Hélio Schwartsman > O jogo da linguagem Voltar
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Cadê as informações do livro, Folha??
O colunista fez uma abordagem rasa e preguiçosa. Infelizmente a preguiça ou o desconhecimento das propostas metodológicas de Chomsky venceram. Pra quem já conhece o trabalho de Chomsky sobre o assunto sabe que estamos falando de um trabalho seminal e consistente. Mesmo assim o colunista joga pedra no trabalho do linguista e não fornece elementos suficientes para dar consistência ao debate. Merecemos mais do que isto colunista.
Curiosamente, faltou diversidade no desenho de Annette. Alguma razão em particular?
Há um sistema mente-corpo nos organismos humanos. Como se dá uma inteligência artificial autoconsciente e autônoma sem corpo? A IA se baseia em modelos probabilÃsticos.
Nos primórdios do homo sapiens, cultura e biologia estavam intrincados um com outro de modo ainda mais intenso do que hoje. Sua separação seria uma abstração para efeitos de análise. Por exemplo, a comunicação e cooperação têm efeitos adaptativos e aumentaram o tamanho do cérebro.
Já li uma teoria de que a linguagem surgiu dos adultos tentando interpretar os sons dos bebês. Tem sua lógica porque combina duas caracterÃsticas tipicamente humanas: linguagem e infância longa, em que as crianças são completamente dependentes dos pais.
O inÃcio da comunicação foi pela via dos sinais, onde há fumaça há fogo. Eram sÃmbolos que significavam coisas. Até que surgiram as marcas, as pegadas. Dos sÃmbolos passamos para os significantes, para a linguagem. Os objetos passaram a ser significados, representados, mesmo que não estivessem presentes. Uma linguagem que atravessou nosso corpo e lhe deu existência. Um corpo morto é apenas um corpo. Daà deparamos com a nossa finitude, com as leis sociais, diferença sex ual, com a incompletude.
* com a nossa incompletude, com a falta.
Certo. E a "gambiarra cultural" se valeu do complexo aparato neurofisiológico que permite a fala e que estava ali meio que por acaso... Sendo um leigo e completo ignorante no assunto, no entanto suspeito que estes autores estejam tomando um efeito como sendo a causa...
Saussure já distinguia a faculdade da linguagem da lÃngua. Para ele, a lÃngua seria o produto social da faculdade da linguagem.
A essência da linguagem é biológica.
Seguir é importante?
A formiga é um ser essencialmente biológico, age guiada por instintos. Já o ser humano tem o corpo atravessado pela linguagem, o que lhe permite saber da existência desse corpo, de efetuar escolhas. Age guiado pelo pelas pulsões, pelo desejo.
Posso comentar?
"Eles são todos bastante céticos em relação à possibilidade de as IAs serem inteligentes de verdade." Saiba que essa informação afastou o meu ceticismo em relação à s ideias que eles defendem. Denota inteligência de verdade, portanto, é possÃvel que talvez em parte eles tenham razão, sentido que as IAs não têm.
Sobre linguÃstica, suspendo meu juÃzo e assumo minha ignorância, apesar de ter como orientador d mestrado um psicolinguistio polonês. Apesar de ter lido Wittgenstein, Chomsky, entre outros. É um tema para poucos humanos, mas muitos sabidinhos se posam de saber. O texto d Hélio me parece muito bom.
Como ninguém tem certeza de nada e tudo são teorias,fico com a explicação bÃblica.
Existe explicação bÃblica? Ou doutrinação bÃblica? Sugiro seguir a concepção biblica do céu, inferno, moral-imoral d um David, entre outros. José Saramago está certÃssimo...
Ótimo artigo.
Discordo dos pesquisadores. A linguagem tem muito da parcela biológica. Não é uma situação de pura semiótica, na qual sÃmbolos significam algo, mas sim um conjunto de sons, escritas, formação de sÃlabas e frases. Concordo, em parte, em dizer que há uma cultura envolvida, pois, se não fosse isso, terÃamos uma lÃngua só. A parte biológica também está na cosmovisão das comunidades humanas, que até bem pouco tempo, viviam bem isoladas uma das outras e criaram novas palavras a partir das interações.
Um milhão de anos atrás o jovem primata, no enlevo do primeiro amor, oferece à trêfega primatinha uns besouros já descascados.- "Queres uns coccinellideos, fofurinha?" -" São coleópteros, idiota!" E deu-lhe um tabefe nas fuças para aprender o jogo da linguagem.
A IA não cria nada novo, apenas faz uma salada do que já foi criado. Ou seja, vasculha o banco de dados da internet e compõe o que é solicitado. Criar o novo ou decifrar as leis da natureza é um desafio que apenas a mente biológica é capaz de fazer.
A IA nada tem ou terá a ver com a inteligência humana. Não sente (receptores sensoriais ) e não simboliza.
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