Mauricio Portugal Ribeiro > Saneamento, evidência e o custo do negacionismo Voltar
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Excelente artigo.
Santa Catarina é o exemplo do atraso em saneamento.
O quadro se torna mais grave quando se fala a respeito dos resÃduos urbanos - a disposição inadequada nos lixões espalhados pelo paÃs, com a própria população se manifestando contra a disposição adequada, em aterros sanitários - com a influência de polÃticos incompetentes e mal intencionados.
Corroboro o ponto de vista do articulista, se saneamento básico, em seus 4 eixos (coleta e tratamento do esgoto, drenagem de águas pluviais urbanas, gestão adequada dos resÃduos sólidos e oferta de água potável em quantidade e qualidade) é o "Iluminismo" materializado, a maioria dos gestores permanece na Idade Média neste quesito fundamental, afinal obra enterrada não gera votos. Somente a conscientização da sociedade cobrando os seus direitos fundamentais poderá reverter este quadro.
Pimenta no c* dos outros é refresco!
Negacionismo é achar que só o céu e paraÃso são construÃdos pela iniciativa privada. Parei na comparação da vacina com os privados.
Continuando: O saneamento é um serviço de natureza municipal. Se querem tratá-lo por meio de desenhos em bacias hidrográficas, por favor, alterem a constituição federal. Enquanto não se procurar cuidar de maneira distinta de problemas distintos e se esquecer de panacéias que não resolvem todos os problemas, o saneamento será o patinho feio da infraestutura e quem pagará por isso é o mais pobre, o periférico e o rural. Simples assim.
O comentarista apresenta uma série de problemas no saneamento e não apresenta soluções e equÃvocos nos processos de privatização (e seus respectivos editais) com clareza. Fica clara, também, a visão privatista dele que subestima empresas estatais de porte que poderiam continuar a existir e prestar serviços sem a necessidade de privatizar, uma vez que já eram praticamente privadas (Sabesp é um exemplo). A generalização não é um bom caminho.
Moro em Búzios, na Região dos Lagos. Aqui a Prolagos é a concessionária, desde abril de 1998! Não funciona! Na região falta água até hoje. E o esgoto, em Búzios ainda temos 65% da população atendida pelo próprio sistema de fossa séptica. A rede Separativa só existe em 20% da parte peninsular (nada na parte continental)! O sistema adotado aqui é o da coleta em Tempo seco. E ainda forcem dados incorretos para as autoridades Estaduais e Federal. E o órgão fiscalizador, não fiscaliza.
Penso que água e esgoto são atribuições do Estado. Mas assim como num condomÃnio, a manutenção do elevador e do portão de garagem é delegada a firmas externas, o mesmo ocorre com as companhias concessionárias. São contratadas para manter e ampliar um determinado serviço, do qual são teoricamente especialistas.
Um programa habitacional que tirasse o morador de palafita em cima do esgoto teria um reflexo importante no programa de saneamento.
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