje inexistente — de um exame rigoroso de proficiência médica e o fortalecimento da saúde pública.
Bem, meu caro, houve um longo instante no fim do século passado em que se constatou o óbvio: havia muito médico no circuito das metrópoles e cidades maiores; muito pouco nas cidades pequenas e distantes. Houve uma providência bastante interessante, o Mais Médicos, trazendo gente historicamente muito bem formada, de um paÃs que teimava em ter boas formação e Saúde Pública, que fizeram um trabalho apreciado pela Freguesia. Não pela gerência posterior e pelo CFM, que gosta de cloroquina e feitiçari
Trabalho apreciado pela freguesia nos dois sentidos; por tê-lo e por poder apreciá-lo. O erro brasileiro foi admitir a formação médica como mercadoria, quando medicina integra o núcleo sensÃvel do Estado (medicina legal, perÃcia previdenciária), como a magistratura, Ministério Público e fiscalização. Enquanto não virar carreira de estado, conviveremos com diplomas frágeis, risco social e estudantes de boa-fé pagando o preço do negócio educacional.
Jan precisei ensinar a uma jovem médica. dita neurologista, a me consultar, Minha experiencia como doente era maior que a dela como médica.
Mas isso é muito comum! Com o tempo, a pessoa com uma doença crônica acaba virando quase uma especialista na própria doença, e às vezes acaba sabendo mais sobre do que um médico com boa formação mas pouca experiência.
Ôôô, tristeza... E que meda!
Kkkkkkkk
Depois que uma instituição que se diz 'médicos pela vida' foi contra as vacinas de prevenção da Covid-19, e ainda receitavam cloroquina e ivermectina mesmo sabendo que a Ciência não aprovava, e até o presidente da época apoiou essa aberração que matou centenas de milhares a mais do que aconteceria se seguissem as determinações médicas de estudos cientÃficos, como podemos acreditar em médicos que, além de serem mal formados, muitos sequer acreditam na Ciência? Curandeirismo mata menos...
Bem, caro Antonio, se mata menos ou mais, sei não; mas ele não tem compromisso com a ciência. Já a Medicina, deveria tê-lo - e, em direção oposta, *não ter* compromisso com gente que está muitÃssimo acima do aberrante. No mÃnimo, estranho, né não?
Caro Antônio gostei desta frase curandeirismo mata menos e só há problemas de quantidades que sempre foi uma predileção nacional em detrimento ao fator qualidade.
Com respeito aos bons, funciona assim: chegou, exames. Tudo bem? Virose. Alterações? Remédio...de acordo com a alteração. Se você estiver com sorte, blz.
Para argumentar precisa entender do assunto.
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