Hélio Schwartsman > Um problema patente Voltar
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A verdade, caso os usuários destes medicamentos que estão sendo um sucesso de vendas, não mudarem seus hábitos alimentares, e suspendam esta medicação, logo irão recuperar os pesos perdidos e terão que voltar em tomar o medicamento e elevando o lucro dos fabricantes e permanecerem dependes.
Para a indústria, o melhor é descobrir e patentear vários pequenos sucessos. Um grande sucesso como o ozempic traz tanto benefÃcio público e alarde que a defesa da patente fica impopular.
Quebra de patente não garante queda nos preços de remédios, ao contrário, o produto feito aqui acaba se aproximando do importado. Este fenômeno se dá nas áreas de remédios e perfumes e praticamente todas as marcas têm preços abusivos, seja Boticário, Natura ou francesas. No mundo cheio de esper-tinhos, o setor farmacêutico e de cosméticos é catedrático em esper-teza. Se um emagrecedor custa 1.500 reais qual é a chance que um gordo pobre tem? Já já o Lula lança o Bolsa-Perfume.
Bem, Hélio, esse é um falso dilema, muito mal delineado. Os recursos para novas drogas vêm, em imensa parte, de dinheiro estatal investindo em pesquisa, especialmente nas universidades, mas não só. Isso não acontece só no Brasil, mas mundo afora. Aquilo que as empresas pesquisam não dão conta da necessidade social, a exemplo dos antibióticos, largados há décadas. A discussão sobre a função social das empresas, e do *lucro justo*, deveria tomar uma dimensão que têm sido subestimada e aviltada.
É complexo. Será que o poder público não tem interesse em fomentar atrasos? Por pouco a concessão não saiu após o vencimento da patente.
O monopólio temporário de invenções privilegia o equilÃbrio entre os ganhos ao coletivo e os méritos individuais de quem inovou. É o caminho do meio, como preconizava os filósofos antigos.
Durante todo esse perÃodo eles cobraram um preço absurdo ( algo em torno de R$ 1200,00) pelo medicamento. Alegar prejuÃzo é, no mÃnimo, inconveniente.
O argumento eterno da bigpharma é insustentável. Qual foi seu prejuÃzo pelos anos do exame da patente? Houve lançamento de genérico neste perÃodo? Claro que não. A patente passa a valer desde sua prioridade, data do 1° depósito, não de sua concessão.
a proteção de uma patente concedida retroage à data do depósito do pedido, independente da data da concessão. é mentira que o atraso na concessão impeça o monopólio. vc pode testar isso tentando produzir algo que a bayer, por exemplo, está esperando concessão. vc deve sair vivo, mas com certeza sem nenhum tostão.
meu caro, tem q fazer melhor a cabeça da tua matéria. um pedido de patente é expectativa de direito, se vc acha q tem alguém infringindo vc notifica o cara. qdo a patente for concedida, se for, vc toma tudo que ele tiver prá pagar os royalties desde a data do depósito, quando ainda era só expectativa, até o dia de hoje. um pesquisador independente pode reclamar disso, mas não sei de alguém tão bozo prá infringir expectativa de farmacêutica e achar q vai se dar bem.
Tenho uma forte desconfiança que esse fármaco aumenta o risco de sui5
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