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  1. Nilton Silva

    Esclarecedor. O problema é que o colunista corre o risco de ser cancelado pelo povo woke-mimimi.

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  2. Nerisvaldo José Santos

    Ou como encontrar o céu no inferno.

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  3. José Cardoso

    Os homicídios em geral diminuem regularmente há algumas décadas nas regiões sul e sudeste, incluindo naturalmente os de mulheres. Mas no nordeste ainda são um problema sério.

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  4. antonio brito

    Obrigado por esclarecer. Uma coisa são os dados da realidade, outra é distorce-los para comportar os desejos. No total de mulheres mortas incluem aquelas que são envenenadas pelas parentes.

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  5. Marcos Benassi

    Óia, caro Hélio, sei lá disso que cê chamou de "pessimismo metafísico das militâncias identitárias", porque morte de mulher, por ser mulher, não me parece nada "identitário", senão uma constatação civilizatória. Inda por cima, ao olharmos morte de mulheres trans, somos recordistas mundiais. Ora, militância identitária "meu'zovo metafísico", é gente morta por ter nascido mulher ou por ter-se feito, posteriormente, como tal. É pobrema que nasce em casa, a escola não endireita e a rua celebra.

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  6. Leonilda Pereira Simoes

    O articulista não leva em consideração a quantidade de mulheres que são encontradas em valas, deixadas por ex-namorados, maridos etc. Quantas outras ainda não foram encontradas porque os assassinos jogaram os corpos em lugares difíceis de encontrar? Quantas serão, quem pode afirmar? Se muitos homens matam nas ruas, nas lanchonetes e são presos, quantos outros não escondem os corpos e ninguém acha? Seria interessante avaliar, acontece muito. Não é pessimismo, é vida real.

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    1. Marcos Benassi

      Poi Zé, cara Leonilda, não tem grande coisa de metafísica nisso, é muito concreto, sai de nossos recônditos (e nem tanto). Mas o pessimismo é em relação ao tempo de redução da barbárie: leva uma ou duas gerações de trabalho intenso, de punição e educação explícitas. Ora, eu me acho pessimista, ao considerar um mínimo de 20 anos pra dar uma melhorada na coisa.

  7. Antonio Eustaquio

    Entendo que as politicas deveriam visar a educação dos homens. Não são eles que estão perdidos.Fazendo coisas inexplicaveis. Então e deles que deveriam ser o centro das políticas educativas.

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    1. Marcos Benassi

      Meus caros Antônio e Leonilda, já houve bons contrapontos aqui nessa folha acerca do papel feminino nessa história: afinal, todo macho matador de mulher tem uma mãe. Há, de forma obscura, uma parcela de responsa encrustada na mentalidade da mamãe que tem horror ao filho guei e que acaba por colocar alguma pilha nessa "macheza" tóxica. Sei não se vale a pena concentrar a educação nos homens; se como autores, somos nós o alvo da punição, talvez fosse bom educar a todos, uma sociedade inteira.

    2. Leonilda Pereira Simoes

      Também é responsabilidade das escolas, que não devem ainda estar fazendo nada em relação a esta violência crescente. Mas os homens que são pais, amigos, colegas poderiam agir tb, conversando, parando com as "gracinhas" dirigidas a mulheres, respeitando-as. A maioria só fala mal e desconsidera mulheres. Disputam cargo, fofocam sobre elas, aconselham amigos a se vingar de alguma situação. É tarefa para todos, mas em especial para os homens adultos tomarem posição contra a violência. Não têm mães?

  8. Adalto Fonseca Júnior

    Necessário ponderar sobre o adjetivo "identitárias" no caso do uso da expressão militâncias identitárias. Aqui nesta FSP existem muitas colunistas empenhadas na construção de discursos inflamados baseados na retórica do nós” contra “eles interessadas em gerar ressentimento e divisão. Tenho criticado esta abordagem o que não quer dizer que toda noção de pertencimento capaz de reconhecer identidades que têm causas legítimas estejam erradas.

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    1. Marcos Benassi

      Se bem entendi, meu caro, a frase "não quer dizer que toda noção de pertencimento capaz de reconhecer identidades que têm causas legítimas estejam erradas" expressa a noção de que a crítica genérica ao "identitarismo" é ruim, uma vez que existe legitimidade na coisa, e que, em havendo excesso, pode-se criticá-lo sem destruir a noção de movimento social baseado em alguma identidade compartilhada. Se eu entendi corretamente, conta comigo, tô dentro (da identidade civilizatória).

    2. Adalto Fonseca Júnior

      Enfim. Compreendo e respeito a questão de pertencimento e sou contra os que desqualificam as questões identitárias e não reconhecem sua legitimidade. O que não concordo é com a abordagem militante e reducionista que insiste em colocar tudo na ótica maniqueísta do nós contra eles. Não vamos chegar a lugar algum com os ânimos inflamados por militâncias que só querem lacração como acontece com as colunistas da FSP. O feminicídio é inaceitável mas lacrar não é solução.

    3. Leonilda Pereira Simoes

      Com tantas mulheres sendo mortas de formas tão brutais a discussão sobre algo que não seja interromper essas mortes é secundária. Quem não é violento mas não acha que estamos num círculo vicioso com tantos homens matando mulheres arranja argumentos sem sentido para talvez minimizar os fatos. É grave além da conta, os homens deveriam ser os primeiros a condenar, a não procurar desculpas para não serem enfáticos. Não têm mães, irmãs, primas, amigas? Tomem posição, pronto.

  9. Vital Romaneli Penha

    Eu apóio,mas não acredito em melhoria,quando se lança pacto,equipe multidisciplinar ou força tarefa é somente para dar uma satisfação ao público e não se enfrenta o problema de frente.

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    1. Leonilda Pereira Simoes

      Os homens deveriam enfrentar o problema ensinando aos filhos que não podem matar mulheres porque elas os deixam. É tão complicado, não? Deveriam também conversar com amigos, irmãos, colegas, a turma do futebol, enfim, todo seu entorno. Eles não fazem isso e ainda criticam quem faz.

  10. MARIO LUCIO CAMARGOS

    Dados evolutivos observáveis entre primatas em geral indicam que a sororidade – a solidariedade feminina – é um fator decisivo para a redução da violência de gênero. Num cenário optimal, cada mulher zela pela integridade física e psicológica das demais – porque optimal mesmo é aquele cenário em que a proteção mútua jamais arrefece.

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    1. Leonilda Pereira Simoes

      Fácil, joga a responsabilidade para as mulheres. Quando um homem aparece armado e atira na mulher, as outras ao redor morrem junto, aconteceu nesta semana. Sororidade na morte? Não seria decente que os homens cobrassem dos filhos que fossem mentalmente estáveis, que tivessem caráter e que não saíssem do racional ao serem abandonados? Crescer é tão difícil assim, são tantos que não sabem viver sem violência? Façam o favor, homens, cobrem dos seus pares. Cobrem o fim do machismo, da misoginia.

  11. João Garcia

    Ótimo esclarecimento, torcer os números para alimentar a militância é prejudicial às políticas públicas.

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    1. Leonilda Pereira Simoes

      Claro que poderiam minimizar, reduzir os números para alimentar o ego machista e misógino de tantos homens que não estão nem aí para tantas mortes violentas. Desde quando defender a vida de mulheres é militância? Então os políticos do PL, claro, apoiam os assassinatos, é isso? Não falam tanto contra, deve ser isso. Se é militância de esquerda, não deveria ser militância geral, da sociedade? Ou só será quando alguma amiga, prima, irmã passar pelo mesmo? Humanidade, não é militância, é dignidade.

  12. jose luiz de castro

    Até para passar pano para a incompetência do governo é preciso ter um mínimo de coerência. Q

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  13. edilson borges

    só prá melhorar o rigor, como variou a taxa total de homicídios no período, sem corte de gênero?

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    1. Denis Kostrisch

      Ele disse que "Esse movimento está em linha com a redução geral de todos os assassinatos em curso no país.", ou seja, há certa contradição, pois não haveria melhoria na proporção de mulheres assassinadas, seja por feminicídio ou não.