Marcelo Viana > Só seres conscientes compreendem o zero? Voltar
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Aristóteles foi o primeiro filósofo da ciência. Suas ideias sobre explicação cientÃfica surgem em Posterior AnalÃticos, FÃsica e MetafÃsica. Para ele a ciência usa o método indutivo-dedutivo. Os primeiros princÃpios da fÃsica incluiria que o vácuo é impossÃvel. Isso não seria deduzido de princÃpios mais básicos. Para ele as formas matemáticas não tinham existência objetiva. As leis cientÃficas seriam verdades necessárias. Sua posição influenciou a história da ciência.
Assim, a maneira como o cérebro representa o zero hoje — como o menor dos números — é um testemunho de como nossas estruturas neurais são moldadas tanto pela evolução quanto pela cultura. O "nada" tornou-se algo no nosso córtex, mas só depois de séculos de luta intelectual.
A neurociência e a história, juntas, revelam que o zero é uma conquista cognitiva dupla: Biológica: o cérebro é capaz de estender seus circuitos de representação numérica para incluir a "não quantidade". Cultural: a humanidade precisou desenvolver sistemas de pensamento e simbolização que legitimassem o zero como conceito, superando resistências filosóficas.
Para Aristóteles, a negação do ser (o nada) não poderia ser objeto de conhecimento cientÃfico, pois a ciência estudava o que "é". Isso tornava o zero metafÃsica e matematicamente problemático.
A representação relacional: o zero é entendido em contraste com a presença de algo (outros números). Isso pode indicar que nosso sistema neural para quantidades evoluiu primeiro para detectar "objetos" ou "quantidades positivas", e só depois adaptou-se para representar a "ausência" como um valor numérico.
Quine disse: "Se não soubéssemos nada através da experiência, nós não terÃamos conhecimento cientÃfico". A percepção é obviamente crucial para o trabalho de laboratório e observações da natureza. O trabalho cientÃfico é feito com a experiência de primeira mão. Matematizar a informação corrente depende direta ou indiretamente das percepções de alguém.
Mill usava o empirismo radical. Algumas crenças surgem de outras crenças. Se nós tivéssemos crenças surgidas apenas da experiência, da percepção, memória, auto-consciência, reflexão e testemunho, não poderÃamos construir teorias como a prova matemática, com base no conhecimento de um axioma nós podemos inferir um teorema. Podemos inferencialmente construir com base no que nós já acreditamos. Não há limites para a riqueza e complexidade das ideias e teorias que podemos construir. Inclusive o zero
Eu vejo uma árvore e eu acredito que ela está lá diante de mim. Eu olho em outra direção e eu acredito que eu, agora, estou imaginando-a. Essas crenças são baseadas na minha experiência: perceptual, auto-consciente e memorial. Mas também eu acredito em algo bem diferente: que ela está sem pássaros. Com base em que eu acredito nessa verdade? Preciso ver a árvore novamente para saber? É com base na percepção que eu acredito nessas proposições. Mill acreditava apenas verdades empÃricas.
Para Aristóteles a matemática era qualitativa e fortemente enraizada no senso comum. Os números seriam propriedades dos objetos reais e acessados através da abstração e generalização. A matemática se referiria a conceitos abstratos derivados de propriedades do mundo fÃsico. O senso comum especifica que o objeto da percepção deve ser uma coisa externa real: o realismo perceptual ou realismo ingênuo.
Podemos ter uma espécie de percepção de ausência. Se depois de anos um móvel é retirado de um lugar da sala, a percepção de um espaço maior agora existente está ligada à sua ausência.
Texto pra seres inconscientes compreenderem. Divagação de quem tem zero na caxola!
Experiencia própria?
E no povo das humanas?
O (0) só não vale nada a esquerda! Pra direita, o (0) pode vale dez, cem, mil, milhões.
Errado. Depende do lado em que estiverem em relação ao separador decimal (no nosso caso, a vÃrgula). Se estiverem "depois da vÃrgula", os zeros à direita é que nada valem, e os zeros à esquerda indicarão décimos, centésimos, milésimos, milionésimos... O único zero que não vale nada mesmo é o que está no centrão. Não vale nada, mas é decisivo.
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