Amor Crônico > Caso Pedro e Jordana do BBB: não é mal-entendido, sedução ou carência; é importunação sexual Voltar
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Esse texto "chove no molhado". Nenhuma novidade. Sobre a emissora que veicula esse programa de péssimo gosto, enfiado goela abaixo da famÃlia brasileira todo ano ninguém fala. Entra ano sai ano e o mesmo blá, blá, blá, como esse texto. Quanto mais polêmica, mais audiência e mais dinheiro no bolso do dono emissora. Isso que interesse. Sobre o respeito à moral e os bons costumes da sociedade brasileira? Para eles? Ah, que se dane.
Querem burocratizar a paquera. Beijar não machuca ninguem, se o "agressor" fosse alguem que ela estaria afim naquele momento provavelmente ela aceitaria o beijo com prazer e o tribunal ficaria sem o caso para julgar.
Os homens precisam aprender a demonstrar seu interesse verbal e respeitosamente. A punição não aconteceria se Pedro, em vez de encurralar Jordana fisicamente, perguntasse sem tocá-la: "Eu gostaria tanto de te dar um beijo... Posso?" ao que provavelmente ela não consentiria e esse seria o desfecho. Depois da recusa de Jordana ele poderia dizer "Se vc mudar de ideia uma hora, me avisa? Jamais quero te importunar mas tbm não queria perder a esperança"
Eu tentei beijá-la e ela me empurrou. No dia seguinte fomos tomar cerveja e ela aceitou. Hoje temos 35 anos de casamento e três filhos. Se fosse no BBB e no tribunal da internet estaria preso e nem iria rolar a cerveja.
a moça erra: O sexo é violento, a natureza é violenta. Há uma linha tênue, há um código nos tons de voz e de linguagens corporais que distinguem o assédio violento do assédio natural e saudável que faz parte da abordagem, da dança de acasalamento. Se for pra citar psicanálise, e dizer seu e-mail, complica ainda mais e ganha platéia. E a cena não é pra todo o paÃs, é só pro público do BBB ao qual pertence (com ou sem prazer, pouco importa). Nunca vi nenhum BBB.
Muito ridÃculo essa doença do BBB ser a pauta de todas as discussões. E a mÃdia toda só faz divulgar essa bhos tha de programa.
Necessário estabelecer os limites entre a demonstração de atração sexual de um homem mal-recebida por uma mulher, da importunação sexual. Se fizermos coincidir uma com a outra, estaremos proibindo os homens de demonstrarem atração sexual por elas? O BBB, pedagogicamente, nos conduz a refletir sobre tais limites. A expulsão do homem do programa empodera a mulher e indica a lição aqui ensinada: os homens não podem continuar agindo assim. A articulista naufraga nessa onda.
DificÃlimo também estabelecer os limites entre o "desmentido" e o mero fato de que em nossa interação com o mundo, somos, constantemente, desconfirmados. A alusão a Ferenczi soa-me enviesada. Nos contextos de abuso sexual em que recorre a tal conceito, as ocorrências se dão sob sigilo, com o ofensor propondo um pacto de segredo, e há uma nÃtida e reconhecida prevalência dele sob a ofendida (uma criança). A articulista confunde abuso com violência: um abusador sexual pode ser gentil e amoroso.
O fato do agressor aparentar comportamento gentil e amoroso não impede da violência se perpetrar e de seu ato, na essência, ser violento.
Eu ia até postar um comentário mas depois dos seus, nem tenho mais o que falar!! Parabéns!!!
Os perversos objetivos do abusador já são a violência? No filme "A dúvida", disponÃvel na Netflix, há algo sobre esta questão. O ocorrido no BBB caracteriza-se como importunação sexual, concordamos com a articulista, sendo importunação não é, ainda, violência sexual: ela disse não e, perante a audiência, ele parou. Não é, tampouco, abuso: ambos detinham igual poder na relação: eram participantes deste BBB. O ocorrido colocou a coletividade em favor dela empoderando-a, e ele foi expulso.
Por mais mulheres que digam não para o que não querem e pela desconstrução do "gosto de homem com atitude"... violência também é uma atitude e gerações de homens foram formadas nela. O bom é que com seu texto eu nem preciso ver o repugnante BBB para saber o que rola lá...
Vi, mas não li sobre o ocorrido nesse reality. Concordo, porém, com cada parágrafo do texto de Carol. E assusto quando, após 11 anos tendo trocado o interior paulista pelo interior da ParaÃba, ouço aqui o que ouvia lá: é cultural que haja esse avanço não autorizado de homens sobre mulheres. Normaliza-se o caos de tal maneira que a mulher sente-se constrangida socialmente ao contrapor. Sei de casos em que agredidas foram ao plantão policial e ouviram que não havia violência a registrar. Cruel.
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