Hélio Schwartsman > Pessimismo estatístico Voltar
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Esclarecedor. O problema é que o colunista corre o risco de ser cancelado pelo povo woke-mimimi.
Ou como encontrar o céu no inferno.
Os homicÃdios em geral diminuem regularmente há algumas décadas nas regiões sul e sudeste, incluindo naturalmente os de mulheres. Mas no nordeste ainda são um problema sério.
Obrigado por esclarecer. Uma coisa são os dados da realidade, outra é distorce-los para comportar os desejos. No total de mulheres mortas incluem aquelas que são envenenadas pelas parentes.
Óia, caro Hélio, sei lá disso que cê chamou de "pessimismo metafÃsico das militâncias identitárias", porque morte de mulher, por ser mulher, não me parece nada "identitário", senão uma constatação civilizatória. Inda por cima, ao olharmos morte de mulheres trans, somos recordistas mundiais. Ora, militância identitária "meu'zovo metafÃsico", é gente morta por ter nascido mulher ou por ter-se feito, posteriormente, como tal. É pobrema que nasce em casa, a escola não endireita e a rua celebra.
O articulista não leva em consideração a quantidade de mulheres que são encontradas em valas, deixadas por ex-namorados, maridos etc. Quantas outras ainda não foram encontradas porque os assassinos jogaram os corpos em lugares difÃceis de encontrar? Quantas serão, quem pode afirmar? Se muitos homens matam nas ruas, nas lanchonetes e são presos, quantos outros não escondem os corpos e ninguém acha? Seria interessante avaliar, acontece muito. Não é pessimismo, é vida real.
Poi Zé, cara Leonilda, não tem grande coisa de metafÃsica nisso, é muito concreto, sai de nossos recônditos (e nem tanto). Mas o pessimismo é em relação ao tempo de redução da barbárie: leva uma ou duas gerações de trabalho intenso, de punição e educação explÃcitas. Ora, eu me acho pessimista, ao considerar um mÃnimo de 20 anos pra dar uma melhorada na coisa.
Entendo que as politicas deveriam visar a educação dos homens. Não são eles que estão perdidos.Fazendo coisas inexplicaveis. Então e deles que deveriam ser o centro das polÃticas educativas.
Meus caros Antônio e Leonilda, já houve bons contrapontos aqui nessa folha acerca do papel feminino nessa história: afinal, todo macho matador de mulher tem uma mãe. Há, de forma obscura, uma parcela de responsa encrustada na mentalidade da mamãe que tem horror ao filho guei e que acaba por colocar alguma pilha nessa "macheza" tóxica. Sei não se vale a pena concentrar a educação nos homens; se como autores, somos nós o alvo da punição, talvez fosse bom educar a todos, uma sociedade inteira.
Também é responsabilidade das escolas, que não devem ainda estar fazendo nada em relação a esta violência crescente. Mas os homens que são pais, amigos, colegas poderiam agir tb, conversando, parando com as "gracinhas" dirigidas a mulheres, respeitando-as. A maioria só fala mal e desconsidera mulheres. Disputam cargo, fofocam sobre elas, aconselham amigos a se vingar de alguma situação. É tarefa para todos, mas em especial para os homens adultos tomarem posição contra a violência. Não têm mães?
Necessário ponderar sobre o adjetivo "identitárias" no caso do uso da expressão militâncias identitárias. Aqui nesta FSP existem muitas colunistas empenhadas na construção de discursos inflamados baseados na retórica do nós” contra “eles interessadas em gerar ressentimento e divisão. Tenho criticado esta abordagem o que não quer dizer que toda noção de pertencimento capaz de reconhecer identidades que têm causas legÃtimas estejam erradas.
Se bem entendi, meu caro, a frase "não quer dizer que toda noção de pertencimento capaz de reconhecer identidades que têm causas legÃtimas estejam erradas" expressa a noção de que a crÃtica genérica ao "identitarismo" é ruim, uma vez que existe legitimidade na coisa, e que, em havendo excesso, pode-se criticá-lo sem destruir a noção de movimento social baseado em alguma identidade compartilhada. Se eu entendi corretamente, conta comigo, tô dentro (da identidade civilizatória).
Enfim. Compreendo e respeito a questão de pertencimento e sou contra os que desqualificam as questões identitárias e não reconhecem sua legitimidade. O que não concordo é com a abordagem militante e reducionista que insiste em colocar tudo na ótica maniqueÃsta do nós contra eles. Não vamos chegar a lugar algum com os ânimos inflamados por militâncias que só querem lacração como acontece com as colunistas da FSP. O feminicÃdio é inaceitável mas lacrar não é solução.
Com tantas mulheres sendo mortas de formas tão brutais a discussão sobre algo que não seja interromper essas mortes é secundária. Quem não é violento mas não acha que estamos num cÃrculo vicioso com tantos homens matando mulheres arranja argumentos sem sentido para talvez minimizar os fatos. É grave além da conta, os homens deveriam ser os primeiros a condenar, a não procurar desculpas para não serem enfáticos. Não têm mães, irmãs, primas, amigas? Tomem posição, pronto.
Eu apóio,mas não acredito em melhoria,quando se lança pacto,equipe multidisciplinar ou força tarefa é somente para dar uma satisfação ao público e não se enfrenta o problema de frente.
Os homens deveriam enfrentar o problema ensinando aos filhos que não podem matar mulheres porque elas os deixam. É tão complicado, não? Deveriam também conversar com amigos, irmãos, colegas, a turma do futebol, enfim, todo seu entorno. Eles não fazem isso e ainda criticam quem faz.
Dados evolutivos observáveis entre primatas em geral indicam que a sororidade – a solidariedade feminina – é um fator decisivo para a redução da violência de gênero. Num cenário optimal, cada mulher zela pela integridade fÃsica e psicológica das demais – porque optimal mesmo é aquele cenário em que a proteção mútua jamais arrefece.
Fácil, joga a responsabilidade para as mulheres. Quando um homem aparece armado e atira na mulher, as outras ao redor morrem junto, aconteceu nesta semana. Sororidade na morte? Não seria decente que os homens cobrassem dos filhos que fossem mentalmente estáveis, que tivessem caráter e que não saÃssem do racional ao serem abandonados? Crescer é tão difÃcil assim, são tantos que não sabem viver sem violência? Façam o favor, homens, cobrem dos seus pares. Cobrem o fim do machismo, da misoginia.
Ótimo esclarecimento, torcer os números para alimentar a militância é prejudicial à s polÃticas públicas.
Claro que poderiam minimizar, reduzir os números para alimentar o ego machista e misógino de tantos homens que não estão nem aà para tantas mortes violentas. Desde quando defender a vida de mulheres é militância? Então os polÃticos do PL, claro, apoiam os assassinatos, é isso? Não falam tanto contra, deve ser isso. Se é militância de esquerda, não deveria ser militância geral, da sociedade? Ou só será quando alguma amiga, prima, irmã passar pelo mesmo? Humanidade, não é militância, é dignidade.
Até para passar pano para a incompetência do governo é preciso ter um mÃnimo de coerência. Q
só prá melhorar o rigor, como variou a taxa total de homicÃdios no perÃodo, sem corte de gênero?
Ele disse que "Esse movimento está em linha com a redução geral de todos os assassinatos em curso no paÃs.", ou seja, há certa contradição, pois não haveria melhoria na proporção de mulheres assassinadas, seja por feminicÃdio ou não.
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