Natalia Beauty > Meus textos usam inteligência artificial; meu pensamento, não Voltar

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  1. Luís Kerbauy

    O Gemini disse que vc. deve ter usado um prompt na seguinte linha pra "escrever" esse artigo: "Escreva um artigo respondendo à ombudsman da Folha. Diga que uso IA sim, mas só para organizar o texto que eu dito por voz. Argumente que tecnologia sempre causou medo, como na revolução industrial. Dê exemplos de outras profissões. Diga que tempo é o maior ativo. Faça uma piada com a série Westworld no final." :D

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  2. Rafael Marques

    Se você precisa de tanto tempo assim, deixe de ser colunista, oras.

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  3. Rodrigo de Oliveira

    A Folha só pode estar de brincadeira. E essa brincadeira é de muito mal gosto. Todos deveríamos repensar sermos assinantes de um jornal que resolveu achar "ok" publicar textos de alguém que não exerga a barbaridade que tá dizendo... Talvez seja melhor investir a mensalidade que pago à folha numa assinatuda do ChatGPT.

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  4. Fabiano Caetano de Souza

    Só espero que a Folha não titubeie aos argumentos do ChatGPT. Se eu quiser ler textos escritos por IA, eu mesmo peço ao Copilot meia dúzia de textos sobre temas diversos. Não pagaria nada por isso.

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  5. Eduarda Farina

    a redução da escrita ao "esforço manual", a comparação com trabalho industrial, com a montagem de carros...se essa é mesmo a visão da colunista (apenas com o apoio da ia rsrs) não há dose de sensibilidade quanto ao ofício de escrever q de jeito

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  6. Danilo Meira

    A autora cita: "O erro está em acreditar que a inteligência artificial substitui consciência, opinião, repertório ou experiência. Ela não viveu o que eu vivi. Não construiu minha trajetória, não tomou minhas decisões, não carrega meus valores nem responde pelas minhas palavras." Partindo do princípio que a IA não vai usar apenas as vivências da Natalia, a experiência da Natália e o conhecimento da Natália, o texto deixa de ser da Natália. É esse o questionamento.

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  7. ANTONIO LimaJr

    Não tenho opinião formada quanto a usar ou não IA em artigos de opinião, mas quero ser informado disso. Porém, responder a críticas fundadas justificando que seriam medo do novo, preconceito, hipocrisia etc. é subestimar a inteligência dos leitores. Usei máquina de datilografar, fui um dos primeiros entre meus pares a ter computador pessoal etc. e uso IA. Me adapto ao novo. Porém, não se refuta argumentos acusando os críticos e as críticas. Produção intelectual é debate que exige respeito.

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  8. Eduardo Rott Malheiros

    Natalia, que tal escrever sua próxima coluna sem qualquer apoio de IA para que os leitores possam analisar a qualidade do texto?

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  9. Larissa Alves da Silva

    A colunista não compreende que o jornalista, diferente da montadora de carros, trabalha com a arte de escrever e que arte e I.A. são rivais. A arte é essencialmente humana. É muito raso e superficial acreditar que a I.A. analisar exames tem o mesmo peso da I.A. que escreve para um jornalista. É triste, nivel Pablo Marçal de raciocínio.

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  10. Darién Peralta

    Que vergonha uma colunista que diz com orgulho não saber articular os próprios pensamentos em um texto. Achei que isso era o trabalho em questão. Péssimo para a imagem da folha essa fala de que "todos usam e não admitem" já que levanta dúvidas sobre a legitimidade dos demais profissionais afiliados e seus textos.

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  11. Vanessa Pinsky

    Folha de SP - que tal manter colunistas que presam pela escrita humana?

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  12. Vinicius Moreno Rocha

    Não tenho certeza se a discussão sobre o uso de IA para escrita seja vazio, como afirmado pela autora. Parece-me que o esvaziamento surge quando se compara a criatividade das letras com a eficiência da produção industrial. Geralmente, escuto que o tempo é valioso quando relacionado a um valor de troca ou quando é menosprezado por outra pessoa. Enfim, perdemos a oportunidade de ler um texto de alguém que se diverte ao escrever e não encara como mais uma atividade.

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  13. Camila da silva

    É um verdadeiro escárnio um jornal como a Folha de São Paulo divulgar essa coluna. Por isso, meios de comunicação estão perdendo sua credibilidade e relevância. E a Folha segue compactuando ativamente para esse caminho. Tudo em prol dos cliques. A vontade é de deixar de assinar o jornal, mas não o faço (ainda) por termos pessoas do nível Djamila Ribeiro, Mônica Bergamo e Tati Bernardi. Mulheres que estão em outro patamar de intelectualidade.

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  14. Ana Carolina Santin Guerra

    Vivemos em uma sociedade adoentada pela pressa. É tanta exigência por rapidez sobre-humana que vamos ficando cada vez mais burros e preguiçosos. Ela quer ser colunista, mas não tem tempo para o tempo da escrita.

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  15. José Roberto Mathias

    Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?Não há,como a autora disse,a"demonização de IA".Há sim,uma superestimação de uma ferramente que depende do ser humano.Por mais que a IA não interfira no pensamento,muitas vezes é a ambiguidade"humana" é o que dá sabor ao texto.Texto quadradinho,bem arrumado,parece"artificial"demais.Sou poeta menor e fiz a experiência de pedir um Hai Kai para IA. "Legal"... pensei. Só ficou a vontade de fazer um repente para desafiar a máquina rá...rá...rá...

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  16. Fumanga Mario

    O posicionamento da autora é claro e preciso. Contudo, os argumentos requerem maior consistência. Não há "medo" da tecnologia, mas referências éticas quanto à escrita. Oriento Textos em diversos níveis e, por mais útil venha a ser a IA não posso validar um artigo de orientando (ou redação de aluno do Vestibular, Concursos, ENEM...) sob essa ferramenta. Lamentável a autora explorar argumentos frágeis para justificar o injustificável. Triste momento, triste situação. O plágio é necessário?

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  17. Ney César Silva Souza

    Já estava esquecendo esta matéria quando vi sua entrevista à BBC Brasil, sra. Natalia Beauty. Você disse lá que as opiniões críticas à sua atitude de escrever textos jornalísticos com IA são hipocrisia. Não são não. Não são todos que fazem isso, alguns são honestos e sabem que, para uma autoria, estruturar um texto, dar forma a ele, é tão importante quanto informá-lo com seu conteúdo. Por favor, não meça os outros por você mesma. Eu sou escritor e não uso inteligência artificial para escrever.

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    1. Rodrigo Cabral

      Produção acadêmica ou provas de capacidade de redação em concursos não tem nada a ver com o problema em questão. Escrever artigos de opinião é expor o pensamento do autor. A IA é a ferramenta utilizada e que não deveria ser demonizada.

    2. Ney César Silva Souza

      Ninguém está desmerecendo o caráter da colunista. Estamos julgando sua atitude, seu ato, e não seu caráter. Também é preciso aprender a distinguir os dois. A atitude é preciso julgar sim, a sociedade humana é baseada no julgamento das atitudes. Julgamos o tempo todo se um ato foi bom ou ruim e, conforme necessário, através de instituições autorizadas a isso, como os tribunais, a sociedade pune as atitudes muito ruins. Mas o caráter, as motivações da pessoa, isso muitas vezes é inescrutável.

    3. Ramiro Grivot

      E são os escritores profissionais os mais autorizados a usarem ia, pois devem ser avaliados apenas pelo resultado do que entregam. Podem utilizar qualquer referência, fonte, gramática, dicionário ou ferramenta para produzir seu texto.

    4. Ramiro Grivot

      Por que esse desmerecimento do caráter da Natalia que, segundo entendi, é uma criminosa agora.

    5. Ney César Silva Souza

      Quanto a sermos todos estudantes, sim, o somos. E, como eu disse, na capacidade de estudantes, podemos ter ajuda de outros, até mesmo da IA. Mas não na capacidade de profissionais. Não é ético se apropriar de um texto que você não escreveu para tirar alguma vantagem dele, seja financeiro, ou de status, ou o que seja. Isso significa locupletar-se numa mentira. Não foi você que o escreveu! Não foi você que passou anos estudando para aprender a escrever. Você apenas pediu para outro fazer.

    6. Ney César Silva Souza

      Admitir o erro é honestidade sim, desde que admita que foi um erro! Tenho de explicar? Se uma pessoa diz: "Roubei sim, e daí?", isso é honestidade? E outra coisa, acho que você não está familiarizado com o conceito específico de honestidade intelectual. Um de seus fundamentos é: não plagiar. Você tem de aprender a diferenciar plágio de influência. Influência é uma resposta elaborada pessoalmente, plágio é a apropriação de um texto alheio. Plágio, inclusive, é crime, pois fere direitos autorais.

    7. Ramiro Grivot

      Admtir que se cometeu um erro, se é que um erro foi cometido, é honestidade. Todo o trabalho criativo é fruto de uma imitação, de um plágio, de uma pirataria. Isso é uma necessidade, e não acaba quando se atinge a excelência. Ou os melhores - devo crer que os que querem o pescoço da moça -, não foram e continuam estudantes? Mas não vou me preocupar, pois agora todos os problemas éticos relacionados à ia estão resolvidos.

    8. Ney César Silva Souza

      Ramiro Grivot, admitir que está fazendo errado não é honestidade, também no campo intelectual. Seria honestidade admitir que copiou um texto de outra pessoa? Isso ainda seria plágio, mesmo sendo confessado. Um dos princípios da honestidade intelectual é não assumir autoria por algo que não é seu, sendo de outra pessoa, sendo de IA.

    9. Ney César Silva Souza

      Se ela fosse auxiliada por um colega ou por um tutor, caso fosse uma aprendiz e escrevesse não como profissional, mas para aprender, então tudo bem. Mas ela está escrevendo na capacidade de profissional, assumindo uma autoria que não é dela. Pergunte a qualquer escritor, a qualquer banca de concurso se é permitido usar uma inteligência externa para construir um texto e assumi-lo como seu. Não o é.

    10. Ramiro Grivot

      Como é que "alguns" são honestos, meu amigo? Ela não está dizendo que utiliza a ferramenta?

    11. Ramiro Grivot

      Por que é tão importante assim? E se ela fosse auxiliada por um colega, ou por um tutor?

    12. Ney César Silva Souza

      E a Folha de São Paulo deveria sim impedir que isso aconteça, que, sendo comprovado (como neste caso, em que a colunista é ré confessa), os colaboradores, contratados ou convidados, publiquem textos escritos por IA. Isso é desonesto. ESCREVER é o próprio ato de dar forma verbal estruturada às idéias, não é apenas jogá-las no papel (ou no prompt). Quem constrói o texto é o seu autor! Perguntem às bancas de concursos! E a Folha deveria ter o mesmo critério, valorizar os verdadeiros jornalistas.

  18. João Gilberto Rodrigues Almeida

    Então espera... A gente assina um jornal para ler um conteúdo feito por I.A? Percebe-se que esse proprio texto foi feio por I.A também... vamos atrás de um jornal justamente para entender os argumentos e pensamentos de pessoas reais.

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  19. Ramiro Grivot

    Se o texto é bom, não importa se é ia. Por que importaria? A questão não é a fidedignidade do autor a qualquer método de composição textual, mas a entregar o texto com suas ideias.

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  20. Mário Coutinho

    Não sei por onde começar. Poderia escrever páginas, mas acho que o problema é muito simples: alguém que usa a expressão 'inteligência pessoal' e não sente ânsia de vômito com o estilo pobre de uma IA não é lá muito inteligente.

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  21. Devanir A Merengué

    A IA pode não ser o demônio, mas um mínimo de pensamento crítico sempre vai bem. A resposta da colunista confirma o medo para lá de justificado.

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  22. ILSON ALVES RAMOS

    Qualquer tiktoker, Youtuber, facebooker, intagramer ou usuário do deep web pode agora ser um colunista na Folha, batata apresentar os milhões de likes. O que mais assusta é que a moça da sobrancelha usou a IA para justificar o uso da IA.

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  23. Agata Castanheda

    A organização de um texto, seja acadêmico ou literário, faz parte do processo subjetivo implicado na escrita.

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  24. Ney César Silva Souza

    Como não foi publicada minha resposta ao meu próprio comentário abaixo, continuo aqui. Dizia que a IA é uma tecnologia radi calmente diferente das que surgiram até hoje. Ela, por ser uma INTELIGÊNCIA, incorpora as técnicas de seu próprio uso, dispensando o usuário de fazê-lo. Ele só precisa informá-la sobre dados e objetivos (os prompts), e chegará um tempo em que nem isso precisará mais. Se você dá a uma inteligência externa o poder sobre uma tarefa, naquela tarefa específica você abica da sua.

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    1. Ney César Silva Souza

      Não há meio-termo nisso, ou você usa a IA ou força o desenvolvimento de sua inteligência no próprio ato de cultivar as técnicas de seu trabalho, usando-as para resolver problemas e realizar o que chamados de criação. Não sou contra a existência da inteligência artificial, mas contra certo uso que, em vez de instrumentálizá-la para afiar a própria inteligência humana (criando problemas antes das soluções, desafiando-nos, fazendo com que a emulemos), simplesmente a substitui.

  25. victor hugo teixeira

    Além da demissão dessa articulista fake, merecemos um pedido de desculpas pela FSP.

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  26. victor hugo teixeira

    No fim das contas, eis que teve um lado bom esse circo todo promovido por essa Natalia Beauty: descobrimos que é praticamente um consenso entre assinantes e leitores da FSP a rejeiçao veemente ao uso das IAs na produção dos textos, principlamente de opiniao. Nos sentimos palhaços desumanizados e feitos de coisa quando em vez de um texto criado por mente humana, vem uma porcaria saida de uma IA.

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  27. JOSE RAIMUNDO APAREC DE CASSIO cassio

    Os argumentos da autora e muito bons mas reducionista, essa novas IA não se compara com outras tecnologia desenvolvida para facilitar a desenvolvimento humana no ganho de tempo. quando ela fala em medo concordo medo sim em tornar passivo diante da tecnologia, como e uma ferramenta interativa e imersiva disser que não seria capaz de induzir seus pensamentos e emoções, estaria sendo Emotivamente prematura.

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  28. José Vaidergorn

    Fantástico! Ela pensa!

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  29. Ney César Silva Souza

    Outro porém é o seu argumento do medo de novas tecnologias. As pessoas não estão percebendo que a IA é uma tecnologia de natureza radicalmente diferente das que já foram criadas. Quando surgiam novos instrumentos, os humanos ainda tinham controle do seu uso, tinham de aprender técnicas para isso. A marcenaria desenvolveu suas próprias técnicas, um jornalista, mesmo usando computador, ainda tem de dominar as técnicas da escrita. [Continuo na resposta abaixo.]

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    1. Ney César Silva Souza

      Mas a IA, por ser uma INTELIGÊNCIA, incorpora as técnicas de seu próprio uso, e dispensa o usuário de um mínimo esforço sobre o produto de sua atividade. Ele apenas tem de informar dados, especificações e objetivos (os chamados prompts). E chegará um tempo em que nem isso precisará fazer mais, ela mesma, a IA, se informará para criar. Se você usa uma inteligência externa a você, mesmo artificial, você está deixando de usar a sua inteligência, não há um meio-termo para isso. [Continua.]

  30. Henrique Beltrão

    "Usar tecnologia para ganhar tempo não é trapaça, é estratégia, é maturidad" Um atleta que usa dopping é mais maduro do que os que não usam?

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    1. cristiana couto

      São, na minha opinião, coisas incomensuráveis

  31. victor gomes

    Quem não sabe escrever precisa mesmo de IA para escrever textos. A questão é que quem não sabe escrever não poderia (ou não deveria) ser articulista da Folha.

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  32. Pedro Luís Machado Sanches

    Erro muito recorrente aqui reproduzido: não se está "demonizando" a nova tecnologia, mas reclamando legitimamente da queda de qualidade nos textos da colunista. A reclamação é um alerta que a colunista deveria levar a sério. Caso contrário, é bem provável que a gente aqui prefira ler textos escritos por quem não tenha tanta pressa. O tempo que a senhora economizou terceirizando a uma máquina os teus argumentos, eu também posso querem economizar não lendo lugares comuns, tautologias, obviedades.

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  33. Ney César Silva Souza

    A inteligência não se mede (ou se erige) apenas pelas idéias, opiniões e posicionamentos que nós possamos ter. Também passa pela expressão dessas idéias. Claro, quanto mais técnica for a sua expressão, menos necessário será um esforço pessoal. Textos técnicos podem ser escritos por IA. Mas quanto mais pessoal, mais desonesta é a sua estruturação artificial. Escrever não é nunca apenas elencar pontos para outro estruturá-los. A estrutura de um texto é o texto. E quem a constrói é o seu autor.

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    1. Ney César Silva Souza

      Justificar com economia de tempo o uso de IA num texto que deveria ser SEU não é sinal de maturidade, mas de aceitação de um zeitgeist. Você aceitou a urgência do mundo sobre sua vida, essa foi a sua escolha. Sim, se não o fizesse, poderia acabar prejudicando talvez sua carreira, já que o mundo corporativo hoje demanda cada vez mais a eficiência sobre a arte. Não à toa já foi documentada a perda da beleza no mundo atual. Mas isso foi uma decisão sua. Você escolheu ser prática sobre ser pessoal.

  34. Profº Emerson Cruz

    E esse "artigo" como resposta foi escrito como? rss kk

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  35. Jorge Curti e Silva

    Acho que a colunista subestima o privilégio de ter um espaço tão importante pra se expressar. Subestima também a experiência de ter uma relação interessante com seus leitores através da leitura das colunas.

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  36. Oswald Saliosky

    Nunca vi uma desculpa mais desparrafada! Ou tem IA no texto ou não tem! Você joga no chatgpt umas ideias e ele compõe! Isso é exatamente usar IA para compor um texto!

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    1. cristiana couto

      Esfarrapada

    2. Profº Emerson Cruz

      Disse tudoooo... Tem meu apoio( sem IA kkk)

  37. Marcus Guedes

    Pois é. Também adoro ouvir Dona Elvira, em Itanhaem, viciada em cuidar do jardim e em notícias da TV. Apesar dos seus 89 anos e com 30% da visão, dá uma aula sobre os reais interesses da OTAN. E Kilu, colaboradora doméstica, Angolana, que quando estou em Portugal é uma psicanalista nata. Destila inteligência sobre os jogos dos governos africanos. E os porteiros do prédio na Bahia, com sua ancestralidade africana, explicando as desavenças dentro de um terreiro. Quem precisa do artificial beleza?

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  38. Marco Antônio Clímaco

    Os argumentos da colunista já são a prova de que o uso da IA implica sim, nestes casos, em desonestidade intelectual. Nenhum dos exemplos que ela dá se compara com a relação que se estabelece nesse caso entre pensamento e linguagem, onde esta não apenas exprime, mas também usurpa atributos básicos do pensamento. O tempo dela pode ser pra ela o mais importante; pro leitor, continua sendo a sua capacidade de exprimir ela própria, com clareza e propriedade, aquilo que ela supõe saber e pensar.

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  39. Lucia Coelho

    O bizarro é que foi preciso um leitor alertar que a empreendedora, que navega tão bem entre pigmentação de sobrancelhas e democracias latino-americanas, faz seus textos na base do prompt. Quem sabe minimamente como funcionam as IAs (e a Folha sabe!), entende que os textos da colunista se apropriam de milhares de textos de outros colegas, para serem gerados.

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  40. Ana Cursino Guariglia

    Mas falando sério: um texto de coluna não deve remeter apenas à relevância ou impacto dos assuntos tratados, mas sim à AUTORIA. Daí sua ASSINATURA. E autoria diz respeito a estilo, coisa que a IA não dá conta - só imita. Tenho certeza que boa parte dos leitores leva em consideração essa verve em colunistas e cronistas. Muitos deles ficaram para a história - e o jornal os tem relembrado na seção especial dos 105 anos.

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  41. Maria G

    O Brasil é dos espertos

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  42. Maria G

    Folha: "vamos dar voz ao novo empreendedorismo de sucesso". O novo empreendedorismo de sucesso: "sem tempo, irmão"!

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  43. Ana Cursino Guariglia

    Divertido: a colunista se recusa a dispender horas escrevendo. A Folha fica como palhaça, pagando horas não trabalhadas. Mas a constatação é inócua: no final das contas a Folha recebe o texto no prazo e ainda por cima consegue bom resultado: o engajamento de centenas de leitores. O jornal se refestela, ainda que sua credibilidade dê uma bambeada. Quem liga? No final das contas (de juros compostos) tudo se equilibra. A não ser que o jornal ainda considere sua reputação como capital simbólico.

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    1. Wilson Soares

      Comentário Perfeito!

    2. Lucia Coelho

      Tem certeza que é a Folha que fica como palhaça? Ou seríamos nós, os leitores?

  44. Dante Viñolo

    Nenhuma crítica já feita às colunas da Folha foi tão surpreendente, genial e eficaz quanto à da Natália. Chamada para ser colunista, ela aceitou pela visibilidade e pelo marketing pessoal, mas se recusou a perder seu tempo escrevendo um artigo sequer. Passou o olho nas colunas de alguns colegas para entender o padrão. Debates morais vazios, rasos e incoerentes. Não teve dúvida. Ditou ideias soltas à IA, ela organizou o texto, e a Folha publicou. Desprezo maior não há. Genial, Natália! Parabéns!

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  45. Hélio Teixeira Duarte

    Antigamente, tinha um xarope de nome Simancol, mas parece que não existe mais. Pena...

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  46. José Pedrosa

    Depois dessa... Adeus, Folha!

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  47. Sirlanney Freire Nogueira

    Eu, da primeira vez que li um texto dessa colunista, percebi na hora: IA! Isso porque eu uso muito IA... Mas jamais deixaria ela escrever um texto por mim. É fraco, é vazio, é lugar comum.... Tem um jeitinho bobo q só a IA sabe ser. Não agrega, pq só repete o que já é senso comum. A ideia dos artigos de opinião é justamente acrescentar algo novo ao mar do senso comum -- penso eu.

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  48. Elizete Barioni Abdala

    nossa, nem tinha reparado

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  49. Virgínia Oliveira

    Se muitos leitores reclamam, por que a Folha continua publicando textos dessa colunista? Realmente nao entendo. É por causa da CasaFolha? Desculpe, mas para um jornal ter sucesso comercial, inclusive com projetos paralelos como Casafolha e Estudiofolha, é necessario que os leitores tenham admiracao pelos colunistas. Não necessariamente admiracao pelas ideias, mas sim pelo texto bem alinhavado. E quem admira os textos de Natalia Beauty?

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  50. Caroline Oliveira

    O problema não está no uso de IA para a organização de um texto autoral, a questão é a abordagem rasa e simplista que muitas vezes é vista nesta coluna, algo que nem a inteligência artificial salva porque é reflexo da falta de repertório da autora que parece enxergar o coletivo de uma perspectiva totalmente individualista.

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