Alexandra Moraes - Ombudsman > Androides sonham com leitores de carne e osso? Voltar
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1. Não pago o jornal para ler texto escrito por IA. Não leio essa moça, mas me preocupa que a moda pegue. 2. Não entendo para que te-la na equipe de articulistas se ela não tem tempo para o público do jornal. Gosto de ler quem quer se comunicar com os leitores. 3. O jornal deveria exigir que os articulistas deixem expresso quando seu texto foi total ou parcialmente escrito por IA. 4. Prefiro não ter IA para artigos de opinião. Quero ler gente que escreve com suas próprias palavras.
Ela basicamente disse que não vale a pena perder tempo com vocês aà desse jornaleco kkkk Vai ficar por isso mesmo???
Muito decepcionante e triste que uma colunista que assume com tanto cinismo e defensividade (contra os leitores, ainda por cima) o uso de IA dessa forma integre o quadro de autores do jornal.
Considerando que as IAs são treinadas usando textos de outros autores e que não sabemos se esses textos foram obtidos de forma legal, vide caso da Meta treinando sua IA com livvros pirateados, creio que uma empresa cujo seu produto final são textos no mÃnimo deveria informar aos seu assinantes pagantes se os textos publicados foram gerados por IA
Na maior parte das vezes, não são alimentados com conteúdo obtido de forma legal. Inclusive, a própria Folha processou a OpenAi por uso de conteúdos seus com Paywall sem pagar por eles. Triste demais.
Cara ombudsman, isso é simplesmente uma postura relapsa. Um texto para passar pano a patrão. Não que outros tantos "autorais" deste egrégio jornal não pequem pela BI (burrice artificial), que já são grandes agregados de senso comum. O duro é essa escalada de colunistas meia-boca. Esse é só mais um exemplo. Há ignorantes para tudo; inclusive para nós, que mandamos um $ para este jornal. Agora, é de se esperar que a direção tenha um pouco mais de critério que apenas o número de acessos.
BA*
É razoável que a pessoa se valha da AI como ferramenta acessória e para suprir trechos pontuais na redação de um texto profissional a publicar em um jornal dotado de paywall, portanto com acesso oneroso para os leitores. Não é admissÃvel é um texto escrito majoritária ou exclusivamente por AI; admitir que a participaçao do, ahem, "autor", se limita à elaboração da premissa , do tal do "prompt", é confissão de incompetência, de inépcia e, francamente, da intenção de fazer o leitor de idiota.
O que me choca não é a colunista usar Inteligência Artificial para elaboração de textos, é ela estar entre os colunistas da Folha. Nós assinantes pagamos para ler ideias articuladas por pessoas, mesmo que discordantes. Urge a Folha rever essa sua postura permissiva e descredibilizante do jornal como um todo.
Acredito que a Folha tenha se deparado com uma questão que é mais importante do que parece, à primeira vista. Segundo disse a ombundsman, outros grandes jornais não permitem este tipo de prática. Eu, particularmente, acredito que o jornal não deveria contratar para colunista alguém que tem preguiça ou é incapaz de articular as ideias que defende. Deve haver outros cargos disponÃveis numa empresa deste porte, para quem não se notabilizou pela sua escrita, penso.
Acredito que o exercÃcio da leitura é uma forma de conhecer e internalizar diferentes padrões de escrita. Cada autor tem seu estilo. Não se trata apenas das ideias, como alguém defendeu aqui nos comentários. Se for pra conhecer um conjunto de ideias sobre um determinado tema, apenas, eu vou no youtube e assisto algum vÃdeo sobre. Me interessa a autoria dos textos. Essa "colunista" acabou de implodir com esta ideia, dando este golpe.
Essa notÃcia "desceu" muito mal. Nunca me interessei pela coluna da Natália Beauty. Os temas que aborta e meu total desconhecimento a respeito de sua existência antes de aparecer no jornal contribuÃram pra isso. No entanto, havia leitores para esta coluna. Eu, no lugar deles, me sentiria enganado, se passasse um tempo num jornal - que ajudo a financiar - acreditando estar em contato com formulações textuais de uma pessoa e de repente descubro que era um robô.
*aborda
kkkkkkkkkk fork found in the kitchen
Os chamados detectores de Inteligência Artificial não funcionam de forma confiável. Diferentemente dos detectores de plágio, que identificam textos semelhantes, esses sistemas não conseguem determinar com precisão se um conteúdo foi produzido por uma pessoa ou por uma máquina. Recusar o uso da IA na redação é o mesmo que defender a máquina de escrever em vez do computador. As ideias continuam sendo humanas; a tecnologia apenas auxilia na organização e no aprimoramento dos textos.
Papo furado. Isso é pagar para ler algo que a pessoa não escreveu. É plágio na cara dura.
Fernanda, como o humano é o responsável moral, ético e jurÃdico do texto que elaborou com o uso da IA, é imprescindÃvel a conferência das fontes que a IA te forneceu. Peça para a IA te listar as fontes que ela consultou.
Fernanda, claro que as IAs tem suas complexidades, limitações, é necessário que saibamos disso. Mas, são duas questões distintas. Uma é o IA fazer todo texto para você usando apenas um comando. A outra seria você elaborar um prompt delineando as suas idéias, seus destaques e restrições. Possivelmente a primeira abordagem será entendiante. A segunda a IA estará aprendendo. Desta forma, não tem limites, a IA continuará aprendendo. Quem não usar ou ensinar sua IA, já está ficando para trás.
Sergio, não é tão simples. Sem inteligência artificial, o computador não cria texto, é apenas uma máquina de escrever digital, que permite editar e apagar, escolher fontes, cores etc. A IA "organiza" as ideias, mas faz isso com um padrão: todos os textos tem mais ou menos a mesma estrutura, entendiante. Além disso, reduz nossa capacidade cognitiva (até a calculadora faz isso). Tem ainda o problema de segurança de dados, alucinação quando inclui informações e muito mais.
Eu faço questão de pagar minha assinatura para remunerar jornalistas que ficaram 5 anos na faculdade estudando para produzir conteúdo noticioso de qualidade, não para financiar IA. decepcionante, Folha.
A coluna é publicada com a autoria atribuÃda à tal Beauty, mas sempre foi uma farsa, uma mentira, pois é um robô quem escreve, que vexame.
A robotização humana em andamento!
Um total de 0 pessoas surpreendidas. Afinal, não daria pra esperar muito de uma colunista que assina "Beauty".
Devo dizer que, baseado no conteúdo dos textos da colunista, tudo faz mais sentido agora.
Acho que tem um crime embutido aÃ. Um engano criminoso aos leitores. Vergonha para a colunista e para o jornal. Parabéns à ombudsman pela denúncia, tem muita coragem aÃ.
Estou em busca de um emprego remoto. Sei escrever. Se bem ou mal, não sei. Também tenho ideias próprias. Não necessito de IA.
A folha demitiu Jânio de Freitas, Reinaldo Azevedo e Juca Kfouri, mas dá espaço para uma colunista fake, mentirosa e fascista - fechem logo essa porcaria de jornal decadente e golpista.
Acho ok usar IA...mas muito, muito ruim não sermos avisados.
Na próxima coluna dela, vamos perguntar em que parte o robô escreve e em que parte ela dá, por voz, o pitaco.
Sugiro um tema: fÃsica quântica.
Se for para assinar o jornal para ler colunas feitas pela IA, para mim é melhor cancelar a assinatura e tratar direto com o programa. Claramente a única razão de se manter tal pseudo colunista é pelo seu número de seguidores nas redes.
O nome com que a pessoa assina as colunas já faz rir. Beauty. Mas e a Folha , que coloca uma sra especialista em vender cosméticos , e finge que escreve coluna em que expõe suas opiniões polÃticas. É tão absurdo isso. E quem tem a culpa? O jornal, claro. E pior, para dar voz para reacionários demitiram grandes nomes do jornalismo. É de chorar. Ou procurar o Procon.
Comi uma pessoa que tem preguiça ou dificuldades de articular ideias consegue um emprego em um jornal do porte da FSP como colunista?! Nesse primeiro momento estamos boquiabertos com tal situação. Mas pode chegar um momento em que o leitor passe a se perguntar se quer mesmo pagar pra ler textos criados por robôs.
*como
comentario muito acertado de Helder Nozima numa rede social, agora: Olha, melhor a @folha demitir a colunista e pedir para a IA escrever como se fosse a Natalia Beauty para publicar. Economiza uma grana. E é sinal de que ela também não tem muito a acrescentar.
Assim como os alimentos transgênicos vêm com o sÃmbolo identificador, seria útil e viável identificar a parcela de composição da IA nos textos ou outras artes do jornal?
Estou estarrecido com as três partes: a "colunista", a ombudsman e a Folha. Todas negligentes e preguiçosas.
A ombudsman não tem nada a ver com isso. Pelo contrário, presta um serviço aos leitores e aos colegas profissionais do jornal ao expor que uma colunista usa IA para redigir textos
Marcelo permita- me respeitosamente discordar quanto à ombudsman. Acho que ela fez o seu serviço: os leitores reclamaram, ela foi atrás, desmascarou o jornal e a colunista e publicou a mentira com todos os nomes e letras. Acho até que deverÃamos parabeniza- la. No mais estou contigo e até te acho muito condescendente e gentil.
Lamentável o comportamento/posicionamento da FSP. A colunista poderia informar que seus artigos estão nutridos de IA. Seria respeitoso com os leitores.
Não vejo problema, desde que seja informado. Esse é o preço que pagaremos, cada vez mais, pelo avanço tecnológico. Afinal, pra que serve a tecnologia? Pra inglês ver ou para facilitar-nos a vida? E parabéns pela sinceridade da colunista. É possÃvel sim dialogar com a IA e através de comandos simples arrancar dela tudo o que vc quer.
A sinceridade da colunista veio depois de desmascarada. Se você gosta de ler bula de remédio, entendo sua posição. Já a leitura opinativa num jornal como a FSP merecia um mÃnimo de qualidade literária de um jornalista de carne e osso.
Ou seja o texto não é dela e ela n deveria ter uma coluna em um dos maiores jornais do Brasil.
Entenda como isso e bom para você : “ apenas pediu pra IA que elaborasse um texto” rsrsrs [inserir aqui emoji de palhaço]
Discordo. Ela apenas pediu pra IA que elaborasse um texto seguindo determinados comandos que certamente trouxeram de volta aquilo que ela pensava sobre o assunto. Não vejo problema.
Isso significa que ela não tem competência para expor através da escrita os seus pensamentos. A FSP deveria bani-la porque, no fim das contas, o texto não é dela.
Sempre achei as colunas da moça meio artificiais. Não me atrevo a dizer, levando em conta a qualidade dos textos (principalmente os opinativos) quais os outros colunistas que eu acho que fazem uso dessa prática. Só digo que pelo perfil, se pegos no pulo fossem, bradariam serem vÃtimas de "cancelamento " ou "patrulha do politicamente correto".
É só uma questão de tempo a aceitação universal da IA na formação de textos a partir de diretrizes. Vejam na medicina , o médico instrui e a robótica vai lá ,escolhe o ponto certo, faz o corte e encerra a cirurgia. Não foi a mão do cirurgião que fez o corte com bisturi Ainda bem. Menos riscos
Carlos Eduardo, sua analogia não procede. Há muito, a medicina faz uso de uma quantidade enorme de aparelhos, o tal bisturi automatizado é apenas mais um., mas médico, o cirurgião é o responsável pelas tomadas de decisão a um nÃvel incomparavelmente mais alto e mais crÃtico do que os textos da beleza em questão.
Se a IA conseguir barrar solecismos como a maioria foram, um dos que apoiou, e expressões inúteis como inclusive, justamente, infelizmente, já fico a favor da máquina. Especialmente se no futuro começar a dublar jornalistas e expurgar as modinhas irritantes como jogar o termo “ali” de forma aleatória no meio das frases, ou o abrir e fechar aspas. Ariel palácios é um que não consigo mais ouvir devido a este último vÃcio.
O caso me parece muito mais simples do que está sendo avaliado por muitos leitores: a tal colunista simplesmente não é jornalista, mas alguém que ganhou uma coluna na Folha para defender determinados interesses. Gente assim deve ter um espaço especÃfico, não pode ser listada junto com gente do calibre do Ruy Castro! Um jornal que tenha forte participação de pilotos de IA não merece ser chamado de imprensa, talvez panfleto ou pasquim.
Perfeito, Luiz
Sim, tem razão. Mas talvez fique melhor “copiloto de IA”. Tenho quase certeza que antes pediu à IA instruções sobre como elaborar o texto. E depois , pediu à IA para elaborá-lo. E a ombudsman não diz nada…
Agora entendo porque sempre ficava com a impressão que estes textos da Natalie Beauty eram tão pueris e sonsos.
Eu também estranhava que a coluna ganhasse espaço na FSP, achava o conteúdo banal e a forma insossa. Nunca fiz crÃticas por empatia à colunista. Afinal, gosto não se discute. Mas, tendo a colunista admitido que seu ghost writer é um robô, expresso sem remorso a minha opinião: o textos são péssimos.
Eu desconfiava também, mas queria acreditar que ninguém teria coragem de fazer isso.
Esse tipo de uso de IA me parece de uma preguiça vergonhosa...
Caro Henrique falaste algo que grita na garganta de muitos: A preguiça. Em tempos de IA tudo virou desculpa, o tempo virou vilão e a expressão "apenas", virou esfarrapo de discurso para enganar-se nergonhosamente. "Apenas organiza minhas ideias, sem contudo mudar nada do que penso"... assim soam muitas "justificativas" por aà e por aqui tambem (risos). Se a pessoa escreve, se sai de de suas entranhas tudo aquilo, então não sabe organizá-las? Seu comentário curto, mas provocativo. Grande abraço.
A IA é a nova muleta daqueles que, mesmo com pernas boas, sentem preguiça para caminhar sozinho. Como existe muita gente preguiçosa, essa porcaria antiecológica está se espalhando feito vÃrus.
Sei que é outro assunto, mas peço à Ombudsman o favor de pesquisar e contar aos leitores a razão do aumento da Moderação (Censura mal disfarçada) em textos simples dos Comentários dos leitores. Resguardadas a honra e integridade de pessoas, a responsabilidade é de quem escreve, como afirma o jornal.
Assino embaixo Murilo. AÃ tem algo.
Desonestidade do jornal não informar seus leitores de que suas colunas (e provavelmente suas notÃcias) são frutos de IA. Por outro lado, o jornal pode dispensar seus colunistas cem por cento IA e usar sua própria IA para escrever no lugar deles. Pelo menos vai cortar custos.
São "furto" de IA.
Uma coisa é usar IA para pesquisar informações. Outra é usar texto gerado pelos programas sem mencionar isso explicitamente. O leitor fica na posição de alguém que compra uma pintura achando que é um original quando é uma reprodução.
Pra mim, ler o texto de um colunista sempre esteve atrelado a entrar em contato com diferentes visões sobre um tema para formar minha opinião, conhecer e aprender sobre fatos e comportamentos e, fundamental, a personalidade da escrita, ou seja, o texto criativo, com ritmo, que caracteriza quem o escreve. Ler os textos da colunista citada é ter a impressão de que já se leu aquilo em algum lugar, seja na forma da escrita ou no repertório utilizado. Que a IA nos auxilie, mas não substitua
E tem mais colunista. Parece que nem revisa o que foi escrito por IA. Fica um artigo sem pé nem cabeça. Depois que vc lê, vc fica se perguntando se o colunista estava bem. Era só a IA.
Voltei aos comentários após visitar a FSP em Janeiro. Antes disso, já havia decidido não mais ler determinadas colunas, por recomendação médica. Vivo em estado de simbiose com esse jornal. Como alguém cuja psicometria aos 10 anos atestou cognição de 92, a Folha sempre foi um fator de regulação pra mim: porque me desafia, me estimula. É por isso que deformar esse jornal me irrita: é como navalha em minha carne. Vejo natalia, pondé, spyer, gomes como muletas. Jamais serão a carne viva da Folha.
Seria interessante que o Jornal Folha de São Paulo exigisse dos seus editorialistas a indicação que seus textos foram escritos com ajuda de IA.
Bela iniciativa de trazer essa reflexão na coluna. Estou simplesmente cansada de ver tantos textos com a forma do ChatGpt. De amigos e colunistas a instituições sérias (todos que eu costumava admirar), usando IA. Sou contra delegar algo que é essencialmente humano, com seus erros e contradições, a uma ferramenta. Deixamos de pensar, de refletir, nosso processo cognitivo se empobrece, já existem evidências nesse sentido. Espero que a Folha limite ou ao menos indique o uso. É uma questão ética.
Penso que um texto assinado representa autoria. Que usando IA a pessoa está se fazendo de robô. Que a contradição é parte do jeito humano de pensar. Que gepetaico nunca passaria pela cabeça de nenhuma IA. Que o texto de Natalia Beauty é artificial.
Eu penso que a regra básica do uso de IA deveria ser: usar como ponto de partida e não como resultado final... Mas meu Deus gente, ela ainda "escreve" mandando áudio? É MUITA preguiça! Hahaha Pior foi q li um texto dela ano passado e NA HORA eu percebi que era 100% IA... Fica muito na cara, né? Mas por um lado, a Ombudsman tem razão: assessores fariam esse papel TB, quando o que vale no artigo de opinião é a assinatura.
Pablo Marçal "escreveu" dezenas de livros. Caso Eric Hobsbawm estivesse vivo, garanto que já estaria saindo do forno a Era da Mediocridade.
..."O Globo é o que tem restrição mais SEVERA" seria a forma mais adequada de comparação entre os dois jornais no trato com IA. O fato de as regras serem mais liberais na Folha não quer dizer que não sejam CLARAS. Minha humilde opinião.
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